Toxicologia Social: Crack, flagelo disseminado

A propósito da pertinência da parceria proposta à Sociedade sobre criar uma grande frente de Saúde Pública através do SUS para o enfrentamento do problema do crack no Brasil duas notícias, veiculadas respectivamente no Jornal “O Estado de São Paulo” e na “Revista da Folha” de 18/09/2011 apontam para a urgência da efetivação dessas ações.

A faixa etária dos usuários de crack e o perfil do usuário mudou nessas últimas três décadas em que o mundo assistiu ao aparecimento dessa forma de uso da cocaína que, por ser passível de ser fumada, acrescenta gravidade substancial ao já altíssimo potencial de abuso que a cocaína na forma de sal apresenta. Além de crianças e jovens das metrópoles do Brasil e de outros países das Américas e do mundo, o uso por trabalhadores rurais do Estado de São Paulo que já foi matéria da mídia e, agora, aqueles do interior nordestino corrobora esse aspecto ubíquo que a dependência ao crack parece impor.

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Programas de Serviços Sustentáveis para MPMEs

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Paulista anuncia a realização do Workshop Programas de Serviços Sustentáveis para MPMEs, uma iniciativa que ocorrerá no Campus Indianópolis da Universidade Paulista nos dias 29 e 30 de maio de 2012. O workshop será dirigido pelo Dr. Luis E. Velázquez Contreras, Professor/Pesquisador da Universidad de Sonora e Professor Adjunto da University of Massachusetts Lowell.

O workshop oferece uma oportunidade para desenvolver as habilidades necessárias para implementar um programa de serviços sustentáveis para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). Ao mesmo tempo, estimula contatos e troca de idéias entre os participantes cujos interesses abrangem os grandes temas da Produção Mais Limpa e Prevenção à Poluição.

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Licenciamento ambiental municipal: São Bernardo do Campo assume a concessão de licenças

O Licenciamento Ambiental é um dos principais instrumentos de gestão instituído pela Política Nacional de Meio Ambiente (Lei Federal nº. 6938/81), caracterizando-se como um procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos, além de atividades que utilizam recursos ambientais considerados efetivos ou potencialmente poluidores que, sob qualquer forma, possam causar dano ambiental.

Assim, a Prefeitura do município de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, conforme divulgado em seu site na internet, assume, a partir 15 de fevereiro, o Sistema Municipal de Licenciamento Ambiental para atividades de impacto local, o que até então era de responsabilidade da Cetesb. Com isso, a cidade será a segunda do Grande ABC a conceder o documento. O lançamento do novo sistema foi feito pelo prefeito Luiz Marinho, durante solenidade no Salão Nobre do Paço Municipal, com a presença dos secretários de Gestão Ambiental, de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, de Administração, de Comunicação, do gerente da Agência Ambiental da Cetesb, e várias outras autoridades.

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Transformar a (consolidada) cultura do consumismo na (incipiente) cultura da sustentabilidade: como?

Não é preciso curso de pós-graduação para que qualquer um perceba, se se der a pensar, que ainda não existe a fórmula mágica para o ‘ crescimento’ interminável da economia e sua humanidade… Há séculos que esse crescimento tem sido tomado como abastança de bens materiais, riquezas sólidas, e sua fruição, só isso. O planeta Terra é finito, e ainda não temos (teremos?) tecnologia para trazer bens de outros corpos celestes. O que fazer quando tudo estiver acabando? Mudaremos as tecnologias de produção e consumo antes? As sociedades se adaptam? Nada disso acontecerá de chofre, os processos são paulatinos? O planeta tem homeostase de sobra para se desintoxicar? O catastrofismo é libelo dos chatos? O progresso e o desenvolvimento são inclusivos e democratizantes? São muitas as perguntas, não é mesmo, e outras tantas podem facilmente ser entabuladas. Temos também contribuído para a questão com algumas reflexões, como Shopping Center – Centro de Consumo Totêmico: pressão de risco à sustentabilidade e Endossustentação para a sustentabilidade.

Um tanto de esclarecimento a tal cipoal seguramente pode ser encontrado nas páginas do Estado do Mundo 2010 – Transformando Culturas Do Consumismo à Sustentabilidade.

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TOXICOLOGIA – Segurança de materiais que entram em contato com alimentos: estamos atualizados?

O mercado de embalagens para alimentos tem passado por processo de célere desenvolvimento nas últimas décadas. A importância em se estabelecer um controle eficiente sobre os inúmeros componentes associados à fabricação de materiais que entram em contato com alimentos, bem como o perfil de segurança de tais materiais, necessita de atenção especial, uma vez que as substâncias empregadas podem migrar para os alimentos, representando potenciais riscos à saúde.

No contexto de substâncias potencialmente presentes em alimentos,  organizações internacionais realizam avaliações de risco, com o objetivo de estabelecer segurança, condições de uso e limites considerados aceitáveis. O comitê científico das Nações Unidas e da  Organização Mundial de Saúde (OMS), Joint FAO/WHO Expert Committee on Food Additives (JECFA), é responsável pelos trabalhos de Avaliação de Segurança/Risco no contexto de alimentos, e, publica periodicamente monografias e relatórios toxicológicos com resultados das avaliações, cabendo a cada país atualizar suas listas permissivas e seus padrões de segurança.

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