Curso ABNT NBR 14725 para elaborar FDS com segurança
A elaboração da Ficha com Dados de Segurança (FDS) exige muito mais do que o preenchimento de um modelo padrão. O profissional responsável precisa interpretar dados toxicológicos e ecotoxicológicos, informações físico-químicas, composição, requisitos regulatórios, critérios de classificação de perigos e regras de comunicação aplicáveis aos produtos químicos.
Muitas organizações identificam falhas em suas FDS durante auditorias, homologações de fornecedores, análises de clientes ou avaliações internas. Informações incompletas, classificações inconsistentes e divergências entre rótulo e documentação técnica podem comprometer a qualidade da comunicação dos perigos e gerar não conformidades.
Por isso, investir em um curso ABNT NBR 14725 permite desenvolver conhecimento técnico para interpretar e aplicar os critérios relacionados à classificação de perigos, rotulagem preventiva e elaboração da FDS.
O treinamento é especialmente relevante para profissionais que atuam com segurança química, assuntos regulatórios, meio ambiente, qualidade, pesquisa e desenvolvimento, importação e gestão de produtos químicos.

Neste artigo, você entenderá como funciona esse treinamento, quais competências devem ser desenvolvidas, quais pontos da norma exigem maior atenção e como a capacitação contribui para a elaboração de FDS tecnicamente consistentes.
O que é curso ABNT NBR 14725?
Um curso ABNT NBR 14725 é uma capacitação técnica voltada a profissionais que precisam compreender e aplicar os requisitos relacionados ao Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos — GHS, à classificação de perigos, à rotulagem preventiva e à elaboração da Ficha com Dados de Segurança (FDS).
Atualmente, encontra-se em vigor a ABNT NBR 14725:2023 Versão Corrigida 2:2025 – Produtos químicos — Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente — Aspectos gerais do Sistema Globalmente Harmonizado (GHS), classificação, FDS e rotulagem de produtos químicos.
O treinamento pode preparar o profissional para:
- interpretar informações técnicas sobre substâncias e misturas;
- compreender e aplicar critérios de classificação segundo o GHS;
- avaliar classes e categorias de perigo;
- classificar misturas considerando composição, concentração e critérios específicos;
- compreender a estrutura das 16 seções da FDS;
- relacionar a classificação aos elementos da rotulagem; e
- identificar inconsistências entre classificação, rótulo e FDS.
Além da base normativa, uma capacitação de qualidade deve estimular raciocínio técnico, análise de casos e avaliação crítica de documentos, e não apenas a memorização da estrutura da norma.
Por que a ABNT NBR 14725 exige atenção das empresas?
A ABNT NBR 14725 é a principal referência técnica brasileira relacionada à aplicação do GHS, classificação de perigos, FDS e rotulagem preventiva de produtos químicos.
A classificação é a base de diversos elementos utilizados posteriormente na comunicação dos perigos.
Uma decisão incorreta nessa etapa pode resultar, por exemplo, em:
- pictogramas incompatíveis;
- palavra de advertência inadequada;
- frases de perigo incorretas;
- informações inconsistentes na Seção 2 da FDS;
- divergências entre FDS e rótulo; e
- comunicação inadequada dos perigos do produto.
A Intertox possui conteúdo específico sobre a atualização da ABNT NBR 14725:2023 e impactos nas FDS e rótulos, leia a matéria na íntegra.
A NR-26 do Ministério do Trabalho e Emprego complementa esse cenário no ambiente de trabalho. Ela determina que os produtos químicos utilizados no local de trabalho sejam classificados segundo os critérios do GHS e estabelece requisitos relacionados à rotulagem preventiva, à FDS e ao treinamento dos trabalhadores.
Portanto, a FDS não deve ser tratada como um documento isolado: ela faz parte de um sistema de comunicação de perigos.
Como funciona um curso ABNT NBR 14725 na prática?
Um treinamento efetivo precisa desenvolver raciocínio técnico. O participante deve sair do curso entendendo como aplicar a norma em documentos reais, e não apenas reconhecer os tópicos da FDS.
1. Compreensão da estrutura da norma
O curso deve apresentar a lógica da ABNT NBR 14725, seus principais conceitos, sua relação com o GHS e sua aplicação na classificação e comunicação de perigos.
Nessa etapa, o participante compreende por que classificação, rotulagem e FDS são processos relacionados, embora cada um possua uma função própria.
A classificação determina diferentes elementos da comunicação do perigo. Por isso, um erro nessa etapa pode se refletir posteriormente na Seção 2 da FDS e nos elementos da rotulagem.
2. Interpretação de dados técnicos
Uma FDS tecnicamente consistente depende da disponibilidade, qualidade e interpretação adequada das informações utilizadas.
Entre os dados que podem precisar ser avaliados estão:
- composição química;
- propriedades físico-químicas;
- orientações de manuseio;
- toxicidade à saúde humana;
- ecotoxicidade; e
- estabilidade e reatividade.
O profissional deve saber avaliar essas informações, identificar lacunas e compreender se os dados disponíveis são suficientes para sustentar determinada classificação ou informação apresentada na FDS.
3. Aplicação dos critérios GHS
A classificação segundo o GHS é uma das bases para a elaboração da FDS e da rotulagem preventiva.
Por isso, um curso ABNT NBR 14725 deve abordar classes e categorias de perigo, critérios de classificação, limites de concentração, valores de corte, princípios de extrapolação e métodos aplicáveis à classificação de substâncias e misturas.
Esse tema se conecta diretamente ao conteúdo específico da Intertox sobre classificação GHS no Brasil.
Como referência oficial complementar, a Fundacentro disponibiliza material técnico sobre aplicação do GHS na comunicação de perigos químicos, reforçando a importância do sistema para segurança e saúde no trabalho.
Atenção especial à classificação de misturas
A classificação de misturas é um dos pontos que mais exige conhecimento técnico na aplicação do GHS.
Um erro recorrente é identificar as substâncias perigosas presentes na formulação e simplesmente replicar para a mistura a classificação de seus componentes, muitas vezes adotando automaticamente o enquadramento mais restritivo.
Esse não é o procedimento adequado.
A presença de uma substância perigosa na composição não significa, por si só, que a mistura final terá a mesma classificação ou a mesma severidade de perigo atribuída ao componente isolado.
Dependendo da composição final e dos critérios aplicáveis, a mistura pode apresentar uma classificação diferente daquela atribuída aos componentes puros ou concentrados.
Isso pode modificar diretamente pictogramas, palavra de advertência e frases de perigo.
Por isso, classificar sempre pelo cenário mais restritivo não significa classificar corretamente.
O objetivo da norma é chegar a uma classificação tecnicamente fundamentada para a mistura final. Tanto a subestimação quanto a superestimação dos perigos podem resultar em comunicação inadequada.
