Rotulagem GHS: como adequar rótulos de produtos químicos às normas brasileiras

A adequação de rótulos de produtos químicos é um dos pontos mais críticos para empresas que fabricam, importam ou distribuem esses materiais s. No Brasil, a adoção do Sistema Globalmente Harmonizado (GHS) trouxe padronização, mas também elevou o nível de exigência técnica.

Muitas empresas ainda enfrentam dificuldades na aplicação correta das regras, seja por desconhecimento da legislação, interpretação equivocada das classificações ou falhas na comunicação de perigo.

O problema vai além de uma simples não conformidade: erros na rotulagem podem gerar riscos à saúde, multas regulatórias e bloqueios comerciais.

Neste artigo, você vai entender como aplicar corretamente a rotulagem GHS no Brasil, quais são os requisitos legais e como evitar falhas que comprometem a segurança e a operação do seu negócio.

O que é rotulagem GHS no Brasil?

A rotulagem GHS no Brasil é o sistema padronizado de identificação de perigos químicos, baseado no Sistema Globalmente Harmonizado (GHS), regulamentado pela ABNT NBR 14725.

Ela estabelece critérios para classificação de substâncias e misturas, além de definir elementos obrigatórios nos rótulos, como pictogramas, palavras de advertência, frases de perigo e precaução.

O objetivo é garantir uma comunicação clara dos riscos, proteger a saúde humana e o meio ambiente e facilitar o comércio internacional.

Por que a rotulagem GHS é tão importante?

A implementação do GHS no Brasil está alinhada às diretrizes da ONU e foi incorporada à realidade nacional por meio da ABNT NBR 14725. 

No Brasil, órgãos como a ANVISA e o Ministério do Trabalho e Emprego utilizam essa base para regulamentações relacionadas à segurança química.

Cenário atual

  • A indústria química brasileira representa cerca de 11% do PIB industrial, segundo dados da IBGE
  • Empresas que exportam precisam seguir padrões internacionais, o que torna o GHS obrigatório na prática
  • Fiscalizações têm se intensificado, especialmente em setores como transporte, saúde e indústria

Impacto para empresas

A não conformidade com a rotulagem GHS no Brasil pode resultar em:

  • Autuações e multas
  • Interdição de produtos
  • Riscos à saúde ocupacional
  • Danos à reputação da empresa

Além disso, rótulos inadequados comprometem toda a cadeia logística, desde o armazenamento até o transporte.

Como funciona a rotulagem GHS no Brasil na prática

A aplicação da rotulagem GHS no Brasil segue um fluxo técnico estruturado. Veja as etapas principais:

1. Classificação do produto químico

Avaliação das propriedades físico-químicas, toxicológicas e ambientais.

2. Identificação dos perigos

Definição das classes e categorias de perigo conforme o GHS.

3. Elaboração da FDS (Ficha com Dados de Segurança)

Documento técnico que sustenta a rotulagem e traz informações completas do produto.

4. Definição dos elementos do rótulo

Inclui obrigatoriamente:

  • Identificação do produto
  • Pictogramas de perigo
  • Palavra de advertência (Perigo ou Atenção)
  • Frases de perigo (H)
  • Frases de precaução (P)
  • Informações do fornecedor

5. Revisão técnica e validação

Garantia de conformidade com a ABNT NBR 14725.

6. Atualização contínua

Sempre que houver mudança na formulação ou regulamentação.

Requisitos técnicos da rotulagem GHS no Brasil

Para garantir conformidade com a rotulagem GHS no Brasil, alguns pontos técnicos merecem atenção:

  • Pictogramas padronizados: losango vermelho com símbolo preto
  • Idioma obrigatório: português, inclusive para produtos importados
  • Legibilidade: informações claras, visíveis e permanentes
  • Alinhamento com a FDS: consistência total entre rótulo e ficha de segurança
  • Atualização normativa: atenção às revisões recentes da ABNT NBR 14725

Tabela explicativa dos elementos da rotulagem GHS

Elemento do rótuloFunçãoExemplo
Identificação do produtoNome químico ou comercialÁcido sulfúrico
PictogramaRepresentação visual do perigoCorrosão
Palavra de advertênciaIndica severidade do riscoPerigo
Frase de perigo (H)Descreve o riscoProvoca queimaduras graves à pele e lesões oculares graves
Frase de precaução (P)Medidas preventivasP260, P264, P280 (…)
Dados do fornecedorResponsável legalDados da empresa completos

Principais erros relacionados à rotulagem GHS no Brasil

A aplicação incorreta da rotulagem GHS no Brasil ainda é comum. Veja os principais erros:

1. Classificação incorreta do produto

Erro técnico que compromete toda a cadeia de informação.

