Curso MOPP agora tem validade indeterminada: o que muda com a Resolução CONTRAN nº 1.020/2025?
Uma mudança importante impacta diretamente motoristas e empresas que atuam no transporte de cargas perigosas no Brasil.
A Resolução CONTRAN nº 1.020/2025, publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 09 de dezembro de 2025, não estabelece mais prazos para validade do Curso MOPP.
Isso significa que o condutor não precisará mais realizar reciclagens periódicas obrigatórias, como acontecia anteriormente.
Mas o que isso muda na prática? Vamos explicar.
O que é o Curso MOPP?
O Curso MOPP (Movimentação Operacional de Produtos Perigosos) ou Curso Específico para o transporte de Produtos Perigosos é um curso especializado obrigatório para condutores que realizam o transporte rodoviário de produtos perigosos no Brasil.
O objetivo do curso é capacitar o motorista para:
- Transportar produtos perigosos com segurança;
- Conhecer os riscos químicos, físicos e ambientais das cargas;
- Adotar procedimentos preventivos;
- Agir corretamente em caso de acidente ou emergência;
- Cumprir as normas do CONTRAN e da ANTT.
Como funcionava antes da nova resolução?
Antes da publicação da Resolução CONTRAN nº 1.020/2025, o motorista precisava:
✔ Realizar o curso inicial
✔ Fazer reciclagem periódica para manter a habilitação válida para transporte de produtos perigosos
Ou seja, havia a necessidade de atualização obrigatória após 05 anos.
O que muda com a Resolução CONTRAN 1.020/2025?
Com a nova norma:
- O Curso MOPP passa a ter validade indeterminada
- Não há mais obrigatoriedade de reciclagem periódica.
- A certificação deixa de ter prazo fixo de vencimento
Essa mudança traz simplificação administrativa e redução de custos para motoristas e empresas.
O que isso significa para motoristas e transportadoras?
Para o motorista:
- Não precisa mais se preocupar com vencimento do MOPP
- Redução de custos com reciclagem obrigatória
- Menos burocracia
Para a empresa:
- Simplificação no controle documental
- Redução de riscos de bloqueio operacional por vencimento
- Melhor previsibilidade na gestão de motoristas habilitados
⚠️ Atenção: a responsabilidade continua
Apesar da validade indeterminada, isso não elimina:
- A necessidade de capacitação adequada
- O cumprimento das normas da ANTT
- O atendimento às regras de transporte de produtos perigosos
- A responsabilidade civil, administrativa e criminal em caso de acidente
A qualificação técnica continua sendo essencial para garantir segurança viária e ambiental.
Precisa de apoio para entender estes impactos regulatórios?
Se sua empresa atua com transporte de cargas perigosas, este é o momento ideal para revisar procedimentos internos e atualizar sua equipe sobre a nova regra.
Entre em contato e saiba como podemos apoiar sua empresa.
Acidente com cloro em piscina reforça alerta sobre rotulagem e uso correto de saneantes
Um grave acidente envolvendo produtos utilizados no tratamento de piscina resultou na morte de uma jovem de 27 anos e deixou outras pessoas hospitalizadas com sintomas de intoxicação. O caso, amplamente divulgado pela imprensa, ocorreu após a manipulação de produtos químicos na área da piscina, com relatos de forte odor e rápida manifestação de mal-estar entre os frequentadores.
A investigação está em andamento para apurar as causas exatas do ocorrido. No entanto, o episódio já evidencia um ponto fundamental: o uso inadequado de produtos saneantes pode gerar riscos severos à saúde e até levar a óbito.
Mais do que um incidente isolado, trata-se de um alerta sobre a importância da rotulagem adequada, da comunicação de perigos e do cumprimento rigoroso das normas sanitárias.
Independentemente do resultado final da investigação, o caso acende um alerta importante sobre rotulagem adequada, comunicação de perigo e treinamento técnico.
Mistura de saneantes pode gerar gases tóxicos
Produtos para tratamento de piscina, como cloro, algicidas e outros saneantes como água sanitária, são seguros quando utilizados conforme instruções técnicas. No entanto, a mistura inadequada de produtos químicos pode liberar gases altamente tóxicos.Entre os exemplos técnicos mais conhecidos estão:
- Gás cloro (Cl₂) – Pode ser liberado quando hipoclorito entra em contato com ácidos; provoca irritação intensa das vias respiratórias, tosse, ardor nos olhos e risco de edema pulmonar.
