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Quais são os itens essenciais para elaboração de um rótulo GHS no Brasil? 

O rótulo de produtos químicos é uma das principais ferramentas de comunicação de perigos, fornecendo informações cruciais sobre composição, os riscos e as precauções necessárias para o manuseio seguro, garantindo a segurança de seus usuários. No Brasil, há as diretrizes estabelecidas pela ABNT NBR 14725:2023, que informa as especificações necessárias para a rotulagem GHS de produtos químicos perigosos no local de trabalho. A rotulagem GHS não substitui especificidades já regulamentadas por outros setores.

Requisitos de conteúdo e disposição 

  • Identificação do produto
    Deve conter a mesma identificação do produto conforme utilizado na FDS. 
  • Identificação do fornecedor 
    Deve conter o nome, endereço e o(s) número(s) de telefone de emergência. 
  • Identidade química  
    Deve incluir a identidade química da substância ou, no caso de misturas, dos ingredientes que contribuam para a classificação de perigos.   

Importante: As palavras de advertência, as frases de perigo, as frases de precaução e os pictogramas de perigo devem ser colocados próximos uns dos outros no rótulo do produto químico perigoso.  

Dimensões e legibilidade 

  • Letras 
    Devem ser legíveis e claras, com tamanho mínimo de 1 mm. 
  • Durabilidade 
    O rótulo do produto químico deve ser confeccionado em material que resista às condições normais de uso, transporte e armazenagem durante todo o prazo de validade do produto.   
  • Idioma 
    As informações de segurança devem estar obrigatoriamente na língua oficial do Brasil, sendo permitido o uso concomitante de outros idiomas.   

Pictogramas 

  • Podem constar na própria embalagem do produto químico perigoso, próximos do rótulo e na mesma superfície da embalagem, porém devem estar afixados sobre fundo de cor contrastante. 
  • O tamanho mínimo do(s) pictograma(s) de perigo deve ser de 1 cm x 1 cm, exceto no caso de embalagens com dimensões que só comportem rótulos menores, desde que assegurem a legibilidade.  
  • Podem ser usados pictogramas de precaução, devendo ter tamanho mínimo de 1 cm x 1 cm ou ter diâmetro mínimo de 1 cm, exceto no caso de embalagens com dimensões que só comportem rótulos menores, desde que assegurem a legibilidade.  

Cenários específicos 

  • Exportação 
    O rótulo das embalagens destinadas exclusivamente à exportação não precisa atender aos requisitos do GHS, porém, durante a armazenagem ou outra operação relacionada ao produto destinado à exportação, meios alternativos para comunicação do perigo conforme GHS, no idioma oficial do Brasil, devem ser utilizados para transmissão das informações aos possíveis trabalhadores expostos. 
  • Importação  
    O rótulo do produto químico não necessita obedecer aos requisitos desta Norma, até a chegada ao destino final do processo de importação.  
  • Metais e ligas 
    No caso de metais e ligas presentes na forma de sólidos não dispersáveis, a comunicação da informação de perigo pode ser fornecida somente através da FDS. A rotulagem conforme esta Norma é opcional. 

E no caso de produtos químicos não classificados como perigosos?   

A rotulagem de produto químico não classificado como perigoso deve conter no mínimo as seguintes informações:  

  • Identificação do produto;  
  • Identificação do fornecedor: contendo o nome, o endereço e o(s) número(s) de telefone de emergência;  
  • Uma das duas frases: “Não classificado como perigoso de acordo com a ABNT NBR 14725” ou “Não classificado como perigoso conforme GHS da ONU”; 
  • Recomendações de precaução. 

Impacto para empresas 

A ausência de conformidade na rotulagem de produtos químicos de acordo com a ABNT NBR 14725:2023, podem ocasionar nos seguintes riscos: 

  • Autuações, multas e interdição de produtos 
  • Danos à reputação da empresa 
  • Aumento do risco de acidentes e à saúde ocupacional 
  • Transtornos logísticos  

A solução Safetychem®, é o software de segurança química desenvolvido pela Intertox, uma ferramenta essencial para uma gestão eficiente e segura de produtos químicos. No Safetychem®, está disponível o módulo de rotulagem de acordo com os requisitos normativos da ABNT NBR 14725:2023, bem como aos critérios de clareza e precisão estabelecidos pela NR-26, em diversos tamanhos e modelos.  

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Incidentes químicos recentes reforçam a importância da gestão de produtos químicos

Diferentes ocorrências envolvendo produtos químicos registradas em agosto de 2026 reforçam a importância de uma gestão adequada nas atividades de manuseio, armazenamento e transporte. 

Entre os casos registrados, estão: (1) o tombamento de um caminhão carregado com nitrato de amônia na PR-317, em Toledo (PR), mobilizando equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e atendimento especializado devido ao vazamento da carga; (2) uma explosão em um compartimento de armazenamento de enxofre em uma fábrica em Campo Grande (MS), gerando intoxicação em colaboradores por inalação; e (3) um incêndio de grandes proporções que atingiu uma fábrica de insumos para tintas no distrito de Cumbica, em Guarulhos (SP), exigindo o isolamento do perímetro.

Eventos dessa magnitude deixam uma pergunta inevitável para gestores, engenheiros e profissionais das áreas de Saúde, Segurança e Meio Ambiente: “E se uma situação como essa acontecesse na minha empresa hoje?”