2. Uso inadequado de pictogramas

Aplicação de símbolos errados ou desatualizados.

3. Traduções inadequadas

Importadores frequentemente utilizam rótulos sem adaptação ao português.

4. Desalinhamento com a FDS

Inconsistência entre rótulo e documentação técnica.

5. Falta de atualização normativa

Empresas utilizam versões antigas da norma.

6. Excesso ou falta de informação

Rótulos confusos ou incompletos prejudicam a compreensão.

Benefícios de aplicar corretamente a rotulagem GHS no Brasil

A adequação à rotulagem GHS no Brasil traz ganhos operacionais e estratégicos:

Segurança operacional

Redução de acidentes e exposição a riscos.

Conformidade legal

Evita multas e sanções regulatórias.

Acesso a mercados internacionais

Facilita exportação e padronização global.

Credibilidade da marca

Empresas que seguem normas transmitem confiança.

Eficiência logística

Menos problemas em transporte e armazenamento.

Perguntas frequentes sobre rotulagem GHS no Brasil

A rotulagem GHS é obrigatória no Brasil?

Sim. A rotulagem GHS no Brasil é exigida pela ABNT NBR 14725 e regulamentações complementares.

Produtos importados precisam ser readequados?

Sim. Devem estar em português e alinhados às normas brasileiras.

Pequenas empresas também precisam seguir o GHS?

Sim. A obrigação não depende do porte da empresa.

A FDS é obrigatória junto com o rótulo?

Sim. A Ficha com Dados de Segurança é parte essencial do sistema.

Com que frequência o rótulo deve ser atualizado?

Sempre que houver alteração na composição ou na legislação.

Aplicação prática e visão estratégica

A rotulagem GHS no Brasil não deve ser tratada apenas como uma exigência regulatória, mas como parte da gestão de risco e da estratégia operacional da empresa.

Empresas que estruturam corretamente seus processos de classificação, documentação e rotulagem conseguem:

  • reduzir falhas operacionais
  • evitar retrabalho
  • melhorar a comunicação com clientes e parceiros
  • garantir maior previsibilidade regulatória

A integração entre áreas técnicas, regulatórias e operacionais é o que sustenta uma implementação eficiente.

Adeque sua rotulagem com apoio especializado

Se sua empresa precisa adequar processos à rotulagem GHS no Brasil, contar com suporte técnico especializado pode acelerar resultados e evitar riscos.

A Intertox oferece soluções completas em:

  • Classificação de produtos químicos
  • Elaboração e revisão de FDS
  • Rotulagem conforme GHS
  • Consultoria regulatória nacional e internacional

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ANTT abre Consulta Pública para revisão da Resolução ANTT nº 5.998/2022

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou na quinta-feira, 15 de maio de 2026, a Audiência Pública nº 007/2026, abrindo consulta pública para revisão da Resolução ANTT nº 5.998/2022, principal regulamento brasileiro aplicável ao transporte rodoviário de produtos perigosos.

A proposta de alteração foi disponibilizada juntamente com uma minuta contendo diversas atualizações técnicas e operacionais alinhadas às recomendações mais recentes da ONU para o transporte de produtos perigosos.

O que está sendo proposto?

A minuta traz uma ampla atualização do regulamento, incluindo alterações relacionadas a:

  • novos números ONU;
  • atualização de definições técnicas;
  • revisão de provisões especiais;
  • novos requisitos para baterias de lítio e íon de sódio;
  • critérios para transporte de veículos elétricos;
  • atualização de requisitos para embalagens e IBCs;
  • adequações relacionadas a recipientes sob pressão;
  • harmonização com edições mais recentes do Manual da ONU e normas ISO.

