Rotulagem GHS: como adequar rótulos de produtos químicos às normas brasileiras
A adequação de rótulos de produtos químicos é um dos pontos mais críticos para empresas que fabricam, importam ou distribuem esses materiais s. No Brasil, a adoção do Sistema Globalmente Harmonizado (GHS) trouxe padronização, mas também elevou o nível de exigência técnica.
Muitas empresas ainda enfrentam dificuldades na aplicação correta das regras, seja por desconhecimento da legislação, interpretação equivocada das classificações ou falhas na comunicação de perigo.
O problema vai além de uma simples não conformidade: erros na rotulagem podem gerar riscos à saúde, multas regulatórias e bloqueios comerciais.
Neste artigo, você vai entender como aplicar corretamente a rotulagem GHS no Brasil, quais são os requisitos legais e como evitar falhas que comprometem a segurança e a operação do seu negócio.
O que é rotulagem GHS no Brasil?
A rotulagem GHS no Brasil é o sistema padronizado de identificação de perigos químicos, baseado no Sistema Globalmente Harmonizado (GHS), regulamentado pela ABNT NBR 14725.
Ela estabelece critérios para classificação de substâncias e misturas, além de definir elementos obrigatórios nos rótulos, como pictogramas, palavras de advertência, frases de perigo e precaução.
O objetivo é garantir uma comunicação clara dos riscos, proteger a saúde humana e o meio ambiente e facilitar o comércio internacional.
Por que a rotulagem GHS é tão importante?
A implementação do GHS no Brasil está alinhada às diretrizes da ONU e foi incorporada à realidade nacional por meio da ABNT NBR 14725.
No Brasil, órgãos como a ANVISA e o Ministério do Trabalho e Emprego utilizam essa base para regulamentações relacionadas à segurança química.
Cenário atual
- A indústria química brasileira representa cerca de 11% do PIB industrial, segundo dados da IBGE
- Empresas que exportam precisam seguir padrões internacionais, o que torna o GHS obrigatório na prática
- Fiscalizações têm se intensificado, especialmente em setores como transporte, saúde e indústria
Impacto para empresas
A não conformidade com a rotulagem GHS no Brasil pode resultar em:
- Autuações e multas
- Interdição de produtos
- Riscos à saúde ocupacional
- Danos à reputação da empresa
Além disso, rótulos inadequados comprometem toda a cadeia logística, desde o armazenamento até o transporte.
Como funciona a rotulagem GHS no Brasil na prática
A aplicação da rotulagem GHS no Brasil segue um fluxo técnico estruturado. Veja as etapas principais:
1. Classificação do produto químico
Avaliação das propriedades físico-químicas, toxicológicas e ambientais.
2. Identificação dos perigos
Definição das classes e categorias de perigo conforme o GHS.
3. Elaboração da FDS (Ficha com Dados de Segurança)
Documento técnico que sustenta a rotulagem e traz informações completas do produto.
4. Definição dos elementos do rótulo
Inclui obrigatoriamente:
- Identificação do produto
- Pictogramas de perigo
- Palavra de advertência (Perigo ou Atenção)
- Frases de perigo (H)
- Frases de precaução (P)
- Informações do fornecedor
5. Revisão técnica e validação
Garantia de conformidade com a ABNT NBR 14725.
6. Atualização contínua
Sempre que houver mudança na formulação ou regulamentação.

