Descomplicando a Rotulagem: O que a regulamentação diz sobre embalagens reduzidas e meios alternativos?
A NR-26 exige que produtos químicos sejam rotulados com base no GHS, porém sabemos que no dia a dia industrial nem sempre é viável aplicar rótulos GHS completos em embalagens reduzidas.
Por isso, a norma ABNT NBR 14725:2023 prevê flexibilidades inteligentes (em seu item 6.7.2) para que possam ser utilizadas nesse tipo de embalagem, como por exemplo, o uso de bulas, etiquetas tipo TAG e até embalagens intermediárias, desde que as informações críticas de identificação e emergência estejam preservadas. Mais do que isso, para uso interno, a normativa permite meios alternativos, de fluxogramas a sistemas eletrônicos, desde que a equipe seja devidamente treinada.
Em qualquer meio utilizado como apresentado anteriormente, o fornecedor deve incluir na embalagem que imediatamente contenha a substância ou a mistura no mínimo as seguintes informações:
- identificação do produto;
- nome e telefone de emergência do fornecedor.
Atenção: Caso essas informações não estejam dispostas na embalagem que imediatamente contenha o produto, deve ser incluída uma menção clara sobre o meio utilizado para fornecer as informações exigidas, como, por exemplo “Veja a bula”.
Ainda, caso o produto não tenha a finalidade de ser fornecido internamente ou vendido, os empregadores podem utilizar meios alternativos de comunicação ao invés da rotulagem para informar os perigos do GHS relacionados aos produtos químicos (item 6.8.4 da norma). Como por exemplo, o uso de documentos de segurança resumidos, o uso de sinalização permanente para tubulações fixas (por exemplo, cores ou placas nos pontos de operação, como válvulas de uso ou amostragem) ou até mesmo em uso de procedimentos operacionais.
É importante ressaltar que a comunicação deve ser clara, adequada e padronizada com o GHS e que o público-alvo deve ser treinado para compreender os meios de comunicação de perigo específicos utilizados no local de trabalho e como obtê-los.
Para transformar a complexidade normativa em resultados práticos e eficientes, a solução Safetychem®, é o software de segurança química desenvolvido pela Intertox, uma ferramenta essencial para uma gestão eficiente e segura de produtos químicos. No Safetychem®, foi desenvolvido o documento Ficha de Comunicação de Perigo, que pode ser adotada como documento de comunicação de perigos em formato resumido, na condição de meio alternativo, desde que esteja alinhada aos requisitos estabelecidos da ABNT NBR 14725:2023, bem como aos critérios de clareza e precisão estabelecidos pela NR-26.
Com o Safetychem® Mobile (iOS e Android), permite acesso às Fichas de Seguranças atualizadas a qualquer hora, em qualquer lugar.
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Acidente com carga tóxica no Piauí reforça importância da classificação no transporte de produtos perigosos
Um grave acidente envolvendo o transporte de produtos químicos ocorreu recentemente no município de Bertolínia, no Piauí, quando um caminhão carregado com galões de defensivo agrícola tombou nas proximidades de um balneário local e caiu em um riacho da região.
Com o impacto do acidente, parte da carga se rompeu e o produto químico vazou diretamente para a água.
Após o vazamento, imediatamente foram observadas mortes de peixes e um odor muito forte, o que levou autoridades ambientais e equipes de emergência a interditarem o local. A população foi orientada a não utilizar a água para banho, pesca ou consumo, enquanto são realizadas as análises para avaliar a extensão da contaminação.
Produto não foi divulgado, mas rótulos indicam substância perigosa
Até o momento, não foi informado oficialmente qual defensivo agrícola estava sendo transportado. No entanto, imagens divulgadas do caminhão após o acidente mostram claramente os rótulos de risco utilizados no transporte de produtos perigosos.

Entre os rótulos visíveis estão:
- Símbolo ‘caveira e ossos cruzados’ – Subclasse 6.1 – Substâncias tóxicas
- Símbolo ‘peixe e árvore’ – Poluente marinho
Essas sinalizações fazem parte do sistema internacional de identificação de perigos utilizado no transporte de produtos químicos.
Perigo ambiental explica morte de peixes
A classificação de transporte “Poluente marinho” é utilizada para substâncias que podem causar efeitos adversos para o ambiente aquático (organismos aquáticos que vivam na água, bem como o ecossistema aquático do qual fazem parte).