Uma gestão adequada de produtos químicos exige uma visão integrada, considerando os perigos associados aos produtos, as condições de armazenamento, as incompatibilidades químicas, as formas de manuseio e transporte e todos os demais requisitos aplicáveis à operação.

Esgotar as possibilidades de mitigação de riscos exige governança ativa e revisão constante dos processos produtivos e logísticos. Para que a sua operação responda com segurança a essas indagações é fundamental conhecer os perigos envolvidos e garantir que os controles internos estejam adequadamente estruturados. Nesse contexto, contar com suporte especializado faz toda a diferença.

Quer entender como a Intertox pode apoiar a gestão de produtos químicos na sua empresa? Entre em contato conosco: https://intertox.com.br/fale-conosco/ 

Notícias originais:

• O Paraná — Caminhão com nitrato de amônia tomba e interdita PR-317 em Toledo: https://oparana.com.br/cotidiano/caminhao-com-nitrato-de-amonia-tomba-e-interdita-pr-317-em-toledo/

• G1 — Incêndio atinge imóvel comercial em Cumbica, em Guarulhos: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/08/27/incendio-atinge-imovel-comercial-em-cumbica-em-guarulhos.ghtml

• G1 — Explosão em tanque com enxofre provoca incêndio em fábrica de ração em Campo Grande: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/08/21/explosao-em-tanque-com-enxofre-provoca-incendio-em-fabrica-de-racao-em-campo-grande.ghtml

Curso de segurança química: capacite equipes com segurança

Empresas que utilizam produtos químicos em atividades de produção, laboratório, manutenção, limpeza, armazenamento ou outras operações precisam gerenciar não apenas os perigos inerentes a essas substâncias e misturas, mas também os riscos decorrentes das condições reais de uso.

Falhas na identificação de perigos, na interpretação da rotulagem preventiva ou da Ficha com Dados de Segurança (FDS), no armazenamento ou nos procedimentos de trabalho podem contribuir para exposições ocupacionais, incêndios, reações químicas indesejadas e respostas inadequadas a situações de emergência.

Nesse contexto, o curso de segurança química é uma forma de estruturar a capacitação dos trabalhadores para que as informações técnicas e regulatórias sejam compreendidas e aplicadas na rotina.

A NR 26 determina que os trabalhadores recebam treinamento para compreender a rotulagem preventiva e a FDS e para conhecer os perigos, os riscos, as medidas preventivas para o uso seguro e os procedimentos de atuação em situações de emergência com produtos químicos.

Neste artigo, você entenderá o que é um curso de segurança química, quais conceitos precisam fazer parte da capacitação, qual é sua relação com a NR 26 e quais cuidados devem ser observados para que o treinamento esteja conectado aos riscos reais da operação.

O que é curso de segurança química?

O termo curso de segurança química não corresponde a uma modalidade de treinamento definida especificamente pela NR 26. Na prática, ele é utilizado para designar capacitações voltadas à segurança no trabalho com produtos químicos e pode ser estruturado para atender às necessidades da organização e aos conteúdos exigidos pela legislação aplicável.

A NR 26 estabelece que os trabalhadores devem ser treinados para:

  • compreender a rotulagem preventiva;
  • compreender a Ficha com Dados de Segurança (FDS);
  • conhecer os perigos e os riscos relacionados aos produtos químicos;
  • conhecer as medidas preventivas para o uso seguro; e
  • conhecer os procedimentos para atuação em situações de emergência.

Por isso, um treinamento bem estruturado não deve se limitar à apresentação de pictogramas ou à leitura de uma FDS. Ele precisa ensinar o trabalhador a transformar as informações de perigo em decisões seguras para sua atividade.

Também é importante compreender uma diferença básica: perigo e risco não são sinônimos.

O perigo está relacionado às propriedades intrínsecas de uma substância ou mistura e à sua capacidade de causar dano, como inflamabilidade, corrosividade ou toxicidade.

Já o risco depende das condições em que esse perigo está presente, considerando fatores como atividade realizada, forma e intensidade da exposição, quantidade utilizada e medidas de prevenção existentes.

Essa distinção é fundamental para qualquer treinamento de segurança química.

Por que capacitar equipes que lidam com produtos químicos?

Produtos químicos estão presentes em indústrias, laboratórios, hospitais, universidades, operadores logísticos, empresas de saneamento, agronegócio, construção civil, cosméticos, limpeza profissional, alimentos, tintas, adesivos e diversos outros segmentos.

E o risco não está restrito a grandes quantidades ou a produtos classificados nas categorias de maior severidade.

Transferências entre recipientes, abertura de embalagens, preparo de soluções, limpeza de equipamentos, manutenção, armazenamento inadequado ou mistura de produtos incompatíveis podem resultar em exposição ocupacional, reações perigosas, liberações acidentais ou incêndios.

Por isso, a capacitação precisa estar integrada à gestão de segurança química e às medidas de prevenção adotadas pela organização.

A NR 26, disponível no portal do Ministério do Trabalho e Emprego, estabelece requisitos para sinalização de segurança e também trata da classificação GHS, identificação de produtos químicos, rotulagem preventiva, FDS e treinamento dos trabalhadores expostos a produtos químicos. A norma pode ser consultada na página oficial da NR 26 no portal gov.br.

Na prática, isso significa que o curso de segurança química deve preparar o trabalhador para reconhecer as informações de perigo e utilizá-las juntamente com os procedimentos e as medidas de prevenção estabelecidos para sua atividade.

