Quais empresas são obrigadas a possuir FDS

A antiga Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico (FISPQ), apresentou sua nomenclatura atualizada conforme os padrões internacionais, e é mencionada agora como Ficha de Dados de Segurança (FDS). Este  documento é essencial para a segurança no manuseio de produtos químicos.

Muitas empresas lidam com substâncias que exigem cuidados específicos, e, por isso, a legislação determina a obrigatoriedade desse documento em diversas situações.

Neste artigo, vamos esclarecer quais empresas são obrigadas a possuírem a FDS, por que esse documento é tão importante e quais são as normas que regulamentam sua aplicação.

O que é a FDS?

A Ficha de Dados de Segurança (FDS)é um documento técnico que fornece informações detalhadas sobre um produto químico, incluindo sua composição, perigos, medidas de segurança no manuseio e descarte correto. 

O objetivo principal é garantir que trabalhadores, empregadores e órgãos reguladores tenham conhecimento dos riscos envolvidos e das melhores práticas para evitar acidentes.

Esse documento é padronizado de acordo com o Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS), garantindo que as informações sejam apresentadas de maneira clara e objetiva.

Empresas que são obrigadas a FDS

A legislação brasileira estabelece que a FDS deve estar disponível para qualquer produto químico que esteja classificado como perigoso ou que ainda seu uso represente perigos físicos, à saúde humana ou ao meio ambiente. 

Sendo assim, diversas empresas são obrigadas a manter esse documento atualizado e acessível. Veja abaixo quais empresas são obrigadas a realizarem este documento:

1. Indústrias químicas

Empresas que fabricam, importam ou distribuem produtos químicos são responsáveis por fornecer a FDS para cada substância ou mistura classificada como perigosa. 

Isso garante que os consumidores e trabalhadores tenham informações detalhadas sobre os riscos e o uso seguro dos produtos.

2. Empresas de cosméticos, saneantes e produtos farmacêuticos

Fabricantes de cosméticos, produtos de limpeza e medicamentos também devem disponibilizar a FDS, especialmente para aqueles produtos que contenham substâncias químicas potencialmente nocivas. Isso assegura que os profissionais da área e os consumidores possam adotar medidas adequadas para evitar incidentes.

3. Empresas do setor agroquímico

Fabricantes e distribuidores de defensivos agrícolas, fertilizantes e outros produtos químicos voltados para o agronegócio devem fornecer a FDS

Esses produtos possuem componentes que podem ser prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente, exigindo cuidados específicos.

4. Indústrias automotivas e metalúrgicas

Empresas que utilizam solventes, tintas, óleos lubrificantes e outros produtos químicos em seus processos produtivos precisam ter a FDS disponível. 

Isso inclui montadoras, fabricantes de autopeças, empresas de galvanização e pintura industrial.

5. Empresas de armazenamento e distribuição de produtos químicos

Depósitos, armazéns e centros de distribuição que lidam com produtos químicos devem manter a FDS disponível para consulta. 

Isso garante que os trabalhadores conheçam os riscos associados a cada substância e saibam como armazená-las corretamente.

6. Empresas de construção civil

A construção civil faz uso de diversos produtos químicos, como tintas, solventes, adesivos e selantes. Assim, as construtoras e empresas do setor devem ter a FDS de todos os produtos químicos utilizados nas obras.

Legislação e normas sobre a FDS no Brasil

A obrigatoriedade da FDS no Brasil é regida por diferentes normas e regulamentos. Entre os principais, destacam-se:

  • Norma Regulamentadora NR 26: Determina que produtos químicos perigosos utilizados no local de trabalho devem ser classificados quanto aos perigos para a segurança e a saúde dos trabalhadores, de acordo com os critérios estabelecidos pelo Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos – GHS, da Organização das Nações Unidas, e complementa que os aspectos relativos à classificação devem atender ao disposto em norma técnica oficial.
  • ABNT NBR 14725: Norma técnica oficial brasileira que regulamenta o conteúdo e o formato da Ficha de Dados de Segurança (FDS). Esta norma foi elaborada para garantir que as informações sobre produtos químicos sejam apresentadas de maneira clara e padronizada, facilitando o acesso a dados essenciais sobre riscos e medidas de segurança. Alinhada às diretrizes do Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS), a ABNT NBR 14725 estabelece os requisitos específicos sobre a estrutura da FDS, incluindo informações sobre a identificação do produto, perigos, composição, primeiros socorros, controle de exposição, armazenamento e descarte adequado.