Quando ocorre um derramamento em corpos d’água, como no caso do riacho atingido pelo acidente, mesmo pequenas quantidades podem causar toxicidade para peixes, crustáceos e/ou outros organismos aquáticos.
Esse tipo de perigo é comum em diversos defensivos agrícolas, que muitas vezes possuem formulações altamente tóxicas para organismos aquático e sua maioria são vendidos concentrados para uso em diluição.
A importância da classificação correta para transporte de produtos perigosos
A classificação de produtos perigosos para transporte é um dos pilares da gestão de segurança química. Ela define como uma substância deve ser identificada, rotulada, embalada e transportada.
Esse processo permite:
- identificar os perigos físicos, toxicológicos e ambientais de um produto;
- aplicar rótulos de risco adequados no veículo e nas embalagens;
- garantir que a carga seja transportada conforme as exigências regulatórias;
- fornecer informações críticas para resposta a emergências.
Em situações como acidentes rodoviários, essas informações são essenciais para que equipes de resgate, autoridades ambientais e defesa civil compreendam rapidamente os riscos envolvidos e adotem medidas adequadas para conter os impactos.
Gestão química é essencial para reduzir riscos no transporte
Acidentes envolvendo produtos químicos podem gerar impactos ambientais significativos, principalmente quando há contaminação de rios, lagos ou áreas de uso público.
Por isso, empresas que fabricam, comercializam ou transportam produtos químicos precisam garantir que seus produtos estejam corretamente classificados para transporte, conforme regulamentações nacionais e internacionais.
A correta classificação permite identificar perigos como toxicidade (Subclasse 6.1) e perigo ao meio ambiente, contribuindo para uma gestão de riscos mais eficiente e para a proteção da saúde humana e do meio ambiente.
Como a consultoria em gestão química pode ajudar
Empresas que lidam com produtos químicos precisam atender a diversas exigências regulatórias relacionadas à classificação de perigos, rotulagem e transporte de cargas perigosas.
Uma consultoria especializada pode apoiar em atividades como:
- classificação de produtos perigosos para transporte (ANTT / IMDG / IATA)
- elaboração e revisão de Fichas com Dados de Segurança (FDS)
- avaliação de perigos ambientais e toxicológicos
- adequação de rotulagem e comunicação de perigos
- suporte regulatório para transporte e comercialização de produtos químicos
Além de garantir conformidade regulatória, essas medidas contribuem para reduzir riscos operacionais e ambientais ao longo de toda a cadeia logística.
Treinamento em FDS (antiga FISPQ): por que sua equipe precisa saber interpretar corretamente
A Ficha com Dados de Segurança (FDS) é um dos principais instrumentos de comunicação de perigos no ambiente de trabalho. Contudo, mais do que possuir a FDS atualizada conforme a ABNT NBR 14725, é fundamental garantir que sua equipe saiba interpretar e aplicar corretamente as informações contidas nesse documento.
Empresas que mantêm a documentação formalmente adequada, mas não capacitam seus colaboradores, permanecem expostas a riscos operacionais, legais e ocupacionais que poderiam ser evitados com treinamento técnico direcionado.
A capacitação é, inclusive, um requisito normativo, exigido na Norma Regulamentadora de nº 26 e que prevê penalização pelo seu descumprimento.
Segundo a NR 26:
26.5.1 A organização deve assegurar o acesso dos trabalhadores às fichas com dados de
segurança dos produtos químicos que utilizam no local de trabalho.
26.5.2 Os trabalhadores devem receber treinamento
Portanto, todo trabalhador com contato direto ou indireto com produtos químicos — independente da área de atuação — deve (ou seja, é obrigatório) receber capacitação para:
a) para compreender a rotulagem preventiva e a ficha com dados de segurança do produto
químico; e
b) sobre os perigos, os riscos, as medidas preventivas para o uso seguro e os procedimentos
para atuação em situações de emergência com o produto químico.
Esse conhecimento desempenhará papel fundamental na prevenção de acidentes mediante aos variados riscos existentes dentro de um ambiente de trabalho, na correta interpretação de informações constantes em Fichas com Dados de Segurança (FDS) e na promoção da cultura de segurança.