Requisitos técnicos da rotulagem GHS no Brasil
Para garantir conformidade com a rotulagem GHS no Brasil, alguns pontos técnicos merecem atenção:
- Pictogramas padronizados: losango vermelho com símbolo preto
- Idioma obrigatório: português, inclusive para produtos importados
- Legibilidade: informações claras, visíveis e permanentes
- Alinhamento com a FDS: consistência total entre rótulo e ficha de segurança
- Atualização normativa: atenção às revisões recentes da ABNT NBR 14725
Tabela explicativa dos elementos da rotulagem GHS
| Elemento do rótulo | Função | Exemplo |
| Identificação do produto | Nome químico ou comercial | Ácido sulfúrico |
| Pictograma | Representação visual do perigo | Corrosão |
| Palavra de advertência | Indica severidade do risco | Perigo |
| Frase de perigo (H) | Descreve o risco | Provoca queimaduras graves à pele e lesões oculares graves |
| Frase de precaução (P) | Medidas preventivas | P260, P264, P280 (…) |
| Dados do fornecedor | Responsável legal | Dados da empresa completos |
Principais erros relacionados à rotulagem GHS no Brasil
A aplicação incorreta da rotulagem GHS no Brasil ainda é comum. Veja os principais erros:
1. Classificação incorreta do produto
Erro técnico que compromete toda a cadeia de informação.
2. Uso inadequado de pictogramas
Aplicação de símbolos errados ou desatualizados.
3. Traduções inadequadas
Importadores frequentemente utilizam rótulos sem adaptação ao português.
4. Desalinhamento com a FDS
Inconsistência entre rótulo e documentação técnica.
5. Falta de atualização normativa
Empresas utilizam versões antigas da norma.
6. Excesso ou falta de informação
Rótulos confusos ou incompletos prejudicam a compreensão.
Benefícios de aplicar corretamente a rotulagem GHS no Brasil
A adequação à rotulagem GHS no Brasil traz ganhos operacionais e estratégicos:
Segurança operacional
Redução de acidentes e exposição a riscos.
Conformidade legal
Evita multas e sanções regulatórias.
Acesso a mercados internacionais
Facilita exportação e padronização global.
Credibilidade da marca
Empresas que seguem normas transmitem confiança.
Eficiência logística
Menos problemas em transporte e armazenamento.
Perguntas frequentes sobre rotulagem GHS no Brasil
A rotulagem GHS é obrigatória no Brasil?
Sim. A rotulagem GHS no Brasil é exigida pela ABNT NBR 14725 e regulamentações complementares.
Produtos importados precisam ser readequados?
Sim. Devem estar em português e alinhados às normas brasileiras.
Pequenas empresas também precisam seguir o GHS?
Sim. A obrigação não depende do porte da empresa.
A FDS é obrigatória junto com o rótulo?
Sim. A Ficha com Dados de Segurança é parte essencial do sistema.
Com que frequência o rótulo deve ser atualizado?
Sempre que houver alteração na composição ou na legislação.
Aplicação prática e visão estratégica
A rotulagem GHS no Brasil não deve ser tratada apenas como uma exigência regulatória, mas como parte da gestão de risco e da estratégia operacional da empresa.
Empresas que estruturam corretamente seus processos de classificação, documentação e rotulagem conseguem:
- reduzir falhas operacionais
- evitar retrabalho
- melhorar a comunicação com clientes e parceiros
- garantir maior previsibilidade regulatória
A integração entre áreas técnicas, regulatórias e operacionais é o que sustenta uma implementação eficiente.
Adeque sua rotulagem com apoio especializado
Se sua empresa precisa adequar processos à rotulagem GHS no Brasil, contar com suporte técnico especializado pode acelerar resultados e evitar riscos.
A Intertox oferece soluções completas em:
- Classificação de produtos químicos
- Elaboração e revisão de FDS
- Rotulagem conforme GHS
- Consultoria regulatória nacional e internacional
Com expertise técnica e atuação estratégica, a Intertox apoia empresas na conformidade com normas brasileiras e internacionais, garantindo segurança, eficiência e competitividade.
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FISPQ x FDS: o que muda e como adequar sua empresa à ABNT NBR 14725
A transição da FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos) para a FDS (Ficha com Dados de Segurança) vai muito além de uma simples mudança de nomenclatura. Trata-se de uma atualização normativa relevante, com impactos diretos na conformidade legal, na gestão de riscos e nas operações das empresas.
Muitas organizações ainda operam com documentos desatualizados, ignorando as exigências da ABNT NBR 14725, o que pode gerar riscos regulatórios, dificuldades logísticas e até penalidades em auditorias.
