Safety Data Sheet (SDS): o que é e como elaborar o documento?
A Safety Data Sheet (SDS), conhecida no Brasil como Ficha com Dados de Segurança (FDS), é um dos pilares da gestão segura de produtos químicos.
Com a atualização da ABNT NBR 14725:2023 e a obrigatoriedade da nova FDS a partir de julho de 2025, torna-se essencial que as empresas estejam adequadas às novas exigências para evitar sanções, proteger trabalhadores e garantir conformidade ambiental e ocupacional.
O que é a Ficha com Dados de Segurança (FDS)
A Ficha com Dados de Segurança (FDS) é um documento técnico que reúne informações detalhadas sobre as propriedades de substâncias e misturas químicas, incluindo:
- Identificação do produto e do fornecedor;
- Riscos à saúde e ao meio ambiente;
- Medidas preventivas de segurança;
- Procedimentos de emergência e descarte adequado.
Seu principal objetivo é garantir o uso seguro de produtos químicos, protegendo trabalhadores, consumidores e o meio ambiente, além de atender à legislação brasileira e aos padrões internacionais do Sistema Globalmente Harmonizado (GHS).
FDS (antiga FISPQ), MSDS e SDS: diferenças e atualizações
Os termos FISPQ, MSDS e SDS representam fases distintas da evolução normativa da comunicação de perigo químico:
| Termo | Significado | Base legal / normativa | Situação atual |
| FISPQ | Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico | ABNT NBR 14725:2014 | Substituída pela FDS em 2023 |
| MSDS | Material Safety Data Sheet | Utilizada antes do GHS (EUA e outros países) | Desatualizada |
| SDS / FDS | Safety Data Sheet / Ficha com Dados de Segurança | ABNT NBR 14725:2023 (GHS ONU Rev. 7) | Vigente no Brasil e obrigatória até julho/2025 |
A ABNT NBR 14725:2023 substituiu oficialmente o termo FISPQ por FDS, alinhando o Brasil ao formato internacional SDS (Safety Data Sheet).
Essa atualização exige que todas as empresas que produzem, importam ou comercializam produtos químicos revisem seus documentos e adotem o novo modelo padronizado.
O que mudou com a ABNT NBR 14725:2023
A nova norma trouxe mudanças significativas que impactam diretamente a elaboração e atualização da FDS:
1. Atualização do GHS
A norma adota a 7ª Revisão do Purple Book da ONU, ampliando critérios de classificação de perigos físicos, à saúde e ambientais.
2. Estrutura atualizada
Mantém-se o formato com 16 seções, mas com ajustes na ordem, conteúdo e terminologias para adequação global.
3. Prazo de transição
Empresas tiveram até 1º de julho de 2025 para substituir suas antigas FISPQs por FDS atualizadas.
4. Inclusão de novas informações
Passam a ser obrigatórios dados complementares, como:
- Identificadores únicos de composição (UIC);
- Fontes de dados toxicológicos e ecotoxicológicos;
- Data de elaboração e revisão visível na Seção 16;
- Compatibilidade com rótulos GHS atualizados.
Estrutura da Ficha com Dados de Segurança (FDS)
A FDS deve seguir a estrutura harmonizada do GHS, composta por 16 seções padronizadas.
Confira:
| Seção | Conteúdo principal |
| 1 | Identificação do produto e da empresa |
| 2 | Identificação de perigos |
| 3 | Composição/informações sobre os ingredientes |
| 4 | Medidas de primeiros socorros |
| 5 | Medidas de combate a incêndio |
| 6 | Medidas de controle para derramamento ou vazamento |
| 7 | Manuseio e armazenamento |
| 8 | Controle de exposição e proteção individual |
| 9 | Propriedades físicas e químicas |
| 10 | Estabilidade e reatividade |
| 11 | Informações toxicológicas |
| 12 | Informações ecológicas |
| 13 | Considerações sobre destinação final |
| 14 | Informações sobre transporte |
| 15 | Informações sobre regulamentações |
| 16 | Outras informações, incluindo data de elaboração e revisão |
Essas seções garantem uma padronização internacional, facilitando a comunicação e o comércio seguro de produtos químicos.