Novos números ONU propostos

Entre os destaques da minuta está a inclusão de novos números ONU relacionados, principalmente, a baterias, veículos elétricos e dispositivos de segurança.

Foram incluídos:

  • ONU 3551 — BATERIAS DE ÍON DE SÓDIO com eletrólito orgânico;
  • ONU 3552 — BATERIAS DE ÍON DE SÓDIO CONTIDAS EM EQUIPAMENTO ou EMBALADAS COM EQUIPAMENTO;
  • ONU 3553 — DISSILANO;
  • ONU 3554 — GÁLIO CONTIDO EM ARTIGOS MANUFATURADOS;
  • ONU 3555 — TRIFLUORMETILTRETAZOL, SAL DE SÓDIO EM ACETONA, com pelo menos 68% de cetona, em massa;
  • ONU 3556 — VEÍCULO MOVIDO A BATERIA DE ÍON DE LÍTIO;
  • ONU 3557 — VEÍCULO MOVIDO A BATERIA DE LÍTIO METÁLICO;
  • ONU 3558 — VEÍCULO MOVIDO A BATERIA DE ÍON DE SÓDIO;
  • ONU 3559 — DISPOSITIVOS DE EXTINÇÃO POR DISPERSÃO;
  • ONU 3560 — SOLUÇÃO AQUOSA DE HIDRÓXIDO DE TETRAMETILAMÔNIO contendo pelo menos 25% de hidróxido de tetrametilamônio

Atualização das Provisões Especiais

A minuta altera dezenas de Provisões Especiais do Capítulo 3.3, como por exemplo:

  • Provisão Especial 188 — “c) cada pilha ou bateria atenda as disposições estabelecidas no item 2.9.4 a), e), f), se aplicável e, no caso de pilhas ou baterias de íon de sódio, aplicam-se as disposições estabelecidas no item 2.9.5 a), e) e f);”
  • Provisão Especial 239 — Baterias ou pilhas não devem conter outros produtos perigosos além de sódio, enxofre ou compostos de sódio (por exemplo, polissulfetos de sódio e tetracloroaluminato de sódio). Baterias ou pilhas não devem ser oferecidas para transporte em uma temperatura tal que o sódio elementar da bateria, ou da pilha, se apresente liquefeito, a menos que aprovado e nas condições estabelecidas pela autoridade competente. (…).

E inclui novas provisões especiais, como por exemplo:

  • Provisão Especial 399 — Para artigos que atendem à definição de DETONADORES ELETRÔNICOS conforme descrito no Apêndice B e alocados aos nºs ONU 0511, 0512 e 0513, as designações para DETONADORES ELÉTRICOS (ONU nºs 0030, 0255 e 0456) podem continuar a ser utilizadas até 30 de junho de 2025.
  • Provisão Especial 401 — As pilhas e baterias de íon de sódio com eletrólitos orgânicos devem ser transportadas conforme os nºs ONU 3551 ou 3552, consoante o caso. As pilhas e baterias de íons de sódio com eletrólito aquoso alcalino devem ser transportadas alocadas ao nº ONU 2795 – BATERIAS elétricas, ÚMIDAS, CONTENDO ÁLCALIS.
  • E outras.

Alterações operacionais e de embalagem

A proposta revisa ainda dispositivos relacionados a:

  • inspeção de embalagens;
  • utilização de materiais reciclados;
  • recipientes sob pressão;
  • IBCs;
  • embalagens reutilizáveis;
  • critérios de descontaminação;
  • requisitos de garantia da qualidade.

Um dos pontos incluídos trata da possibilidade de utilização alternada de determinados equipamentos no transporte de produtos perigosos e commodities agrícolas in natura, desde que atendidos os requisitos de descontaminação e controle sanitário.

Prazo para envio de contribuições

As contribuições poderão ser enviadas até:

📅 28 de junho de 2026 por meio do portal ANTT.

Acesso a consulta

📌 Link oficial da Divulgação da Consulta Pública, aqui.

📌 ANTTLegis — Audiência Pública nº 007/2026. Participar da consulta pública.