Como garantir a conformidade com a obrigatoriedade da FDS

Para as empresas que lidam com produtos químicos, seguir as normas e manter a FDS sempre disponível é fundamental para evitar problemas legais e garantir a segurança no ambiente de trabalho. Algumas boas práticas incluem:

  1. Manter as FDS sempre atualizadas: A legislação pode sofrer atualizações, e é importante revisar periodicamente as fichas de segurança.
  2. Disponibilizar o documento para os trabalhadores: Todos que manipulam produtos químicos devem ter acesso fácil às informações de segurança.
  3. Treinar os colaboradores: O conhecimento sobre a FDS e as práticas seguras no manuseio de produtos químicos é essencial para evitar acidentes.
  4. Garantir conformidade com as normas vigentes: Empresas devem acompanhar as atualizações na legislação para garantir que estão cumprindo todas as exigências.

Conclusão

As empresas obrigadas a possuírem a FDS são aquelas que lidam com produtos químicos que são classificados como perigosos ou que seu uso possa apresentar riscos à saúde e ao meio ambiente. 

Indústrias químicas, fabricantes de cosméticos, empresas agroquímicas, metalúrgicas, transportadoras e empresas da construção civil estão entre as que precisam manter esse documento atualizado e disponível.

Cumprir as normas de segurança não é apenas uma exigência legal, mas também uma forma de garantir um ambiente de trabalho mais seguro e minimizar impactos ambientais. 

Se sua empresa trabalha com produtos químicos, certifique-se de estar em conformidade com as regulamentações para evitar sanções e promover a segurança de todos os envolvidos.

Agora que você sabe quais empresas são obrigadas a FDS, avalie se sua empresa está cumprindo todas as normas e garanta que seus colaboradores tenham acesso às informações de segurança necessárias!

Conformidade regulatória química no contexto multinacional: como atender diversas normas

A conformidade regulatória química é um desafio constante para empresas que operam em diferentes países. 

Cada país tem suas próprias regulamentações, exigindo que as organizações mantenham um rigoroso controle sobre seus produtos, processos e documentações. 

Neste artigo, serão abordadas as melhores práticas para garantir o compliance e como se adaptar a um cenário regulatório global em constante evolução.

O que é conformidade regulatória química?

A conformidade regulatória química envolve o cumprimento das  regulamentações legais e padrões técnicos relacionados à produção, armazenamento, transporte de produtos químicos e o descarte de resíduos. 

Essas regras são estabelecidas em normas e decretos de cada país, criadas pelas organizações competentes, para garantir a segurança à saúde humana e ao meio ambiente.

Para multinacionais ou empresas que importam e exportam seus produtos, as exigências regulatórias podem variar significativamente entre os mercados. O que é permitido em um país pode ser restrito ou proibido em outro, tornando essencial uma estratégia de gestão regulatória eficaz e bem planejada.

Principais regulamentações para documentação de segurança química

REACH/CLP (União Europeia)

O Regulamento de Registro, Avaliação, Autorização e Restrição de Produtos Químicos (REACH) é uma legislação da União Europeia que exige que as empresas registrem todas as substâncias químicas fabricadas ou importadas em quantidades superiores a uma tonelada por ano. 

A norma CLP Europeia (Regulamento (CE) nº 1272/2008) é um regulamento que estabelece um sistema de classificação, rotulagem e embalagem de substâncias e misturas químicas. O objetivo principal desse regulamento é garantir a proteção da saúde humana e do meio ambiente, além de facilitar o comércio internacional, criando uma harmonização entre os critérios de classificação de produtos químicos em toda a Europa.

