Toxicologia Social: Crack, flagelo disseminado
A propósito da pertinência da parceria proposta à Sociedade sobre criar uma grande frente de Saúde Pública através do SUS para o enfrentamento do problema do crack no Brasil duas notícias, veiculadas respectivamente no Jornal “O Estado de São Paulo” e na “Revista da Folha” de 18/09/2011 apontam para a urgência da efetivação dessas ações.
A faixa etária dos usuários de crack e o perfil do usuário mudou nessas últimas três décadas em que o mundo assistiu ao aparecimento dessa forma de uso da cocaína que, por ser passível de ser fumada, acrescenta gravidade substancial ao já altíssimo potencial de abuso que a cocaína na forma de sal apresenta. Além de crianças e jovens das metrópoles do Brasil e de outros países das Américas e do mundo, o uso por trabalhadores rurais do Estado de São Paulo que já foi matéria da mídia e, agora, aqueles do interior nordestino corrobora esse aspecto ubíquo que a dependência ao crack parece impor.
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TOXICOLOGIA – Segurança de materiais que entram em contato com alimentos: estamos atualizados?
O mercado de embalagens para alimentos tem passado por processo de célere desenvolvimento nas últimas décadas. A importância em se estabelecer um controle eficiente sobre os inúmeros componentes associados à fabricação de materiais que entram em contato com alimentos, bem como o perfil de segurança de tais materiais, necessita de atenção especial, uma vez que as substâncias empregadas podem migrar para os alimentos, representando potenciais riscos à saúde.
No contexto de substâncias potencialmente presentes em alimentos, organizações internacionais realizam avaliações de risco, com o objetivo de estabelecer segurança, condições de uso e limites considerados aceitáveis. O comitê científico das Nações Unidas e da Organização Mundial de Saúde (OMS), Joint FAO/WHO Expert Committee on Food Additives (JECFA), é responsável pelos trabalhos de Avaliação de Segurança/Risco no contexto de alimentos, e, publica periodicamente monografias e relatórios toxicológicos com resultados das avaliações, cabendo a cada país atualizar suas listas permissivas e seus padrões de segurança.
Ecotoxicologia: Os efeitos do homem no ecossistema
“A civilização tem isto de terrível: o poder insdiscriminado do homem abafando os valores da natureza”. Há 24 anos, o emérito Prof. Dr. Miguel Reale, em seu livro Memórias, já traduzia em brilhantes palavras o prejuízo da Natureza frente ao poderio humano.
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EPA divulga lista de substâncias que deverão ser avaliadas quanto aos potenciais efeitos tóxicos no sistema endócrino
Os atuais limites de exposição estabelecidos são seguros?
A EPA (Environmental Protection Agency) instituiu uma nova lista com 134 substâncias que deverão ser avaliadas quanto aos potenciais efeitos no sistema endócrino. Após consulta pública, serão emitidas ordens de avaliação aos fabricantes e responsáveis por registro dos produtos, obrigando-os a gerar informações sobre a interferência dos agentes químicos em vias do sistema endócrino, incluindo distúrbios estrogênicos, androgênicos e da tireóide.
Toxicologia: Resíduos na indústria de detergentes e corantes, um aliado para a medicina
Todos os anos, as fábricas que produzem um ingrediente principal usado em corantes e detergentes geram 500 bilhões de galões de águas residuais tóxicas.
Segundo pesquisas realizadas na China, os resíduos gerados por essas indústrias podem ser muito úteis para a medicina. Os pesquisadores desenvolveram um processo para transformar os resíduos em um medicamento utilizado para tratar a tuberculose multi-resistente.