Além disso, com a crescente exigência por padronização global alinhada ao GHS (Sistema Globalmente Harmonizado), manter documentos atualizados deixou de ser diferencial e passou a ser obrigação operacional.
Neste artigo, você vai entender de forma prática como realizar a revisão da FISPQ para FDS, quais são os impactos dessa atualização e o que fazer se sua empresa ainda não está em conformidade.
O que é revisão da FISPQ para FDS?
A revisão da FISPQ para FDS é o processo técnico de atualização das Fichas de Informações de Segurança de Produtos Químicos para o novo modelo de Ficha com Dados de Segurança, conforme estabelecido pela ABNT NBR 14725, em alinhamento ao GHS (Sistema Globalmente Harmonizado).
Mais do que uma simples conversão de documento, essa revisão envolve uma reavaliação completa das informações de segurança do produto, garantindo que estejam consistentes com os critérios atuais de classificação e comunicação de perigos.
Na prática, o processo inclui:
- Reclassificação do produto químico, com base nos critérios atualizados do GHS
- Revisão e atualização das frases de perigo (H) e precaução (P)
- Validação das informações toxicológicas, ambientais e de exposição
- Adequação das 16 seções obrigatórias, conforme a estrutura normativa vigente
- Padronização da linguagem técnica, garantindo clareza e consistência internacional
Contexto e importância da atualização para FDS
A ABNT NBR 14725, que trata da classificação, rotulagem e comunicação de perigos de produtos químicos, passou por revisões relevantes para alinhamento ao GHS.
No Brasil, essa norma é referência obrigatória para fabricantes, importadores e distribuidores de produtos químicos. Sua não conformidade pode resultar em autuações por órgãos como:
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária
- Ministério do Trabalho e Emprego
- Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
Além disso, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que o setor químico brasileiro movimenta bilhões anualmente, aumentando a necessidade de controle e padronização das informações de segurança.
Empresas que não realizam a revisão da FISPQ para FDS enfrentam riscos como:
- inconsistência em auditorias
- dificuldades em exportação
- falhas na comunicação de perigos
- responsabilização civil em acidentes

Como funciona na prática a revisão da FISPQ para FDS
A revisão da FISPQ para FDS segue um processo técnico estruturado. Veja as principais etapas:
1. Levantamento das fichas existentes
Identificação de todas as FISPQs utilizadas pela empresa, incluindo versões antigas e documentos incompletos.
2. Verificação da conformidade normativa
Análise comparativa com os requisitos atualizados da ABNT NBR 14725.
3. Reclassificação de perigos
Aplicação dos critérios do GHS para:
- perigos físicos
- perigos à saúde
- perigos ao meio ambiente
4. Atualização das seções da FDS
- Verificar se os documentos atendem às 16 seções obrigatórias com conteúdo adequado.
5. Revisão de linguagem e terminologia
Padronização conforme o GHS, incluindo:
- frases H
- frases P pictogramas
6. Validação técnica
Realizar a revisão com especialista garante rapidez, consistência e conformidade.
Aspectos técnicos da NBR 14725 que impactam a atualização
Atualização contínua
Sempre que houver nova informação toxicológica, mudança na formulação ou atualização regulatória, a FDS deve ser revisada para garantir a conformidade e a precisão das informações de segurança.
Responsabilidade legal
O fabricante ou importador é responsável pelas informações contidas na FDS.
Principais erros relacionados à revisão da FISPQ para FDS
1. Apenas trocar o nome do documento
Muitas empresas acreditam que mudar “FISPQ” para “FDS” resolve o problema, sem atualizar o conteúdo técnico.
2. Ignorar a reclassificação GHS
Manter classificações antigas pode gerar inconsistências técnicas.
3. Não revisar todas as seções
A atualização deve abranger as 16 seções obrigatórias.
4. Utilizar modelos genéricos
Copiar fichas prontas sem validação técnica compromete a segurança.
5. Não atualizar periodicamente
A norma exige revisão contínua conforme novas informações.