O CLP (Classificação, Rotulagem e Embalagem) está alinhado com o Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS), estabelecido pelas Nações Unidas, no entanto, apresenta suas particularidades. Exige que as substâncias e misturas químicas sejam classificadas com base nos seus perigos físicos, à saúde e ao meio ambiente, e que essa informação seja apresentada de maneira clara e padronizada nos rótulos e nas fichas de dados de segurança (SDS).

A norma CLP abrange, entre outros aspectos:

  1. Classificação de substâncias e misturas: Define os critérios para categorizar os produtos com base em perigos, como inflamabilidade, toxicidade, corrosividade, entre outros.
  2. Rotulagem: Exige que os rótulos dos produtos químicos contenham informações importantes, como símbolos de perigo, palavras de advertência, frases de perigo (H) e precaução (P).
  3. Embalagem: Estabelece requisitos sobre como as embalagens de produtos químicos devem ser projetadas para garantir a segurança no manuseio e transporte.

A falta de conformidade pode resultar em multas e restrição de mercado.

OSHA HazCom (EUA)

O Hazard Communication Standard (HAZCOM), formalmente conhecido como 29 CFR 1910.1200, é uma regulamentação emitida pela Occupational Safety and Health Administration (OSHA) nos Estados Unidos. 

Seu principal objetivo é garantir que empregadores e trabalhadores sejam informados sobre os perigos dos produtos químicos utilizados no local de trabalho e sobre as medidas de proteção adequadas. 

Esta norma busca proteger os trabalhadores, estabelecendo requisitos para a comunicação de informações sobre perigos químicos por meio de rótulos e Fichas com Dados de Segurança (SDS – Safety Data Sheets).

Principais aspectos do HAZCOM:

  • Avaliação de Perigos: O HAZCOM exige que fabricantes e importadores de produtos químicos avaliem os perigos de seus produtos. Essa avaliação abrange os riscos à saúde (toxicidade aguda e crônica, irritação, sensibilização, carcinogenicidade, etc.) e os perigos físicos (inflamabilidade, explosividade, reatividade, etc.).
  • Rótulos: Os empregadores devem garantir que os recipientes de produtos químicos perigosos sejam rotulados, marcados ou etiquetados com a identidade do produto e avisos de perigo apropriados. Os rótulos devem incluir palavras de advertência, pictogramas de perigo, declarações de perigo e precauções. O HAZCOM alinhou-se com o Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS) para padronizar esses elementos.
  • Safety Data Sheet (SDS): Os fabricantes e distribuidores devem desenvolver e fornecer SDS para cada produto químico perigoso. As SDS são documentos abrangentes que detalham as propriedades físicas e químicas do produto, os perigos associados, às medidas de segurança para manuseio e armazenamento, os procedimentos de emergência, informações toxicológicas e outros dados relevantes. O HAZCOM também adotou um formato de 16 seções para as SDS, alinhado com o GHS.

O HAZCOM visa garantir que os trabalhadores conheçam e possam compreender os riscos associados aos produtos químicos que utilizam. Sua harmonização com o GHS fortaleceu ainda mais a comunicação de perigos, facilitando o comércio internacional e promovendo uma maior consistência na informação sobre segurança química em escala global.

Decreto 57 (Chile)

O Decreto Supremo nº 57 (DS57) representa um marco fundamental na legislação chilena, estabelecendo o Regulamento de Classificação, Rotulagem e Notificação de Substâncias Químicas e Misturas Perigosas. 

Este decreto tem como objetivo principal implementar de forma abrangente os princípios do Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS) no país. 

Assim como o GHS em sua essência, o DS57 busca aprimorar a segurança no manuseio de produtos químicos, facilitar o comércio e garantir uma comunicação eficaz dos perigos associados a essas substâncias. 

Ele estabelece critérios unificados para a classificação de produtos químicos com base em seus riscos à saúde, segurança física e ao meio ambiente, seguindo a estrutura do GHS.

