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Anvisa Atualiza Regulamentação de Ingredientes Cosméticos e Fortalece a Harmonização Regulatória

    A revisão periódica das listas de ingredientes utilizados em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes é um dos principais mecanismos adotados pelas autoridades sanitárias para acompanhar a evolução do conhecimento científico. Novos ensaios in vitro e in silico, avanços nas metodologias de avaliação de risco e a crescente convergência entre legislações internacionais tornam indispensável a atualização contínua dos critérios aplicáveis às formulações.

    Nesse contexto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou as Resoluções da Diretoria Colegiada (RDCs) nº 1.029/2026 e nº 1.030/2026, além da Consulta Pública nº 1.399/2026. As medidas incorporam ao ordenamento jurídico brasileiro as decisões aprovadas pelo Grupo Mercado Comum (GMC) do Mercosul e consolidam um modelo regulatório fundamentado na avaliação científica da segurança dos ingredientes e na gestão do risco químico.

O que muda com as novas normas?

    As novas resoluções redefinem os critérios para utilização de ingredientes cosméticos, revisando tanto a relação de substâncias proibidas quanto aquelas permitidas sob condições específicas.

    A RDC nº 1.030/2026, que internaliza a Resolução MERCOSUL/GMC nº 07/2025, amplia a lista de substâncias proibidas em função de novas evidências toxicológicas. Entre os principais destaques está o banimento das fragrâncias Lilial (Butylphenyl Methylpropional) e Lyral (Hydroxyisohexyl 3-Cyclohexene Carboxaldehyde), anteriormente empregadas pela indústria e atualmente associadas ao potencial de sensibilização cutânea e à toxicidade para a reprodução. A norma também inclui o Ácido Bórico e seus boratos, o Cetoconazol e os polímeros Poliuretano-18 e Poliuretano-19 entre os ingredientes cuja utilização deixa de ser permitida em produtos cosméticos.

    Paralelamente, ingredientes como Hidroquinona, Ácido Azelaico, Metileugenol e Peróxido de Benzoíla passaram a integrar a lista de substâncias restritas, deixando de ser completamente proibidos. Regulamentada pela RDC nº 1.029/2026, que incorpora a Resolução MERCOSUL/GMC nº 06/2025, essa categoria estabelece condições específicas para utilização, incluindo limites máximos de concentração, categorias de produtos autorizadas e advertências obrigatórias na rotulagem.

    Complementando esse processo, a Consulta Pública nº 1.399/2026 permitirá que representantes da indústria, instituições de pesquisa e especialistas contribuam tecnicamente para a elaboração da segunda parte da Lista de Substâncias Restritas, ampliando a participação do setor na construção da regulamentação.

Impactos para a indústria cosmética

    As alterações exigem uma avaliação criteriosa das formulações atualmente comercializadas e dos projetos em desenvolvimento. Fabricantes, importadores e fornecedores de matérias-primas deverão revisar especificações técnicas, validar alternativas para ingredientes descontinuados, atualizar dossiês regulatórios e adequar rotulagens às novas exigências.

    Outro ponto relevante é o prazo de adequação de 24 meses estabelecido pela Anvisa para produtos já regularizados. Durante esse período, as empresas deverão gerenciar estoques, revisar embalagens, implementar as advertências obrigatórias e assegurar a conformidade dos produtos comercializados.

    Nesse cenário, o acompanhamento das consultas públicas torna-se uma ferramenta estratégica para antecipar impactos regulatórios, permitindo o planejamento de reformulações e a qualificação de novos fornecedores antes da publicação definitiva das normas.

    Além disso, a harmonização promovida no âmbito do Mercosul reduz divergências técnicas entre os países do bloco, favorecendo empresas que atuam regionalmente ao simplificar processos de registro e diminuir custos associados às adequações regulatórias.

Perspectivas para o setor

    As recentes publicações evidenciam a consolidação de um modelo regulatório baseado na avaliação de risco, no qual as decisões deixam de considerar apenas o perigo intrínseco de uma substância e passam a incorporar fatores como exposição, concentração, via de aplicação e margem de segurança.

    Esse movimento aproxima a regulamentação brasileira das práticas adotadas internacionalmente, especialmente das diretrizes estabelecidas pelo Regulamento (CE) nº 1223/2009 da União Europeia e das decisões harmonizadas no Mercosul. Como consequência, fortalece-se a proteção da saúde do consumidor, ao mesmo tempo em que se amplia a previsibilidade regulatória e a competitividade da indústria cosmética nacional.

    Diante desse cenário, acompanhar a evolução científica e regulatória deixa de ser apenas uma exigência legal e passa a constituir um diferencial estratégico para o desenvolvimento de produtos inovadores, seguros e alinhados às tendências globais do setor.