A capacitação é uma medida importante, mas não substitui a avaliação dos riscos ocupacionais nem as demais medidas de prevenção necessárias ao processo.

Como funciona um curso de segurança química na prática?

Um curso de segurança química eficiente deve considerar a realidade da empresa. O conteúdo precisa estar relacionado aos produtos utilizados, às atividades realizadas, às formas de exposição, às medidas de prevenção existentes, aos documentos disponíveis e aos possíveis cenários de emergência.

Uma estrutura de capacitação pode considerar as seguintes etapas:

  1. Levantamento dos produtos químicos: identificar as substâncias e misturas utilizadas nas atividades abrangidas pelo treinamento.
  2. Identificação das atividades e trabalhadores envolvidos: avaliar quais funções manipulam, armazenam ou podem entrar em contato com produtos químicos.
  3. Verificação da comunicação de perigos: avaliar as FDS, os rótulos e outras informações de segurança disponíveis.
  4. Análise das condições de trabalho: relacionar os perigos dos produtos aos riscos existentes nas atividades e às medidas de prevenção adotadas.
  5. Definição do conteúdo programático: selecionar os temas necessários de acordo com os produtos, atividades e público-alvo.
  6. Capacitação teórica e, quando pertinente, prática: utilizar situações compatíveis com a realidade operacional da organização.
  7. Avaliação da aprendizagem: verificar a compreensão dos conteúdos essenciais para a execução segura das atividades.
  8. Registro da capacitação: manter as evidências e os registros aplicáveis ao treinamento.

O formato não precisa ser idêntico para todos os públicos. Um profissional de laboratório, por exemplo, pode precisar aprofundar temas diferentes daqueles necessários para uma equipe de almoxarifado, limpeza, manutenção ou produção.

Essa personalização é especialmente importante em um treinamento de segurança com produtos químicos, porque o objetivo não deve ser apenas apresentar conceitos, mas permitir que o trabalhador reconheça como eles se aplicam ao seu trabalho.

Conteúdos técnicos que um treinamento deve abordar

O conteúdo de um curso de segurança química deve transformar a linguagem dos documentos técnicos em informações aplicáveis às atividades dos trabalhadores.

Entre os principais temas estão:

1. Perigo, risco e classificação de produtos químicos

Antes de interpretar rótulos e FDS, o trabalhador precisa compreender o que significa um produto ser classificado como perigoso.

O GHS estabelece critérios para classificação de perigos físicos, perigos à saúde e perigos ao meio ambiente.

Entre as classes de perigo que podem estar presentes estão, por exemplo:

  • líquidos inflamáveis;
  • gases sob pressão;
  • substâncias e misturas corrosivas para metais;
  • toxicidade aguda;
  • corrosão/irritação da pele;
  • lesões oculares graves/irritação ocular;
  • sensibilização respiratória ou à pele;
  • mutagenicidade;
  • carcinogenicidade;
  • toxicidade à reprodução;
  • toxicidade para órgãos-alvo específicos;
  • perigo por aspiração; e
  • perigos ao meio ambiente aquático.

O objetivo do treinamento operacional não é necessariamente ensinar o trabalhador a realizar a classificação de uma substância ou mistura, mas permitir que ele compreenda o significado da classificação já atribuída ao produto e as implicações para seu trabalho.

2.Rotulagem preventiva e GHS

A rotulagem GHS para produtos químicos é uma das principais formas de comunicação de perigo no local de trabalho.

A rotulagem preventiva de um produto químico perigoso apresenta elementos como:

  • identificação e composição do produto químico;
  • pictogramas de perigo;
  • palavra de advertência;
  • frases de perigo;
  • frases de precaução; e
  • informações suplementares.

O trabalhador deve aprender não apenas a reconhecer um pictograma, mas a interpretar o conjunto das informações do rótulo.

Também é importante diferenciar a rotulagem GHS para produtos químicos das marcações, rótulos e demais elementos de identificação utilizados na regulamentação do transporte de produtos perigosos. Embora possam se relacionar ao mesmo produto, são sistemas de comunicação com objetivos e critérios distintos. 

3.Ficha Com Dados de Segurança (FDS)

A Ficha com Dados de Segurança (FDS) é um dos principais instrumentos de comunicação de informações sobre os perigos de um produto químico e sobre medidas relacionadas ao seu uso seguro.

No Brasil, a FDS deve observar a atualização da ABNT NBR 14725:2023 Versão Corrigida 2:2025, norma atualmente em vigor.

A FDS é estruturada em 16 seções e apresenta informações sobre:

  • identificação;
  • identificação de perigos;
  • composição e informações sobre os ingredientes;
  • medidas de primeiros-socorros;
  • medidas de combate a incêndio;
  • medidas de controle para derramamento ou vazamento;
  • manuseio e armazenamento;
  • controle de exposição e proteção individual;
  • propriedades físicas e químicas;
  • estabilidade e reatividade;
  • informações toxicológicas;
  • informações ecológicas;
  • considerações sobre destinação final;
  • informações sobre transporte;
  • informações sobre regulamentações; e
  • outras informações.

Para o trabalhador, algumas seções assumem especial relevância conforme a atividade, especialmente aquelas relacionadas aos perigos, primeiros socorros, emergências, manuseio, armazenamento, controle de exposição e incompatibilidades químicas.

A FDS, entretanto, não substitui a avaliação dos riscos da atividade. Ela fornece informações sobre o produto que devem ser consideradas juntamente com as condições reais de uso e com as medidas de prevenção definidas pela organização.

