Certificado de Registro (CR): O que sua empresa precisa saber sobre Produtos Controlados pelo Exército

Atuar no mercado com produtos controlados pelo Exército exige mais do que boas práticas operacionais: é preciso estar em conformidade regulatória completa. 

Neste artigo você encontrará um guia atualizado sobre o Certificado de Registro (CR) exigido para empresas que lidam com esses produtos — o que são, quem precisa, como obter, manter e quais os cuidados essenciais para evitar riscos.

O que são produtos controlados pelo Exército

Os produtos controlados pelo Exército (PCE) são aqueles cuja fabricação, armazenamento, comércio, importação, exportação, transporte ou uso estão sujeitos à fiscalização do Exército Brasileiro por razões de segurança – material bélico, químico, blindagem, entre outros.

Eles abrangem categorias como: armas, munições, explosivos, substâncias químicas controladas (precursores), blindagens balísticas e veículos ou produtos com uso militar ou potencial de risco.

Quando sua empresa se envolve com qualquer um desses itens ou atividades correlatas, ter o registro adequado torna-se condição para operar legalmente.

Quem precisa do Certificado de Registro (CR)

O CR é exigido para pessoas físicas e jurídicas que realizam atividades relativas aos produtos controlados pelo Exército, tais como:

  • fabricação, importação, exportação, comércio ou uso de PCEs.
  • armazenamento ou transporte de PCEs.
  • utilização industrial de substâncias controladas ou serviços de manutenção/manuseio de produtos sob controle.

Para empresas, o foco principal está no âmbito jurídico: se sua operação envolve produtos controlados pelo Exército, o CR é obrigatório para estar em conformidade com a fiscalização.

Tipos de empresa e atividade envolvidas

Veja algumas situações em que sua empresa pode precisar do CR:

  • Empresa que importa ou comercializa munições ou armas ou seus acessórios.
  • Indústria que utiliza substâncias químicas controladas em seu processo.
  • Empresa de transportes que atua com blindagens balísticas ou veículos especiais.
  • Prestadora de serviços de manutenção ou recuperação de equipamentos balísticos ou bélicos.
  • Depósito ou armazém que recebe, guarda e despacha PCEs.

Se encaixar em alguma dessas atividades, o passo de registro não pode ser ignorado.

Legislação e normativos aplicáveis

Alguns marcos regulatórios importantes:

NormaConteúdo
Decreto nº 10.030/2019Estabelece normas para fiscalização de PCE. 
Portaria nº 56‑COLOG/2017Procedimentos administrativos para CR/registro de PCE. 
Outras portarias (ex: 118-COLOG/2019)Atualização da lista de produtos controlados e atividades reguladas. 

É fundamental que sua empresa se mantenha atualizada, pois as exigências podem variar conforme categoria de produto ou mudança normativa.

Passo a passo para obter o CR para empresa (pessoa jurídica)

1. Verificação da necessidade

Identifique se suas operações envolvem produtos controlados pelo Exército. Se sim, prossiga com o registro.

2. Conta no portal GOV.BR

Crie ou utilize uma conta que atenda ao nível exigido para acesso ao sistema de solicitação do CR.

3. Preenchimento do requerimento no sistema

Geralmente por meio do sistema oficial (ex: SisGCorp) do Departamento de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC) do Exército.

4. Documentação exigida

Documentos típicos incluem:

  • Contrato social ou estatuto e CNPJ da empresa
  • Comprovante de endereço da sede e depósito (quando aplicável)
  • Certidões negativas (criminal, trabalhista, federal, etc)
  • Declaração de idoneidade dos responsáveis
  • Projeto de segurança ou plano de segurança (em casos de armazenamento/manuseio)

5. Vistoria técnica

Em casos de armazenagem ou manuseio, é comum haver vistoria no local para verificar condições de segurança. 

6. Pagamento de taxa

Geração de Guia de Recolhimento da União (GRU) para pagamento da taxa de concessão. 