Ficha com dados de segurança de resíduos (FDSR)

A gestão de resíduos químicos é uma etapa essencial para garantir a segurança dos trabalhadores, a proteção do meio ambiente e a conformidade legal das empresas. Além da correta classificação e destinação dos resíduos, é indispensável disponibilizar informações técnicas que orientem seu manuseio, armazenamento, transporte e resposta a emergências.

Nesse contexto, a Ficha com Dados de Segurança de Resíduos (FDSR) desempenha um papel fundamental, reunindo informações sobre os perigos do resíduo e as medidas de prevenção e controle necessárias durante todo o seu ciclo de gerenciamento.

Apesar de sua importância, muitas empresas ainda têm dúvidas sobre a obrigatoriedade desse documento. Afinal, toda empresa que gera resíduos químicos precisa elaborar uma FDSR? Em quais situações a legislação brasileira exige sua emissão?

Neste artigo, você entenderá quando a FDSR é obrigatória no Brasil, quais normas regulamentam esse documento e como identificar os cenários em que sua elaboração é necessária para atender aos requisitos legais e garantir a segurança das operações.

O que é FDSR?

A FDSR é a Ficha com Dados de Segurança de Resíduos, um documento técnico que reúne informações sobre riscos, manuseio, armazenamento, transporte e destinação de resíduos químicos perigosos.

Ela é obrigatória sempre que o resíduo apresenta características de periculosidade, como inflamabilidade, toxicidade, corrosividade ou reatividade, conforme critérios da legislação brasileira e do sistema GHS.

A FDSR funciona como uma adaptação da FDS (Ficha com Dados de Segurança) para resíduos, garantindo que todas as etapas do ciclo de vida do resíduo sejam realizadas com segurança e conformidade legal.

Contexto e importância da FDSR no Brasil

A geração de resíduos químicos no Brasil cresce de forma proporcional ao avanço industrial. Segundo dados do IBGE, setores como indústria, saúde e agronegócio são responsáveis por volumes significativos de resíduos perigosos.

Além disso, a Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelece que empresas são responsáveis por todo o ciclo de vida dos resíduos que geram — da geração à destinação final.

Nesse cenário, a FDSR deixa de ser apenas um documento técnico e passa a ser uma exigência estratégica para:

  • garantir segurança operacional
  • reduzir riscos ambientais
  • atender auditorias e fiscalizações
  • evitar penalidades legais

A ausência desse documento pode comprometer inclusive contratos com transportadoras e empresas de destinação.

Como funciona a FDSR na prática

A elaboração e aplicação da FDSR segue uma lógica técnica baseada na identificação de perigos e controle de riscos.

Veja como funciona na prática:

  1. Identificação do resíduo

    • Origem do resíduo
    • Processo gerador
    • Composição química

  2. Classificação de perigos

    • Escolha do sistema de classificação
    • Aplicação dos critérios Identificação de riscos físicos, à saúde e ao meio ambiente

  3. Estruturação da FDSR

    • Informações padronizadas em seções (semelhantes à FDS)
    • Dados sobre transporte, armazenamento e emergência

  4. Aplicação operacional

    • Uso pela equipe interna
    • Compartilhamento com transportadores e destinadores

  5. Atualização periódica

    • Revisão conforme mudança de composição ou legislação

Esse fluxo garante que o resíduo seja tratado com o mesmo nível de controle aplicado a produtos químicos.

Requisitos técnicos e normas aplicáveis

A obrigatoriedade da FDSR não está concentrada em uma única norma, mas sim em um conjunto de regulamentações que, na prática, exigem sua elaboração.

Entre os principais referenciais técnicos estão:

1. ABNT NBR 14725

  • Define critérios de classificação de perigos
  • Estrutura da Ficha com Dados de Segurança
  • Base técnica utilizada para adaptação à FDSR

2. NR-26

  • Internaliza o GHS no Brasil
  • Estabelece diretrizes para comunicação de perigos

3. Lei 12.305/2010 – Política Nacional de Resíduos Sólidos

  • Define responsabilidade compartilhada
  • Exige controle sobre riscos de resíduos

4. Normas de transporte terrestre (ANTT)

  • Exigem informações de risco para movimentação de resíduos perigosos

Quando a FDSR se torna obrigatória?

De forma geral, a Ficha com Dados de Segurança de Resíduos (FDSR) é exigida quando o resíduo apresenta perigos que demandam a comunicação de informações de segurança para seu manuseio, armazenamento, transporte ou destinação.

Na prática, a elaboração da FDSR é necessária, principalmente, quando:

  • o resíduo é classificado como perigoso;
  • o resíduo apresenta riscos à saúde humana ou ao meio ambiente que precisam ser comunicados aos envolvidos em seu gerenciamento;
  • empresas terceirizadas participam das etapas de coleta, transporte, tratamento ou destinação final do resíduo.

