Polícia Civil da Bahia reforça fiscalização de produtos controlados

Desde 2009, a Polícia Civil do Estado da Bahia exerce o controle e a fiscalização dos produtos químicos através das leis 11.370/2009 e 11.631/2009. Entretanto, apesar da atribuição, não haviam sido publicadas especificações quanto aos procedimentos técnicos de cadastro e submissão de informações por parte dos estabelecimentos.

Foi só a partir de 2024 que esse controle se intensificou significativamente com a publicação no Diário Oficial de 27 de novembro de 2024 da Instrução Normativa (IN) nº 3 de 25 de novembro de 2024. A normativa regulamenta as atividades do Setor de Cadastro e Fiscalização da Coordenação de Fiscalização de Produtos Controlados (CFPC).

Cadastro e renovação

Para cadastro ou renovação, os estabelecimentos sujeitos à fiscalização que atuam no segmento de produtos químicos, deverão apresentar a documentação exigida conforme anexo B7, dentre estes:

  • Requerimento preenchido com os dados da empresa, assinado pelo representante legal da empresa;
  • Alvará de funcionamento expedido pela Prefeitura local;
  • CR – Certificado de Registro, expedido pelo Exército Brasileiro/EB e/ou CLF – Certificado de Licença de Funcionamento pela Polícia Federal/PF (se a empresa tiver os dois Certificados deverão apresentar ambos).

Listagem

De acordo com a IN, a lista de produtos controlados incluirá:

  • Produtos sob fiscalização do Exército conforme o Decreto Federal nº 10.030/2019
  • Produtos fiscalizados pelo Ministério da Justiça, conforme a Portaria Federal MJSP Nº 204/2022
  • Produtos abrangidos pela Portaria Estadual nº 457 da Polícia Civil da Bahia
  • Produtos controlados pelo Ministério da Saúde, conforme a Portaria Federal nº 344, de 12 de maio de 1998

Mapa de Controle

I – Assim como ocorre para a Polícia Civil do Estado de São Paulo, para a Polícia Civil da Bahia também deverão ser enviados trimestralmente o Mapa de Controle à CFPC. A vantagem é que o envio deve ser feito apenas via e-mail oficial: cfpc.pc@pcivil.ba.gov.br. O modelo do Mapa é próprio de cada estabelecimento, mas deve conter obrigatoriamente as seguintes informações:

  • razão social da empresa;
  • número do CNPJ;
  • endereço completo;
  • telefone e e-mail de contato;
  • responsável técnico;
  • trimestre de referência.

II – Para as substâncias utilizadas, o mapa deverá incluir:

  • nomenclatura, densidade e concentração;
  • forma de entrada (estoque inicial, compra ou recebimento por doação);
  • número da nota fiscal, no caso de compra;
  • estoque inicial, entrada, consumo, estoque final e fabricante, para os três meses analisados.

Considerando que a lista de produtos controlados adotada pela Polícia Civil do Estado da Bahia tem como referência listas previamente estabelecidas por outros órgãos competentes, como o Ministério do Exército e a Polícia Federal, não há emissão do Certidão contendo a relação específica de produtos e respectivos limites quantitativos, como ocorre na Polícia Civil do Estado de São Paulo e no próprio Exército Brasileiro.

Todavia, é importante ressaltar que, caso o estabelecimento utilize ou mantenha em estoque qualquer produto dessas listas de referência, estes devem ser declarados conforme os critérios técnicos e legais previamente estabelecidos.

Confira na íntegra a Instrução Normativa no link.

Registro de produtos saneantes: como a análise toxicológica acelera o processo

No Brasil, o registro de saneantes na Anvisa é obrigatório para que empresas possam fabricar, importar ou comercializar produtos voltados à limpeza e desinfecção de ambientes. O processo envolve uma série de exigências regulatórias e técnicas, e um dos pontos que mais impactam no tempo de aprovação é a análise toxicológica.

Neste artigo, vamos explicar como funciona o registro de saneantes Anvisa, qual o papel da análise toxicológica nesse processo e como acelerar a entrada do seu produto no mercado com mais segurança e agilidade.