7. Acompanhamento e deferimento

Após análise e cumprimento dos requisitos, o CR será concedido. O prazo estimado é de até 60 dias corridos para empresas. 

8. Validade e renovação

O CR para pessoas jurídicas tem validade variável conforme o produto ou atividade. Para pessoas físicas, costuma ser de 2 anos.

Tabela resumida: Principais etapas do CR – empresa

EtapaO que envolveObservações
Identificação da necessidadeVerificar se há produtos controlados pelo ExércitoFundamental para iniciar o processo
Preparação documentalJuntar CNPJ, contrato social, comprovantes, certificaçõesOrganizar antecipadamente reduz riscos
Preenchimento do requerimentoSistema SisGCorp ou similarVerificar os dados antes de enviar
Vistoria (se requerida)Avaliação do local de atividade ou armazenagemPode atrasar se houver falhas
Pagamento da GRUTaxa para análise e concessãoFazer o pagamento para evitar bloqueio
Acompanhamento e concessãoMonitoramento do protocolo até deferimentoCaso haja exigência, atender rápido
Validade e renovaçãoPrazo de vigência e necessidade de revalidaçãoAtenção à data para não ficar irregular

Boas práticas para garantir conformidade e operação segura

  • Mantenha registro atualizado: inclua ou exclua produtos/controladas sempre que houver mudança.
  • Envie os mapas de movimentação de produtos (entrada/saída) quando exigido, cumprindo prazos.
  • Tenha plano de segurança se operar com armazenamento ou transporte de risco.
  • Verifique periodicamente se a lista de produtos controlados pelo Exército foi atualizada (normativas novas, portarias).
  • Considere consultoria especializada: empresas que falham em estar em conformidade estão sujeitas a penalidades e paralisação de operações.

Riscos de operar sem o CR ou em desacordo

Operar com produtos controlados pelo Exército sem o devido registro ou fora das condições estabelecidas pode acarretar:

  • Autuações administrativas
  • Multas e sanções pelo Exército ou órgãos competentes
  • Suspensão das atividades da empresa
  • Perda de credibilidade no mercado e impedimento de celebrar contratos públicos ou privados

Vale lembrar que há relatos de golpes que simulam serviços de CR e que empresas ou pessoas caem na armadilha.

Como a Intertox pode apoiar sua empresa

Se sua empresa atua ou pretende atuar com produtos controlados pelo Exército, contar com suporte especializado pode fazer a diferença entre uma autorização tranquila ou um processo repleto de obstáculos.

A Intertox oferece serviços de assessoria para:

  • Verificação da necessidade de registro e classificação de produtos
  • Preparação da documentação exigida para obtenção ou apostilamento do CR
  • Revisão de conformidade com normas e portarias vigentes
  • Implementação de processos de controle (mapas, movimentação, armazenagem segura)
  • Atualização regulatória contínua para garantir que sua empresa esteja sempre em dia

Se deseja evitar atrasos, reduzir riscos e garantir que sua operação com produtos controlados esteja em conformidade, fale conosco na Intertox e descubra como podemos ajudar sua empresa a navegar neste ambiente regulatório complexo.

Operar com produtos controlados pelo Exército exige atenção, proatividade e conformidade regulatória. Com o CR em mãos e as práticas adequadas, sua empresa estará preparada para atuar com segurança, legalidade e credibilidade.

Fatores de risco no armazenamento de produtos químicos perigosos

Armazenar de forma segura produtos químicos exige atenção em diversos pontos. Quando falamos sobre riscos no armazenamento de produtos perigosos, é fundamental compreender que o ambiente, a infraestrutura, a gestão operacional e o conhecimento dos colaboradores impactam diretamente na prevenção de acidentes e no cumprimento legal.

A seguir exploramos, em detalhes, quais são os principais fatores de risco no armazenamento desses materiais, quais as normas que devem ser observadas e como mitigar esses riscos no armazenamento de produtos perigosos em sua operação.