Nessas situações, a FDSR fornece informações essenciais para que todos os envolvidos conheçam os perigos do resíduo e adotem as medidas adequadas de prevenção, resposta a emergências e controle de riscos, contribuindo para o atendimento aos requisitos legais e para a segurança das operações.

Tabela: FDS x FDSR — principais diferenças

Critério FDS (Produto Químico) FDSR (Resíduo Químico)
Aplicação Substâncias e misturas comerciais Resíduos gerados na empresa
Base normativa ABNT NBR 14725 ABNT NBR 16725
Composição Fixa Variável conforme processo gerador
Objetivo Segurança no uso do produto Segurança na gestão do resíduo
Obrigatoriedade Produtos perigosos Resíduos perigosos

Principais erros relacionados à FDSR 

Mesmo empresas estruturadas cometem falhas na gestão da FDSR. Os erros mais comuns incluem:

  1. Não elaborar FDSR para resíduos perigosos
    Acreditar que apenas a FDS do produto original é suficiente.
  2. Copiar FDS de produtos químicos
    Resíduos possuem composição diferente e devem ser tratados como novos materiais.
  3. Não atualizar o documento
    Mudanças no processo produtivo alteram o perfil do resíduo.
  4. Falta de integração com o PGRS
    A FDSR deve estar alinhada ao Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.

Benefícios de aplicar corretamente a FDSR

A correta aplicação da FDSR gera ganhos diretos para a empresa:

  • Redução de riscos operacionais
    Menos acidentes e exposição a agentes perigosos
  • Conformidade legal
    Atendimento às exigências de fiscalização
  • Eficiência na gestão de resíduos
    Processos mais organizados e rastreáveis
  • Facilidade em auditorias
    Documentação técnica adequada
  • Melhor relação com parceiros
    Transportadoras e destinadores exigem esse documento

Além disso, empresas que estruturam corretamente sua gestão de resíduos fortalecem sua imagem institucional e reduzem passivos ambientais.

Perguntas frequentes sobre FDSR resíduos químicos

  • A FDSR substitui a FDS?

Não. A FDS é aplicada a produtos químicos. A FDSR é específica para resíduos e complementa a documentação.

  • Todo resíduo químico precisa de FDSR?

Não. Apenas resíduos classificados como perigosos exigem a FDSR.

  • Quem é responsável pela elaboração da FDSR?

A empresa geradora do resíduo é responsável, podendo contratar especialistas para elaboração técnica.

  • Existe um modelo padrão de FDSR?

Sim,  ela deve ser elaborada conforme as orientações da ABNT NBR 16725.

  • A falta de FDSR gera multa?

Pode gerar autuações, além de impedir transporte e destinação adequada.

Conte com especialistas para garantir a conformidade da sua gestão de resíduos

Atender às exigências legais relacionadas aos resíduos químicos vai muito além da destinação adequada. A classificação correta dos resíduos, a elaboração da FDSR e a manutenção da documentação técnica atualizada são etapas essenciais para reduzir riscos, proteger os trabalhadores e demonstrar conformidade perante os órgãos fiscalizadores.

A Intertox oferece suporte técnico especializado em segurança química, incluindo a elaboração de Fichas com Dados de Segurança de Resíduos (FDSR), classificação de perigos, adequação às normas aplicáveis e consultoria em assuntos regulatórios, auxiliando empresas de diferentes segmentos a manterem suas operações em conformidade.

Se sua empresa gera resíduos químicos e deseja avaliar se a documentação utilizada atende aos requisitos legais e às melhores práticas de segurança, conheça as soluções da Intertox e fale com um especialista.

Anvisa promove capacitação em Boas Práticas de Fabricação de Cosméticos e Saneantes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) disponibilizou a capacitação “Boas Práticas de Fabricação de Cosméticos e Saneantes para o Setor Regulado”, iniciativa voltada à qualificação técnica de profissionais e empresas que atuam nos setores de cosméticos e saneantes.

O curso reforça a importância das Boas Práticas de Fabricação (BPF) como elemento essencial para a conformidade sanitária, a segurança dos produtos e a melhoria contínua dos processos produtivos. A iniciativa também busca aproximar os requisitos regulatórios da rotina operacional das empresas, contribuindo para que as exigências aplicáveis sejam compreendidas e implementadas de forma prática no ambiente industrial.

Mais do que atender a requisitos normativos, a capacitação destaca a necessidade de consolidar uma cultura de qualidade nas operações fabris, assegurando que as etapas envolvidas na fabricação estejam alinhadas aos requisitos regulatórios vigentes e gerem as evidências documentais necessárias para demonstrar a conformidade sanitária da empresa. A capacitação está disponível no AVA Visa, ambiente virtual de aprendizagem da ANVISA, em formato totalmente on-line.