Benefícios de realizar a revisão corretamente
A revisão da FISPQ para FDS traz ganhos operacionais e estratégicos relevantes:
- Redução de riscos legais e multas
- Maior segurança para colaboradores
- Facilidade em auditorias e certificações
- Adequação para exportação
- Melhoria na gestão de riscos químicos
- Fortalecimento da credibilidade da empresa
Além disso, empresas que seguem a norma conseguem integrar melhor seus processos com cadeias globais de fornecimento.
Perguntas frequentes sobre revisão da FISPQ para FDS
A FISPQ ainda pode ser utilizada?
Não. O termo FISPQ foi substituído por FDS conforme a atualização da ABNT NBR 14725, sendo este o formato atualmente exigido para a comunicação de perigos de produtos químicos.
Todas as empresas precisam atualizar?
Sim, qualquer empresa que fabrica, importa ou comercializa produtos químicos deve realizar a revisão da FISPQ para FDS.
Existe prazo para atualização?
A adequação deve ser realizada de forma imediata após atualizações normativas ou sempre que houver mudanças relevantes no produto, como alterações de composição ou novas informações de segurança.
Quem pode elaborar uma FDS?
A elaboração deve ser feita por profissionais qualificados, com conhecimento técnico em química e em regulamentação, assegurando a correta classificação de perigos e a consistência das informações.
A FDS precisa ser revisada com frequência?
Sim. A FDS deve ser revisada sempre que houver novas informações toxicológicas, mudanças na formulação ou atualizações regulatórias.
Direcionamento prático para empresas que estão desatualizadas
Se sua empresa ainda não realizou a revisão da FISPQ para FDS, o caminho mais eficiente envolve:
- auditoria interna dos documentos existentes
- priorização de produtos com maior risco
- contratação de especialistas
- implementação de rotina de atualização
A adaptação não deve ser tratada como tarefa pontual, mas como parte da governança regulatória.
Precisa atualizar suas FDS? Saiba como agir com segurança
A adequação à NBR 14725 exige conhecimento técnico, atualização constante e domínio das exigências regulatórias nacionais e internacionais.
A Intertox atua com elaboração, revisão e atualização de FDS, garantindo conformidade com o GHS e a legislação brasileira. Além disso, oferece suporte completo em classificação de perigos, rotulagem e gestão de risco químico.
Se sua empresa precisa realizar a revisão da FISPQ para FDS, contar com especialistas reduz riscos, evita retrabalho e acelera a conformidade.
Acesse o site da Intertox e conheça as soluções disponíveis para manter sua operação segura e alinhada às exigências atuais.
Apreensão de óleos lubrificantes irregulares: entenda os riscos e as exigências regulatórias
A comercialização de óleos lubrificantes irregulares gera riscos relevantes para a sociedade: compromete a segurança dos consumidores, impacta o meio ambiente em caso de acidentes e reduz o desempenho e a vida útil de motores e equipamentos. Em 9 de março de 2026, uma operação conjunta da Polícia Civil de Mato Grosso e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apreendeu mais de 2.620 litros de óleo lubrificante em uma distribuidora de Cuiabá.
Na fiscalização foram identificados recipientes com indícios de irregularidades na rotulagem, como ausência de data de validade e informações conflitantes, o que pode indicar irregularidade na comercialização. Esse tipo de ocorrência demonstra a importância de como as conformidades técnica e regulatória são importantes, tanto no mercado de lubrificantes, como de químicos e reforça a importância e a necessidade na gestão de produtos químicos em toda a cadeia logística.

Importação e comercialização de lubrificantes: o que a legislação exige?
A importação e comercialização de lubrificantes acabados no Brasil é regulada pela ANP e pode ser dividida em “registro do produto” e “autorização da empresa”.
A Resolução ANP nº 804/2020 estabelece que todo lubrificante acabado deve ser registrado antes de ser comercializado, incluindo a apresentação de dados de composição, ensaios laboratoriais e comprovação de desempenho. O registro é obrigatório, tanto para fabricantes nacionais, quanto para importadores.