Por que o treinamento em FDS (antiga FISPQ) é indispensável
A FDS é estruturada em 16 seções obrigatórias, reunindo informações sobre:
- Classificação de perigos
- Medidas de primeiros socorros
- Combate a incêndio
- Manuseio e armazenamento
- Incompatibilidade
- Controle de exposição e EPIs
- Propriedades física e químicas
- Informações toxicológicas e ecotoxicológicas
Sem capacitação adequada, é comum que colaboradores:
- Interpretem incorretamente os perigos
- Tenham uma percepção de risco inadequada
- Desconheçam o antídoto e orientações em caso de contato
- Não reconheçam riscos toxicológicos relevantes
- Desconsiderem as condições seguras para armazenamento
- Apliquem procedimentos inadequados em situações de emergência
Assim, portanto, o treinamento transforma a FDS em uma ferramenta prática de prevenção — e não apenas um requisito documental.
Principais riscos de uma equipe não treinada
A ausência de capacitação pode resultar em:
❌ Manipulação inadequada
❌ Evolução de quadros clínicos após o contato com produtos químicos
❌ Armazenamento incompatível de produtos, soluções e misturas
❌ Falhas ao responder auditorias e fiscalizações
❌ Não conformidade com a NR 26 e requisitos normativos
Em auditorias e inspeções, não basta apresentar a FDS: é frequentemente avaliado se os colaboradores sabem interpretar e aplicar suas informações no dia a dia.
Além disso, a empresa pode receber autuações de órgãos como a Policia Civil ou Federal, que se embasa no DECRETO Nº 10.088, DE 5 DE NOVEMBRO DE 2019, o qual exige:
Artigo 6. 1. A autoridade competente, ou os organismos aprovados ou reconhecidos pela autoridade competente, em conformidade com as normas nacionais ou internacionais, deverão estabelecer sistemas e critérios específicos apropriados para classificar todos os produtos químicos em função do tipo e do grau dos riscos físicos e para a saúde que os mesmos oferecem, e para avaliar a pertinência das informações necessárias para determinar a sua periculosidade.
Artigo 7. 1. Todos os produtos químicos deverão portar uma marca que permita a sua identificação.
Artigo 8. 1. Os empregadores que utilizem produtos químicos perigosos deverão receber fichas com dados de segurança que contenham informações essenciais detalhadas sobre a sua identificação, seu fornecedor, a sua classificação, a sua periculosidade, as medidas de precaução e os procedimentos de emergência.
Benefícios diretos do treinamento em FDS para a empresa
- Redução de riscos e acidentes, pois os colaboradores treinados identificam perigos antes que se tornem acidentes.
- Conformidade regulatória, alinhamento às exigências normativas e à versão vigente da ABNT NBR 14725 e da NR 26.
- Padronização operacional com a equipe que passa a adotar critérios técnicos uniformes para manuseio, armazenamento e resposta a emergências.
- Fortalecimento da cultura de segurança, uma vez que o conhecimento técnico promove consciência, responsabilidade e prevenção.
Quem deve receber treinamento em FDS
O treinamento deve abranger todos os profissionais que, direta ou indiretamente, lidam com produtos químicos:
- Produção
- Almoxarifado e logística
- Segurança do trabalho
- Meio ambiente
- Qualidade
- Supervisores e lideranças
- Recebimento
Cada área utiliza a FDS sob uma perspectiva diferente — por isso, o treinamento precisa ser adaptado à realidade operacional da área e da empresa.
Podendo incluir, especificidades dos produtos manipulados na área, abordando sua classificação, produtos de decomposição, riscos presentes, EPI’s adequados, meios de extinção, materiais para contenção, ações em caso de emergências e outras informações personalizadas e dedicadas aos produtos em questão.
Como deve ser um treinamento realmente eficaz
Um treinamento eficiente deve abordar:
- Explicar detalhadamente as 16 seções da FDS
- Ensinar a interpretar a classificação GHS e frases H
- Orientar sobre EPIs e medidas de controle
- Trabalhar cenários reais de emergência
- Utilizar exemplos práticos dos produtos da própria empresa
- Detalhar as informações presentes na rotulagem e o que estas significam
- Estar totalmente alinhado à versão vigente da norma
Na Intertox, nossos treinamentos customizados para empresas são estruturados com base nos produtos, processos e riscos específicos de cada cliente, garantindo aplicabilidade imediata.