Lançamento da capacitação

O lançamento oficial da capacitação ocorreu em 25 de junho de 2026, em evento realizado pela ANVISA, com a participação de representantes da Agência e de importantes entidades do setor produtivo, como a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), a Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC) e a Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes (ABIPLA). A programação do evento destacou a relevância da qualificação técnica e da integração entre regulação, fiscalização sanitária e indústria. Entre os temas abordados, estiveram a visão estratégica da fiscalização sanitária, a evolução e os fundamentos das Boas Práticas de Fabricação e a apresentação de diagnósticos de inspeções realizadas em empresas de cosméticos e saneantes.

Tópicos contemplados e objetivo

A capacitação tem como objetivo apoiar profissionais do setor regulado na compreensão e aplicação das Boas Práticas de Fabricação em cosméticos e saneantes, contribuindo para transformar requisitos regulatórios em práticas efetivas de qualidade no ambiente fabril.

O conteúdo está relacionado ao fortalecimento da conformidade com os requisitos aplicáveis às Boas Práticas de Fabricação previstas para os setores de cosméticos e saneantes, incluindo a RDC nº 48/2013, aplicável a produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes, e a RDC nº 47/2013, aplicável a produtos saneantes.

A proposta central é reforçar que a qualidade deve estar presente em todas as etapas da operação, desde o recebimento de matérias-primas até a expedição final dos produtos. Esse enfoque contribui para que os processos sejam conduzidos de forma padronizada, rastreável e tecnicamente controlada.

Entre os assuntos contemplados, destacam-se:

  • higiene, limpeza e sanitização;
  • validação e calibração;
  • gestão técnica de documentos e registros;
  • tratamento de desvios e não conformidades;
  • fundamentos das Boas Práticas de Fabricação;
  • preparação para auditorias e inspeções sanitárias;
  • diagnóstico de falhas recorrentes observadas em inspeções;
  • oportunidades de melhoria nos processos produtivos.

Importância para o setor regulado

As Boas Práticas de Fabricação representam um dos pilares da regularidade sanitária. Para empresas que fabricam, importam, armazenam, distribuem ou comercializam cosméticos e saneantes, manter processos compatíveis com as BPF é essencial para reduzir riscos regulatórios, prevenir desvios de qualidade e garantir maior segurança ao consumidor.

A capacitação disponibilizada pela ANVISA pode apoiar empresas em diferentes frentes, como:

  • treinamento de equipes técnicas, operacionais e regulatórias;
  • revisão de procedimentos internos;
  • fortalecimento do sistema de gestão da qualidade;
  • melhoria da rastreabilidade documental;
  • adequação de rotinas de fabricação, controle e armazenamento;
  • preparação para inspeções e auditorias sanitárias;
  • identificação de oportunidades de melhoria em processos produtivos;
  • redução de riscos associados a não conformidades e falhas documentais.

A disponibilização de um curso oficial pela ANVISA representa uma oportunidade importante para o setor de cosméticos e saneantes. Além de ampliar o acesso ao conhecimento técnico, a capacitação favorece a padronização de entendimentos entre empresas, profissionais e órgãos de fiscalização.

Conte com a Intertox

A disponibilização da capacitação pela ANVISA reforça a importância da qualificação técnica contínua e da implementação efetiva das Boas Práticas de Fabricação nos setores de cosméticos e saneantes.

Nesse contexto, a Intertox atua no suporte técnico e regulatório para empresas que buscam fortalecer sua conformidade sanitária, estruturar processos internos e atender às exigências aplicáveis ao setor regulado.

Com equipe multidisciplinar e experiência em assuntos regulatórios, segurança química e gestão de conformidade, a Intertox apoia empresas em atividades como:

  • avaliação de requisitos regulatórios aplicáveis a cosméticos e saneantes;
  • suporte à adequação regulatória;
  • elaboração e revisão de procedimentos, manuais e documentos técnicos;
  • preparação para inspeções e auditorias sanitárias;
  • análise de rotulagem, FDS e comunicação de perigos;
  • treinamentos técnicos para equipes operacionais, regulatórias e de qualidade;
  • acompanhamento de atualizações normativas junto aos órgãos competentes.

Dessa forma, a Intertox contribui para que empresas do setor mantenham seus processos alinhados às exigências da ANVISA, reduzam riscos regulatórios e fortaleçam sua atuação no mercado com segurança, qualidade e conformidade.

SDS para exportação de produtos químicos: quando e como adaptar a documentação de segurança?

A exportação de produtos químicos exige mais do que documentos comerciais, tributários e logísticos. Empresas que enviam substâncias, misturas, matérias-primas ou produtos formulados para outros países também precisam garantir que a comunicação de perigos esteja adequada às regras do mercado de destino.