O que são saneantes?

o registro de saneantes na Anvisa é obrigatório para que empresas possam fabricar, importar ou comercializar produtos voltados à limpeza e desinfecção de ambientes.

Saneantes são produtos destinados à limpeza, desinfecção ou desodorização de superfícies, objetos e ambientes. Entre eles, estão:

  • Detergentes e desinfetantes
  • Alvejantes e limpadores multiuso
  • Produtos para uso hospitalar
  • Inseticidas e repelentes de ambientes

Todos esses produtos, quando destinados ao comércio, precisam de regularização específica junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Quando o registro na Anvisa é obrigatório?

A Anvisa classifica os saneantes em dois tipos:

Produtos de risco 1

São produtos com menor potencial de risco à saúde humana. Neste caso, não é necessário registro de saneantes Anvisa, mas sim a notificação do produto.

Exemplos:

  • Detergentes comuns
  • Limpadores de uso geral
  • Produtos que não tenham ação desinfetante

Produtos de risco 2

Estes produtos exigem registro de saneantes Anvisa, por apresentarem maior potencial de toxicidade ou risco ao usuário.

Exemplos:

  • Desinfetantes hospitalares
  • Produtos com ação antimicrobiana
  • Limpadores com compostos perigosos

Etapas do processo de registro

Para obter o registro de saneantes Anvisa, o fabricante precisa seguir um processo técnico e documental que inclui:

EtapaDescrição
Definição da categoria do produtoDeterminar se é risco 1 (notificação) ou risco 2 (registro obrigatório)
Elaboração de fórmulaComposição detalhada e padronizada do produto
Análise físico-química e toxicológicaAvaliação de segurança, eficácia e estabilidade
Preparação do Dossiê TécnicoDocumentação exigida pela Anvisa
Submissão via sistema SolicitaPlataforma digital de protocolos regulatórios da Anvisa
Acompanhamento e deferimentoAvaliação do processo e publicação da aprovação no Diário Oficial

O papel da análise toxicológica no registro

A análise toxicológica é uma exigência para o registro de saneantes Anvisa na categoria de risco 2. Ela garante que o produto, mesmo sendo eficaz, não traga danos à saúde humana ou ao meio ambiente.

O que é analisado?

  • Toxicidade oral, dérmica e inalatória
  • Potencial irritante para pele e olhos
  • Efeitos cumulativos e ambientais
  • Classificação do grau de periculosidade

Essas análises devem ser feitas em laboratórios especializados e compor o Dossiê de Segurança, parte essencial do processo de submissão do registro.

Como a análise toxicológica acelera o processo?

A qualidade e integridade do laudo toxicológico fazem toda a diferença para a agilidade na aprovação.

Veja como ela pode acelerar o registro de saneantes Anvisa:

  • Evita retrabalho: Um laudo completo reduz o risco de exigências adicionais por parte da Anvisa.
  • Aumenta a confiabilidade do dossiê: Dados consistentes agilizam a análise técnica.
  • Permite uma submissão bem estruturada: Com base científica sólida e dentro dos padrões exigidos.
  • Antecipação de ajustes de formulação: Caso alguma substância apresente risco elevado, é possível reformular antes de submeter.

Dicas práticas para otimizar seu processo de registro

1. Escolha um parceiro com experiência regulatória

Ter uma equipe especializada em registro de saneantes Anvisa reduz erros e atrasos. O ideal é que o parceiro ofereça tanto suporte regulatório quanto realização de análises toxicológicas.

2. Prepare a documentação com antecedência

Organize fichas técnicas, rótulos, laudos e relatórios desde o início do projeto. Isso evita correrias na hora da submissão.

3. Invista em testes de qualidade e segurança

Além da exigência legal, testes laboratoriais mostram ao mercado que seu produto é confiável e diferenciado.

4. Esteja atento às atualizações da Anvisa

Normas e exigências mudam com frequência. Acompanhar as atualizações evita retrabalho e indeferimentos.