Importância da FDS para a segurança e conformidade

A Ficha com Dados de Segurança (FDS) é um documento de gestão integrada de riscos químicos, com funções que vão além da simples obrigação legal:
- Prevenção de acidentes: reduz riscos de exposição e contaminação.
- Capacitação de trabalhadores: fornece base para treinamentos e manuseio seguro.
- Conformidade regulatória: evita multas e autuações ambientais.
Gestão sustentável: contribui para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e práticas de ESG.

Como elaborar uma Ficha com Dados de Segurança (FDS)
A elaboração de uma FDS deve seguir critérios técnicos e regulatórios rigorosos.
Veja as principais etapas:
1. Coleta de informações
Reúna dados sobre a composição química, propriedades físico-químicas, toxicidade, reatividade e impacto ambiental.
2. Classificação de perigo
Aplique os critérios do GHS ONU Rev.7, de acordo com a ABNT NBR 14725:2023, e defina as frases de perigo e precaução correspondentes.
3. Elaboração das 16 seções
Redija cada seção com base em dados técnicos e em linguagem clara, conforme exigências da norma.
4. Revisão técnica e validação
A FDS deve ser revisada por profissionais qualificados em toxicologia, segurança química e regulamentação.
5. Atualização periódica
A atualização é obrigatória sempre que houver:
- Nova informação sobre perigos;
- Alteração de composição;
- Atualização normativa.
Consequências do não cumprimento
Empresas que não se adequarem até julho de 2025 podem enfrentar:
- Autuações e multas ambientais (Lei nº 9.605/1998);
- Embargo de produtos químicos por não conformidade com o GHS;
- Riscos trabalhistas por falta de informação adequada sobre perigos.
Por isso, manter a FDS em conformidade é uma exigência técnica e estratégica.
Boas práticas para gestão de FDS em empresas químicas
- Utilize um sistema digital de controle e armazenamento das FDS;
- Garanta que o documento esteja disponível para todos os trabalhadores;
- Treine as equipes com base nas informações das FDS;
- Revise periodicamente as fichas em conjunto com a área de segurança e meio ambiente.
Ficha com Dados de Segurança (FDS) e sustentabilidade
A FDS também contribui para estratégias de ESG e responsabilidade ambiental, pois orienta sobre descarte correto, transporte seguro e minimização de impactos ambientais.
Empresas que integram a gestão de produtos químicos ao seu sistema de sustentabilidade reduzem riscos operacionais e reforçam sua reputação no mercado.
Conclusão
Com a ABNT NBR 14725:2023 e a obrigatoriedade da nova Ficha com Dados de Segurança (FDS) até julho de 2025, as empresas precisam agir rapidamente para garantir conformidade, segurança e credibilidade.
A FDS deixou de ser apenas um requisito documental — é agora uma ferramenta estratégica de gestão de risco químico, sustentabilidade e compliance.
Garanta conformidade com o apoio da Intertox
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Nova sistemática substitui Guia de Tráfego Eletrônica e moderniza controle de PCE
Com o propósito de modernizar e tornar mais eficiente o controle do transporte de Produtos Controlados pelo Exército (PCE), a Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC) iniciou a implementação de uma nova sistemática para emissão da Guia de Tráfego Pessoa Jurídica (PJ). Essa iniciativa visa substituir a atual Guia de Tráfego Eletrônica (GTE) e os selos holográficos, oferecendo maior rastreabilidade, segurança e agilidade nas operações.