O que são os riscos no armazenamento produtos perigosos

Antes de tratar dos fatores de risco, convém definir o que entendemos por riscos no armazenamento de produtos perigosos

Trata-se de todas as situações ou condições que podem levar à ocorrência de:

  • vazamentos ou emissões de substâncias químicas;
  • reações perigosas entre substâncias armazenadas;
  • incêndios ou explosões devido a manipulação, compatibilidade ou infraestrutura inadequadas;
  • contaminação ambiental ou exposição de pessoas por falhas no armazenamento.

Segundo estudo recente, o armazenamento inadequado de produtos químicos pode resultar em consequências graves para a saúde humana e o meio ambiente. 

Além disso, no Brasil, a entrada em vigor da ABNT NBR 17160:2024 estabeleceu novos critérios técnicos para prevenir os riscos no armazenamento de produtos perigosos em depósitos e almoxarifados.

Principais fatores de risco

1. Infraestrutura inadequada

A estrutura física do local de armazenamento é crítica para o controle dos riscos no armazenamento de produtos perigosos

Exemplos de falhas que aumentam os riscos:

  • Ventilação insuficiente que permite acúmulo de vapores ou poeiras.
  • Materiais da construção que não resistem ao fogo ou à corrosão, favorecendo propagação de sinistro.
  • Falta de bacia de contenção ou drenagem apropriada para conter vazamentos.
  • Iluminação ou equipamentos elétricos que não são à prova de explosão em ambientes com substâncias voláteis.

2. Classificação e compatibilidade dos produtos

Armazenar diferentes tipos de substâncias sem considerar suas características elevam os riscos no armazenamento de produtos perigosos

Fatores como:

  • Contato entre substâncias incompatíveis (por exemplo, oxidantes com inflamáveis), que podem provocar reações perigosas.
  • Não ter um inventário atualizado com quantidade, classe, localização e FDS (Ficha com Dados de Segurança) de cada produto.
  • Utilizar embalagens, tanques ou equipamentos inadequados para o tipo de produto armazenado.

Tabela abaixo resume alguns tipos de incompatibilidades comuns:

Tipo de produto ATipo de produto BPossível reação / risco resultante
Líquido inflamávelOxidante forteAumento de intensidade da combustão ou explosão
Ácido forteBase forte ou metais reativosLiberação de calor, vapores tóxicos
Corrosivo (ácido ou base)Tanques/metais vulneráveisFalha de contenção, vazamentos
Gás comprimido inflamávelFonte de ignição ou gás oxidanteAcidente de explosão ou incêndio

3. Quantidade armazenada e limites regulatórios

O volume de substâncias perigosas armazenadas influencia diretamente os riscos no armazenamento de produtos perigosos

A norma ABNT NBR 17160:2024, por exemplo, estipula limites para categorias específicas conforme sua classificação GHS. 

Quando o volume excede o estipulado, o local deve ter ocupação, ventilação, contenção e EPI adequadas. Caso contrário, o risco tende a se multiplicar.

4. Sinalização, rotulagem e documentação

Sem rotulagem adequada, sinalização visível e documentação atualizada, o controle dos riscos no armazenamento produtos perigosos fica comprometido:

  • A norma ABNT NBR 14725 define requisitos para elaboração da FDS (Ficha com Dados de Segurança), que contém orientações para manuseio, armazenamento e emergência.
  • Sinalização deficiente impede que colaboradores identifiquem perigos rapidamente.
  • Ausência de sistema de controle documental e de registro faz com que novos produtos entrem sem análise de compatibilidade ou risco.

5. Falta de treinamento e cultura de segurança

Mesmo com bons equipamentos e infraestrutura, a operação humana representa um dos principais vetores de riscos no armazenamento de produtos perigosos:

  • Colaboradores sem treinamento adequado podem cometer falhas no manuseio ou armazenamento das substâncias.
  • Falta de cultura organizacional que valorize o reporte de falhas, manutenção preventiva e auditorias internas.
  • Planos de emergência obsoletos ou inexistentes aumentam o impacto de qualquer incidente.