Nesse contexto, a SDS para exportação, ou Safety Data Sheet, é um documento técnico essencial para reduzir riscos regulatórios, operacionais e comerciais. Ela reúne informações sobre classificação de perigos, composição, primeiros socorros, combate a incêndios, armazenamento, controle de exposição, transporte, descarte e resposta a emergências.

Embora a FDS brasileira possa servir como base técnica, ela não deve ser apenas traduzida. Cada país pode adotar versões diferentes do Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos, além de possuir exigências próprias relacionadas a idioma, inventários químicos, limites ocupacionais, rotulagem e transporte.

Por isso, a SDS precisa ser analisada e adaptada conforme o país importador, o produto exportado e as condições da operação internacional.

O que é uma SDS para exportação?

A SDS para exportação é a ficha de segurança elaborada ou revisada para atender aos requisitos técnicos, linguísticos e regulatórios do país em que o produto químico será comercializado ou utilizado.

Mesmo seguindo a estrutura internacional de 16 seções, uma SDS não é automaticamente válida em todos os mercados. A empresa deve verificar se estão adequados:

  • o idioma do documento;
  • a classificação de perigos;
  • os pictogramas e a palavra de advertência;
  • as frases de perigo e precaução;
  • os limites de exposição ocupacional;
  • as referências regulatórias;
  • as informações de armazenamento, transporte e descarte.

A adequação, portanto, envolve análise técnica e regulatória. Não se limita à tradução da FDS utilizada no Brasil.

O Sistema Globalmente Harmonizado das Nações Unidas estabelece critérios para a classificação e a comunicação dos perigos químicos. Entretanto, a forma de adoção desses critérios pode variar entre países e setores.

Quando a SDS para exportação precisa ser adaptada?

A necessidade de adequação deve ser avaliada sempre que um produto químico for destinado a outro país. A revisão é especialmente importante nas situações a seguir.

1.Exportação para mercados com regulamentação própria

Países e blocos econômicos podem adotar sistemas específicos de comunicação de perigos, como o REACH e o CLP na União Europeia, o Hazard Communication Standard nos Estados Unidos e o WHMIS no Canadá.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o Hazard Communication Standard da OSHA estabelece critérios para classificação, rótulos e fichas de segurança de produtos químicos perigosos.

2.Mudança de idioma

Alguns mercados exigem que a SDS esteja disponível no idioma oficial local. Outros podem aceitar o inglês em determinadas operações, desde que o documento atenda aos requisitos regulatórios do destino.

No Canadá, as regras do WHMIS para fornecedores de produtos perigosos determinam que as informações da SDS sejam fornecidas em inglês e francês.

3.Produto classificado como perigoso

Produtos inflamáveis, corrosivos, tóxicos, oxidantes, sensibilizantes ou perigosos ao meio ambiente exigem maior atenção na classificação e na comunicação dos riscos.

A definição correta dos perigos depende da análise da composição e da aplicação dos critérios adotados pelo país importador. O conteúdo sobre classificação GHS de substâncias e misturas apresenta os principais elementos envolvidos nesse processo.

4.Substâncias sujeitas a inventários químicos

Diversos países possuem listas de substâncias permitidas, registradas, notificadas ou submetidas a controle. A presença dos componentes do produto no inventário aplicável deve ser verificada antes da exportação.

Uma substância aparecer na SDS não significa, por si só, que ela possa ser importada ou comercializada livremente no mercado de destino.

5.Alteração da formulação

Mudanças na composição, na concentração, nas matérias-primas ou nas impurezas podem modificar a classificação de perigo e exigir uma nova versão da ficha.

6.Exigência do importador ou da autoridade local

Importadores, distribuidores, empresas multinacionais e órgãos fiscalizadores podem solicitar uma SDS específica antes da homologação, do embarque ou da liberação do produto.

Como adaptar uma SDS para exportação?

A adaptação deve seguir um processo estruturado para evitar divergências entre SDS, rótulo, documentos de transporte e requisitos regulatórios.

1. Identificar o país de destino

O primeiro passo é definir o mercado para o qual o produto será enviado. Uma mesma formulação pode exigir versões diferentes da SDS conforme o país ou bloco econômico.

As diferenças de implementação do GHS podem envolver categorias de perigo, limites de concentração, idioma, frases obrigatórias e requisitos complementares. O comparativo sobre o GHS nos países da América Latina demonstra como essas variações afetam documentos e rótulos.

2. Levantar a composição do produto

A empresa deve reunir informações completas e rastreáveis sobre:

  • substâncias presentes;
  • números CAS;
  • concentrações ou faixas de concentração;
  • impurezas relevantes;
  • propriedades físicas e químicas;
  • dados toxicológicos e ecotoxicológicos.

Informações incompletas podem comprometer a classificação, a elaboração do documento e a conformidade da operação.

3. Consultar os inventários químicos aplicáveis

É necessário verificar se os componentes estão listados, registrados ou sujeitos a notificação no mercado de destino.