4. Elaboração das 16 seções da FDS
A FDS possui 16 seções cujos títulos, numeração e sequência são padronizados:
- Identificação;
- Identificação de perigos;
- Composição e informações sobre os ingredientes;
- Medidas de primeiros-socorros;
- Medidas de combate a incêndio;
- Medidas de controle para derramamento ou vazamento;
- Manuseio e armazenamento;
- Controle de exposição e proteção individual;
- Propriedades físicas e químicas;
- Estabilidade e reatividade;
- Informações toxicológicas;
- Informações ecológicas;
- Considerações sobre destinação final;
- Informações sobre transporte;
- Informações sobre regulamentações; e
- Outras informações.
Um bom treinamento não deve ensinar apenas quais são as 16 seções, mas como avaliar o conteúdo de cada uma e a coerência entre as informações apresentadas.
5. Revisão crítica de documentos existentes
A capacitação também deve ensinar como identificar inconsistências em FDS já utilizadas pela empresa. Esse trabalho envolve comparar classificação, rótulo, composição, frases de perigo, recomendações de armazenamento, transporte e informações regulatórias.
A Intertox trata esse processo no conteúdo sobre revisão e adequação documental para FDS, com foco na atualização da terminologia e dos requisitos aplicáveis às fichas.
Aspectos técnicos, regulatórios e operacionais abordados no treinamento
Classificação de substâncias e misturas
Substâncias e misturas exigem abordagens diferentes.
Uma substância pode possuir dados diretamente relacionados às suas propriedades.
Já uma mistura frequentemente exige análise da composição e das concentrações e, dependendo da classe de perigo e dos dados disponíveis, aplicação de limites de concentração, princípios de extrapolação, métodos de cálculo ou outros critérios.
Por isso, a classificação da mistura não deve ser simplesmente copiada de seus componentes.
Uma mistura pode manter determinada classificação de seus constituintes, apresentar categoria diferente ou até não atingir os critérios de determinada classe de perigo.
Isso deve ser avaliado classe por classe.
Integração entre FDS e rotulagem
A FDS e o rótulo possuem funções diferentes, mas devem estar fundamentados na mesma classificação técnica.
Pictogramas, palavra de advertência e frases de perigo devem apresentar coerência com a classificação atribuída ao produto.
Isso não significa que FDS e rótulo devam possuir exatamente o mesmo conteúdo. A FDS possui informações muito mais abrangentes, enquanto o rótulo comunica determinados elementos diretamente na embalagem.
Essa integração é discutida no conteúdo da Intertox sobre rotulagem GHS no Brasil, que mostra como a comunicação visual de perigos precisa estar conectada à classificação técnica do produto.
Treinamento e acesso dos trabalhadores às informações
A FDS não deve ficar restrita aos setores técnicos ou regulatórios.
A NR 26 determina que a organização assegure aos trabalhadores acesso às FDS dos produtos químicos utilizados no local de trabalho e que recebam treinamento para compreender a rotulagem preventiva e a ficha, além dos perigos, riscos, medidas preventivas e procedimentos de emergência.
A profundidade necessária para cada público, entretanto, é diferente.
Um trabalhador que utiliza o produto precisa compreender as informações necessárias para sua atividade. Já um profissional responsável por classificar produtos ou elaborar FDS precisa de conhecimento técnico muito mais aprofundado.
FDS e gestão dos riscos químicos
A FDS fornece informações importantes para diferentes processos relacionados à segurança química, incluindo manuseio, armazenamento, incompatibilidades, controle da exposição e preparação para emergências.
Entretanto, é fundamental compreender que: a FDS não é uma avaliação de risco da atividade.
Ela fornece informações relacionadas às propriedades e aos perigos do produto.
A avaliação dos riscos deve considerar também fatores como:
- quantidade utilizada;
- condições do processo;
- frequência e duração da exposição;
- vias potenciais de exposição;
- características do ambiente; e
- medidas de prevenção existentes.
Por isso, informações da FDS podem subsidiar decisões, mas não substituem a avaliação das condições reais da operação.
Para apoiar a formação técnica nessa área, a Escola Virtual de Governo disponibiliza conteúdo sobre reconhecimento de riscos químicos nos ambientes de trabalho, reforçando a importância da identificação de perigos e da gestão preventiva.
Tabela: competências desenvolvidas em um curso ABNT NBR 14725
| Competência | O que o profissional aprende | Aplicação prática |
| Interpretação da norma | Compreender requisitos da ABNT NBR 14725 | Aplicar corretamente os critérios em classificação, FDS e rótulos |
| Classificação GHS | Avaliar classes, categorias e critérios de perigo | Definir tecnicamente a classificação do produto |
| Classificação de misturas | Avaliar composição, concentração, dados disponíveis e métodos aplicáveis | Evitar subestimação ou superestimação dos perigos |
| Elaboração de FDS | Compreender e estruturar as 16 seções | Produzir documentos tecnicamente consistentes |
| Avaliação toxicológica | Interpretar informações relacionadas aos perigos à saúde | Sustentar classificações e informações da FDS |
| Avaliação ambiental | Interpretar informações ecotoxicológicas | Sustentar a classificação dos perigos ao meio ambiente |
| Integração com rotulagem | Relacionar classificação e elementos de comunicação | Manter coerência entre FDS e rótulo |
| Revisão documental | Identificar lacunas, divergências e informações inadequadas | Realizar avaliação crítica de documentos existentes |
Principais erros na elaboração da FDS
1. Tratar a FDS como documento meramente administrativo
Uma FDS não deve ser elaborada apenas para atender a uma exigência documental.
Seu conteúdo precisa estar fundamentado em informações técnicas e em uma classificação adequada do produto.
Ter um documento visualmente completo não significa que ele esteja tecnicamente correto.
2. Copiar dados de fornecedores sem validação
Informações recebidas de fornecedores podem constituir importantes fontes de dados, mas precisam ser avaliadas criticamente antes de serem reproduzidas.
É necessário verificar se:
- o produto é efetivamente o mesmo;
- composição e concentrações são compatíveis;
- a versão do documento está atualizada;
- os critérios utilizados são aplicáveis;
- a FDS foi produzida para a mesma jurisdição; e
- existe coerência entre os dados apresentados.
Esse cuidado é especialmente relevante para FDS estrangeiras, porque a implementação do GHS possui particularidades entre países e regiões.
3. Classificar misturas de forma superficial
Os perigos dos componentes precisam ser considerados, mas não devem ser automaticamente transferidos para a mistura final.
Dependendo da classe avaliada, da composição e das concentrações, a mistura pode:
- manter determinada classificação;
- enquadrar-se em categoria diferente;
- deixar de atender aos critérios de determinada classe; ou
- apresentar características próprias que também precisem ser avaliadas.
Assim, adotar automaticamente a classificação mais restritiva não representa necessariamente maior segurança.