Entre as principais inovações, destacam-se:
- A validação por QR Code: permitirá a verificação eletrônica e imediata da autenticidade da guia pelas autoridades fiscalizadoras, além do acesso a todas as informações registradas no sistema e identificação automática de eventuais inconformidades;
- Automatização das validações necessárias ao processo de emissão, como a checagem da validade do Certificado de Registro (CR), das atividades apostiladas, da habilitação da transportadora e da rota de destino informada;
- Integração via API: possibilitará a emissão automática das guias por meio de softwares próprios das empresas registradas, garantindo praticidade e redução de erros.
Com essa atualização, o Exército Brasileiro aprimora significativamente a segurança no controle do tráfego de produtos controlados, ao substituir de forma definitiva a Guia de Tráfego Eletrônica (GTE) e seus selos físicos por um sistema digital, automatizado e integrado. Essa nova abordagem fortalece a rastreabilidade das operações, reduz riscos de fraudes e extravios, e está alinhada às melhores práticas de segurança institucional e gestão pública.
Quais documentos toxicológicos são exigidos para exportar produtos químicos?
A exportação de produtos químicos exige muito mais do que uma boa logística e estratégia comercial. Para conquistar mercados internacionais com segurança, é essencial cumprir exigências regulatórias e ambientais — e, nesse contexto, os documentos toxicológicos para exportação são elementos indispensáveis.
Esses documentos garantem que os produtos exportados estejam em conformidade com normas internacionais de segurança, saúde ocupacional e proteção ambiental. Além disso, transmitem credibilidade aos parceiros comerciais e evitam retenções alfandegárias.
Neste artigo, você vai entender quais são os principais documentos toxicológicos para exportação, por que são exigidos, quais órgãos estão envolvidos e como tornar esse processo mais ágil com o suporte técnico correto.
Por que os documentos toxicológicos são exigidos na exportação?

Produtos químicos podem representar riscos à saúde humana e ao meio ambiente, principalmente durante o transporte e manuseio. Por isso, órgãos reguladores e aduanas de diversos países exigem documentos toxicológicos para exportação que comprovem a classificação de perigo, os cuidados de uso e as medidas de contenção em caso de acidentes.
Esses documentos têm duas funções principais:
- Informar riscos e orientações de segurança aos usuários e transportadores
- Atestar a conformidade com as normas técnicas e legais do país de destino
Empresas que não apresentam esses documentos podem enfrentar:
- Barreiras alfandegárias
- Multas e sanções
- Perda de reputação
- Devolução ou destruição da carga
Principais documentos toxicológicos exigidos para exportação
A seguir, conheça os documentos mais comuns exigidos no processo de exportação de produtos químicos:
1. FDS (Ficha com Dados de Segurança)
É o documento básico de segurança química. Apresenta informações sobre composição, perigos, medidas de emergência, armazenamento e descarte do produto.
A FDS deve estar em conformidade com a legislação e no idioma do país importador. Dependendo do país o Sistema Globalmente Harmonizado (GHS) ainda não é exigido.
2. Laudo toxicológico
É um relatório técnico que apresenta os resultados de análises laboratoriais sobre os perigos à saúde que determinado produto pode oferecer.
Pode incluir:
- Toxicidade aguda oral, dérmica e inalatória
- Potencial de irritação ocular e dérmica
- Mutagenicidade e toxicidade crônica
Esse é um dos documentos toxicológicos para exportação mais relevantes quando o país de destino exige avaliação de risco mais aprofundada.
3. Certificado de análise (CoA)
Documento que atesta os parâmetros físico-químicos do produto em um determinado lote. Embora não seja toxicológico, é frequentemente exigido em conjunto com os demais documentos regulatórios.
4. Classificação GHS e rótulo internacional
Muitos países exigem que os produtos estejam classificados conforme o GHS (Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos) e tenham rótulos padronizados, com símbolos de risco, frases de precaução e orientações específicas.