Principais pilares do Decreto 57:

  • Rótulos: Exige que os rótulos contenham pictogramas internacionalmente reconhecidos, palavras de advertência claras e frases de perigo e precaução concisas, facilitando a imediata identificação dos riscos.
  • Fichas com Dados de Segurança (FDS/SDS/HDS): Adota o formato único para as FDS, fornecendo informações detalhadas sobre as propriedades do produto químico, seus perigos, medidas de segurança, procedimentos de primeiros socorros e informações sobre descarte adequado.

O DS57 adota o formato único para as Fichas com Dados de Segurança (FDS), também conhecido como HDS (Hoja de Datos de Seguridad)

Essas fichas fornecem informações detalhadas sobre as propriedades do produto químico, seus perigos, medidas de segurança no manuseio e armazenamento, procedimentos de primeiros socorros em caso de emergência e informações sobre descarte adequado. 

A uniformidade do formato das FDS, conforme preconizado pelo GHS e incorporado pelo DS57, garante que todas as partes interessadas tenham acesso a informações fundamentais de segurança de maneira clara e organizada. 

Embora o DS57 seja a principal legislação chilena que implementa o GHS, é importante notar que a adoção completa e a fiscalização podem envolver a atuação de diferentes órgãos regulatórios dentro do país. 

A implementação do DS57 no Chile demonstra o compromisso do país em alinhar suas práticas de segurança química com os padrões internacionais, visando a proteção da saúde humana e do meio ambiente, além de promover a segurança no trabalho e facilitar o comércio de produtos químicos. 

GHS (Global)

O GHS (Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos) foi desenvolvido pelas Nações Unidas com o objetivo de criar uma abordagem internacionalmente harmonizada para a classificação e rotulagem de produtos químicos. 

O GHS busca melhorar a segurança no manuseio de produtos químicos e facilitar o comércio internacional, estabelecendo critérios claros para a comunicação de riscos químicos, tanto em termos de rotulagem quanto nas fichas com dados de segurança (FDS).

Principais objetivos do GHS:

  1. Classificação Unificada: O GHS fornece critérios específicos para classificar os produtos químicos com base nos riscos que representam para a saúde humana, segurança física e o meio ambiente.
  2. Rotulagem Padronizada: O sistema exige que os rótulos dos produtos químicos incluam pictogramas padronizados, palavras de advertência, frases de perigo e precaução, facilitando a identificação e comunicação dos riscos.
  • Fichas com Dados de Segurança (FDS): O GHS define um formato único para as FDS, que deve ser fornecido junto aos produtos químicos, contendo informações detalhadas sobre os riscos, medidas de segurança, primeiros socorros, entre outros.

O GHS foi adotado por muitos países e é uma ferramenta essencial para aprimorar a segurança química em escala global.

Embora seja um padrão internacional, sua implementação pode variar de acordo com as regulamentações e práticas de cada país.

Principais desafios 

Empresas que atuam em múltiplas regiões enfrentam diversos desafios para garantir a conformidade regulatória.

Divergência de Regulamentações

Diferentes jurisdições possuem requisitos distintos para registro, rotulagem e segurança de produtos químicos. 

Empresas precisam estar capacitadas, atualizadas e acompanhar essas mudanças constantemente para evitar divergência regulatória.

Complexidade na cadeia de suprimentos

Muitos produtos envolvem matérias-primas de múltiplos fornecedores e atravessam diversas fronteiras. É fundamental verificar cada etapa dessa cadeia para assegurar que todas atendem as normas do destino final.

Necessidade de monitoramento contínuo

As regulamentações estão em constante atualização. Empresas precisam manter equipes dedicadas ou contar com empresas especializadas para acompanhar mudanças regulatórias em cada mercado onde atuam.

Melhores práticas para garantir a conformidade

Garantir a conformidade regulatória química no contexto multinacional exige a adoção de estratégias eficazes para gerenciar riscos e processos. 

Algumas das principais abordagens incluem:

Implementar um sistema de gerenciamento da documentação

Softwares especializados automatizam a gestão das documentações de segurança química para cada mercado, reduzindo erros e garantindo que todas as exigências sejam cumpridas.