Se os critérios não sustentam aquele enquadramento, a classificação também estará incorreta.
4. Não alinhar FDS e rótulo
FDS e rótulo devem estar tecnicamente coerentes com a mesma classificação.
Divergências entre classe e categoria de perigo, pictogramas, palavra de advertência ou frases de perigo precisam ser investigadas antes da utilização dos documentos.
5. Manter documentos com terminologia ou requisitos desatualizados
A adequação da antiga FISPQ para FDS não consiste apenas na alteração do nome do documento.
É necessário verificar se classificação, estrutura, conteúdo e elementos de comunicação estão compatíveis com os requisitos atualmente aplicáveis.
A ABNT mantém atualmente em vigor a ABNT NBR 14725:2023 Versão Corrigida 2:2025.
6. Confundir classificação GHS com classificação para transporte
A Seção 14 da FDS contém informações relativas ao transporte, mas o GHS e a regulamentação de transporte de produtos perigosos não constituem o mesmo sistema de classificação.
A classificação para transporte deve atender aos critérios específicos da regulamentação aplicável ao modal.
Portanto, não é correto concluir sobre o enquadramento de um produto para transporte apenas pela sua classificação GHS.
A Seção 14 precisa apresentar informações coerentes com a classificação de transporte efetivamente aplicável ao produto.
Benefícios da aplicação correta da ABNT NBR 14725
A aplicação tecnicamente consistente da norma pode trazer benefícios como maior qualidade documental, melhor comunicação de perigos, maior coerência entre FDS e rotulagem, redução de retrabalho decorrente de documentos inconsistentes e maior capacidade técnica das equipes para avaliar informações recebidas ou produzidas.
Também contribui para integrar áreas como segurança química, assuntos regulatórios, qualidade, P&D e outras áreas envolvidas na gestão dos produtos.
Evitaria, entretanto, expressões como “segurança fiscal”, “proteção garantida dos trabalhadores” ou afirmações de que a correta aplicação da norma necessariamente evitará multas ou acidentes. Esses resultados dependem de diversos outros fatores.

Perguntas frequentes sobre curso ABNT NBR 14725
1. Quem deve fazer um curso ABNT NBR 14725?
O curso é especialmente indicado para profissionais envolvidos com classificação de produtos químicos, elaboração e revisão de FDS, rotulagem, segurança química, assuntos regulatórios, toxicologia, qualidade, pesquisa e desenvolvimento, importação e avaliação técnica de documentos de fornecedores.
Outras áreas também podem se beneficiar do treinamento, dependendo de suas responsabilidades.
2. O curso ensina a elaborar FDS do zero?
Sim. O curso traz uma capacitação completa que irá preparar o profissional para compreender as etapas necessárias à elaboração de uma FDS, desde a avaliação dos dados e a classificação dos perigos até a estruturação das 16 seções.
Entretanto, elaborar uma FDS não é simplesmente preencher um modelo.
É necessário possuir informações tecnicamente suficientes para sustentar aquilo que será apresentado no documento.
3. É necessário ser químico para participar?
Não necessariamente.
Profissionais de diferentes formações podem participar e se beneficiar da capacitação.
Entretanto, participar de um curso não deve ser confundido com requisitos de habilitação ou responsabilidade técnica profissional que possam ser aplicáveis a determinadas atividades.
Essa análise deve ser feita separadamente conforme a atividade exercida e a regulamentação profissional correspondente.
4. A ABNT NBR 14725 vale para todos os produtos químicos?
Sim. A ABNT NBR 14725 estabelece requisitos para todo produto químico manipulado dentro do ambiente de trabalho com aplicação relacionada ao GHS, classificação, FDS e rotulagem de produtos químicos.
Entretanto, determinadas categorias de produtos podem estar sujeitas também a regulamentações setoriais específicas, que precisam ser avaliadas, de forma adicional, conforme o produto e seu uso.
5. O curso também aborda a rotulagem GHS?
Sim. A rotulagem preventiva está diretamente relacionada à classificação de perigos, e seus elementos devem estar tecnicamente coerentes com a FDS, aos quais são discutidas na capacitação.
6. Qual é o principal ganho da capacitação?
O principal ganho é desenvolver profissionais capazes de interpretar dados técnicos, aplicar critérios da norma, identificar inconsistências e tomar decisões tecnicamente fundamentadas na elaboração ou revisão de FDS.
O que sua empresa deve levar deste conteúdo
O curso ABNT NBR 14725 é uma capacitação técnica destinada a profissionais que precisam compreender e aplicar os requisitos relacionados à classificação de perigos, FDS e rotulagem de produtos químicos.
A aplicação da norma exige conhecimento integrado sobre: GHS, classificação de substâncias e misturas, propriedades físico-químicas, toxicologia, ecotoxicologia, FDS, rotulagem e informações regulatórias correlatas.
Uma FDS bem elaborada não é apenas um documento para arquivo.
Ela constitui um instrumento de comunicação de informações sobre perigos e medidas relacionadas ao uso seguro do produto, utilizado por diferentes públicos ao longo da cadeia.
Por isso, a qualidade da FDS depende diretamente da qualidade dos dados, dos critérios de classificação utilizados e da análise técnica realizada durante sua elaboração.
Capacite sua equipe com especialistas em FDS e segurança química
A Intertox atua com segurança química, toxicologia, assuntos regulatórios, classificação GHS, rotulagem, elaboração e revisão de Ficha Com Dados de Segurança (FDS), gestão de produtos químicos e treinamentos corporativos para equipes técnicas.
Se sua empresa precisa capacitar profissionais, revisar documentos, adequar FDS à ABNT NBR 14725 ou fortalecer a comunicação de perigos químicos, fale com um especialista e entenda como a Intertox pode apoiar sua operação com conhecimento técnico, precisão regulatória e soluções aplicáveis à rotina industrial.
Programa de Parcerias Intertox amplia acesso a treinamentos presenciais em diferentes regiões do Brasil
Participar de um treinamento presencial de Segurança Química permite ir além do conteúdo técnico: é uma oportunidade de esclarecer dúvidas diretamente com especialistas, compartilhar experiências e estabelecer conexões com profissionais que enfrentam desafios semelhantes no dia a dia.
No entanto, para empresas e profissionais localizados fora de São Paulo, o deslocamento pode dificultar a participação em cursos presenciais especializados.
Pensando em aproximar a capacitação técnica de profissionais de diferentes regiões do país, a Intertox criou o Programa de Parcerias Intertox, uma iniciativa que possibilita levar seus cursos presenciais de Segurança Química e GHS, meio ambiente e Classificação de Resíduos, Produtos Controlados e Transporte de Produtos e Resíduos Perigosos para outras cidades brasileiras.
Empresas, associações, sindicatos, universidades, parques industriais, centros de treinamento e outras organizações podem se tornar instituições parceiras e contribuir para ampliar o acesso ao conhecimento técnico em sua região.