Tabela – Principais documentos toxicológicos para exportação
| Documento | Conteúdo Principal | Observação |
| FDS | Perigos, precauções, EPI, combate a incêndios | Deve estar traduzida para o idioma do destino |
| Laudo toxicológico | Toxicidade, irritação, efeitos crônicos | Requer laboratório especializado |
| Certificado de Análise (CoA) | Dados laboratoriais de qualidade e pureza | Emitido por fabricante ou laboratório |
| Rótulo GHS | Pictogramas, frases de perigo e precaução | Exigência de países que seguem o GHS |
Órgãos e normativas internacionais que impactam o processo
Empresas que desejam exportar produtos químicos precisam conhecer as exigências legais do país de destino. Veja os principais órgãos e regulamentações:
- Estados Unidos (EPA/OSHA): exigem FDS conforme padrão HazCom
- União Europeia (REACH/CLP): laudos toxicológicos detalhados e notificação prévia
- Mercosul: FDS padronizada segundo legislação dos países envolvidos.
- Canadá (WHMIS): requer FDS e rotulagem GHS
- China e Japão: exigem testes toxicológicos específicos para compostos restritos
Em muitos casos, a ausência dos documentos toxicológicos para exportação pode gerar bloqueio aduaneiro imediato, mesmo que outros documentos estejam em dia.
Como se preparar para exportar com conformidade toxicológica?
1. Faça uma análise completa do produto
Antes de qualquer movimentação comercial internacional, verifique se a formulação está dentro dos padrões exigidos pelo país de destino. Substâncias proibidas ou altamente reguladas podem inviabilizar a exportação.
2. Solicite os laudos com antecedência
A elaboração de documentos toxicológicos para exportação pode levar semanas, especialmente quando envolvem testes laboratoriais. Antecipe-se ao processo para não comprometer o cronograma logístico.
3. Atualize a FDS conforme o país importador
Mesmo que a empresa já possua uma FDS no Brasil, ela precisa ser adaptada aos padrões do destino, tanto em conteúdo quanto no idioma.
4. Conte com especialistas em toxicologia regulatória
Profissionais experientes vão ajudar a interpretar exigências técnicas e evitar retrabalhos. Além disso, asseguram que os documentos atendam simultaneamente à legislação nacional e internacional.
Quais empresas precisam desses documentos?
A exigência dos documentos toxicológicos para exportação se aplica a fabricantes e exportadores de:
- Solventes e produtos de limpeza industrial
- Fertilizantes e defensivos agrícolas
- Tintas, vernizes e resinas
- Lubrificantes e combustíveis
- Reagentes laboratoriais
- Produtos cosméticos com componentes químicos ativos
Mesmo empresas que terceirizam a fabricação devem apresentar esses documentos no momento da exportação.
Intertox – sua parceira em toxicologia e segurança regulatória
A Intertox é referência no Brasil em serviços de toxicologia aplicada, segurança química e regulação de produtos. Com experiência em mercados internacionais, oferecemos soluções completas para empresas que precisam emitir documentos toxicológicos para exportação com agilidade e conformidade.
Oferecemos:
- Emissão de FDS nos padrões GHS, REACH, CLP e outros
- Testes toxicológicos laboratoriais com metodologia validada
- Tradução técnica e revisão de rótulos internacionais
- Apoio técnico para REACH e notificações globais
Nosso time acompanha cada etapa do processo, do desenvolvimento à submissão dos documentos.
Conclusão
Exportar produtos químicos envolve uma série de obrigações técnicas, e os documentos toxicológicos para exportação são fundamentais nesse processo. Eles garantem a segurança dos produtos, o cumprimento da legislação internacional e o sucesso da operação comercial.
Com o suporte adequado, é possível tornar esse processo mais ágil, eficiente e seguro — abrindo portas para novos mercados e fortalecendo a imagem da sua empresa no cenário global.
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Como funciona o processo de classificação toxicológica no Brasil
A classificação toxicológica da Anvisa é uma etapa fundamental no controle, comercialização e uso seguro de produtos químicos no Brasil.
Esse processo tem como objetivo informar os riscos à saúde humana e ao meio ambiente, garantindo que fabricantes, importadores e usuários finais estejam cientes dos cuidados necessários.