Tabela – Documentos exigidos no registro de risco 2

DocumentoFinalidade
Laudo de análise toxicológicaAvaliar segurança do produto
Laudo de eficáciaComprovar que o produto cumpre sua função (ex: desinfecção)
FDS – Ficha de SegurançaProver todas as informações de segurança química e ambiental
RótuloExibir as informações de perigo e risco, de forma reduzida, do produto. Deve estar dentro dos padrões exigidos.
EmbalagemProteger o produto do meio externo e proteger o meio externo do produto.
Composição detalhadaCom nome e função de cada ingrediente, tem a finalidade de detalhar de que o produto é feito.
Protocolo de validaçãoGarantir repetibilidade dos processos de produção

Quais erros mais atrasam o registro?

  • Submissão com laudos incompletos ou imprecisos
  • Classificação incorreta do produto
  • Ausência de dados toxicológicos obrigatórios
  • Falta de tradução juramentada de documentos estrangeiros
  • Inadequação do rótulo ao padrão da Anvisa

Conclusão

Se sua empresa atua com produtos de limpeza, desinfetantes ou similares, estar regularizado com o registro de saneantes da Anvisa é mais que uma obrigação legal — é um diferencial competitivo no mercado.

A análise toxicológica, quando bem conduzida, acelera o processo, garante segurança ao consumidor e fortalece a reputação da sua marca.

Monitoramento de resíduos de defensivos agrícolas pela Anvisa

Em um cenário regulatório cada vez mais rigoroso e dinâmico, o monitoramento de substâncias químicas em produtos de consumo é essencial para garantir a saúde pública e a segurança alimentar. Em maio de 2025, a Anvisa deu início a um novo ciclo do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), uma iniciativa nacional que visa o monitoramento de resíduos de defensivos agrícolas em alimentos de origem vegetal amplamente consumidos pela população brasileira.

Este monitoramento é fundamental para o controle sobre os limites máximos de resíduos (LMRs) permitidos em alimentos in natura. A análise é feita com base em uma metodologia amostral estatisticamente validada, e os resultados obtidos orientam ações de fiscalização, atualização de legislações e melhoria das boas práticas agrícolas. Substâncias encontradas fora dos padrões estabelecidos podem indicar falhas no uso, armazenamento inadequado ou uso ilegal de produtos o que exige ação corretiva imediata por parte dos responsáveis legais e das autoridades competentes.

O foco em riscos químicos e conformidade regulatória se alinha diretamente às exigências internacionais de GHS Compliance, além das normas nacionais sobre produtos controlados e substâncias perigosas. Empresas do setor químico e agrícola devem acompanhar os desdobramentos do PARA com atenção, garantindo que seus produtos estejam em conformidade com as exigências da Anvisa, do MAPA e das secretarias estaduais de saúde.

Esse comprometimento inclui a revisão de protocolos de armazenagem, transporte, rotulagem e comunicação de perigos, bem como o descarte adequado dos produtos, sempre em conformidade com a legislação vigente.

Além disso, o programa evidencia a importância de manter controles rigorosos sobre a rastreabilidade de produtos químicos e a responsabilidade legal sobre o risco químico. Em casos de inconformidade, a empresa pode ser responsabilizada por comercializar alimentos com resíduos acima do permitido o que pode acarretar sanções administrativas, recolhimentos e prejuízos à reputação corporativa.

Do ponto de vista institucional, estar em conformidade com programas como o PARA é mais do que uma obrigação legal é um diferencial competitivo e um compromisso com a saúde pública, a sustentabilidade e a segurança química. O alinhamento com a agenda regulatória da Anvisa contribui para uma cadeia produtiva mais transparente, segura e responsável. O monitoramento de resíduos de agrotóxicos em alimentos torna-se, assim, um pilar essencial de segurança e confiança para consumidores e empresas.

🔗 Confira a notícia oficial no site da Anvisa

Substâncias Químicas: Boas Práticas Industriais

O uso de substâncias químicas em ambientes industriais exige atenção redobrada a normas de segurança, gestão integrada e conformidade legal.

Mais do que uma exigência regulatória, adotar boas práticas industriais no manuseio, armazenamento e descarte de produtos químicos é uma estratégia essencial para garantir a segurança dos colaboradores, a preservação ambiental e a continuidade das operações.