Manter um banco de dados atualizado

Centralizar informações sobre substâncias químicas, fornecedores e regulamentações facilita a rastreabilidade e a geração de relatórios exigidos pelas autoridades.

Criar um plano de ação para mudanças regulatórias com parcerias estratégicas.

Com a frequente atualização das normas, possuir uma empresa parceira especialista no assunto é o plano de ação o que permite que a empresa se adapte rapidamente a novos requisitos, reduzindo custos e aumentando a eficiência no cumprimento das normas..

Conclusão

A conformidade química para multinacional é um processo complexo, que exige estudo contínuo às regulamentações locais e internacionais. 

Empresas que adotam uma abordagem proativa, investem em tecnologia, treinamento e mantêm uma rede de suporte estratégica têm maior facilidade para atender exigências e se manterem competitivas no mercado global. 

Ao seguir as melhores práticas, as organizações reduzem riscos e garantem operações seguras e sustentáveis.

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ANVISA Publica Novas Resoluções para Regulamentação de Materiais Plásticos em Contato com Alimentos

Em fevereiro de 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) publicou duas novas resoluções que alteram normativas anteriores referentes a substâncias utilizadas na fabricação de embalagens e equipamentos plásticos em contato com alimentos. As resoluções trazem atualizações importantes para o setor, com ênfase na inclusão de novas substâncias na lista positiva de monômeros, polímeros e aditivos autorizados, além de especificações e restrições de uso. As novas resoluções são: RDC Nº 961/2025 e RDC Nº 963/2025.

RDC Nº 961/2025 – Alterações na Lista de Monômeros e Polímeros

A RDC Nº 961/2025 altera a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 56, de 16 de novembro de 2012, que dispõe sobre a lista positiva de monômeros e outras substâncias iniciadoras, além dos polímeros permitidos na fabricação de embalagens e equipamentos plásticos em contato com alimentos. As alterações mais relevantes são as seguintes:

  • Inclusão do Éter Diglicidílico de Tetrametil Bisfenol F (TMBPF-DGE): A substância, identificada pelo número CAS 113693-69-9, foi adicionada à lista de monômeros e substâncias iniciadoras autorizadas. Este composto é importante para a fabricação de materiais plásticos, possuindo propriedades que garantem a estabilidade e a durabilidade das embalagens.
  • Inclusão da Poliamida-imida 2 (PAI-2): A poliamida-imida 2, identificada como poli-N-(4,4′-difenilmetano trimelitamida imida), foi incluída na lista de polímeros autorizados. Este polímero é produzido pela reação de 4,4′-diaminodifenilmetano com cloreto de benzoíla-3,4-anidrido dicarboxílico, sendo utilizado em materiais plásticos que entram em contato com alimentos devido às suas características de resistência.

RDC Nº 963/2025 – Alterações na Lista de Aditivos

A RDC Nº 963/2025 altera a Resolução RDC nº 326, de 3 de dezembro de 2019, que estabelece a lista positiva de aditivos para materiais plásticos e revestimentos poliméricos em contato com alimentos. A principal alteração trazida por esta nova resolução refere-se à inclusão de duas substâncias na lista de aditivos com restrições de uso e especificações detalhadas:

  • Fosfato de prata/magnésio/sódio/boro (silver glass): Essa substância foi adicionada à lista de aditivos autorizados com restrições de uso, ou seja, poderá ser utilizada apenas em determinadas concentrações e condições específicas.
  • Dietilaminoetanol (Nº CAS 100-37-8): Esta substância também foi incluída na lista com restrições de uso, visando garantir a segurança alimentar, respeitando limites estabelecidos pela ANVISA.

Acesso às Resoluções

Para obter mais detalhes sobre as novas inclusões e as especificações e restrições associadas a cada substância, as resoluções completas podem ser acessadas diretamente nos links abaixo:

A importância de implementar um sistema de gestão de documentos de produtos químicos

A gestão eficiente dos documentos relacionados a produtos químicos é essencial para garantir conformidade regulatória, segurança no ambiente de trabalho e otimização de processos internos. 