6. Falta de monitoramento e manutenção contínua

Desconsiderar inspeções, manutenção preventiva ou monitoramento contínuo contribuem para elevados níveis de riscos no armazenamento de produtos perigosos:

  • Vazamentos pequenos que passam despercebidos podem evoluir para incidentes maiores ou contaminações ambientais.
  • Equipamentos de detecção (sensores de gás, temperatura) não instalados ou calibrados reduzem a resposta rápida.
  • Revisões de layout, compatibilidade e inventário desatualizados.

Legislação e normas aplicáveis no Brasil

Para gerir adequadamente os riscos no armazenamento produtos perigosos, empresas devem estar atentas a uma série de normas e regulamentações:

  • A NBR 14725: “Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente — Aspectos gerais do Sistema Globalmente Harmonizado (GHS), classificação, FDS e rotulagem de produtos químicos”.
  • A NBR 17160:2024, específica para armazenamento de produtos químicos embalados ou fracionados.
  • Normas relativas ao transporte de produtos perigosos (relevantes quando há movimentação entre armazéns).
  • Regulamentações de segurança do trabalho, incêndio e proteção ambiental que impactam diretamente as operações de armazenagem.

Cumprir essas normas não é apenas requisito regulatório, mas também forma de mitigar os riscos no armazenamento de produtos perigosos e reduzir passivos legais, multas ou danos à reputação.

Boas práticas para minimizar os riscos no armazenamento produtos perigosos

Estrutura física e layout

  • Defina zonas de armazenamento separadas conforme classe de risco e compatibilidade.
  • Mantenha ventilação adequada, piso impermeável e drenagem para contenção de vazamentos.
  • Utilize barreiras de contenção e isolamento para áreas que armazenam grandes quantidades ou substâncias de alto risco.
  • Aplique rótulos e sinalização conforme normas, incluindo indicação de rotas de fuga, EPI necessário, riscos específicos.

Gestão de inventário e segregação

  • Tenha um inventário atualizado com nome comercial, fórmula, volume, localização e classificação GHS de cada produto.
  • Implemente matriz de incompatibilidades entre classes de risco para evitar armazenamento conjunto indevido.
  • Estabeleça processos para entrada de novos produtos, com análise prévia de compatibilidade, EPI e condições de armazenamento.

Treinamento e operação segura

  • Realize treinamentos periódicos com os colaboradores, focando em práticas seguras de manuseio, armazenamento, emergência e uso de FDS.
  • Promova cultura de segurança, onde reporte de anomalias e melhorias seja incentivado.
  • Estabeleça procedimentos operacionais padrão (POP) para movimentação, carga/descarga, inspeção e manutenção.

Monitoramento, manutenção e auditoria

  • Instale sensores de gás, fumaça, temperatura ou pressão em áreas críticas do armazém.
  • Faça inspeções regulares em tanques, embalagens, válvulas, pisos e sistemas de contenção.
  • Mantenha plano de manutenção preventiva para equipamentos e instalações.
  • Realize auditorias internas e externas para avaliar conformidade normativa e identificar pontos de melhoria.

Plano de emergência e comunicação

  • Elabore plano de resposta a emergências que inclua vazamento, incêndio, liberação de gases ou falha estrutural.
  • Garanta que as FDS (Ficha com Dados de Segurança) estejam acessíveis a trabalhadores e equipe de emergência.
  • Treine equipes para atuação imediata em caso de incidente e para evacuação, isolamento ou contenção.

Qual impacto de não gerenciar os riscos no armazenamento de produtos perigosos

Negligenciar a gestão desses riscos pode acarretar consequências significativas:

  • Acidentes com danos à saúde dos colaboradores ou da comunidade.
  • Danos ambientais por vazamentos ou contaminação do solo ou da água.
  • Interrupções operacionais, recall de produtos ou perda de licenças.
  • Multas elevadas, danos à imagem da empresa e custos elevados de adequação posterior.
  • Passivos jurídicos e responsabilidade civil ou criminal em caso de ocorrência.