Treinamento Customizado em FDS – Intertox
O curso in company da Intertox vai além da teoria. Ele integra:
- Interpretação técnica aprofundada
- Aplicação prática à rotina operacional
- Discussão de casos reais
- Atualização normativa
- Espaço para dúvidas específicas da equipe
Nosso objetivo é transformar a FDS em uma ferramenta estratégica de gestão de risco químico, fortalecendo a conformidade e reduzindo vulnerabilidades.
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ISO 3941:2026 e incêndios envolvendo baterias de íon-lítio: implicações técnicas e regulatórias para o Brasil
A publicação da International Organization for Standardization (ISO) da norma ISO 3941 – Classification of Fires (2026) introduziu uma atualização relevante na classificação internacional de incêndios, incluindo uma nova classe, a “Classe L”, destinada especificamente a incêndios envolvendo baterias de íon-lítio.
Essa atualização reflete uma realidade crescente: a expansão do uso de baterias de lítio em veículos elétricos, sistemas de armazenamento de energia (BESS), equipamentos portáteis, Data Centers e dispositivos eletrônicos.
Por que a Classe L é relevante?
Historicamente, incêndios envolvendo metais combustíveis eram classificados como Classe D. No entanto, os incêndios associados com baterias de íon-lítio apresentam características distintas, como:
- Reação exotérmica autossustentada (thermal runaway);
- Reignição mesmo após aparente extinção;
- Liberação de gases inflamáveis e tóxicos;
- Alta dificuldade de controle com agentes convencionais (ABC ou CO₂).
A criação da Classe L reconhece que o comportamento do fogo envolvendo baterias de íon-lítio difere significativamente dos incêndios metálicos tradicionais.
Situação regulatória no Brasil
Até o momento de publicação desta notícia, a norma ISO 3941:2026 não foi adotada formalmente como ABNT NBR ISO pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Isso significa que:
- A Classe L ainda não está formalmente incorporada nas normas nacionais;
- Não há exigência regulatória específica vinculada à nova classificação;
- A aplicação prática depende de análise técnica de risco e diretrizes complementares.
Contudo, a inexistência de adoção formal não impede sua utilização como referência técnica internacional em estudos de engenharia, laudos, avaliações de risco e especificações de equipamentos.
Extintores para incêndios em baterias de lítio no mercado brasileiro
Mesmo antes da formalização normativa da Classe L no Brasil, já existem no mercado nacional extintores específicos para incêndios envolvendo baterias de lítio, com agentes projetados para resfriamento intenso e controle da reação térmica.
Esses equipamentos podem utilizar:
- Agentes encapsuladores;
- Compostos à base de água com aditivos específicos;
- Soluções de supressão voltadas para controle do thermal runaway.
É fundamental verificar:
- Certificação pelo INMETRO;
- Conformidade com normas brasileiras aplicáveis;
- Compatibilidade com o cenário de risco específico;
- Integração com plano de emergência e brigada.
Impactos para empresas e profissionais
A introdução da Classe L traz reflexões importantes para:
- Fabricantes e importadores de baterias;
- Operadores logísticos e centros de armazenamento;
- Projetistas de sistemas de proteção contra incêndio;
- Empresas com estações de recarga ou frotas elétricas;
- Seguradoras e avaliadores de risco.
A tendência regulatória global aponta para maior especificidade na gestão de riscos associados ao armazenamento e uso de baterias de íon-lítio.
Oportunidade estratégica
Organizações que atuam com energia, mobilidade elétrica e tecnologias portáteis devem considerar:
- Atualização das análises de risco;
- Revisão de matriz de incompatibilidade e armazenamento;
- Avaliação da necessidade de equipamentos específicos;
- Monitoramento da futura adoção da norma no Brasil.
A antecipação técnica pode representar não apenas conformidade futura, mas também vantagem competitiva e redução de passivos operacionais.
A Intertox acompanha a evolução normativa internacional e seus impactos regulatórios no Brasil, oferecendo suporte técnico especializado em segurança química e conformidade regulatória.
Entre em contato com a Intertox e fale com nossos especialistas.