Neste artigo, você entenderá como funciona o processo de classificação toxicológica da Anvisa, quais são as etapas envolvidas, os critérios utilizados, e como a sua empresa pode garantir total conformidade com a legislação vigente.
O que é a classificação toxicológica da Anvisa?
A classificação toxicológica da Anvisa é o sistema que categoriza produtos, especialmente agrotóxicos, defensivos agrícolas e outros químicos, de acordo com seu grau de toxicidade.
Esse processo é regulamentado no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e segue critérios estabelecidos pela legislação nacional e internacional.
O objetivo é proteger a saúde pública, os trabalhadores e o meio ambiente, fornecendo informações claras sobre os riscos associados a esses produtos.
Por que a classificação toxicológica da Anvisa é obrigatória?
A obrigatoriedade da classificação toxicológica Anvisa visa assegurar que produtos químicos sejam comercializados e utilizados com responsabilidade, minimizando riscos à saúde e ao meio ambiente.
Ela é exigida para:
- Registro de produtos na Anvisa;
- Renovação de registros;
- Importação de substâncias controladas;
- Atendimento às normas de segurança no trabalho (como NR-26);
- Rotulagem correta e elaboração da Ficha de Dados de Segurança (FDS).
Legislação que rege a classificação toxicológica
A classificação da Anvisa é baseada em diferentes normativas, entre elas:
- Lei nº 7.802/1989 – Lei dos Agrotóxicos;
- Decreto nº 4.074/2002 – Regulamenta a Lei nº 7.802;
- RDC nº 294/2019 – Define os critérios para avaliação toxicológica e rotulagem de produtos químicos.
Essas normas estabelecem os parâmetros e procedimentos necessários para avaliação e categorização toxicológica dos produtos no Brasil.
Aproveite para ler também: Avaliação e classificação toxicológica de Defensivos Agrícolas: De olho nos prazos e novos requisitos da ANVISA
Como funciona o processo de classificação
O processo de classificação toxicológica da Anvisa envolve várias etapas, que vão desde a análise documental até a avaliação dos dados de toxicidade.
Etapas principais:
1. Análise documental
- Coleta de informações sobre a composição do produto;
- Dados de pureza, impurezas e concentração dos ingredientes ativos;
- Informações prévias de testes toxicológicos.
2. Avaliação de dados toxicológicos
- Dados obtidos de estudos laboratoriais (in vivo e in vitro);
- Análise de toxicidade aguda, subcrônica, crônica, carcinogenicidade, mutagenicidade e toxicidade reprodutiva;
- Avaliação de efeitos à saúde humana e ao meio ambiente.
3. Categorização segundo a toxicidade
- Aplicação de critérios definidos pela RDC nº 294/2019;
- Definição da classe toxicológica.
4. Aprovação e registro
- Após a análise, a Anvisa valida a classificação, liberando o registro do produto com a devida categoria de risco.
Quais são as classes da classificação toxicológica da Anvisa?
A Anvisa classifica os produtos em quatro categorias, de acordo com o grau de toxicidade. Veja a tabela a seguir:
| Classe Toxicológica | Cor no Rótulo | Descrição do Risco |
| 1 | Vermelho | Extremamente tóxico |
| 2 | Amarelo | Altamente tóxico |
| 3 | Azul | Moderadamente tóxico |
| 4 | Verde | Pouco tóxico |
Essa classificação deve constar nos rótulos dos produtos e nas Fichas de Dados de Segurança (FDS), além de ser comunicada em todos os materiais técnicos e de segurança.
Quais critérios são avaliados?
A classificação toxicológica leva em consideração diversos parâmetros, entre eles:
- Toxicidade aguda: efeitos de curta duração (oral, dérmica, inalatória);
- Irritação cutânea e ocular;
- Corrosividade;
- Sensibilização dérmica;
- Mutagenicidade: potencial de causar mutações genéticas;
- Carcinogenicidade: potencial de provocar câncer;
- Toxicidade reprodutiva e desenvolvimento embrionário.