Em paralelo, as empresas que produzem, importam ou distribuem lubrificantes precisam de autorização da ANP. Além do registro e da autorização, outras regulamentações complementam a conformidade como rotulagem, garantia de qualidade do lubrificante, reporte do movimento de produto de interesse da ANP, infraestrutura adequada, classificações de perigo conforme GHS.
Riscos associados aos lubrificantes irregulares
Quando lubrificantes não atendem às especificações técnicas ou são comercializados sem registro, diversos riscos se tornam possíveis:
- Riscos operacionais: produtos fora de especificação prejudicam a lubrificação, acelerando o desgaste de componentes e provocando falhas mecânicas.
- Riscos à segurança: falhas em motores e equipamentos podem ocasionar acidentes, principalmente em aplicações industriais ou de transporte de cargas perigosas.
- Impactos ambientais: formulações inadequadas podem aumentar emissões, gerar resíduos perigosos e contaminar o solo e a água.
- Riscos regulatórios e reputacionais: empresas que comercializam lubrificantes sem registro ou com rotulagem irregular estão sujeitas a multas, interdições e responsabilização civil e penal.
Caso prático: apreensão em Cuiabá

O caso de Cuiabá ilustra os perigos do comércio irregular. Durante a inspeção, a equipe da Polícia Civil identificou recipientes de lubrificante com ausência de data de validade e informações conflitantes nos rótulos. Segundo a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor, essas irregularidades indicam possível falsificação ou comercialização de produto sem registro e assim justificando a apreensão. Os responsáveis poderão responder por crimes contra a ordem econômica, com penas que incluem multa e detenção.
Como prevenir irregularidades
Para evitar ocorrências semelhantes, é essencial que importadores, distribuidores e varejistas adotem boas práticas de compliance e controle de qualidade. Entre as medidas recomendadas:
- Verificar o registro do produto junto à ANP.
- Manter autorização de operação em dia.
- Controlar a origem e a rastreabilidade dos lotes.
- Inspecionar rotulagem e embalagens.
- Adequar a infraestrutura de armazenagem.
- Promover capacitação e auditorias.
Como a Intertox pode apoiar sua operação
A Intertox possui ampla experiência em gerenciamento de produtos perigosos, compliance regulatório e saúde ocupacional, e pode apoiar sua empresa na adequação às exigências da ANP e demais órgãos reguladores. Entre os serviços oferecidos estão:
- Diagnóstico de aderência às exigências regulatórias: avaliação completa da operação, identificando lacunas no registro de produtos, autorização de empresa, rotulagem, documentação e armazenamento.
- Orientação sobre gestão de lubrificantes e produtos perigosos: implementação de sistemas de rastreabilidade, planos de resposta a emergências e melhores práticas para armazenamento e transporte.
- Capacitação de equipes: treinamentos sobre classificação, rotulagem, FDS, normas da ANP, requisitos de transporte de produtos perigosos e mais.
- Elaboração e revisão de documentos obrigatórios: apoio na obtenção de registros de produtos, preparação de dossiês técnicos, elaboração de FDS e adequação de rótulos.
Ao estruturar processos alinhados às exigências aplicáveis, sua empresa reduz riscos operacionais, evita penalidades e fortalece sua atuação no mercado com mais segurança e conformidade.
Curso Classificação GHS: treinamento para rotulagem e classificação de produtos químicos
A correta classificação e rotulagem de produtos químicos deixou de ser apenas uma exigência regulatória e passou a ser um fator estratégico para empresas que atuam com substâncias perigosas. Nesse cenário, investir em um Curso Classificação GHS se torna uma necessidade para evitar erros que podem gerar riscos operacionais e penalidades legais.
Muitas empresas ainda enfrentam dificuldades na interpretação dos critérios do Sistema Globalmente Harmonizado (GHS), especialmente quando precisam adaptar fichas com dados de segurança (FDS) e rótulos para atender às exigências da legislação brasileira.
É importante destacar que o GHS não é uma norma, mas sim um sistema global desenvolvido pela ONU, que funciona como um manual técnico internacional. Nele estão definidos os critérios para classificação de perigos químicos e os elementos de comunicação, como rótulos e FDS.