No primeiro link, encontra-se a Minuta da proposta com todas as alterações na Resolução ANTT nº 5.998/2022 e o espaço para contribuição.

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FISPQ x FDS: o que muda e como adequar sua empresa à ABNT NBR 14725

A transição da FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos) para a FDS (Ficha com Dados de Segurança) vai muito além de uma simples mudança de nomenclatura. Trata-se de uma atualização normativa relevante, com impactos diretos na conformidade legal, na gestão de riscos e nas operações das empresas. 

Muitas organizações ainda operam com documentos desatualizados, ignorando as exigências da ABNT NBR 14725, o que pode gerar riscos regulatórios, dificuldades logísticas e até penalidades em auditorias.

Além disso, com a crescente exigência por padronização global alinhada ao GHS (Sistema Globalmente Harmonizado), manter documentos atualizados deixou de ser diferencial e passou a ser obrigação operacional.

Neste artigo, você vai entender de forma prática como realizar a revisão da FISPQ para FDS, quais são os impactos dessa atualização e o que fazer se sua empresa ainda não está em conformidade.

O que é revisão da FISPQ para FDS?

A revisão da FISPQ para FDS é o processo técnico de atualização das Fichas de Informações de Segurança de Produtos Químicos para o novo modelo de Ficha com Dados de Segurança, conforme estabelecido pela ABNT NBR 14725, em alinhamento ao GHS (Sistema Globalmente Harmonizado)

Mais do que uma simples conversão de documento, essa revisão envolve uma reavaliação completa das informações de segurança do produto, garantindo que estejam consistentes com os critérios atuais de classificação e comunicação de perigos. 

Na prática, o processo inclui:

  • Reclassificação do produto químico, com base nos critérios atualizados do GHS
  • Revisão e atualização das frases de perigo (H) e precaução (P)
  • Validação das informações toxicológicas, ambientais e de exposição
  • Adequação das 16 seções obrigatórias, conforme a estrutura normativa vigente
  • Padronização da linguagem técnica, garantindo clareza e consistência internacional

Contexto e importância da atualização para FDS

A ABNT NBR 14725, que trata da classificação, rotulagem e comunicação de perigos de produtos químicos, passou por revisões relevantes para alinhamento ao GHS.

No Brasil, essa norma é referência obrigatória para fabricantes, importadores e distribuidores de produtos químicos. Sua não conformidade pode resultar em autuações por órgãos como:

  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária
  • Ministério do Trabalho e Emprego
  • Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis

Além disso, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que o setor químico brasileiro movimenta bilhões anualmente, aumentando a necessidade de controle e padronização das informações de segurança.

Empresas que não realizam a revisão da FISPQ para FDS enfrentam riscos como:

  • inconsistência em auditorias
  • dificuldades em exportação
  • falhas na comunicação de perigos
  • responsabilização civil em acidentes

Como funciona na prática a revisão da FISPQ para FDS

A revisão da FISPQ para FDS segue um processo técnico estruturado. Veja as principais etapas:

1. Levantamento das fichas existentes

Identificação de todas as FISPQs utilizadas pela empresa, incluindo versões antigas e documentos incompletos.

2. Verificação da conformidade normativa

Análise comparativa com os requisitos atualizados da ABNT NBR 14725.

3. Reclassificação de perigos

Aplicação dos critérios do GHS para:

  • perigos físicos
  • perigos à saúde
  • perigos ao meio ambiente

4. Atualização das seções da FDS

  1. Verificar se os documentos atendem às 16 seções obrigatórias com conteúdo adequado.

5. Revisão de linguagem e terminologia

Padronização conforme o GHS, incluindo:

  • frases H 
  • frases P pictogramas

6. Validação técnica

Realizar a revisão com especialista garante rapidez, consistência e conformidade.

Aspectos técnicos da NBR 14725 que impactam a atualização

Atualização contínua

Sempre que houver nova informação toxicológica, mudança na formulação ou atualização regulatória, a FDS deve ser revisada para garantir a conformidade e a precisão das informações de segurança. 

Responsabilidade legal

O fabricante ou importador é responsável pelas informações contidas na FDS.