Além disso, também são analisadas as vias de exposição, como ingestão, contato dérmico e inalação.
Consequências da não conformidade com a classificação toxicológica
Empresas que não atendem aos requisitos da classificação toxicológica da Anvisa estão sujeitas a:
- Multas elevadas;
- Suspensão ou cancelamento de registros;
- Interdições de produtos ou estabelecimentos;
- Danos à reputação da marca;
- Riscos legais e ambientais.
Estar em conformidade não é apenas uma obrigação legal, mas uma medida essencial para segurança, sustentabilidade e competitividade no mercado.
Desafios para as empresas no processo de classificação toxicológica Anvisa
Empresas que lidam com produtos químicos frequentemente enfrentam desafios como:
- Complexidade na coleta de dados toxicológicos;
- Interpretação correta das normativas;
- Necessidade de testes adicionais em laboratórios especializados;
- Elaboração adequada de rotulagem e FDS;
- Atualização constante frente às mudanças regulatórias.
Por isso, contar com uma consultoria especializada é fundamental para conduzir o processo de maneira eficiente e segura.
Como a Intertox pode ajudar no processo de classificação toxicológica da Anvisa
A Intertox é referência nacional na área de gestão de riscos químicos e oferece soluções completas para empresas que precisam realizar a classificação toxicológica.
Nossas soluções incluem:
- Avaliação toxicológica completa;
- Preparação de dossiês para submissão à Anvisa;
- Desenvolvimento de Fichas de Dados de Segurança (FDS) e rotulagem conforme normas;
- Suporte técnico especializado em legislações nacionais e internacionais;
- Consultoria para adequação regulatória contínua.
Conclusão
A classificação toxicológica da Anvisa é um passo indispensável para qualquer empresa que comercialize ou manipule produtos químicos no Brasil.
Estar em conformidade significa garantir a segurança dos colaboradores, dos consumidores e do meio ambiente, além de evitar sanções legais e garantir a competitividade no mercado.
Precisa de apoio para realizar a classificação toxicológica Anvisa da sua empresa?
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O que a fiscalização exige sobre armazenamento de produtos perigosos
O armazenamento de produtos perigosos é uma atividade que demanda atenção, responsabilidade e, principalmente, o cumprimento de uma série de normativas técnicas e legais.
O não atendimento às normas de armazenamento de produtos perigosos pode gerar multas, interdições e riscos tanto para a saúde humana quanto para o meio ambiente.
Se sua empresa manipula, armazena ou transporta produtos químicos, este conteúdo é indispensável para entender o que a fiscalização exige e como garantir a conformidade.
O que são produtos perigosos?
Produtos perigosos são substâncias ou materiais que oferecem riscos à saúde, à segurança pública e ao meio ambiente, seja durante o armazenamento, manuseio ou transporte.
Eles incluem inflamáveis, corrosivos, tóxicos, explosivos, entre outros.
Por que as normas de armazenamento de produtos perigosos são tão importantes?
O correto armazenamento visa:
- Reduzir riscos de acidentes;
- Prevenir contaminações;
- Preservar a saúde dos trabalhadores;
- Atender às exigências legais e evitar penalidades.
Quais são as principais normas de armazenamento de produtos perigosos?
A legislação brasileira é bastante rigorosa quando se trata de normas de armazenamento de produtos perigosos. As principais são:
NR 26 – Sinalização de Segurança
Determina a identificação de produtos químicos, utilização de cores e rotulagem.
NR 20 – Inflamáveis e Combustíveis
Estabelece requisitos para o manuseio, armazenamento e transporte de líquidos combustíveis e inflamáveis.
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NBR 17505
Norma da ABNT que trata do armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis, com especificações de distanciamento, capacidade e segurança.
NBR 12235
Foca no armazenamento de produtos químicos incompatíveis.