O que é o Programa de Parcerias Intertox?
O Programa de Parcerias Intertox conecta a experiência técnica da Intertox à estrutura e ao relacionamento regional de empresas e instituições interessadas em promover capacitação profissional.
A proposta é simples: a instituição parceira disponibiliza ou auxilia na identificação de um espaço adequado para receber o curso e apoia a divulgação da turma em sua região.
A Intertox é responsável pela organização e realização do treinamento.
Dessa forma, profissionais de diferentes localidades podem participar de treinamentos presenciais especializados sem a necessidade de se deslocar até São Paulo.
Como funciona a parceria para realização dos treinamentos?
A parceria foi estruturada para que a instituição anfitriã possa contribuir com a realização do treinamento sem precisar assumir a gestão comercial ou operacional da turma.
Responsabilidades da instituição parceira
A instituição parceira:
- disponibiliza ou auxilia na identificação de um espaço adequado para realização do treinamento;
- apoia a divulgação da turma junto à sua rede de relacionamento;
- contribui para aproximar a oportunidade de empresas e profissionais da região.
Uma associação, por exemplo, pode divulgar o curso para seus associados.
Já uma empresa localizada em um polo ou parque industrial pode compartilhar a oportunidade com outras organizações próximas.
Universidades, sindicatos, entidades setoriais e centros de treinamento também podem utilizar suas redes para ampliar o alcance da iniciativa.
A instituição parceira não assume a obrigação de atingir uma quantidade mínima de participantes ou vender inscrições.
Responsabilidades da Intertox
A Intertox permanece responsável pela organização do curso, incluindo:
- definição do treinamento e da programação;
- divulgação da turma;
- comercialização das inscrições;
- atendimento aos participantes;
- gestão dos inscritos;
- materiais de apoio;
- condução do treinamento por especialistas;
- emissão dos certificados;
- acompanhamento operacional da turma.
Assim, a instituição parceira contribui para viabilizar a presença do treinamento em sua região enquanto a Intertox cuida da gestão e da realização do curso.
Empresas também podem receber cursos presenciais da Intertox
Uma dúvida comum é se o Programa de Parcerias é destinado somente a associações, sindicatos ou instituições de ensino.
A resposta é não.
Empresas também podem se tornar instituições parceiras da Intertox.
Uma indústria que possua auditório, sala de treinamento ou outro espaço adequado, por exemplo, pode receber um dos cursos presenciais da Intertox em suas instalações.
Nessa modalidade, o treinamento é aberto ao mercado e pode receber participantes de outras empresas da região.
Imagine uma empresa localizada em um importante polo industrial. Ao disponibilizar seu auditório, ela possibilita que profissionais de diferentes organizações tenham acesso a um curso presencial de Segurança Química sem precisar viajar para outro estado ou para a cidade de São Paulo.
Como parceira, a empresa também pode apoiar a divulgação do treinamento entre outras organizações do polo, fornecedores, clientes ou profissionais de sua rede.
Quais são os benefícios para a instituição parceira?
Além de contribuir para a capacitação profissional em sua região, a instituição anfitriã também recebe benefícios pela parceria.
Inscrições cortesia para a instituição
A instituição parceira pode receber inscrições cortesia para profissionais da própria organização.
A quantidade de cortesias é definida conforme o formato da parceria e o número de inscrições comercializadas para a turma.
Para uma empresa anfitriã, por exemplo, isso significa a possibilidade de receber um treinamento em sua própria estrutura e utilizar as vagas cortesia para capacitar integrantes de sua equipe.
Descontos para associados
Quando a parceria é realizada com associações, sindicatos ou outras entidades representativas, também podem ser oferecidas condições especiais de inscrição para associados ou representados.
Assim, além de contribuir para trazer o treinamento para a região, a instituição parceira passa a oferecer um benefício adicional à sua rede.
Capacitação técnica mais próxima
A realização dos cursos em diferentes cidades reduz a necessidade de deslocamentos e facilita a participação de profissionais que buscam atualização sobre legislação, normas técnicas e boas práticas relacionadas à Segurança Química.
Essa proximidade pode ser especialmente relevante em regiões com forte concentração industrial.
Networking e troca de experiências
Os cursos livres presenciais da Intertox são abertos ao mercado e podem reunir profissionais de empresas e setores diferentes.
Esse ambiente favorece:
- troca de experiências profissionais;
- discussão de situações práticas;
- atualização técnica;
- networking;
- relacionamento entre empresas e especialistas.
Fortalecimento da instituição na região
Ao apoiar a realização de um treinamento técnico, a instituição parceira também fortalece seu posicionamento como organização comprometida com o desenvolvimento profissional e a disseminação de conhecimento.
Quem pode ser uma instituição parceira da Intertox?
O Programa de Parcerias pode envolver diferentes tipos de organizações, como:
- empresas e indústrias;
- polos e parques industriais;
- associações empresariais e profissionais;
- sindicatos;
- universidades;
- instituições de ensino;
- centros de treinamento;
- entidades setoriais;
- organizações ligadas à indústria, meio ambiente, logística, saúde e segurança do trabalho e Segurança Química.
Outros formatos de parceria também podem ser avaliados de acordo com as características da instituição e o potencial da região.
Quais cursos de Segurança Química podem ser levados para outras regiões?
O Programa de Parcerias pode contemplar diferentes cursos livres presenciais do portfólio da Intertox, permitindo que profissionais de outras regiões tenham acesso a capacitações técnicas especializadas sem a necessidade de deslocamento até São Paulo.
Entre os treinamentos que podem integrar o programa estão:
Produtos Químicos: Atualização da ABNT NBR 14725:2023 e Elaboração de FDS
Treinamento voltado à atualização dos requisitos da ABNT NBR 14725:2023, com foco na aplicação da norma e na elaboração e revisão da Ficha com Dados de Segurança — FDS.
Interpretação das informações toxicológicas em bancos de dados para classificação GHS
Capacitação direcionada à interpretação de informações toxicológicas disponíveis em bancos de dados e à utilização desses dados como suporte para a classificação de perigos à saúde segundo o GHS.
Transporte Terrestre de Produtos e Resíduos Perigosos
Curso sobre os principais requisitos aplicáveis ao transporte terrestre de produtos e resíduos perigosos, incluindo classificação, embalagens, identificação, sinalização, documentação, quantidades limitadas e demais exigências regulatórias.
GHS aplicado a defensivos agrícolas: atendimento às exigências da Anvisa
Treinamento voltado à aplicação dos critérios do GHS aos defensivos agrícolas e ao atendimento às exigências regulatórias da Anvisa relacionadas à classificação e comunicação de perigos.