Neste artigo, você vai entender como aplicar essas práticas com base nas legislações brasileiras, como as NRs e a ABNT NBR 14725, além de conhecer ferramentas tecnológicas que podem transformar a gestão química na sua empresa.

Legislação sobre o Substâncias Químicas no Brasil

As principais normas que regem o Boas Práticas Industriais para Substâncias Químicas no Brasil são:

Normas Regulamentadoras (NRs)

  • NR-26 – Trata da sinalização de segurança e da rotulagem de produtos químicos.
  • NR-20 – Trata da segurança e saúde no trabalho com inflamáveis e combustíveis.

ABNT NBR 14725

Essa norma brasileira estabelece critérios para classificação, rotulagem e Ficha de Segurança conforme o Sistema Globalmente Harmonizado (GHS). 

A partir da revisão mais recente, o documento anteriormente conhecido como FISPQ passou a ser denominado FDS – Ficha com Dados de Segurança.

Boas Práticas Industriais no uso de Substâncias Químicas

1. Armazenamento Correto

Armazenar produtos químicos de forma inadequada é um dos maiores riscos em ambientes industriais. Algumas recomendações incluem:

  • Setores separados por classes de risco (inflamáveis, tóxicos, corrosivos)
  • Ventilação adequada
  • Estantes resistentes a vazamentos
  • Piso impermeável e com contenção

2. FDS sempre disponível e atualizada

A Ficha com Dados de Segurança (FDS) é um documento técnico que orienta sobre riscos, manuseio, equipamentos de proteção e primeiros socorros. Ela deve estar:

  • Disponível no local de uso e armazenamento
  • Atualizada conforme a legislação vigente
  • Redigida em português, clara e acessível

A FDS segue a estrutura padronizada internacionalmente com 16 seções obrigatórias, incluindo identificação do produto, medidas de combate a incêndio, propriedades físico-químicas, entre outras.

3. Sinalização e Rotulagem

Cada substância deve estar devidamente identificada com base nos critérios do GHS:

  • Nome químico
  • Pictogramas de perigo
  • Frases de advertência (frases H e P)
  • Nome do fabricante/importador

4. Treinamento de Equipes

Nenhum sistema de uso de Substâncias Químicas é eficaz sem pessoas capacitadas. É essencial:

  • Treinar todos os colaboradores sobre riscos e medidas preventivas
  • Realizar simulações de emergência
  • Atualizar treinamentos sempre que houver mudança de produto ou processo

Gestão Integrada de Substâncias Químicas

Empresas que buscam excelência na gestão química devem integrar diversas áreas, como:

  • Segurança do trabalho
  • Meio ambiente
  • Engenharia
  • Logística
  • Compliance

Uma abordagem integrada possibilita o rastreamento completo de cada substância desde a aquisição até o descarte, além de facilitar auditorias e relatórios para os órgãos reguladores.

Rastreabilidade e Inventário de Produtos Químicos

Manter um inventário atualizado é uma prática fundamental para garantir o uso de Substâncias Químicas eficaz. Isso inclui:

  • Quantidade atual
  • Localização de armazenamento
  • Data de validade
  • Entrada e saída por lote

Softwares de gestão química são cada vez mais utilizados para automatizar esse processo e evitar falhas humanas.

Planos de Contingência e Prevenção de Acidentes

A prevenção de incidentes é uma das metas do uso de Substâncias Químicas. Algumas ações indispensáveis:

  • Plano de emergência com procedimentos claros
  • Extintores, chuveiros de emergência e kits de contenção
  • Comunicação visual e alarmes
  • Brigada de emergência treinada

Descarte e Logística Reversa

A destinação final de produtos químicos deve respeitar normas ambientais rígidas. Boas práticas incluem:

  • Coleta seletiva de resíduos químicos
  • Tratamento ou neutralização antes do descarte
  • Parcerias com empresas de logística reversa
  • Controle documental do descarte

Auditorias e Indicadores de Desempenho

A aplicação de auditorias internas e externas garante a eficácia do uso de Substâncias Químicas. É recomendável acompanhar:

  • Indicadores de consumo e perdas
  • Frequência de incidentes
  • Conformidade legal
  • Nível de treinamento da equipe

Esses indicadores podem ser auditados periodicamente para avaliar melhorias contínuas e correções de rota.