4.Medidas preventivas e EPIs

O curso deve orientar sobre ventilação, segregação, incompatibilidade química, higiene ocupacional, controle de exposição, armazenamento e uso correto de Equipamentos de Proteção Individual.

O treinamento não deve transmitir a ideia de que o EPI é a única ou principal forma de controle. Sua seleção e utilização devem estar relacionadas à avaliação dos riscos e às demais medidas de prevenção estabelecidas pela organização. 

5.Procedimentos de emergência

A equipe deve saber como agir em casos de vazamento, derramamento, contato com pele, contato com olhos, inalação, ingestão acidental, incêndio e evacuação. A resposta rápida reduz danos à saúde, ao patrimônio e ao meio ambiente.

A Intertox oferece capacitações dedicadas para Manuseio Seguro de Produtos Químicos e Emergências Químicas, saiba mais em: https://intertox.my.canva.site/manuseio-seguro-emergencia-quimica

Tabela explicativa: conteúdos essenciais em um curso de segurança química

Conteúdo do cursoObjetivo práticoQuem deve compreenderConsequência de uma capacitação insuficiente
Perigos e riscos químicosDiferenciar as propriedades perigosas do produto dos riscos associados à atividadeOperação, laboratório, manutenção, almoxarifado e liderançaSubestimação ou interpretação incorreta dos riscos
Rotulagem GHSInterpretar pictogramas, palavras de advertência e frases de perigo e precauçãoTrabalhadores que utilizam ou entram em contato com produtos químicosFalhas na comunicação de perigos e na adoção de precauções
FDSLocalizar e interpretar informações necessárias para o trabalho seguroTrabalhadores, supervisores e equipes de SSTUso inadequado das informações de segurança
Manuseio e armazenamentoAplicar cuidados relacionados ao processo e às incompatibilidades químicasProdução, laboratório, almoxarifado e logística internaReações indesejadas, vazamentos ou incêndios
Medidas de prevençãoCompreender controles coletivos, procedimentos e proteção individualEquipes operacionais e liderançasExposição ocupacional inadequadamente controlada
Emergências químicasReconhecer a situação e seguir os procedimentos previstosOperação, brigada, manutenção e supervisoresAgravamento das consequências de uma ocorrência

Principais erros relacionados ao curso de segurança química

1. Fazer treinamento genérico demais

Um dos principais erros é utilizar o mesmo conteúdo para operações completamente diferentes.

O curso de segurança química deve considerar os produtos utilizados, as atividades realizadas, os trabalhadores envolvidos e os riscos existentes no local de trabalho.

Um treinamento baseado apenas em conceitos genéricos sobre produtos químicos pode cumprir uma agenda, mas não necessariamente preparar o trabalhador para tomar decisões seguras.

2. Confundir perigo com risco

Um produto pode apresentar determinada propriedade perigosa, mas o risco para o trabalhador depende das condições de utilização e exposição.

Não fazer essa distinção pode levar tanto à subestimação quanto à superestimação dos riscos.

3. Ensinar apenas os pictogramas do GHS

Reconhecer pictogramas é importante, mas não é suficiente.

A comunicação de perigo deve ser compreendida de forma integrada, considerando classificação, palavra de advertência, frases de perigo, frases de precaução e demais informações do rótulo e da FDS.

4. Não ensinar a interpretar a FDS

Disponibilizar a FDS não significa que o trabalhador saiba utilizá-la.

A própria NR 26 determina treinamento para que os trabalhadores possam compreender esse documento.

O treinamento deve mostrar onde procurar determinada informação e como ela se relaciona à atividade realizada.

5. Utilizar documentos desatualizados

O treinamento deve utilizar documentos compatíveis com os requisitos vigentes.

O período de transição da antiga FISPQ para a FDS terminou em julho de 2025. Atualmente, os documentos devem estar adequados aos requisitos aplicáveis da ABNT NBR 14725 vigente.

Treinar trabalhadores utilizando documentos antigos pode perpetuar conceitos, classificações ou formas de comunicação de perigo que já não correspondem ao padrão atual.

6. Tratar a FDS como uma avaliação de riscos

A FDS descreve informações relacionadas ao produto químico. Ela não conhece, por si só, todas as condições específicas da atividade da empresa.

Por isso, recomendações presentes na ficha precisam ser analisadas em conjunto com as condições de utilização, quantidade, frequência, vias potenciais de exposição, processo e medidas de prevenção existentes.

7. Ignorar trabalhadores que não manipulam diretamente o produto

Manutenção, limpeza, recebimento, expedição, almoxarifado e outras áreas também podem entrar em contato com produtos químicos ou atuar em situações nas quais esses produtos estejam presentes.

A definição do público do treinamento deve considerar quem está sujeito aos riscos, e não apenas quem realiza a manipulação rotineira.

8. Não manter registros adequados da capacitação

Como treinamento relacionado à Segurança e Saúde no Trabalho, devem ser observados também os requisitos aplicáveis da NR 1 quanto à capacitação e aos respectivos registros.

Conteúdo programático, carga horária, data, qualificação dos instrutores, certificação e demais evidências aplicáveis são importantes tanto para a gestão interna quanto para demonstrar que a capacitação foi efetivamente realizada.

Benefícios de investir em capacitação química

Um curso de segurança química tecnicamente estruturado contribui para transformar informações regulatórias e documentos técnicos em conhecimento aplicável à operação.