Acidente com cloro em piscina reforça alerta sobre rotulagem e uso correto de saneantes
Um grave acidente envolvendo produtos utilizados no tratamento de piscina resultou na morte de uma jovem de 27 anos e deixou outras pessoas hospitalizadas com sintomas de intoxicação. O caso, amplamente divulgado pela imprensa, ocorreu após a manipulação de produtos químicos na área da piscina, com relatos de forte odor e rápida manifestação de mal-estar entre os frequentadores.
A investigação está em andamento para apurar as causas exatas do ocorrido. No entanto, o episódio já evidencia um ponto fundamental: o uso inadequado de produtos saneantes pode gerar riscos severos à saúde e até levar a óbito.
Mais do que um incidente isolado, trata-se de um alerta sobre a importância da rotulagem adequada, da comunicação de perigos e do cumprimento rigoroso das normas sanitárias.
Independentemente do resultado final da investigação, o caso acende um alerta importante sobre rotulagem adequada, comunicação de perigo e treinamento técnico.
Mistura de saneantes pode gerar gases tóxicos
Produtos para tratamento de piscina, como cloro, algicidas e outros saneantes como água sanitária, são seguros quando utilizados conforme instruções técnicas. No entanto, a mistura inadequada de produtos químicos pode liberar gases altamente tóxicos.Entre os exemplos técnicos mais conhecidos estão:
- Gás cloro (Cl₂) – Pode ser liberado quando hipoclorito entra em contato com ácidos; provoca irritação intensa das vias respiratórias, tosse, ardor nos olhos e risco de edema pulmonar.
- Cloraminas – Formadas quando compostos clorados reagem com amônia ou matéria orgânica; causam forte irritação respiratória.
- Gás clorídrico/Cloreto de hidrogênio (HCl) – Pode ser liberado em determinadas reações envolvendo produtos ácidos.
- Gases irritantes diversos – Dependendo da formulação envolvida.
O ponto central é que a incompatibilidade química, a falta de treinamento, a rotulagem inadequada, entre outros fatores, podem transformar um produto seguro em um agente de risco grave.
O papel da ANVISA na regulamentação
Produtos saneantes, incluindo aqueles destinados ao tratamento de piscinas, são regulados pela ANVISA. A RDC nº 695/2022 estabelece requisitos técnicos e de rotulagem para produtos como algicidas e fungicidas para piscinas, incluindo:
- Finalidade de uso claramente definida
- Instruções de diluição e tempo de contato
- Frases obrigatórias de advertência
- Informações toxicológicas
- Orientações em caso de ingestão, contato ou inalação
- Proibição de reutilização de embalagens
- Obrigação de manter o produto na embalagem original
Essas exigências não são meramente formais. Elas existem para prevenir acidentes.
Rótulo não é marketing. É obrigação legal e ferramenta de prevenção.
O rótulo de um produto saneante não serve apenas para identificar marca ou atrair o consumidor. Ele é um instrumento legal obrigatório e um meio de comunicação de risco.
A legislação sanitária determina que as informações sejam claras, visíveis e resistentes às condições normais de armazenamento e uso.
Um ponto crítico no dia a dia é a prática inadequada de transferir produtos químicos para recipientes não originais, removendo o rótulo e eliminando as informações de segurança. Essa prática aumenta significativamente o risco de erro operacional, mistura incompatível e acidentes.

Manter o produto na embalagem original não é apenas uma recomendação — é uma exigência regulatória.
Segurança começa na conformidade
Acidentes envolvendo saneantes geralmente não decorrem apenas do produto em si, mas de falhas como a rotulagem em não conformidade pela ANVISA, comunicação vaga de riscos, treinamento inadequado de usuários, procedimentos internos inadequados.
Empresas que fabricam, importam ou comercializam produtos saneantes precisam garantir que seus rótulos estejam totalmente em conformidade com as normas vigentes da ANVISA.
Intertox: prevenção antes do incidente
A Intertox atua no suporte regulatório e técnico para produtos saneantes e químicos, oferecendo: avaliação e adequação de rótulos conforme legislação, revisão técnica de instruções de uso e advertências, análise de risco do produto, suporte regulatório junto à ANVISA, apoio na regularização de empresa e produtos, etc.
Nosso objetivo é simples: transformar obrigação regulatória em proteção real.