Implementar um sistema de gestão de documentos de produtos químicos adequado trará resultados positivos  para empresas que lidam com substâncias químicas diariamente.

Neste artigo, abordaremos os principais passos para a implementação deste sistema, seus benefícios e boas práticas para maximizar sua eficiência.

O que é um sistema de gestão de documentos de produtos químicos?

Um sistema de gestão de documentos de produtos químicos é uma plataforma ou metodologia que permite o armazenamento, organização, atualização e acesso rápido às informações essenciais sobre os produtos  químicos. 

Esse sistema pode ser digital ou físico, embora a digitalização seja a opção mais eficiente, rápida e segura.

Benefícios de um sistema de gestão de documentos de produtos químicos

  • Conformidade com normas regulatórias: Manter documentos atualizados conforme exigências de órgãos reguladores e fiscalizadores, como o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE,  ANVISA e o IBAMA,).
  • Segurança operacional: Acesso as fichas de segurança atualizadas e instruções de manuseio reduz riscos de acidentes.
  • Otimização do tempo: Facilita a rápida busca e consulta de informações, melhorando a produtividade.
  • Redução de erros: Minimiza falhas humanas ao manter registros organizados e acessíveis ou ainda a perda de material.
  • Sustentabilidade: Digitalizar documentos reduz a necessidade da utilização de papel e contribui para práticas mais sustentáveis.

Passo a passo para implementação

Levantamento e classificação dos documentos

O primeiro passo é identificar quais documentos precisam ser gerenciados. Entre os principais estão:

  • Fichas com Dados de Segurança (FDS);
  • Fichas de emergência;
  • Licenças e autorizações de órgãos reguladores;
  • Relatórios de auditoria ambiental;
  • Instruções de armazenamento e manuseio.

Após a identificação, é fundamental classificá-los conforme sua relevância, periodicidade e necessidade de atualização e acessibilidade necessária.

Escolha da ferramenta de gestão

Para garantir eficiência, optar por um software de sistema de gestão de documentos de produtos químicos será uma excelente escolha. 

Alguns critérios a serem avaliados ao escolher uma ferramenta incluem:

  • Compatibilidade com as normas vigentes;
  • Interface intuitiva e de fácil usabilidade;
  • Opções de backup e segurança da informação;
  • Controle de acessos para diferentes usuários;
  • Funcionalidade de alertas para vencimento de documentos;
  • O mecanismo e a facilidade do sistema para atualização dos documentos.

Digitalização e organização dos arquivos

Se os documentos ainda estiverem em formato físico, é necessário cadastrá-los no sistema.

O ideal é estabelecer uma estrutura padronizada para nomeação,facilitando futuras consultas. 

Além disso, é importante definir políticas de atualização e revisão periódica dos documentos para evitar o uso de informações desatualizadas.

Treinamento da equipe

Um sistema de gestão de documentos de produtos químicos será eficiente apenas se os colaboradores souberem utilizá-lo corretamente. 

Portanto, invista nos treinamentos para os funcionários responsáveis pela inserção, atualização e consulta dos documentos.

O treinamento deve abordar:

  • Como acessar e utilizar o sistema;
  • Procedimentos para atualização e consulta nos documentos publicados;
  • Medidas de segurança para evitar vazamentos de informações;
  • Responsabilidades individuais na gestão dos documentos.

Integração com outras áreas

A gestão documental não deve ser isolada. Integrar o sistema de gestão de documentos de produtos químicos com outras áreas, como segurança do trabalho, meio ambiente e compliance, potencializa a eficiência e assegura que todos os setores tenham acesso às informações necessárias.

Por exemplo, a equipe de segurança pode consultar rapidamente as FDS para orientar os funcionários sobre o manuseio correto de substâncias químicas, enquanto o setor jurídico pode acessar documentos regulatórios para evitar penalidades.