Entre os principais benefícios estão:

  • melhor reconhecimento dos perigos: os trabalhadores entendem as informações apresentadas no rótulo e na FDS;
  • melhor percepção dos riscos: a equipe consegue relacionar o perigo às condições reais da atividade;
  • fortalecimento das medidas preventivas: procedimentos e controles passam a ser compreendidos dentro de seu contexto;
  • melhor preparação para emergências: os trabalhadores sabem como reconhecer uma ocorrência e quais procedimentos seguir;
  • maior conformidade com a NR 26: o treinamento contempla os elementos de comunicação de perigo previstos pela norma;
  • maior consistência operacional: diferentes áreas passam a utilizar uma linguagem comum sobre segurança química; e
  • fortalecimento da cultura de segurança: a informação deixa de ser apenas documental e passa a apoiar decisões do dia a dia.

A capacitação, portanto, deve fazer parte de uma estratégia mais ampla de gestão de segurança química, integrada aos procedimentos, controles e demais medidas de prevenção da organização.

Perguntas frequentes sobre curso de segurança química

1. Quem deve fazer curso de segurança química?

A definição deve considerar os trabalhadores que utilizam produtos químicos ou que possam estar sujeitos aos perigos e riscos associados a esses produtos durante suas atividades.

Isso pode incluir equipes de produção, laboratório, limpeza, manutenção, armazenamento, recebimento, expedição, supervisão e resposta a emergências, dependendo da realidade da organização.

2. O curso de segurança química é obrigatório?

A NR 26 não estabelece uma modalidade específica denominada “curso de segurança química”.

O que a norma exige é que os trabalhadores recebam treinamento para compreender a rotulagem preventiva e a FDS e sejam treinados sobre os perigos, os riscos, as medidas preventivas para o uso seguro e os procedimentos de atuação em situações de emergência com produtos químicos.

O curso de segurança química é uma das formas pelas quais a organização pode estruturar essa capacitação.

3. Qual a relação entre curso de segurança química e NR 26?

A NR 26 estabelece requisitos relacionados à identificação de produtos químicos no local de trabalho, incluindo classificação de perigos, rotulagem preventiva, FDS e treinamento dos trabalhadores.

Por isso, um curso de segurança química voltado ao atendimento da NR 26 deve contemplar, no mínimo, os conhecimentos necessários para que o trabalhador compreenda a rotulagem, a FDS, os perigos, os riscos, as medidas preventivas e os procedimentos de emergência aplicáveis à sua atividade.

4. Qual a diferença entre perigo e risco químico?

O perigo está relacionado à capacidade intrínseca de uma substância ou mistura causar determinado dano.

O risco depende de como esse perigo se manifesta nas condições reais de trabalho, incluindo aspectos como exposição, quantidade, processo, frequência e medidas de prevenção.

Essa diferença é fundamental para avaliar adequadamente uma operação com produtos químicos.

5. Qual a diferença entre FDS e rótulo GHS?

O rótulo realiza uma comunicação mais imediata dos perigos diretamente na embalagem do produto.

A FDS apresenta informações técnicas mais amplas, organizadas em 16 seções, abrangendo identificação, perigos, primeiros socorros, combate a incêndio, controle de derramamentos, manuseio, armazenamento, controle de exposição, propriedades físicas e químicas, estabilidade, toxicologia, aspectos ambientais e outras informações.

Rótulo e FDS são instrumentos complementares de comunicação de perigos e devem ser elaborados e disponibilizados conforme os requisitos aplicáveis ao produto químico .

6. O treinamento pode ser online?

Sim. As capacitações previstas nas Normas Regulamentadoras podem utilizar modalidade a distância ou semipresencial desde que sejam observados os requisitos aplicáveis da NR 1, inclusive quanto à estruturação pedagógica e às condições necessárias para a realização da capacitação.

A escolha da modalidade deve considerar também os objetivos de aprendizagem e as características das atividades. Quando a competência a ser desenvolvida depender de demonstração, exercício ou simulação, esses elementos precisam ser considerados no planejamento da capacitação.

7. Qual é a carga horária de um curso de segurança química?

A NR 26 não estabelece uma carga horária mínima específica para esse treinamento.

A carga horária deve ser definida de forma compatível com o conteúdo necessário, as características das atividades, os perigos e riscos envolvidos e o perfil dos trabalhadores.

Por isso, cursos com objetivos diferentes podem ter durações diferentes.

8. Com que frequência o treinamento deve ser renovado?

A NR 26 não determina uma periodicidade específica para a renovação desse treinamento.

De acordo com as regras gerais de capacitação da NR 1, o treinamento periódico deve seguir a periodicidade estabelecida pela NR específica ou, quando ela não for definida, o prazo determinado pelo empregador.

Também existem situações que podem demandar treinamento eventual, como alterações nos procedimentos, condições ou operações que modifiquem os riscos ocupacionais.

Assim, a periodicidade não deve ser escolhida de forma arbitrária: precisa estar relacionada à gestão dos riscos e às necessidades da organização.

Resumo prático para capacitar equipes com segurança

O curso de segurança química é uma forma de estruturar a capacitação de trabalhadores que utilizam ou podem estar expostos a produtos químicos no ambiente de trabalho.

Para ser tecnicamente consistente, o treinamento deve ir além da apresentação de normas e documentos.