No Brasil, esse sistema é internalizado por meio de regulamentações específicas. A obrigatoriedade legal está estabelecida na NR-26, enquanto a ABNT NBR 14725 atua como a norma técnica que traduz e estrutura esses critérios para aplicação prática no país, incorporando também requisitos complementares próprios do cenário brasileiro.
Além disso, a atualização constante das normas, como a ABNT NBR 14725, exige capacitação técnica contínua das equipes envolvidas.
Este artigo apresenta de forma prática como funciona um Curso Classificação GHS, sua importância, aplicações e como ele impacta diretamente a segurança e a conformidade regulatória das empresas.
O que é Curso Classificação GHS?
Um Curso Classificação GHS é um treinamento técnico que capacita profissionais a classificar substâncias e misturas químicas conforme seus perigos físicos, à saúde e ao meio ambiente, além de orientar sobre a elaboração correta de rótulos e FDS.
Esse tipo de curso aborda critérios do GHS, interpretação de normas como a ABNT NBR 14725 e aplicação prática no dia a dia das empresas.
O objetivo é garantir que produtos químicos sejam classificados corretamente, de modo a estabelecer a correta identificação, reduzindo assim os riscos no ambiente de trabalho e assegurando conformidade legal.
Contexto e importância do tema
O Sistema Globalmente Harmonizado (GHS) foi desenvolvido pela ONU com o objetivo de padronizar a classificação e os elementos de comunicação de perigos químicos em escala global.
No Brasil, sua implementação ocorre por meio da ABNT NBR 14725, que estabelece critérios para:
- Classificação de perigos
- Rotulagem de produtos químicos
- Elaboração da FDS (Ficha com Dados de Segurança)
Segundo dados do IBGE, a indústria química está entre os setores com maior impacto econômico no país, o que aumenta a responsabilidade das empresas em relação à segurança e conformidade.
Empresas que não aplicam corretamente o GHS estão sujeitas a:
- Multas e sanções administrativas
- Problemas em auditorias
- Riscos à saúde dos trabalhadores
- Dificuldades em exportação
Nesse contexto, o Curso Classificação GHS se torna uma ferramenta indispensável para garantir conformidade e segurança.
Como funciona na prática
Um Curso Classificação GHS normalmente é estruturado em módulos que combinam teoria e aplicação prática. O processo de aprendizagem envolve:
- Introdução ao GHS
- Conceitos básicos
- Estrutura do sistema
- Classes e categorias de perigo
- Classificação de substâncias e misturas
- Perigos físicos (inflamáveis, explosivos)
- Perigos à saúde (toxicidade, corrosividade)
- Perigos ambientais
- Rotulagem de produtos químicos
- Elementos obrigatórios
- Pictogramas
- Frases de perigo e precaução
- Elaboração da FDS
- Estrutura de 16 seções
- Padronização conforme ABNT
- Integração com o GHS
- Aplicação prática
- Estudos de caso
- Classificação real de produtos
- Correção de erros comuns
Esse modelo permite que o profissional saia do treinamento apto a aplicar o conhecimento diretamente na rotina da empresa.
Requisitos técnicos e normas aplicáveis ao GHS
A aplicação do GHS no Brasil está vinculada à Norma Regulamentadora nº 26 (NR-26), que estabelece a obrigatoriedade da classificação, rotulagem e disponibilização da FDS para produtos químicos perigosos.
A NR-26 define os requisitos legais, enquanto a ABNT NBR 14725 é a norma técnica de referência que detalha como esses requisitos devem ser implementados.
Essa norma foi atualizada para acompanhar as revisões internacionais do GHS, garantindo alinhamento com os critérios globais e padronização na comunicação de perigos químicos no país.
Esse modelo — legislação + norma técnica — é o que permite que o Brasil mantenha conformidade com padrões internacionais sem perder especificidades regulatórias locais.