Resolução ANTT 5.947/2021
Regulamenta o transporte de produtos perigosos, que também influencia práticas de armazenamento.
Normativas estaduais e municipais
Cada localidade pode ter exigências adicionais para o armazenamento seguro.
O que a fiscalização exige das empresas?
A fiscalização, conduzida por órgãos como Ministério do Trabalho, Corpo de Bombeiros, IBAMA e órgãos estaduais de meio ambiente, verifica uma série de aspectos. Veja abaixo os principais pontos analisados:
Documentação obrigatória
- Ficha de Dados de Segurança (FDS);
- Licenciamento ambiental;
- Projeto de combate a incêndio aprovado;
- Laudo de compatibilidade de produtos;
- Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR);
- Plano de emergência.
Estrutura física adequada
- Áreas segregadas para produtos incompatíveis;
- Contenção de derramamentos (bacias de contenção);
- Ventilação adequada;
- Piso impermeável;
- Acesso restrito e sinalizado.
Sinalização
- Placas de risco;
- Indicação dos produtos armazenados;
- Rotulagem conforme NR 26.
Treinamento de funcionários
- Procedimentos de emergência;
- Uso de EPIs;
- Manuseio e transporte interno seguro.
Controle de riscos
- Plano de combate a incêndio;
- Equipamentos de segurança funcionando;
- Inspeções periódicas e manutenção preventiva.
Tabela: Exigências das principais normas de armazenamento de produtos perigosos
| Norma | Aplicação | Exigências principais |
| NR 20 | Inflamáveis e combustíveis | Classificação, distanciamento, plano de emergência |
| NR 26 | Produtos químicos em geral | Rotulagem, cores, placas de sinalização |
| NBR 17505 | Líquidos inflamáveis e combustíveis | Contenção, ventilação, distâncias mínimas |
| NBR 12235 | Incompatibilidades químicas | Armazenamento segregado, separação física |
| Resolução ANTT 5.947 | Transporte e manuseio de produtos perigosos | Embalagem, sinalização, documentação |
| Normas estaduais/municipais | Varia conforme a localidade | Licenciamento específico, vistorias, requisitos locais |
Principais riscos de não cumprir as normas de armazenamento de produtos perigosos
- Multas que podem ultrapassar centenas de milhares de reais;
- Interdição das atividades pela fiscalização;
- Responsabilização civil e criminal por acidentes;
- Danos à reputação da empresa;
- Aumento de custos operacionais com emergências e indenizações.
Boas práticas para estar em conformidade
Classificação correta dos produtos
Realize a classificação de todos os produtos de acordo com suas características físico-químicas e riscos associados.
Análise de compatibilidade
Certifique-se de que produtos incompatíveis estejam armazenados separadamente para evitar reações perigosas.
Sinalização e rotulagem
Siga as exigências da NR 26 e das normas da ABNT para sinalizar e rotular corretamente.
Manutenção da estrutura
Garanta que pisos, paredes, sistemas de ventilação e contenção estejam sempre em bom estado.
Plano de emergência atualizado
Tenha procedimentos claros para vazamentos, incêndios e outras emergências, treinando a equipe periodicamente.
Consultoria especializada
Conte com uma empresa especializada, como a Intertox, que oferece suporte técnico e soluções para adequação às normas de armazenamento de produtos perigosos.
Como a Intertox pode ajudar sua empresa?
A Intertox é referência em gestão de produtos químicos e riscos ocupacionais. A empresa oferece:
- Assessoria na elaboração de FDS, rótulos e laudos técnicos;
- Consultoria para adequação às normas de armazenamento de produtos perigosos;
- Capacitação de colaboradores;
- Elaboração de projetos técnicos de armazenamento;
- Suporte no licenciamento ambiental e regularização.
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Conclusão
Estar alinhado às normas de armazenamento de produtos perigosos não é apenas uma exigência legal, mas também uma responsabilidade social e ambiental.
A conformidade protege seu negócio, seus colaboradores e o meio ambiente.
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