- Cloraminas – Formadas quando compostos clorados reagem com amônia ou matéria orgânica; causam forte irritação respiratória.
- Gás clorídrico/Cloreto de hidrogênio (HCl) – Pode ser liberado em determinadas reações envolvendo produtos ácidos.
- Gases irritantes diversos – Dependendo da formulação envolvida.
O ponto central é que a incompatibilidade química, a falta de treinamento, a rotulagem inadequada, entre outros fatores, podem transformar um produto seguro em um agente de risco grave.
O papel da ANVISA na regulamentação
Produtos saneantes, incluindo aqueles destinados ao tratamento de piscinas, são regulados pela ANVISA. A RDC nº 695/2022 estabelece requisitos técnicos e de rotulagem para produtos como algicidas e fungicidas para piscinas, incluindo:
- Finalidade de uso claramente definida
- Instruções de diluição e tempo de contato
- Frases obrigatórias de advertência
- Informações toxicológicas
- Orientações em caso de ingestão, contato ou inalação
- Proibição de reutilização de embalagens
- Obrigação de manter o produto na embalagem original
Essas exigências não são meramente formais. Elas existem para prevenir acidentes.
Rótulo não é marketing. É obrigação legal e ferramenta de prevenção.
O rótulo de um produto saneante não serve apenas para identificar marca ou atrair o consumidor. Ele é um instrumento legal obrigatório e um meio de comunicação de risco.
A legislação sanitária determina que as informações sejam claras, visíveis e resistentes às condições normais de armazenamento e uso.
Um ponto crítico no dia a dia é a prática inadequada de transferir produtos químicos para recipientes não originais, removendo o rótulo e eliminando as informações de segurança. Essa prática aumenta significativamente o risco de erro operacional, mistura incompatível e acidentes.

Manter o produto na embalagem original não é apenas uma recomendação — é uma exigência regulatória.
Segurança começa na conformidade
Acidentes envolvendo saneantes geralmente não decorrem apenas do produto em si, mas de falhas como a rotulagem em não conformidade pela ANVISA, comunicação vaga de riscos, treinamento inadequado de usuários, procedimentos internos inadequados.
Empresas que fabricam, importam ou comercializam produtos saneantes precisam garantir que seus rótulos estejam totalmente em conformidade com as normas vigentes da ANVISA.
Intertox: prevenção antes do incidente
A Intertox atua no suporte regulatório e técnico para produtos saneantes e químicos, oferecendo: avaliação e adequação de rótulos conforme legislação, revisão técnica de instruções de uso e advertências, análise de risco do produto, suporte regulatório junto à ANVISA, apoio na regularização de empresa e produtos, etc.
Nosso objetivo é simples: transformar obrigação regulatória em proteção real.
HDV e Carcinogenicidade: Impacto da Nova Classificação da IARC considerando o GHS
A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) atualizou recentemente a classificação do Vírus da Hepatite D (HDV). Antes visto apenas como um agravante da Hepatite B, o HDV agora é oficialmente um Carcinógeno Humano Confirmado (Grupo 1).
Para empresas que manipulam agentes biológicos em laboratórios, centros de pesquisa ou indústrias, essa mudança indica a necessidade de uma atualização na comunicação de perigos conforme o GHS (Sistema Globalmente Harmonizado), para as empresas que usam este sistema para agentes biológicos.
1. O HDV sob a ótica do GHS
Embora o GHS não seja aplicável a agentes biológicos, em alguns casos estes agentes possuem informações que permitam o enquadramento nos critérios do GHS, permitindo que os perigo à saúde destes agentes também possam ser comunicados na forma do GHS.
A nova classificação do HDV pela IARC o enquadra, segundo o GHS, como:
- Classe de Perigo: Carcinogenicidade.
- Categoria de perigo: Categoria 1A (Carcinógeno humano conhecido ou presumido).
2. Elementos de Rotulagem e FDS (Ficha de Dados de Segurança)
A FDS não é um documento obrigatório para agentes biológicos e a rotulagem possui obrigações específicas não englobadas pela ABNT NBR 14725:2023.
Porém, como o HDV possui dados o suficiente para realizar uma classificação GHS, esta nova classificação gera, na seção 2 das Fichas de Dados de Segurança e nos rótulos de recipientes contendo o HDV, os seguintes elementos de rotulagem GHS:
- Palavra de Advertência: PERIGO.