Os principais pontos técnicos abordados em um Curso Classificação GHS incluem:
1. Critérios de classificação
- Baseados em evidências científicas
- Uso de dados toxicológicos e físico-químicos
- Classificação por categorias de risco
2. Elementos de rotulagem
- Identificação do produto
- Pictogramas padronizados
- Palavra de advertência (Perigo ou Atenção)
- Frases H e P
3. FDS padronizada
- Estrutura com 16 seções obrigatórias
- Informações sobre transporte, armazenamento e emergência
4. Integração com normas internacionais
- Alinhamento com regulamentações de transporte
- Compatibilidade com sistemas globais
Esse conjunto de requisitos torna evidente a necessidade de capacitação técnica adequada, reforçando o papel do Curso Classificação GHS.

Comparativo entre classificação sem GHS e com GHS



Antes, cada país possuía o seu próprio sistema de classificação, com elementos de comunicação distintos e inclusive, esses diferentes sistemas definiam classificações totalmente diferentes para um mesmo sistema.
Com a chegada do GHS em 2003, os países aos poucos foram adotando esse sistema e passaram a usar o mesmo critério, com os mesmos elementos de comunicação, passando a classificar de forma única um mesmo produto químico. Hoje QUASE o mundo todo segue o GHS.
Contudo, nem todos os países adotaram 100% do GHS, adotando parcialmente. O Brasil adotou na íntegra – o que tem no GHS também tem na NBR 1475, mas o EUA e Europa não adotaram 100%.

Principais erros relacionados a Curso Classificação GHS
Mesmo com a obrigatoriedade do GHS, ainda existem falhas recorrentes nas empresas:
1. Classificação incorreta de substâncias
Muitas empresas utilizam dados incompletos ou desatualizados, gerando erros críticos.
2. Rótulos fora do padrão
Ausência de pictogramas ou frases obrigatórias compromete a conformidade.
3. FDS desatualizada
Não atualizar a FDS conforme revisões normativas pode gerar penalidades.
4. Falta de treinamento da equipe
Profissionais sem capacitação adequada aumentam o risco de erros operacionais.
5. Confundir GHS com outras normas
Misturar critérios de transporte com classificação GHS é um erro comum.
6. Traduções inadequadas
Problemas em empresas que atuam internacionalmente podem comprometer a comunicação de risco.
Benefícios de investir em Curso Classificação GHS
A implementação correta do conhecimento adquirido em um Curso Classificação GHS traz vantagens relevantes:
Redução de riscos
Menor probabilidade de acidentes e exposição indevida a substâncias perigosas.
Conformidade regulatória
Atendimento às exigências da ABNT e órgãos fiscalizadores.
Eficiência operacional
Padronização de processos e redução de retrabalho.
Acesso a mercados internacionais
Empresas que seguem o GHS têm maior facilidade para exportar.
Fortalecimento da imagem da empresa
Demonstra compromisso com segurança e responsabilidade ambiental.
Perguntas frequentes sobre Curso Classificação GHS
Quem deve fazer um Curso Classificação GHS?
Profissionais das áreas segurança do trabalho, meio ambiente, regulatório, logística, qualidade e pesquisa de desenvolvimento.
O Curso Classificação GHS é obrigatório?
Embora não exista uma exigência específica para um curso com essa nomenclatura, a NR-26 estabelece a obrigatoriedade de treinamento para trabalhadores que lidam com produtos químicos perigosos.
De acordo com o item 26.5.2 da NR-26, os trabalhadores devem receber capacitação para:
- Compreender a rotulagem preventiva e a FDS
- Conhecer os perigos e riscos dos produtos químicos
- Aplicar medidas preventivas para uso seguro
- Atuar corretamente em situações de emergência
Na prática, isso significa que as empresas precisam garantir treinamento técnico adequado — e é justamente nesse contexto que o Curso Classificação GHS se torna uma das formas mais eficazes de atender à exigência legal e reduzir riscos operacionais.
Qual a duração de um Curso Classificação GHS?
Pode variar de cursos rápidos até programas mais completos, dependendo da profundidade.
O curso ensina a elaborar FDS?