A equipe precisa compreender:

  • a diferença entre perigo e risco;
  • como funciona a classificação de perigos pelo GHS;
  • como interpretar a rotulagem preventiva;
  • como localizar informações relevantes na FDS;
  • quais medidas de prevenção estão relacionadas à sua atividade;
  • como reconhecer incompatibilidades e condições de manuseio seguro; e
  • como agir diante de situações de emergência.

A NR 26 exige que os trabalhadores sejam treinados sobre esses aspectos, embora não estabeleça uma modalidade chamada especificamente de “curso de segurança química”, nem fixe uma carga horária própria.

Quando a capacitação é estruturada a partir dos produtos e das situações efetivamente presentes na empresa, ela deixa de ser apenas uma transmissão de informações e passa a contribuir efetivamente para a prevenção.

Como capacitar sua equipe com apoio técnico especializado

Capacitar trabalhadores para atuar com produtos químicos exige mais do que apresentar conceitos genéricos sobre segurança.

É necessário relacionar GHS, rotulagem, FDS, perigos, riscos, medidas preventivas e procedimentos de emergência à realidade de cada operação.

A INTERTOX oferece soluções em segurança química, treinamentos, FDS, rotulagem GHS, classificação de perigos, assuntos regulatórios e suporte técnico para empresas que lidam com produtos químicos.

Se a empresa precisa estruturar um curso de segurança química, revisar documentos ou capacitar equipes conforme a NR 26, fale com um especialista e conheça as soluções da INTERTOX para uma operação mais segura e em conformidade.

Programa de Parcerias Intertox amplia acesso a treinamentos presenciais em diferentes regiões do Brasil

Participar de um treinamento presencial de Segurança Química permite ir além do conteúdo técnico: é uma oportunidade de esclarecer dúvidas diretamente com especialistas, compartilhar experiências e estabelecer conexões com profissionais que enfrentam desafios semelhantes no dia a dia.

No entanto, para empresas e profissionais localizados fora de São Paulo, o deslocamento pode dificultar a participação em cursos presenciais especializados.

Pensando em aproximar a capacitação técnica de profissionais de diferentes regiões do país, a Intertox criou o Programa de Parcerias Intertox, uma iniciativa que possibilita levar seus cursos presenciais de Segurança Química e GHS, meio ambiente e Classificação de Resíduos, Produtos Controlados e Transporte de Produtos e Resíduos Perigosos para outras cidades brasileiras.

Empresas, associações, sindicatos, universidades, parques industriais, centros de treinamento e outras organizações podem se tornar instituições parceiras e contribuir para ampliar o acesso ao conhecimento técnico em sua região.

O que é o Programa de Parcerias Intertox?

O Programa de Parcerias Intertox conecta a experiência técnica da Intertox à estrutura e ao relacionamento regional de empresas e instituições interessadas em promover capacitação profissional.

A proposta é simples: a instituição parceira disponibiliza ou auxilia na identificação de um espaço adequado para receber o curso e apoia a divulgação da turma em sua região.

A Intertox é responsável pela organização e realização do treinamento.

Dessa forma, profissionais de diferentes localidades podem participar de treinamentos presenciais especializados sem a necessidade de se deslocar até São Paulo.

Como funciona a parceria para realização dos treinamentos?

A parceria foi estruturada para que a instituição anfitriã possa contribuir com a realização do treinamento sem precisar assumir a gestão comercial ou operacional da turma.

Responsabilidades da instituição parceira

A instituição parceira:

  • disponibiliza ou auxilia na identificação de um espaço adequado para realização do treinamento;
  • apoia a divulgação da turma junto à sua rede de relacionamento;
  • contribui para aproximar a oportunidade de empresas e profissionais da região.

Uma associação, por exemplo, pode divulgar o curso para seus associados.

Já uma empresa localizada em um polo ou parque industrial pode compartilhar a oportunidade com outras organizações próximas.

Universidades, sindicatos, entidades setoriais e centros de treinamento também podem utilizar suas redes para ampliar o alcance da iniciativa.

A instituição parceira não assume a obrigação de atingir uma quantidade mínima de participantes ou vender inscrições.

Responsabilidades da Intertox

A Intertox permanece responsável pela organização do curso, incluindo:

  • definição do treinamento e da programação;
  • divulgação da turma;
  • comercialização das inscrições;
  • atendimento aos participantes;
  • gestão dos inscritos;
  • materiais de apoio;
  • condução do treinamento por especialistas;
  • emissão dos certificados;
  • acompanhamento operacional da turma.

Assim, a instituição parceira contribui para viabilizar a presença do treinamento em sua região enquanto a Intertox cuida da gestão e da realização do curso.

Empresas também podem receber cursos presenciais da Intertox

Uma dúvida comum é se o Programa de Parcerias é destinado somente a associações, sindicatos ou instituições de ensino.

A resposta é não.

Empresas também podem se tornar instituições parceiras da Intertox.

Uma indústria que possua auditório, sala de treinamento ou outro espaço adequado, por exemplo, pode receber um dos cursos presenciais da Intertox em suas instalações.

Nessa modalidade, o treinamento é aberto ao mercado e pode receber participantes de outras empresas da região.

Imagine uma empresa localizada em um importante polo industrial. Ao disponibilizar seu auditório, ela possibilita que profissionais de diferentes organizações tenham acesso a um curso presencial de Segurança Química sem precisar viajar para outro estado ou para a cidade de São Paulo.

Como parceira, a empresa também pode apoiar a divulgação do treinamento entre outras organizações do polo, fornecedores, clientes ou profissionais de sua rede.

Quais são os benefícios para a instituição parceira?