Gerenciamento de Resíduos Sólidos – Classificação ABNT NBR 10004:2024, FDSR, Rotulagem e ANTT
Capacitação que integra os principais requisitos relacionados à classificação e ao gerenciamento de resíduos, contemplando a classificação de resíduos conforme a ABNT NBR 10004:2024, FDSR, rotulagem e requisitos aplicáveis ao transporte de resíduos perigosos.
Produtos Químicos – Classificação GHS, Rotulagem e FDS
Curso completo sobre gerenciamento da informação de perigos de produtos químicos, abordando critérios de classificação segundo o GHS e conforme a ABNT NBR 14725, rotulagem e elaboração da Ficha com Dados de Segurança.
ABNT NBR 10004:2024 – Classificação de Resíduos Sólidos e Laudo LCR
Treinamento dedicado à aplicação da ABNT NBR 10004:2024, com foco no processo de classificação de resíduos sólidos e na elaboração e interpretação do Laudo de Classificação de Resíduos — LCR.
Armazenamento seguro de produtos químicos segundo a ABNT NBR 17160 e normas complementares
Capacitação sobre critérios técnicos e boas práticas para armazenamento seguro de produtos químicos, considerando os requisitos da ABNT NBR 17160 e de normas complementares aplicáveis.
Transporte Marítimo de Cargas Perigosas
Curso destinado a profissionais envolvidos no transporte marítimo de cargas perigosas, abordando classificação, documentação, embalagens, identificação, segregação e demais requisitos aplicáveis ao modal marítimo.
Gestão de Produtos Controlados
Treinamento voltado às principais obrigações relacionadas ao controle de produtos sujeitos à fiscalização de órgãos competentes, com foco na gestão documental, requisitos legais e responsabilidades das empresas.
A disponibilidade de cada treinamento para realização regional será avaliada conforme o perfil da instituição parceira, a estrutura disponível, a demanda identificada e a viabilidade de formação da turma.
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Por que ampliar o acesso aos treinamentos presenciais de Segurança Química?
A atualização técnica é especialmente importante para profissionais que trabalham com produtos químicos, resíduos e cargas perigosas.
Mudanças em normas técnicas, regulamentações e requisitos legais exigem que empresas e profissionais mantenham seus procedimentos e conhecimentos atualizados.
Ao mesmo tempo, o treinamento presencial proporciona uma dinâmica diferente de aprendizado.
A possibilidade de interagir diretamente com o instrutor, apresentar dúvidas, discutir exemplos práticos e trocar experiências com outros participantes pode contribuir para uma compreensão mais ampla da aplicação dos requisitos técnicos no cotidiano das organizações.
Por isso, ampliar a realização de treinamentos presenciais de Segurança Química em diferentes regiões do Brasil é também uma forma de ampliar o acesso à informação técnica especializada.
Uma rede para levar conhecimento técnico mais longe
O Programa de Parcerias Intertox foi criado com um objetivo central: aproximar o conhecimento técnico dos profissionais que precisam dele.
Para quem está fora de São Paulo, significa ter mais oportunidades de participar presencialmente de cursos especializados.
Para empresas e instituições parceiras, representa a possibilidade de contribuir para o desenvolvimento profissional de sua região e, ao mesmo tempo, obter benefícios para sua própria equipe, associados ou rede de relacionamento.
E, para os participantes, significa reunir em um mesmo ambiente capacitação técnica, troca de experiências e conexão profissional.
Quer levar um treinamento presencial da Intertox para sua região?
A empresa em que atua possui um auditório ou sala de treinamento?
A associação em que atua gostaria de oferecer condições especiais de capacitação para seus associados?
A instituição está localizada em uma região com empresas e profissionais interessados em Segurança Química, GHS, FDS, gerenciamento de resíduos ou transporte de produtos perigosos?
Então ela pode ser uma potencial parceira da Intertox.
A equipe avaliará a região, o perfil da instituição, a estrutura disponível e os treinamentos com maior potencial para formação de turma.
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Classificação GHS no Brasil: como fazer corretamente
A classificação GHS no Brasil é uma exigência técnica e regulatória para empresas que fabricam, importam, armazenam ou utilizam produtos químicos. Apesar disso, muitas organizações ainda cometem erros na aplicação do sistema, seja por falta de conhecimento técnico ou interpretação incorreta das normas.
O problema é que a classificação inadequada pode gerar consequências diretas: autuações, riscos ocupacionais, problemas ambientais e até responsabilização civil. Em um cenário de fiscalização mais rigorosa, isso se torna um risco estratégico para o negócio.
Com a atualização da ABNT NBR 14725:2023 e a consolidação das diretrizes do Sistema Globalmente Harmonizado, as empresas precisam adaptar seus processos para garantir total conformidade.

Neste artigo, você vai entender como fazer a classificação GHS no Brasil corretamente, quais normas seguir e quais erros evitar para manter sua operação segura e regularizada.
O que é classificação GHS no Brasil?
A classificação GHS no Brasil é o processo de identificação e categorização dos perigos de produtos químicos conforme critérios do Sistema Globalmente Harmonizado, adotado no país por meio da ABNT NBR 14725.
Esse processo avalia riscos físicos, à saúde e ao meio ambiente, definindo classes e categorias de perigo. A partir dessa classificação, são elaborados rótulos e a Ficha com Dados de Segurança.
O objetivo é padronizar a comunicação de perigos, facilitar o entendimento dos riscos e garantir segurança no manuseio, transporte e armazenamento de produtos químicos.
Cenário atual e importância da classificação GHS
A classificação GHS no Brasil está diretamente ligada à conformidade legal e à segurança operacional das empresas. Com a atualização da ABNT NBR 14725:2023, houve maior alinhamento com as versões mais recentes do GHS internacional.
No Brasil, a obrigatoriedade está associada principalmente à NR-26, que exige a correta classificação e rotulagem de produtos químicos perigosos nos ambientes de trabalho.
Do ponto de vista de mercado, milhares de empresas utilizam substâncias químicas diariamente. A fiscalização tem aumentado, especialmente em setores industriais, e há maior exigência em auditorias, certificações e processos de qualificação de fornecedores.
Além disso, empresas que não aplicam corretamente a classificação enfrentam riscos como multas, interdições, acidentes de trabalho, danos ambientais e perda de contratos com grandes clientes.
A classificação GHS no Brasil deixou de ser apenas uma obrigação técnica e passou a ser um elemento estratégico de gestão.
Como funciona na prática a classificação GHS no Brasil
A aplicação da classificação GHS no Brasil segue um processo técnico estruturado. Na prática, envolve as seguintes etapas:
- Levantamento das substâncias químicas: identificar todos os produtos e suas composições.
- Coleta de dados físico-químicos e toxicológicos: utilizar informações obtidas por ensaios, literatura técnica ou bancos de dados reconhecidos.
- Identificação dos perigos: avaliar riscos físicos, riscos à saúde humana e riscos ao meio ambiente.