Principais erros relacionados à revisão da FISPQ para FDS

1. Apenas trocar o nome do documento

Muitas empresas acreditam que mudar “FISPQ” para “FDS” resolve o problema, sem atualizar o conteúdo técnico.

2. Ignorar a reclassificação GHS

Manter classificações antigas pode gerar inconsistências técnicas.

3. Não revisar todas as seções

A atualização deve abranger as 16 seções obrigatórias.

4. Utilizar modelos genéricos

Copiar fichas prontas sem validação técnica compromete a segurança.

5. Não atualizar periodicamente

A norma exige revisão contínua conforme novas informações.

Benefícios de realizar a revisão corretamente

A revisão da FISPQ para FDS traz ganhos operacionais e estratégicos relevantes:

  • Redução de riscos legais e multas
  • Maior segurança para colaboradores
  • Facilidade em auditorias e certificações
  • Adequação para exportação
  • Melhoria na gestão de riscos químicos
  • Fortalecimento da credibilidade da empresa

Além disso, empresas que seguem a norma conseguem integrar melhor seus processos com cadeias globais de fornecimento.

Perguntas frequentes sobre revisão da FISPQ para FDS

A FISPQ ainda pode ser utilizada?

Não. O termo FISPQ foi substituído por FDS conforme a atualização da ABNT NBR 14725, sendo este o formato atualmente exigido para a comunicação de perigos de produtos químicos. 

Todas as empresas precisam atualizar?

Sim, qualquer empresa que fabrica, importa ou comercializa produtos químicos deve realizar a revisão da FISPQ para FDS.

Existe prazo para atualização?

A adequação deve ser realizada de forma imediata após atualizações normativas ou sempre que houver mudanças relevantes no produto, como alterações de composição ou novas informações de segurança.

Quem pode elaborar uma FDS?

A elaboração deve ser feita por profissionais qualificados, com conhecimento técnico em química e em regulamentação, assegurando a correta classificação de perigos e a consistência das informações.

A FDS precisa ser revisada com frequência?

Sim. A FDS deve ser revisada sempre que houver novas informações toxicológicas, mudanças na formulação ou atualizações regulatórias. 

Direcionamento prático para empresas que estão desatualizadas

Se sua empresa ainda não realizou a revisão da FISPQ para FDS, o caminho mais eficiente envolve:

  • auditoria interna dos documentos existentes
  • priorização de produtos com maior risco
  • contratação de especialistas
  • implementação de rotina de atualização

A adaptação não deve ser tratada como tarefa pontual, mas como parte da governança regulatória.

Precisa atualizar suas FDS? Saiba como agir com segurança

A adequação à NBR 14725 exige conhecimento técnico, atualização constante e domínio das exigências regulatórias nacionais e internacionais.

A Intertox atua com elaboração, revisão e atualização de FDS, garantindo conformidade com o GHS e a legislação brasileira. Além disso, oferece suporte completo em classificação de perigos, rotulagem e gestão de risco químico.

Se sua empresa precisa realizar a revisão da FISPQ para FDS, contar com especialistas reduz riscos, evita retrabalho e acelera a conformidade.

Acesse o site da Intertox e conheça as soluções disponíveis para manter sua operação segura e alinhada às exigências atuais.

Quais empresas precisam de uma Gestão de Segurança Química

A exposição a produtos químicos é uma realidade em diversos setores da economia, não apenas na indústria química. Empresas que utilizam, armazenam ou transportam substâncias perigosas estão cada vez mais sujeitas a exigências legais, auditorias e fiscalização intensificada no Brasil.

O problema é que muitas organizações ainda subestimam os riscos envolvidos. A falta de controle sobre produtos químicos pode gerar acidentes, autuações, passivos ambientais e até paralisação das atividades.

Com a atualização de normas como a NR-26 e a ABNT NBR 14725:2023, além da consolidação do GHS no país, a gestão de segurança química nas empresas deixou de ser uma prática opcional e passou a ser uma exigência operacional.

Neste artigo, você vai entender quais empresas precisam dessa gestão, como ela funciona na prática e quais riscos podem ser evitados ao estruturar esse processo corretamente.