Exemplo de Classificação de Substâncias e Riscos Associados

Tipo de SubstânciaClasse de RiscoExemplo de PerigoPrecaução Recomendada
InflamávelRisco FísicoExplosão por aquecimentoArmazenar longe de fontes de calor
TóxicaRisco à SaúdeIntoxicação por inalaçãoEPI completo e ventilação forçada
CorrosivaRisco à IntegridadeQueimadura de pele/olhosUso de luvas, avental e proteção facial
ReativaRisco QuímicoReação com água ou arArmazenar em local isolado e seco

Tecnologia a favor do uso de Substâncias Químicas

Ferramentas tecnológicas vêm transformando a forma como as empresas fazem o uso de Substâncias Químicas. Algumas soluções incluem:

  • Softwares de gestão de segurança química
  • Integração com ERPs e banco de dados GHS
  • Leitura por QR Code para FDS
  • Monitoramento remoto de tanques e sensores de vazamento

A digitalização dos processos também facilita a conformidade com normas como a ISO 45001 e a ISO 14001.

Responsabilidade legal e penalidades

Ignorar as exigências relacionadas ao uso de Substâncias Químicas pode gerar penalidades administrativas, civis e até criminais. Exemplos incluem:

  • Multas da ANVISA ou IBAMA
  • Interdição de áreas ou da empresa
  • Responsabilização pessoal de diretores
  • Processos por danos ambientais ou à saúde

Portanto, manter uma gestão responsável e legalmente embasada não é apenas uma boa prática: é uma necessidade para a continuidade do negócio.

Conclusão: o uso de Substâncias Químicas como parte da cultura organizacional

O uso de Substâncias Químicas deve estar integrado à cultura organizacional da empresa. Isso significa ir além do cumprimento da lei e enxergar a gestão química como parte do compromisso com a vida, o meio ambiente e a excelência operacional.

Empresas que adotam uma postura preventiva e integrada nesse tema reduzem riscos, aumentam sua reputação no mercado e conquistam maior eficiência nos processos.

Fiscalização da Polícia Civil de São Paulo: o que sua empresa precisa saber

Empresas que trabalham com produtos químicos controlados precisam estar atentas às exigências legais em todas as esferas — federal, estadual e municipal. Em São Paulo, a Polícia Civil desempenha um papel fundamental nesse processo, atuando como órgão fiscalizador complementar ao Exército Brasileiro e à Polícia Federal.

Como ocorrem as fiscalizações?

A fiscalização por parte da Polícia Civil do Estado de São Paulo pode acontecer a qualquer momento, sem aviso prévio, e deve contar com a presença de, no mínimo, dois agentes. É necessário que a inspeção ocorra na presença do representante legal da empresa, do responsável técnico ou de outro profissional autorizado por procuração.

Dentre os principais pontos verificados, se destacam:

  • Data de validade dos produtos químicos;
  • Rotulagem;
  • Condições de armários e depósitos;
  • Presença de vazamentos;
  • Armazenamento conforme normas técnicas;
  • Mapas de controle;
  • Certificado de Vistoria (CV) e Alvará de Funcionamento expostos em local visível;
  • Quantidades armazenadas compatíveis com as informações declaradas no CV.

Prevenção é o melhor caminho

A presença da Polícia Civil nas empresas reforça a importância de manter uma gestão rigorosa e em conformidade com a legislação. A regularidade dos documentos, a organização do espaço físico e o controle efetivo dos produtos são pontos cruciais não apenas para evitar autuações, mas também para garantir a segurança de colaboradores e do meio ambiente. Manter-se em dia com as exigências legais é um compromisso contínuo.

Contar com o suporte de uma consultoria especializada em gerenciamento de produtos químicos pode fazer toda a diferença na hora de se preparar para uma fiscalização.

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