- Pictograma de Perigo: Símbolo de “Perigo à Saúde”
- Frases de Perigo (Frases H): H350 (Pode provocar câncer).
- Frases de Precaução (Frases P): P201; P202; P280; P308 + P313; P405.
Comparativo: Vírus da Hepatite e Classificações de carcinogenicidade (GHS)
| Agente Biológico | Classificação IARC | Categoria de perigo GHS | Palavra de Advertência | Frase de Perigo |
| HDV (Hepatite D) | Grupo 1 | Cat. 1A | PERIGO | H350 |
| HBV (Hepatite B) | Grupo 1 | Cat. 1A | PERIGO | H350 |
| HCV (Hepatite C) | Grupo 1 | Cat. 1A | PERIGO | H350 |
| HAV (Hepatite A) | Não Classificado | N/A | N/A | N/A |
Implicações Práticas:
A reclassificação do HDV para Carcinogênico 1A não é apenas burocrática; ela exige, para quem utiliza o GHS nos documentos e rotulagens, ações imediatas para gestão de riscos ocupacionais:
- Revisão do PGR: Atualizar o Programa de Gerenciamento de Riscos para incluir o risco carcinogênico do agente.
- Contenção Biológica: Reavaliar o Nível de Biossegurança necessário para manipulação.
- Monitoramento: Reforçar os protocolos de vigilância médica para colaboradores expostos.
- Treinamento: Informar a equipe sobre a nova classificação e a importância do uso rigoroso de EPIs e EPCs.
- Atualização da documentação de segurança: FDS e Rótulos
Sua empresa trabalha com agentes biológicos e utiliza o GHS?
A adequação ao GHS é fundamental para iniciar a gestão da segurança e da saúde dos trabalhadores. Se você precisa de apoio para atualizar suas FDS ou revisar a classificação de risco de seus processos, nossa consultoria está pronta para ajudar.
ANP e Polícia Civil intensificam fiscalização contra fraudes em combustíveis
A recente Operação Tô de Olho – Abastecimento Seguro, conduzida pela ANP, em conjunto com o Inmetro, e com apoio das Polícias Civis estaduais, demonstra que a fiscalização sobre combustíveis e produtos químicos está cada vez mais integrada e rigorosa.
A operação teve como foco a verificação da qualidade dos combustíveis, do volume efetivamente entregue ao consumidor e da identificação de possíveis fraudes eletrônicas nas bombas medidoras. Diversas irregularidades resultaram em autos de infração e interdições.

Mais do que uma ação pontual, a operação reforça um cenário permanente de fiscalização.
Metanol adulterado: quando a falha de controle vira risco à saúde pública
Nos últimos meses, o país registrou casos graves de intoxicação e mortes relacionados à adulteração com metanol, evidenciando o impacto do desvio de substâncias químicas da cadeia legal para usos ilícitos.
Investigações conduzidas com participação das Polícias Civil e Federal e outros órgãos identificaram esquemas envolvendo o uso irregular de metanol tanto na adulteração de combustíveis, quanto na produção clandestina de bebidas alcoólicas.
O resultado foi alarmante: centenas de casos de intoxicação e óbitos confirmados.
Esses episódios deixam claro por que o controle químico é rigoroso e por que a legislação existe.
O papel estratégico da Polícia Civil
A Polícia Civil exerce papel fundamental no controle estadual de produtos químicos, atuando na fiscalização de empresas, na investigação de desvios e na repressão a atividades ilícitas.
Quando há falhas no cadastro, na rastreabilidade ou na comunicação obrigatória aos órgãos competentes, o risco não é apenas administrativo — pode haver responsabilização criminal.
O sistema de controle envolve múltiplos órgãos, sendo alguns deles: Polícia Civil; Polícia Federal; Exército; ANP; ANVISA; etc.

Essa cadeia de vário agentes reguladores e mecanismos de controles existe para impedir exatamente o que os casos de metanol demonstraram: o desvio de produtos para fins ilícitos com impacto direto na saúde e na segurança da população.
Como a intertox pode apoiar sua empresa
A Intertox atua no gerenciamento completo de produtos químicos, oferecendo a Regularização junto à Polícia Civil, Polícia Federal, Exército, ANP e ANVISA, Cadastro de empresas e produtos produtos controlados, análise de perigo e documentação conforme ABNT NBR 14725, Gerenciamento de relatórios mensais e suporte contínuo.