O que é gestão de segurança química nas empresas?

A gestão de segurança química nas empresas é o conjunto de processos, controles e práticas adotados para garantir o uso seguro de produtos químicos ao longo de todo o ciclo operacional, desde a aquisição até o descarte.

Ela envolve identificação de riscos, classificação conforme o GHS, elaboração da Ficha com Dados de Segurança, rotulagem adequada, treinamento de colaboradores e controle de armazenamento.

O objetivo é reduzir riscos à saúde, evitar impactos ambientais e garantir conformidade com a legislação vigente. Por isso, empresas que lidam com produtos perigosos precisam avaliar não apenas a operação interna, mas também transporte, documentação, resíduos e cadeia de fornecedores.

Cenário atual e importância da gestão de segurança química

A presença de agentes químicos no ambiente de trabalho é mais comum do que parece. Empresas industriais, hospitais, laboratórios, distribuidoras, transportadoras, empresas de limpeza, construção civil e agronegócio podem ter contato direto com substâncias classificadas como perigosas.

Além disso, o Brasil segue diretrizes internacionais por meio do GHS, incorporado pela ABNT NBR 14725, o que exige padronização na comunicação de perigos químicos.

Na prática, isso impacta diretamente a rotina empresarial, pois aumenta a necessidade de documentação técnica, rastreabilidade, rotulagem adequada e controle sobre armazenamento, transporte e descarte.

Empresas que não se adequam enfrentam riscos como multas, interdições, acidentes, danos ambientais e perda de reputação. Em casos de transporte interestadual ou marítimo de produtos perigosos, por exemplo, o Ibama orienta sobre autorização ambiental para transporte de produtos perigosos, o que reforça a importância de uma gestão estruturada.

Como funciona na prática a gestão de segurança química nas empresas

A implementação da gestão de segurança química nas empresas segue uma lógica estruturada. Na prática, ela envolve etapas claras:

  • Levantamento de produtos químicos: identificação de todas as substâncias utilizadas na operação.
  • Classificação de perigos: avaliação dos riscos físicos, à saúde e ao meio ambiente conforme critérios aplicáveis.
  • Elaboração da FDS: documento obrigatório com informações de segurança do produto.
  • Rotulagem adequada: aplicação de pictogramas, frases de perigo e recomendações de precaução.
  • Treinamento de colaboradores: capacitação sobre manuseio, riscos e resposta a emergências.
  • Armazenamento seguro: separação por compatibilidade química e controle de estoque.
  • Plano de emergência: definição de procedimentos para vazamentos, incêndios e exposição.

Esse processo deve ser contínuo e atualizado conforme mudanças na operação. Empresas que importam produtos químicos, por exemplo, também precisam observar documentos, responsabilidades e exigências regulatórias específicas, como explicado no conteúdo da Intertox sobre importação de produtos químicos.

Aspectos técnicos e normativos que as empresas precisam atender

A gestão de segurança química nas empresas está diretamente ligada a normas técnicas e exigências legais no Brasil.

Entre os principais pontos estão:

  • NR-26: trata da sinalização, classificação e rotulagem preventiva de produtos químicos.
  • ABNT NBR 14725:2023: define critérios para classificação, FDS e rotulagem.
  • GHS: sistema internacional de classificação e comunicação de perigos químicos.
  • Legislação ambiental: envolve controle de resíduos químicos, transporte e descarte adequado.

Além disso, empresas que transportam produtos perigosos devem observar regulamentações específicas. O uso inadequado de embalagens, por exemplo, pode gerar não conformidades operacionais e riscos ao meio ambiente, tema abordado pela Intertox em conteúdo sobre embalagens no transporte de produtos perigosos.

Outro ponto relevante é a exigência de documentação atualizada, especialmente a FDS, que deve refletir corretamente os riscos do produto conforme o GHS. A rotulagem também exige atenção, principalmente em embalagens reduzidas ou situações em que o rótulo completo não é viável. Esse tema é detalhado no artigo da Intertox sobre rotulagem de embalagens reduzidas e meios alternativos.

Quais empresas precisam de gestão de segurança química?