- Classificação em classes e categorias GHS: definir a categoria de perigo conforme critérios técnicos do sistema.
- Definição de elementos de rotulagem: incluir pictogramas, palavras de advertência, frases de perigo e frases de precaução.
- Elaboração da Ficha com Dados de Segurança: documento com 16 seções obrigatórias contendo informações detalhadas.
- Revisão e validação técnica: garantir consistência entre classificação, rótulo e FDS.
Esse processo exige conhecimento técnico e atualização constante conforme mudanças regulatórias. Empresas que atuam com importação também precisam observar documentos e responsabilidades específicas, como explicado no conteúdo da Intertox sobre exigências para importação de produtos químicos.
Normas e requisitos técnicos da classificação GHS no Brasil
A classificação GHS no Brasil é regulamentada por normas específicas que devem ser seguidas rigorosamente.
ABNT NBR 14725:2023
É a principal norma técnica aplicada à classificação de perigos, requisitos para rotulagem e estrutura da Ficha com Dados de Segurança.
NR-26
A norma regulamentadora trata da comunicação de perigos no ambiente de trabalho, incluindo sinalização, classificação e rotulagem preventiva de produtos químicos.
GHS
O Sistema Globalmente Harmonizado define critérios internacionais para classificação e comunicação de perigos químicos. A Fundacentro também disponibiliza materiais técnicos sobre a aplicação do GHS em produtos químicos.
Entre os pontos técnicos mais relevantes estão a atualização da FDS, a consistência entre classificação e rotulagem, o uso correto de pictogramas GHS e a identificação adequada de perigos para misturas químicas.
Tabela: Classes de perigo no GHS
| Tipo de perigo | Exemplos de classes | Impacto |
| Físico | Inflamáveis, explosivos, oxidantes | Risco de incêndio e explosão |
| Saúde humana | Toxicidade aguda, corrosão, carcinogenicidade | Risco à saúde ocupacional |
| Meio ambiente | Perigo aquático, toxicidade ambiental | Contaminação ambiental |
Essa divisão orienta toda a classificação GHS no Brasil e a comunicação de riscos.
Principais erros relacionados à classificação GHS no Brasil
A aplicação incorreta da classificação GHS no Brasil é mais comum do que parece. Entre os erros mais frequentes estão:
1. Classificação baseada em suposição
Empresas utilizam dados incompletos ou não confiáveis, comprometendo toda a análise. A classificação precisa ser baseada em critérios técnicos, dados consistentes e avaliação adequada da composição do produto.
2. FDS desatualizada
Mudanças na formulação ou na legislação exigem revisão periódica do documento. Uma FDS desatualizada pode comprometer auditorias, transporte, armazenamento e atendimento a emergências.
3. Inconsistência entre FDS e rótulo
Informações divergentes geram risco e não conformidade. A classificação, a rotulagem e a FDS precisam comunicar os mesmos perigos de forma clara e tecnicamente alinhada.
4. Ignorar classificação de misturas
Misturas químicas exigem critérios específicos que muitas empresas não aplicam corretamente. Esse erro pode levar à subavaliação de perigos relevantes.
5. Uso incorreto de pictogramas
A aplicação inadequada prejudica a comunicação de perigo. Em embalagens menores, por exemplo, é preciso observar regras específicas. A rotulagem de embalagens reduzidas exige atenção técnica para manter conformidade e clareza na comunicação de risco.
Benefícios de aplicar corretamente a classificação GHS no Brasil
A correta aplicação da classificação GHS no Brasil traz vantagens operacionais e estratégicas para empresas que lidam com produtos químicos.
- redução de acidentes de trabalho;
- maior segurança jurídica;
- conformidade com normas e auditorias;
- facilidade em exportações pela padronização internacional;
- melhoria da organização interna;
- redução de custos com penalidades;
- mais previsibilidade em operações de transporte e armazenamento.
Além disso, empresas que seguem corretamente o GHS ganham mais credibilidade no mercado, principalmente em cadeias industriais que exigem documentação técnica robusta.
Classificação GHS e transporte de produtos perigosos
A classificação correta também influencia o transporte de produtos perigosos. A identificação do produto, os elementos de comunicação de perigo, a documentação técnica e o acondicionamento precisam estar coerentes com a natureza da substância ou mistura.
Falhas nesse processo podem gerar riscos operacionais, ambientais e legais. Um exemplo prático está no conteúdo da Intertox sobre uso inadequado de embalagens no transporte de produtos perigosos, que mostra como erros de acondicionamento e rastreabilidade podem comprometer a segurança da operação.
Em operações com impacto ambiental, também é importante observar orientações do Ibama sobre produtos perigosos para transporte.
Perguntas frequentes sobre classificação GHS no Brasil
A classificação GHS é obrigatória no Brasil?
Sim. A classificação GHS no Brasil é obrigatória para produtos químicos perigosos, conforme NR-26 e ABNT NBR 14725.
Quem deve fazer a classificação GHS?
Fabricantes, importadores e empresas que comercializam produtos químicos são responsáveis pela classificação adequada dos produtos.
Misturas químicas precisam ser classificadas?
Sim. Misturas devem ser avaliadas com base em critérios específicos do GHS, considerando composição, concentração dos componentes e dados disponíveis.
Com que frequência a FDS deve ser atualizada?
Sempre que houver mudança na composição, nos dados de segurança, na classificação de perigos ou na legislação aplicável.
Posso usar classificação de outro país?
Não diretamente. É necessário validar a classificação conforme os critérios adotados no Brasil e conforme a norma técnica vigente.
Resumo prático sobre classificação GHS no Brasil
A classificação GHS no Brasil é um processo técnico que define como os perigos de produtos químicos são identificados e comunicados.
Ela envolve análise de dados, categorização de riscos, elaboração de FDS e rotulagem adequada, sempre conforme a ABNT NBR 14725.
Empresas que não aplicam corretamente esse processo ficam expostas a riscos operacionais, legais e financeiros.
Já aquelas que estruturam corretamente a classificação operam com mais segurança, previsibilidade e conformidade regulatória.
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A Intertox atua com classificação de produtos químicos, elaboração de Ficha com Dados de Segurança, adequação à ABNT NBR 14725 e suporte regulatório completo.
Fale com um especialista e entenda como estruturar a classificação GHS da sua empresa com precisão técnica e conformidade total.
Rotulagem GHS: como adequar rótulos de produtos químicos às normas brasileiras
A adequação de rótulos de produtos químicos é um dos pontos mais críticos para empresas que fabricam, importam ou distribuem esses materiais s. No Brasil, a adoção do Sistema Globalmente Harmonizado (GHS) trouxe padronização, mas também elevou o nível de exigência técnica.
Muitas empresas ainda enfrentam dificuldades na aplicação correta das regras, seja por desconhecimento da legislação, interpretação equivocada das classificações ou falhas na comunicação de perigo.