Sim, a maioria dos treinamentos inclui a elaboração e revisão da FDS conforme normas.
Empresas pequenas precisam desse curso?
Sim, qualquer empresa que manipule produtos químicos deve seguir o GHS.
O curso aborda legislação brasileira?
Sim, com foco na ABNT NBR 14725 e sua aplicação prática.
Panorama prático para aplicação do GHS
O domínio do GHS não é apenas técnico, mas estratégico. Empresas que investem em capacitação conseguem:
- Reduzir inconsistências em documentos
- Padronizar processos internos
- Evitar autuações
- Melhorar a comunicação de risco
O Curso Classificação GHS atua como base para essa estrutura, permitindo que a empresa evolua em maturidade regulatória e operacional.
Capacite sua equipe com soluções especializadas
Se sua empresa precisa estruturar corretamente a classificação e rotulagem de produtos químicos, investir em capacitação técnica é o próximo passo lógico.
A Intertox Academy oferece diferentes formatos de treinamento, adaptados à realidade das empresas:
- Cursos completos com abordagem prática sobre GHS e FDS
- Programas livres para atualização técnica
- Treinamentos customizados conforme o nível da equipe
Essas soluções permitem que sua equipe aplique o GHS de forma segura, padronizada e alinhada às normas brasileiras.
Acesse a plataforma da Intertox Academy e conheça as opções de capacitação disponíveis para implementar o GHS com segurança e precisão na sua empresa.
Peru publica decreto para substâncias químicas e institui inventário nacional
O Peru deu um passo decisivo na agenda regulatória de substâncias químicas com a publicação do Decreto Supremo nº 005-2026-MINAM, em abril, que regulamenta o Decreto Legislativo nº 1570, publicado em 2023, e estabelece um sistema abrangente de gestão ao longo de todo o ciclo de vida das substâncias.
Entre os principais instrumentos criados, destaca-se o Registro Nacional de Substâncias Químicas (RENASQ), que reunirá informações sobre substâncias fabricadas e importadas no país, incluindo:
- Identificação (nome, CAS, IUPAC);
- Classificação de perigos;
- Distribuição das substâncias em nível nacional;
- Resumo executivo das avaliações de risco, quando aplicável.
Além disso, o regulamento estabelece a obrigatoriedade de reporte anual ao RENASQ das quantidades de substâncias perigosas fabricadas ou importadas acima de determinados limites, reforçando a rastreabilidade e o controle dessas substâncias no país. Os limites de quantidade que determinarão essa obrigatoriedade ainda serão definidos pelo Ministério do Meio Ambiente (MINAM), em coordenação com outras entidades competentes e deverão ser estabelecidos por meio de Decreto Supremo previsto para o segundo semestre de 2027.
A implementação das medidas seguirá um cronograma gradual. O regulamento entra em vigor seis meses após sua publicação, em outubro de 2026. No entanto, foi estabelecido um período de adequação entre 1º de janeiro 2028 e 30 de setembro de 2031, permitindo que as empresas se preparem para atender aos novos requisitos, incluindo:
- Classificação conforme o GHS (6ª edição revisada);
- Rotulagem e FDS em espanhol;
- Estruturação de processos de notificação
- Organização de dados para reporte.
A primeira versão do Inventário Nacional de Substâncias Químicas será publicada no quarto trimestre de 2031, com base nas notificações realizadas durante o período de adequação. A partir de 2032, o inventário será atualizado anualmente.
As substâncias que não estiverem incluídas até 2031 passarão a ser tratadas como substâncias novas, o que implica requisitos adicionais, incluindo a realização de avaliações de risco.
Com esse regulamento, o Peru se junta a países como Brasil, Chile e Colômbia na construção de sistemas mais robustos de gestão de substâncias químicas. O avanço reforça uma tendência regional de maior controle, transparência e exigência de dados e avaliações de risco.
Para as empresas, esse movimento indica que a conformidade regulatória deixa de ser apenas uma obrigação e passa a se consolidar como um diferencial competitivo.
Para acessar o Decreto na íntegra, clique aqui.