Além de contribuir para a capacitação profissional em sua região, a instituição anfitriã também recebe benefícios pela parceria.

Inscrições cortesia para a instituição

A instituição parceira pode receber inscrições cortesia para profissionais da própria organização.

A quantidade de cortesias é definida conforme o formato da parceria e o número de inscrições comercializadas para a turma.

Para uma empresa anfitriã, por exemplo, isso significa a possibilidade de receber um treinamento em sua própria estrutura e utilizar as vagas cortesia para capacitar integrantes de sua equipe.

Descontos para associados

Quando a parceria é realizada com associações, sindicatos ou outras entidades representativas, também podem ser oferecidas condições especiais de inscrição para associados ou representados.

Assim, além de contribuir para trazer o treinamento para a região, a instituição parceira passa a oferecer um benefício adicional à sua rede.

Capacitação técnica mais próxima

A realização dos cursos em diferentes cidades reduz a necessidade de deslocamentos e facilita a participação de profissionais que buscam atualização sobre legislação, normas técnicas e boas práticas relacionadas à Segurança Química.

Essa proximidade pode ser especialmente relevante em regiões com forte concentração industrial.

Networking e troca de experiências

Os cursos livres presenciais da Intertox são abertos ao mercado e podem reunir profissionais de empresas e setores diferentes.

Esse ambiente favorece:

  • troca de experiências profissionais;
  • discussão de situações práticas;
  • atualização técnica;
  • networking;
  • relacionamento entre empresas e especialistas.

Fortalecimento da instituição na região

Ao apoiar a realização de um treinamento técnico, a instituição parceira também fortalece seu posicionamento como organização comprometida com o desenvolvimento profissional e a disseminação de conhecimento.

Quem pode ser uma instituição parceira da Intertox?

O Programa de Parcerias pode envolver diferentes tipos de organizações, como:

  • empresas e indústrias;
  • polos e parques industriais;
  • associações empresariais e profissionais;
  • sindicatos;
  • universidades;
  • instituições de ensino;
  • centros de treinamento;
  • entidades setoriais;
  • organizações ligadas à indústria, meio ambiente, logística, saúde e segurança do trabalho e Segurança Química.

Outros formatos de parceria também podem ser avaliados de acordo com as características da instituição e o potencial da região.

Quais cursos de Segurança Química podem ser levados para outras regiões?

O Programa de Parcerias pode contemplar diferentes cursos livres presenciais do portfólio da Intertox, permitindo que profissionais de outras regiões tenham acesso a capacitações técnicas especializadas sem a necessidade de deslocamento até São Paulo.

Entre os treinamentos que podem integrar o programa estão:

Produtos Químicos: Atualização da ABNT NBR 14725:2023 e Elaboração de FDS

Treinamento voltado à atualização dos requisitos da ABNT NBR 14725:2023, com foco na aplicação da norma e na elaboração e revisão da Ficha com Dados de Segurança — FDS.

Interpretação das informações toxicológicas em bancos de dados para classificação GHS

Capacitação direcionada à interpretação de informações toxicológicas disponíveis em bancos de dados e à utilização desses dados como suporte para a classificação de perigos à saúde segundo o GHS.

Transporte Terrestre de Produtos e Resíduos Perigosos

Curso sobre os principais requisitos aplicáveis ao transporte terrestre de produtos e resíduos perigosos, incluindo classificação, embalagens, identificação, sinalização, documentação, quantidades limitadas e demais exigências regulatórias.

GHS aplicado a defensivos agrícolas: atendimento às exigências da Anvisa

Treinamento voltado à aplicação dos critérios do GHS aos defensivos agrícolas e ao atendimento às exigências regulatórias da Anvisa relacionadas à classificação e comunicação de perigos.

Gerenciamento de Resíduos Sólidos – Classificação ABNT NBR 10004:2024, FDSR, Rotulagem e ANTT

Capacitação que integra os principais requisitos relacionados à classificação e ao gerenciamento de resíduos, contemplando a classificação de resíduos conforme a ABNT NBR 10004:2024, FDSR, rotulagem e requisitos aplicáveis ao transporte de resíduos perigosos.

Produtos Químicos – Classificação GHS, Rotulagem e FDS

Curso completo sobre gerenciamento da informação de perigos de produtos químicos, abordando critérios de classificação segundo o GHS e conforme a ABNT NBR 14725, rotulagem e elaboração da Ficha com Dados de Segurança.

ABNT NBR 10004:2024 – Classificação de Resíduos Sólidos e Laudo LCR

Treinamento dedicado à aplicação da ABNT NBR 10004:2024, com foco no processo de classificação de resíduos sólidos e na elaboração e interpretação do Laudo de Classificação de Resíduos — LCR.

Armazenamento seguro de produtos químicos segundo a ABNT NBR 17160 e normas complementares

Capacitação sobre critérios técnicos e boas práticas para armazenamento seguro de produtos químicos, considerando os requisitos da ABNT NBR 17160 e de normas complementares aplicáveis.

Transporte Marítimo de Cargas Perigosas

Curso destinado a profissionais envolvidos no transporte marítimo de cargas perigosas, abordando classificação, documentação, embalagens, identificação, segregação e demais requisitos aplicáveis ao modal marítimo.

Gestão de Produtos Controlados

Treinamento voltado às principais obrigações relacionadas ao controle de produtos sujeitos à fiscalização de órgãos competentes, com foco na gestão documental, requisitos legais e responsabilidades das empresas.