Dependendo do país, também podem existir restrições de uso, limites de concentração, autorizações prévias ou obrigações adicionais de comunicação.

4. Aplicar os critérios locais do GHS

Embora o GHS tenha sido criado para harmonizar a comunicação de perigos, sua implementação não ocorre de maneira idêntica em todos os países.

Podem existir diferenças relacionadas a:

  • classes e categorias de perigo adotadas;
  • limites de concentração;
  • critérios para classificação de misturas;
  • frases de perigo e precaução obrigatórias;
  • elementos adicionais de rotulagem;
  • informações exigidas em determinadas seções da SDS.

5. Adequar o idioma e a terminologia

A tradução deve utilizar os termos oficiais empregados pela regulamentação local. Traduções automáticas ou literais podem gerar erros em frases de perigo, medidas de primeiros socorros, orientações de emergência e limites de exposição.

Além da correção linguística, é necessário manter consistência entre a terminologia da SDS, do rótulo e dos demais documentos da operação.

6. Revisar a rotulagem e o transporte

A SDS deve estar coerente com o rótulo do produto e com os documentos logísticos.

Na seção 14, devem ser verificados, quando aplicáveis:

  • número ONU;
  • nome apropriado para embarque;
  • classe e risco subsidiário;
  • grupo de embalagem;
  • perigo ao meio ambiente;
  • requisitos para transporte terrestre, marítimo ou aéreo.

O conteúdo sobre legislação e documentação para transporte de produtos perigosos apresenta os cuidados necessários para reduzir riscos logísticos e regulatórios.

7. Validar e manter o documento atualizado

A versão final deve passar por revisão técnica antes do envio ao importador ou da utilização na operação.

Uma nova avaliação pode ser necessária quando houver:

  • alteração da fórmula;
  • entrada em outro mercado;
  • nova informação toxicológica ou ecotoxicológica;
  • mudança na classificação;
  • atualização do GHS;
  • modificação da legislação local;
  • revisão das regras de transporte.

Quais pontos técnicos exigem mais atenção?

1.Classificação de perigos

A análise deve considerar os perigos físicos, à saúde humana e ao meio ambiente. Entre eles estão inflamabilidade, corrosão, toxicidade aguda, sensibilização, carcinogenicidade, toxicidade reprodutiva e perigo ao ambiente aquático.

2.Frases de perigo e precaução

As frases devem estar no idioma exigido e corresponder à classificação adotada no país de destino. Frases traduzidas incorretamente podem comprometer a interpretação do risco.

3.Limites de exposição ocupacional

Os valores utilizados no Brasil podem não ser os mesmos reconhecidos pelo mercado importador. A seção sobre controle de exposição deve considerar as referências locais aplicáveis.

4.Dados toxicológicos e ecotoxicológicos

Informações genéricas ou insuficientes podem gerar questionamentos durante auditorias, processos de homologação e avaliações regulatórias.

5.Armazenamento e incompatibilidades

A SDS deve indicar condições seguras de temperatura, ventilação, segregação e prevenção de reações perigosas, considerando as características reais do produto.

FDS brasileira e SDS para exportação: quais são as diferenças?

CritérioFDS brasileiraSDS para exportação
IdiomaPortuguêsIdioma exigido pelo mercado de destino
Base regulatóriaABNT NBR 14725 e requisitos brasileiros aplicáveisGHS e legislação específica do país importador
ClassificaçãoCritérios adotados no BrasilCritérios aplicáveis ao mercado de destino
Inventários químicosConforme as exigências nacionaisPodem ser determinantes para a entrada e comercialização do produto
RotulagemRequisitos brasileiros de comunicação de perigosRegras locais de idioma, classificação e comunicação
TransporteNormas nacionais e internacionais aplicáveis à operaçãoRequisitos do modal, do trânsito internacional e do país de destino
AplicaçãoMercado brasileiroOperação internacional específica

A FDS brasileira pode fornecer informações importantes sobre o produto, mas não substitui automaticamente a SDS exigida no exterior.

Principais erros na SDS para exportação

Fazer apenas a tradução da FDS

A tradução literal não analisa diferenças de classificação, inventários, limites ocupacionais, frases obrigatórias ou requisitos locais.

Utilizar a mesma SDS em todos os mercados

Uma versão aceita em determinado país pode ser inadequada em outro. Cada destino deve ser avaliado individualmente.

Ignorar inventários químicos

A falta de verificação pode impedir a importação, gerar exigências adicionais ou comprometer a comercialização do produto.

Manter divergências entre SDS e rótulo

Pictogramas, palavra de advertência, frases de perigo e medidas de precaução devem ser consistentes nos dois documentos.

Informar dados incorretos de transporte

Erros no número ONU, no nome apropriado para embarque, na classe de risco ou no grupo de embalagem podem causar retenções, devoluções e atrasos logísticos.