O problema vai além de uma simples não conformidade: erros na rotulagem podem gerar riscos à saúde, multas regulatórias e bloqueios comerciais.
Neste artigo, você vai entender como aplicar corretamente a rotulagem GHS no Brasil, quais são os requisitos legais e como evitar falhas que comprometem a segurança e a operação do seu negócio.
O que é rotulagem GHS no Brasil?
A rotulagem GHS no Brasil é o sistema padronizado de identificação de perigos químicos, baseado no Sistema Globalmente Harmonizado (GHS), regulamentado pela ABNT NBR 14725.
Ela estabelece critérios para classificação de substâncias e misturas, além de definir elementos obrigatórios nos rótulos, como pictogramas, palavras de advertência, frases de perigo e precaução.
O objetivo é garantir uma comunicação clara dos riscos, proteger a saúde humana e o meio ambiente e facilitar o comércio internacional.
Por que a rotulagem GHS é tão importante?
A implementação do GHS no Brasil está alinhada às diretrizes da ONU e foi incorporada à realidade nacional por meio da ABNT NBR 14725.
No Brasil, órgãos como a ANVISA e o Ministério do Trabalho e Emprego utilizam essa base para regulamentações relacionadas à segurança química.
Cenário atual
- A indústria química brasileira representa cerca de 11% do PIB industrial, segundo dados da IBGE
- Empresas que exportam precisam seguir padrões internacionais, o que torna o GHS obrigatório na prática
- Fiscalizações têm se intensificado, especialmente em setores como transporte, saúde e indústria
Impacto para empresas
A não conformidade com a rotulagem GHS no Brasil pode resultar em:
- Autuações e multas
- Interdição de produtos
- Riscos à saúde ocupacional
- Danos à reputação da empresa
Além disso, rótulos inadequados comprometem toda a cadeia logística, desde o armazenamento até o transporte.
Como funciona a rotulagem GHS no Brasil na prática
A aplicação da rotulagem GHS no Brasil segue um fluxo técnico estruturado. Veja as etapas principais:
1. Classificação do produto químico
Avaliação das propriedades físico-químicas, toxicológicas e ambientais.
2. Identificação dos perigos
Definição das classes e categorias de perigo conforme o GHS.
3. Elaboração da FDS (Ficha com Dados de Segurança)
Documento técnico que sustenta a rotulagem e traz informações completas do produto.
4. Definição dos elementos do rótulo
Inclui obrigatoriamente:
- Identificação do produto
- Pictogramas de perigo
- Palavra de advertência (Perigo ou Atenção)
- Frases de perigo (H)
- Frases de precaução (P)
- Informações do fornecedor
5. Revisão técnica e validação
Garantia de conformidade com a ABNT NBR 14725.
6. Atualização contínua
Sempre que houver mudança na formulação ou regulamentação.

Requisitos técnicos da rotulagem GHS no Brasil
Para garantir conformidade com a rotulagem GHS no Brasil, alguns pontos técnicos merecem atenção:
- Pictogramas padronizados: losango vermelho com símbolo preto
- Idioma obrigatório: português, inclusive para produtos importados
- Legibilidade: informações claras, visíveis e permanentes
- Alinhamento com a FDS: consistência total entre rótulo e ficha de segurança
- Atualização normativa: atenção às revisões recentes da ABNT NBR 14725
Tabela explicativa dos elementos da rotulagem GHS
| Elemento do rótulo | Função | Exemplo |
| Identificação do produto | Nome químico ou comercial | Ácido sulfúrico |
| Pictograma | Representação visual do perigo | Corrosão |
| Palavra de advertência | Indica severidade do risco | Perigo |
| Frase de perigo (H) | Descreve o risco | Provoca queimaduras graves à pele e lesões oculares graves |
| Frase de precaução (P) | Medidas preventivas | P260, P264, P280 (…) |
| Dados do fornecedor | Responsável legal | Dados da empresa completos |
Principais erros relacionados à rotulagem GHS no Brasil
A aplicação incorreta da rotulagem GHS no Brasil ainda é comum. Veja os principais erros:
1. Classificação incorreta do produto
Erro técnico que compromete toda a cadeia de informação.
2. Uso inadequado de pictogramas
Aplicação de símbolos errados ou desatualizados.
3. Traduções inadequadas
Importadores frequentemente utilizam rótulos sem adaptação ao português.
4. Desalinhamento com a FDS
Inconsistência entre rótulo e documentação técnica.
5. Falta de atualização normativa
Empresas utilizam versões antigas da norma.
6. Excesso ou falta de informação
Rótulos confusos ou incompletos prejudicam a compreensão.
Benefícios de aplicar corretamente a rotulagem GHS no Brasil
A adequação à rotulagem GHS no Brasil traz ganhos operacionais e estratégicos:
Segurança operacional
Redução de acidentes e exposição a riscos.
Conformidade legal
Evita multas e sanções regulatórias.
Acesso a mercados internacionais
Facilita exportação e padronização global.
Credibilidade da marca
Empresas que seguem normas transmitem confiança.
Eficiência logística
Menos problemas em transporte e armazenamento.
Perguntas frequentes sobre rotulagem GHS no Brasil
A rotulagem GHS é obrigatória no Brasil?
Sim. A rotulagem GHS no Brasil é exigida pela ABNT NBR 14725 e regulamentações complementares.
Produtos importados precisam ser readequados?
Sim. Devem estar em português e alinhados às normas brasileiras.
Pequenas empresas também precisam seguir o GHS?
Sim. A obrigação não depende do porte da empresa.
A FDS é obrigatória junto com o rótulo?
Sim. A Ficha com Dados de Segurança é parte essencial do sistema.
Com que frequência o rótulo deve ser atualizado?
Sempre que houver alteração na composição ou na legislação.
Aplicação prática e visão estratégica
A rotulagem GHS no Brasil não deve ser tratada apenas como uma exigência regulatória, mas como parte da gestão de risco e da estratégia operacional da empresa.
Empresas que estruturam corretamente seus processos de classificação, documentação e rotulagem conseguem:
- reduzir falhas operacionais
- evitar retrabalho
- melhorar a comunicação com clientes e parceiros
- garantir maior previsibilidade regulatória
A integração entre áreas técnicas, regulatórias e operacionais é o que sustenta uma implementação eficiente.
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Se sua empresa precisa adequar processos à rotulagem GHS no Brasil, contar com suporte técnico especializado pode acelerar resultados e evitar riscos.
A Intertox oferece soluções completas em:
- Classificação de produtos químicos
- Elaboração e revisão de FDS
- Rotulagem conforme GHS
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Com expertise técnica e atuação estratégica, a Intertox apoia empresas na conformidade com normas brasileiras e internacionais, garantindo segurança, eficiência e competitividade.