A disponibilidade de cada treinamento para realização regional será avaliada conforme o perfil da instituição parceira, a estrutura disponível, a demanda identificada e a viabilidade de formação da turma.

👉 Conheça os cursos livres da Intertox:

Por que ampliar o acesso aos treinamentos presenciais de Segurança Química?

A atualização técnica é especialmente importante para profissionais que trabalham com produtos químicos, resíduos e cargas perigosas.

Mudanças em normas técnicas, regulamentações e requisitos legais exigem que empresas e profissionais mantenham seus procedimentos e conhecimentos atualizados.

Ao mesmo tempo, o treinamento presencial proporciona uma dinâmica diferente de aprendizado.

A possibilidade de interagir diretamente com o instrutor, apresentar dúvidas, discutir exemplos práticos e trocar experiências com outros participantes pode contribuir para uma compreensão mais ampla da aplicação dos requisitos técnicos no cotidiano das organizações.

Por isso, ampliar a realização de treinamentos presenciais de Segurança Química em diferentes regiões do Brasil é também uma forma de ampliar o acesso à informação técnica especializada.

Uma rede para levar conhecimento técnico mais longe

O Programa de Parcerias Intertox foi criado com um objetivo central: aproximar o conhecimento técnico dos profissionais que precisam dele.

Para quem está fora de São Paulo, significa ter mais oportunidades de participar presencialmente de cursos especializados.

Para empresas e instituições parceiras, representa a possibilidade de contribuir para o desenvolvimento profissional de sua região e, ao mesmo tempo, obter benefícios para sua própria equipe, associados ou rede de relacionamento.

E, para os participantes, significa reunir em um mesmo ambiente capacitação técnica, troca de experiências e conexão profissional.

Quer levar um treinamento presencial da Intertox para sua região?

A empresa em que atua possui um auditório ou sala de treinamento?

A associação em que atua gostaria de oferecer condições especiais de capacitação para seus associados?

A instituição está localizada em uma região com empresas e profissionais interessados em Segurança Química, GHS, FDS, gerenciamento de resíduos ou transporte de produtos perigosos?

Então ela pode ser uma potencial parceira da Intertox.

A equipe avaliará a região, o perfil da instituição, a estrutura disponível e os treinamentos com maior potencial para formação de turma.

👉 Conheça o Programa de Parcerias Intertox e solicite nosso contato:

https://materiais.intertox.com.br/programa-de-parcerias-novo-layout-2

Ficha de Emergência: Entenda as diferenças e exigências entre o modelo NBR 7503 e o modelo Mercosul

Ainda existem muitas dúvidas sobre quando utilizar a Ficha de Emergência (FE) de acordo com a ABNT NBR 7503:2026 e quando é necessário adotar o modelo Mercosul para o transporte de produtos classificados como perigosos. 
Embora ambas tenham a mesma premissa de segurança no atendimento a emergências durante o transporte, existem diferenças importantes quanto à sua aplicação, estrutura e obrigatoriedade. 

Qual é o objetivo da Ficha de Emergência? 

Independentemente do modelo utilizado, a Ficha de Emergência tem como principal objetivo fornecer informações essenciais sobre os riscos do produto perigoso e orientar as equipes de resposta (como Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e demais serviços de emergência) quanto às medidas que devem ser adotadas em caso de acidente ou incidente durante o transporte terrestre. 

Para facilitar o entendimento, veja as principais diferenças regulatórias e estruturais entre os dois modelos: 

Normativa  Ficha de Emergência (ABNT NBR 7503) Ficha de Emergência Mercosul 
Obrigatoriedade Porte e modelo não obrigatório no transporte nacional. Obrigatoriedade restrita para transporte internacional entre os países do bloco Mercosul. 
Abrangência Geográfica Transporte realizado em território brasileiro.  Transporte entre os países integrantes e associados do Mercosul.  
Modelo Não possui um layout obrigatório, embora a norma apresente um modelo de referência. Possui modelo padronizado e obrigatório, conforme o Decreto nº 11.991/2024. 
Estrutura do Texto Flexível, desde que contenha as informações mínimas exigidas pela norma. Estrutura fixa, organizada em 15 seções obrigatórias. 
Idioma Idioma português. Português e/ou Espanhol (a depender do país de origem, destino e rota). 

Ressalta-se que para o transporte rodoviário de produtos perigosos em território nacional, atualmente, o porte físico da Ficha de Emergência no veículo deixou de ser obrigatório. Entretanto, isso não significa que as empresas estejam dispensadas de disponibilizar as informações de segurança. 

A regulamentação vigente da ANTT continua exigindo que os envolvidos no transporte tenham acesso às informações necessárias para orientar as ações em emergências. 

Como o Safetychem® pode ajudar? 

Safetychem® é o software de segurança química desenvolvido pela Intertox para apoiar a gestão segura e a conformidade regulatória de produtos químicos. 

A plataforma permite a emissão das Fichas de Emergência nos modelos ABNT NBR 7503 e Mercosul, nos idiomas exigidos para cada operação. 

Além disso, com o Safetychem® Mobile, disponível para iOS e Android, as Fichas de Emergência ficam acessíveis e atualizadas a qualquer hora e em qualquer lugar, proporcionando mais agilidade e segurança durante as operações. 

Garanta a conformidade da sua operação e conte com o Safetychem® para manter as informações de segurança sempre disponíveis. Entre em contato com nossa equipe e conheça a solução.