A gestão de segurança química nas empresas não se limita à indústria química. Ela é necessária para qualquer organização que utilize produtos químicos no seu processo produtivo, operacional, assistencial, laboratorial, logístico ou de manutenção.

Entre os principais setores estão:

  • indústrias químicas;
  • farmacêuticas;
  • indústrias alimentícias;
  • empresas de cosméticos;
  • construção civil;
  • agronegócio;
  • hospitais e laboratórios;
  • empresas de limpeza e saneamento;
  • indústrias de plástico e polímeros;
  • transportadoras de produtos perigosos;
  • distribuidoras e importadoras de produtos químicos.

Mesmo empresas de menor porte podem ser obrigadas a implementar essa gestão, dependendo do tipo de produto utilizado, do volume armazenado, da classificação de risco e da exposição dos trabalhadores.

Tabela: empresas e nível de exigência em gestão química

SetorUso de químicosNível de riscoExigência de gestão
Indústria químicaAltoAltoMuito alta
FarmacêuticaAltoAltoMuito alta
Alimentos e bebidasMédioMédioAlta
Construção civilMédioMédioAlta
AgriculturaAltoAltoMuito alta
Hospitais e laboratóriosMédioAltoMuito alta
CosméticosMédioMédioAlta
Limpeza profissionalMédioMédioAlta

Principais erros relacionados à gestão de segurança química nas empresas

Muitas empresas falham na implementação da gestão de segurança química nas empresas por erros recorrentes. Esses problemas costumam surgir quando a organização trata produtos químicos apenas como itens de estoque, sem considerar os requisitos técnicos, legais e ambientais envolvidos.

1. Não possuir FDS atualizada

Documentos desatualizados comprometem a conformidade e aumentam riscos operacionais. A FDS deve estar disponível, correta e compatível com o produto utilizado.

2. Falta de treinamento da equipe

Colaboradores despreparados aumentam a probabilidade de acidentes. A equipe precisa entender riscos, pictogramas, medidas de proteção e procedimentos de emergência.

3. Armazenamento inadequado

A mistura de produtos incompatíveis pode causar reações perigosas, incêndios, vazamentos ou contaminações. Por isso, o armazenamento deve considerar compatibilidade química, ventilação, contenção e sinalização.

4. Rotulagem incorreta ou inexistente

A ausência de rotulagem adequada dificulta a identificação de riscos e pode violar normas aplicáveis. Esse problema também compromete a resposta em emergências.

5. Ausência de plano de emergência

Empresas sem plano de emergência não sabem como agir em situações críticas, como derramamentos, incêndios, exposição acidental ou transporte de produto perigoso.

Benefícios de aplicar corretamente a gestão de segurança química

A adoção estruturada da gestão de segurança química nas empresas gera ganhos diretos para a operação e para a governança corporativa.

  • redução de acidentes de trabalho;
  • diminuição de passivos ambientais;
  • maior eficiência operacional;
  • conformidade com normas e auditorias;
  • fortalecimento da imagem da empresa;
  • redução de custos com multas, interdições e indenizações;
  • melhor rastreabilidade de produtos e documentos;
  • mais segurança em processos de transporte, armazenamento e descarte.

Além disso, empresas alinhadas com práticas de segurança química se destacam em processos de certificação, auditorias de fornecedores e programas ESG.

Gestão de resíduos químicos e responsabilidade ambiental

A segurança química não termina no uso do produto. O descarte, o tratamento e a destinação de resíduos também exigem controle técnico e responsabilidade ambiental.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelece diretrizes importantes para a gestão de resíduos no Brasil. No caso de resíduos perigosos, a atenção deve ser ainda maior, pois falhas na destinação podem gerar impactos ambientais, responsabilização legal e prejuízos à imagem da empresa.

Por isso, a gestão de segurança química nas empresas deve integrar inventário de produtos, classificação de riscos, armazenamento, transporte, documentação, treinamento e descarte.

Perguntas frequentes sobre gestão de segurança química nas empresas

Toda empresa precisa implementar gestão de segurança química?