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FISPQ x FDS: o que muda e como adequar sua empresa à ABNT NBR 14725
A transição da FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos) para a FDS (Ficha com Dados de Segurança) vai muito além de uma simples mudança de nomenclatura. Trata-se de uma atualização normativa relevante, com impactos diretos na conformidade legal, na gestão de riscos e nas operações das empresas.
Muitas organizações ainda operam com documentos desatualizados, ignorando as exigências da ABNT NBR 14725, o que pode gerar riscos regulatórios, dificuldades logísticas e até penalidades em auditorias.
Além disso, com a crescente exigência por padronização global alinhada ao GHS (Sistema Globalmente Harmonizado), manter documentos atualizados deixou de ser diferencial e passou a ser obrigação operacional.
Neste artigo, você vai entender de forma prática como realizar a revisão da FISPQ para FDS, quais são os impactos dessa atualização e o que fazer se sua empresa ainda não está em conformidade.
O que é revisão da FISPQ para FDS?
A revisão da FISPQ para FDS é o processo técnico de atualização das Fichas de Informações de Segurança de Produtos Químicos para o novo modelo de Ficha com Dados de Segurança, conforme estabelecido pela ABNT NBR 14725, em alinhamento ao GHS (Sistema Globalmente Harmonizado).
Mais do que uma simples conversão de documento, essa revisão envolve uma reavaliação completa das informações de segurança do produto, garantindo que estejam consistentes com os critérios atuais de classificação e comunicação de perigos.
Na prática, o processo inclui:
- Reclassificação do produto químico, com base nos critérios atualizados do GHS
- Revisão e atualização das frases de perigo (H) e precaução (P)
- Validação das informações toxicológicas, ambientais e de exposição
- Adequação das 16 seções obrigatórias, conforme a estrutura normativa vigente
- Padronização da linguagem técnica, garantindo clareza e consistência internacional
Contexto e importância da atualização para FDS
A ABNT NBR 14725, que trata da classificação, rotulagem e comunicação de perigos de produtos químicos, passou por revisões relevantes para alinhamento ao GHS.
No Brasil, essa norma é referência obrigatória para fabricantes, importadores e distribuidores de produtos químicos. Sua não conformidade pode resultar em autuações por órgãos como:
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária
- Ministério do Trabalho e Emprego
- Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
Além disso, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que o setor químico brasileiro movimenta bilhões anualmente, aumentando a necessidade de controle e padronização das informações de segurança.
Empresas que não realizam a revisão da FISPQ para FDS enfrentam riscos como:
- inconsistência em auditorias
- dificuldades em exportação
- falhas na comunicação de perigos
- responsabilização civil em acidentes

Como funciona na prática a revisão da FISPQ para FDS
A revisão da FISPQ para FDS segue um processo técnico estruturado. Veja as principais etapas:
1. Levantamento das fichas existentes
Identificação de todas as FISPQs utilizadas pela empresa, incluindo versões antigas e documentos incompletos.
2. Verificação da conformidade normativa
Análise comparativa com os requisitos atualizados da ABNT NBR 14725.
3. Reclassificação de perigos
Aplicação dos critérios do GHS para:
- perigos físicos
- perigos à saúde
- perigos ao meio ambiente
4. Atualização das seções da FDS
- Verificar se os documentos atendem às 16 seções obrigatórias com conteúdo adequado.
5. Revisão de linguagem e terminologia
Padronização conforme o GHS, incluindo:
- frases H
- frases P pictogramas
6. Validação técnica
Realizar a revisão com especialista garante rapidez, consistência e conformidade.
Aspectos técnicos da NBR 14725 que impactam a atualização
Atualização contínua
Sempre que houver nova informação toxicológica, mudança na formulação ou atualização regulatória, a FDS deve ser revisada para garantir a conformidade e a precisão das informações de segurança.
Responsabilidade legal
O fabricante ou importador é responsável pelas informações contidas na FDS.
Principais erros relacionados à revisão da FISPQ para FDS
1. Apenas trocar o nome do documento
Muitas empresas acreditam que mudar “FISPQ” para “FDS” resolve o problema, sem atualizar o conteúdo técnico.
2. Ignorar a reclassificação GHS
Manter classificações antigas pode gerar inconsistências técnicas.
3. Não revisar todas as seções
A atualização deve abranger as 16 seções obrigatórias.
4. Utilizar modelos genéricos
Copiar fichas prontas sem validação técnica compromete a segurança.
5. Não atualizar periodicamente
A norma exige revisão contínua conforme novas informações.
Benefícios de realizar a revisão corretamente
A revisão da FISPQ para FDS traz ganhos operacionais e estratégicos relevantes:
- Redução de riscos legais e multas
- Maior segurança para colaboradores
- Facilidade em auditorias e certificações
- Adequação para exportação
- Melhoria na gestão de riscos químicos
- Fortalecimento da credibilidade da empresa
Além disso, empresas que seguem a norma conseguem integrar melhor seus processos com cadeias globais de fornecimento.
Perguntas frequentes sobre revisão da FISPQ para FDS
A FISPQ ainda pode ser utilizada?
Não. O termo FISPQ foi substituído por FDS conforme a atualização da ABNT NBR 14725, sendo este o formato atualmente exigido para a comunicação de perigos de produtos químicos.
Todas as empresas precisam atualizar?
Sim, qualquer empresa que fabrica, importa ou comercializa produtos químicos deve realizar a revisão da FISPQ para FDS.
Existe prazo para atualização?
A adequação deve ser realizada de forma imediata após atualizações normativas ou sempre que houver mudanças relevantes no produto, como alterações de composição ou novas informações de segurança.
Quem pode elaborar uma FDS?
A elaboração deve ser feita por profissionais qualificados, com conhecimento técnico em química e em regulamentação, assegurando a correta classificação de perigos e a consistência das informações.
A FDS precisa ser revisada com frequência?
Sim. A FDS deve ser revisada sempre que houver novas informações toxicológicas, mudanças na formulação ou atualizações regulatórias.
Direcionamento prático para empresas que estão desatualizadas
Se sua empresa ainda não realizou a revisão da FISPQ para FDS, o caminho mais eficiente envolve:
- auditoria interna dos documentos existentes
- priorização de produtos com maior risco
- contratação de especialistas
- implementação de rotina de atualização
A adaptação não deve ser tratada como tarefa pontual, mas como parte da governança regulatória.
Precisa atualizar suas FDS? Saiba como agir com segurança
A adequação à NBR 14725 exige conhecimento técnico, atualização constante e domínio das exigências regulatórias nacionais e internacionais.
A Intertox atua com elaboração, revisão e atualização de FDS, garantindo conformidade com o GHS e a legislação brasileira. Além disso, oferece suporte completo em classificação de perigos, rotulagem e gestão de risco químico.
Se sua empresa precisa realizar a revisão da FISPQ para FDS, contar com especialistas reduz riscos, evita retrabalho e acelera a conformidade.
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