Não revisar o documento

A SDS pode ficar desatualizada após mudanças na formulação, na regulamentação, na classificação ou no mercado de destino.

Quais são os benefícios da adequação correta?

Uma SDS tecnicamente adequada contribui para:

  • reduzir retenções, devoluções e retrabalhos;
  • facilitar a homologação de fornecedores;
  • melhorar a comunicação dos perigos;
  • aumentar a segurança logística;
  • fortalecer a conformidade regulatória;
  • apoiar auditorias internacionais;
  • reduzir divergências entre SDS, rótulo e transporte;
  • ampliar o acesso a mercados mais exigentes.

Além de reduzir riscos, uma documentação confiável transmite maior segurança ao importador, ao distribuidor e ao usuário final.

Perguntas frequentes sobre SDS para exportação

1.Toda empresa que exporta produtos químicos precisa adaptar a SDS?

A necessidade deve ser avaliada em cada operação. Em geral, é preciso verificar o idioma, a legislação local, os critérios do GHS, os inventários químicos e as exigências do importador.

2.Traduzir a FDS para inglês é suficiente?

Não necessariamente. O inglês pode atender ao idioma em alguns mercados, mas ainda será necessário revisar classificação, frases de perigo, limites de exposição, inventários e referências regulatórias.

3.A FDS brasileira pode ser utilizada como base?

Sim. Entretanto, ela deve passar por avaliação técnica antes de ser utilizada em outro país. A classificação e as informações regulatórias precisam ser compatíveis com o mercado de destino.

4.A empresa precisa elaborar uma SDS para cada país?

Pode ser necessário. Quando os mercados adotam idiomas, critérios ou exigências diferentes, versões específicas devem ser preparadas.

5.Quem deve revisar uma SDS internacional?

A revisão deve ser realizada por profissionais com conhecimento em segurança química, GHS, toxicologia, transporte e regulamentação do mercado de destino.

6.Quando atualizar a SDS para exportação?

A atualização deve ocorrer sempre que houver mudança relevante na formulação, nos dados técnicos, na legislação, na classificação ou no país para o qual o produto será enviado.

Como reduzir riscos na exportação de produtos químicos?

A SDS deve fazer parte do planejamento regulatório da exportação. Antes do embarque, a empresa precisa confirmar o país de destino, revisar a composição, verificar inventários químicos, aplicar a classificação adequada, ajustar o idioma e manter consistência entre SDS, rótulo e documentos de transporte.

A INTERTOX atua com elaboração e revisão de documentos de segurança, classificação GHS, rotulagem, transporte de produtos perigosos e suporte regulatório para operações internacionais.

Se sua empresa precisa elaborar ou adequar uma SDS para exportação, fale com um especialista da INTERTOX e avalie os requisitos técnicos, linguísticos e regulatórios do mercado de destino.

Colômbia abre consulta pública para definir critérios de priorização de substâncias químicas industriais

A Colômbia colocou em consulta pública um projeto de resolução que estabelece os critérios para identificar substâncias químicas de uso industrial consideradas prioritárias para a gestão do risco à saúde humana e ao meio ambiente. A iniciativa regulamenta a etapa de priorização prevista no Sistema de Gestão de Substâncias Químicas de Uso Industrial (SQUI) e representa mais um avanço na implementação do modelo colombiano de avaliação e gerenciamento dessas substâncias.

A proposta busca definir como será realizada a seleção das substâncias que seguirão para as próximas etapas do sistema, permitindo que as autoridades concentrem seus esforços naquelas que apresentam maior potencial de risco. A adoção de critérios técnicos para essa seleção contribui para tornar o processo mais transparente, consistente e alinhado às boas práticas internacionais de gestão de produtos químicos.

Contexto regulatório

O Sistema de Gestão de Substâncias Químicas de Uso Industrial (SQUI), previsto no Decreto 1076 de 2015, foi estruturado para organizar a gestão dessas substâncias de forma gradual. O sistema contempla o Inventário Nacional de Substâncias Químicas de Uso Industrial (INSQUI), a etapa de priorização, a avaliação do risco e, quando necessário, a definição de medidas de gerenciamento.

A resolução em consulta pública trata especificamente da etapa de priorização. Seu objetivo é estabelecer os critérios que orientarão a escolha das substâncias que serão avaliadas primeiro, considerando que o grande número de produtos químicos presentes no mercado torna inviável analisar todos simultaneamente.

Na prática, essa etapa funciona como um mecanismo de organização das ações regulatórias, direcionando recursos técnicos para os casos considerados mais relevantes sob a perspectiva da proteção da saúde humana e do meio ambiente.