  • Não necessariamente. A obrigatoriedade depende do uso de produtos químicos. Porém, qualquer empresa que utilize substâncias perigosas deve implementar controles mínimos para reduzir riscos e atender às exigências aplicáveis.

O que é a FDS?

  • A Ficha com Dados de Segurança é um documento técnico que informa riscos, medidas de proteção, condições de armazenamento, transporte e procedimentos de emergência relacionados a um produto químico.

Qual norma regula a segurança química no Brasil?

  • A principal referência é a ABNT NBR 14725, alinhada ao GHS, além da NR-26, que trata da sinalização de segurança e da comunicação de perigos químicos no ambiente de trabalho.

Pequenas empresas também precisam se adequar?

  • Sim. O porte não isenta a empresa. O que define a necessidade de adequação é o tipo de produto utilizado, sua classificação de risco, a forma de armazenamento, o volume e a exposição dos trabalhadores.

Quais são os riscos de não implementar essa gestão?

  • Multas, interdição, acidentes de trabalho, danos ambientais, processos judiciais, perda de contratos e problemas em auditorias.

Resumo prático sobre gestão de segurança química nas empresas

A gestão de segurança química nas empresas é uma exigência operacional para qualquer negócio que utilize substâncias químicas em sua rotina.

Ela envolve controle técnico, adequação normativa e capacitação da equipe, com foco em reduzir riscos e garantir conformidade.

Empresas que negligenciam esse processo aumentam significativamente sua exposição a acidentes, penalidades legais e prejuízos financeiros.

Por outro lado, organizações que estruturam essa gestão operam com mais segurança, eficiência e previsibilidade.

Fale com especialistas em segurança química

Se sua empresa utiliza produtos químicos e ainda não possui uma gestão estruturada, o risco não está apenas na operação. Está também na conformidade legal.

Contar com especialistas permite implementar processos corretos, adequar documentação e evitar problemas com fiscalização.

A Intertox apoia empresas na gestão segura de produtos químicos, documentos de segurança, rotulagem, transporte, armazenamento e conformidade regulatória.Fale com um especialista e entenda como estruturar a gestão de segurança química na sua empresa com segurança e respaldo técnico.

INMETRO – Consulta Pública nº 8/2026: atualização das regras do Mercosul para indicação de quantidade em cosméticos

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) publicou a Consulta Pública nº 8, de 23 de abril de 2026, que trata do Projeto de Resolução nº 02/25, voltado à atualização das regras do Mercosul sobre a declaração de conteúdo líquido em produtos cosméticos.

Essas regras estão na Resolução GMC nº 50/00, que está em revisão pelo Subgrupo de Trabalho nº 3 (SGT-3), responsável por regulamentos técnicos e avaliação da conformidade.

Principais pontos da proposta

O objetivo da revisão é atualizar as exigências relacionadas à indicação da quantidade em cosméticos, com destaque para:

  • Produtos sólidos: declaração em unidade de massa
  • Produtos líquidos: declaração em unidade de volume
  • Produtos em gel: possibilidade de declaração em massa, volume ou ambas, conforme a característica da formulação

A principal mudança é a flexibilização para produtos em gel, permitindo que a forma de declaração reflita melhor a natureza do produto (mais fluido ou mais viscoso), alinhando-se a práticas internacionais.

Prazo para contribuições

O período para envio de comentários e sugestões será de 24 de abril de 2026 a 23 de junho de 2026.

As contribuições devem ser realizadas aqui.

Avaliação técnica

A Consulta Pública nº 8/2026 representa um avanço na harmonização regulatória no Mercosul, com impacto direto na rotulagem de cosméticos.

A flexibilização para produtos em gel traz maior aderência à realidade de mercado, mas exigirá atenção das empresas quanto à padronização e consistência das informações.

Este é o momento estratégico para contribuição da indústria, uma vez que, após a aprovação no Mercosul, o texto será internalizado sem possibilidade de alterações.

Como a Intertox pode apoiar sua empresa

Diante das atualizações propostas na Consulta Pública nº 8/2026, contar com suporte técnico especializado é essencial para garantir a conformidade regulatória e a adequação das informações de rotulagem de cosméticos. Em caso de dúvidas, entre em contato aqui.