Desafios na implementação e como superá-los

A adoção de um sistema de gestão de documentos de produtos químicos pode enfrentar alguns desafios, custos iniciais e aprendizado técnico.

Para superar esses desafios:

  • Engaje a equipe: Destaque a importância do sistema e os benefícios que ele traz para a rotina de trabalho.
  • Escolha uma ferramenta escalável: Prefira um sistema que acompanhe o crescimento da empresa e se adapte às novas demandas.
  • Invista em suporte técnico: Contar com uma equipe especializada na implementação ajuda a minimizar desafios operacionais.
  • Elabore um plano de transição: Migre os documentos de forma gradual para minimizar impactos na rotina da empresa ou contrate uma empresa especializada para cadastrar seus produtos.

Conclusão

A implementação de um sistema de gestão de documentos de produtos químicos é uma decisão estratégica para empresas que lidam com substâncias químicas. 

Além de garantir conformidade regulatória, esse sistema fortalece a segurança, aprimora a eficiência e organiza os processos internos.

Seguindo as etapas descritas neste artigo, sua empresa poderá adotar uma solução robusta e eficiente, reduzindo riscos e otimizando a gestão documental de produtos químicos.

Gestão de documentos químicos: conheça as soluções Intertox para a segurança da sua empresa 📃⚗️

A Intertox é referência nacional na gestão de riscos químicos, toxicológicos e ambientais, oferecendo soluções completas para garantir a conformidade regulatória, a segurança da equipe e a eficiência operacional da sua empresa. 

Confira algumas das principais soluções:

📌 Elaboração e gestão de documentação de segurança

  • FDS (Ficha com Dados de Segurança): Geração automatizada de FDS em diversos idiomas, garantindo conformidade regulatória com vários países como Brasil, Chile, Estados Unidos e países da Comunidade europeia
  • Rótulos e Comunicação de Perigos: Criação de rótulos personalizados e alinhados às normas nacionais e internacionais.

📌 Software de gestão de produtos químicos

  • Plataforma SafetyChem: Solução web para o gerenciamento completo de documentos e informações sobre produtos químicos.
  • Cálculos automáticos de classificação: Identificação de perigos automática a partir de sua composição química,conforme o GHS, NBR 10004, NFPA 704 e outras normas.
  • Controle de versão e arquivamento: Fácil e detalhado histórico para auditorias e rastreabilidade.

📌 Segurança no transporte de produtos perigosos

  • Consultoria especializada para o cumprimento das regulamentações do transporte de substâncias perigosas.
  • Análises de risco para minimizar impactos à saúde humana, meio ambiente e segurança pública.

📌 Acesso seguro e gestão inteligente de dados

  • Login SSO e controle de acesso: Segurança reforçada com autenticação integrada e restrições de IP.
  • Base de substâncias reguladas: Acesso a dados regulatórios atualizados e listagens personalizadas.
  • Relatórios Gerenciais: Extração de informações estratégicas para tomada de decisões mais assertivas.

Conte com a expertise de uma  equipe multidisciplinar e a tecnologia de ponta da Intertox, garantindo soluções seguras, eficazes e totalmente alinhadas às legislações vigentes.

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Polícia Federal atualiza Manual Técnico para importação do arquivo do mapa

Em 03 de janeiro de 2025 a Polícia Federal atualizou o Manual Técnico para a versão 1.1, listando os requisitos para importação arquivo texto (.txt) compatível com a importação desses dados para o SIPROQUIM2 (sistema da Polícia Federal de múltiplos softwares para controle e fiscalização de produtos químicos).

Na data de 17/02/2025 foi disponibilizado dentro do sistema “Siproquim2 – Módulo Mapas” um “Validador TXT Novo” que servirá de ferramenta para as empresas testarem se a estrutura do novo arquivo TXT está dentro das novas especificações.

A partir de 31 de março de 2025 os mapas devem ser entregues no sistema atual. A partir de 01 de abril de 2025 as entregas dos mapas deverão ser conforme o padrão especificado no Manual Técnico V1.1.

Para acesso ao Manual Técnico V1.1 acesse aqui.