Como funcionará a priorização

O Documento Técnico que acompanha a consulta pública apresenta a metodologia proposta para selecionar as substâncias prioritárias. A classificação será baseada na combinação de informações relacionadas ao perigo intrínseco das substâncias e ao potencial de exposição, permitindo uma análise mais abrangente da relevância de cada uma para o contexto colombiano.

Entre os parâmetros considerados estão características de perigo para a saúde humana e para o meio ambiente, como carcinogenicidade, mutagenicidade, toxicidade para a reprodução, toxicidade aguda, sensibilização, persistência ambiental, bioacumulação e ecotoxicidade.

Além dessas propriedades, também serão avaliadas informações que refletem o potencial de exposição, incluindo volumes de fabricação e importação, usos industriais, setores econômicos envolvidos, classificações harmonizadas, dados provenientes de programas regulatórios nacionais e internacionais e informações declaradas no INSQUI.

A combinação desses elementos permitirá identificar substâncias que reúnam elevado potencial de perigo e maior probabilidade de exposição, fornecendo uma base técnica para definir a ordem em que serão submetidas às avaliações de risco.

É importante destacar que a inclusão de uma substância na lista de prioritárias não implica sua proibição, restrição de uso ou retirada do mercado. A priorização representa apenas uma etapa inicial do processo regulatório, indicando quais substâncias serão avaliadas com maior profundidade antes da eventual adoção de medidas de gerenciamento.

Papel do INSQUI

O Inventário Nacional de Substâncias Químicas de Uso Industrial (INSQUI) desempenha papel estratégico nesse processo. As informações declaradas pelas empresas sobre fabricação e importação constituem uma das principais fontes de dados utilizadas para a seleção das substâncias, sendo complementadas por informações provenientes de bases regulatórias e científicas nacionais e internacionais.

Segundo o Documento Técnico, essa integração permitirá que as decisões sejam fundamentadas em dados representativos da realidade colombiana, sem deixar de considerar o conhecimento científico já consolidado e as experiências regulatórias adotadas em outros países.

Nesse cenário, a qualidade, a consistência e a atualização das informações fornecidas pelas empresas tornam-se fatores essenciais para garantir a confiabilidade do processo de priorização e o adequado funcionamento do sistema.

Próximas etapas e impactos para as empresas

A identificação de uma substância como prioritária marca o início de uma etapa de avaliação mais detalhada. A partir desse momento, poderão ser conduzidos estudos para caracterizar os riscos associados às condições de fabricação, importação, uso e exposição, gerando subsídios técnicos para futuras decisões regulatórias.

Somente após essa avaliação será possível considerar a adoção de medidas de gerenciamento do risco, caso as evidências científicas justifiquem essa necessidade. Dessa forma, o projeto reforça uma abordagem baseada em etapas sucessivas, na qual as decisões são construídas de maneira gradual e fundamentadas em critérios técnicos.

Embora a proposta não imponha novas restrições às substâncias químicas de uso industrial, ela evidencia a importância das informações declaradas pelas empresas ao INSQUI. Esses dados compõem uma parte relevante da base utilizada para definir quais substâncias serão priorizadas nas etapas seguintes do sistema.

Por esse motivo, fabricantes, importadores e demais empresas que atuam com substâncias químicas devem acompanhar a evolução da consulta pública e da futura regulamentação, uma vez que as substâncias classificadas como prioritárias poderão ser objeto de avaliações específicas e, posteriormente, de medidas de gerenciamento, quando houver justificativa técnica.

A publicação da proposta representa mais um passo na consolidação do marco regulatório colombiano para substâncias químicas industriais e reforça a adoção de uma abordagem baseada em risco, apoiada em critérios científicos, dados nacionais e referências regulatórias internacionais.

Conte com a Intertox

A evolução dos requisitos regulatórios relacionados ao INSQUI e aos demais instrumentos do sistema colombiano pode gerar impactos para empresas que fabricam, importam ou comercializam substâncias químicas. Acompanhar essas mudanças é fundamental para manter a conformidade regulatória e antecipar possíveis exigências futuras.

A Intertox monitora continuamente a evolução das regulamentações nacionais e internacionais, oferecendo suporte especializado em assuntos regulatórios, classificação GHS, elaboração e revisão de Fichas com Dados de Segurança (FDS), inventários de substâncias químicas, avaliação de risco, gestão de produtos químicos e consultoria técnica para atendimento aos requisitos regulatórios.

Para acessar esta consulta pública e os arquivos abaixo citados, clique aqui.

  • Ministerio de Ambiente y Desarrollo Sostenible. Proyecto de Resolución – Por medio del cual se definen los criterios y condiciones para identificar las sustancias químicas de uso industrial que son prioritarias para la gestión del riesgo.
  • Ministerio de Ambiente y Desarrollo Sostenible. Documento Técnico – Priorización de Sustancias Químicas de Uso Industrial (SQUI).