Nosso objetivo é simples: garantir que sua empresa esteja preparada antes da fiscalização — e protegida contra riscos regulatórios.
Transporte de baterias de lítio: IATA publica novas orientações para 2026
A IATA (International Air Transport Association) divulgou a nova edição 2026 do Lithium Battery Guidance Document, documento de orientação que reúne as regras atualizadas para o transporte aéreo de baterias de lítio metálico, baterias de íon de lítio e baterias de íon de sódio.
O material é referência mundial para empresas que realizam o envio de baterias de lítio por via aérea, trazendo orientações alinhadas ao IATA Dangerous Goods Regulations (IATA DGR) e ICAO Technical Instructions.
Com o crescimento do uso de baterias em eletrônicos, equipamentos industriais, dispositivos médicos, drones e veículos elétricos, entender como funciona o transporte de baterias de lítio é essencial para evitar riscos, atrasos e penalidades regulatórias.
🔋 Por que o transporte de baterias de lítio exige atenção?
As baterias de lítio são classificadas como artigos perigosos para transporte aéreo devido ao risco de curto-circuito, superaquecimento e incêndio. Por isso, o transporte de baterias de lítio pela IATA possui requisitos específicos de:
- Classificação;
- Limites de quantidade e estado de carga (SoC);
- Embalagem homologada;
- Marcação e rotulagem;
- Documentação para mercadorias perigosas.
O não cumprimento dessas exigências pode resultar em recusa da carga, multas, atrasos operacionais e riscos à segurança aérea.
📘O que traz o Battery Guidance Document 2026 da IATA
O documento da IATA funciona como um guia prático para quem trabalha com o envio aéreo de baterias de lítio. Entre os principais conteúdos estão:
- Fluxogramas para classificação de baterias de lítio metálico, íon de lítio e íon de sódio;
- Diferença entre baterias soltas, embaladas com equipamentos ou contidas em equipamentos;
- Requisitos de embalagem;
- Regras de rotulagem, marcação e documentação;
- Orientações para dispositivos alimentados por baterias de lítio;
- Perguntas frequentes sobre transporte aéreo de mercadorias perigosas.
O objetivo é facilitar a aplicação prática do IATA DGR para baterias de lítio, reduzindo erros comuns no embarque.
🆕 Principais pontos de atenção para 2026
A edição 2026 reforça temas importantes para o mercado de logística e indústria:
- Maior clareza sobre o estado de carga (SoC) permitido para baterias de íon de lítio no transporte aéreo;
- Inclusão mais estruturada das baterias de íon de sódio, tecnologia cada vez mais utilizada;
- Atualização dos exemplos de embalagem, segregação e identificação da carga;
- Integração com os requisitos mais recentes da ICAO e da IATA para mercadorias perigosas.
Essas mudanças impactam diretamente empresas que fabricam, importam, exportam ou somente transportam nacionalmente produtos com bateria.
🚚 Impacto para empresas que enviam baterias de lítio
Se sua empresa atua com exportação, importação ou transporte aéreo de produtos com baterias, como notebooks, celulares, equipamentos industriais, instrumentos médicos ou peças automotivas, é fundamental garantir:
- Classificação correta da carga;
- Conformidade com o IATA DGR e ICAO Technical Instructions ;
- Embalagem adequada para transporte aéreo de baterias de lítio;
- Documentação técnica e declaração de artigos perigosos.
A adoção das orientações da IATA reduz riscos operacionais, melhora a aceitação da carga pelas companhias aéreas e garante maior segurança durante o transporte.
📥 Baixe o documento da IATA sobre transporte de baterias de lítio
O Documento de Orientação da IATA 2026 para Transporte de Baterias de Lítio está disponível gratuitamente.
👉 Baixe o documento oficial clicando aqui
🤝 Precisa de ajuda com transporte de baterias de lítio?
Se você possui dúvidas sobre como transportar baterias de lítio por via aérea, atender ao IATA DGR e ICAO Technical Instructions, enquadrar corretamente seus produtos como mercadorias perigosas ou revisar embalagens, rótulos e documentação, a Intertox pode te ajudar.
A Intertox é especializada em:
- Classificação;
- Adequação regulatória para transporte aéreo (IATA, ICAO, ANAC);
- Revisão de embalagens e rotulagem;
- Elaboração e verificação da Shipper Declaration;
📩 Entre em contato com a Intertox e fale com nossos especialistas em transporte de cargas perigosas.