Esses impactos mostram por que o investimento em prevenção e conformidade normativa compensa frente aos potenciais prejuízos.

Resumo dos fatores de risco

Fator de riscoEfeito provávelAção recomendada
Infraestrutura inadequadaAcúmulo de vapores e poeiras, falha estrutural, incêndioVentilação, piso impermeável, materiais resistentes
Classificação e compatibilidade ignoradasReações químicas, explosões, contaminaçãoInventário, matriz de incompatibilidade, segregação
Volumes acima de limite regulatórioAgravamento do impacto e necessidade de medidas extrasRespeitar limites e planejar estrutura especializada
Falta de sinalização/documentaçãoFalhas de operação, informação incorretaRotulagem conforme normas, acesso à FDS
Operação sem treinamentoErros humanos, negligência de riscoTreinamentos regulares, cultura organizacional
Falta de monitoramento/manutençãoVazamentos não detectados, degradação do localSensores, inspeções, plano de manutenção

Como a empresa pode se preparar para gerenciar esses riscos no armazenamento de produtos perigosos

Para estruturar adequadamente o gerenciamento dos riscos, siga os passos abaixo:

  1. Realize levantamento completo dos produtos armazenados e verifique sua classificação GHS.
  2. Revise a infraestrutura física e faça adequações necessárias conforme a norma NBR 17160:2024.
  3. Elabore ou atualize o inventário e a matriz de incompatibilidades.
  4. Treine toda a equipe envolvida em armazenagem, manuseio e emergência.
  5. Implante contínuo e plano de manutenção preventiva.
  6. Atualize todos os documentos obrigatórios, como FDS, rotulagem e procedimentos internos.
  7. Estabeleça plano de emergência, com simulações e revisões periódicas.

Essas ações ajudam a reduzir os riscos no armazenamento de produtos perigosos e trazem benefícios como maior segurança operacional, conformidade normativa e proteção da integridade das pessoas e do meio ambiente.

Por que contar com apoio especializado

Gerenciar adequadamente os riscos no armazenamento de produtos perigosos requer conhecimento técnico, tempo e recursos. Muitas empresas preferem contar com consultoria ou soluções especializadas para implementar boas práticas e garantir conformidade.

Aqui, cabe destacar que a Intertox oferece soluções completas nessa área: elaboração de inventário químico, análise de compatibilidade, treinamento de equipes, desenvolvimento de matrizes de incompatibilidade, adequação de infraestrutura e atualização de documentação técnica.

Se você busca reduzir os riscos no armazenamento de produtos perigosos em sua operação, com respaldo técnico e conformidade normativa, entre em contato com a Intertox e conheça como podemos ajudar a tornar seu armazenamento mais seguro e eficaz.

Acesse agora o site da Intertox e solicite uma avaliação personalizada para armazenamento de produtos químicos — sua operação merece segurança, conformidade e eficiência.

Saiba mais sobre licença de produtos controlados pela PF

Empresas que fabricam, armazenam, comercializam, transportam, importam ou utilizam substâncias químicas precisam estar atentas a um ponto decisivo para a continuidade do negócio: o controle de produtos químicos exercido pela Polícia Federal.

O descumprimento das regras pode gerar multas elevadas, apreensão de produtos, suspensão de licenças e até paralisação das operações

Por isso, entender como regularizar produtos controlados, manter a licença SIPROQUIM 2 ativa e atender às exigências legais deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a ser um fator estratégico de gestão de riscos.

Neste guia completo e atualizado, você vai entender como funciona o controle de produtos químicos controlados PF, quais licenças são exigidas, como é feita a fiscalização hoje e o que sua empresa precisa fazer para permanecer em conformidade.

O que são produtos químicos controlados pela Polícia Federal?

Os produtos químicos controlados PF são substâncias que, devido ao seu potencial de uso indevido, são fiscalizadas rigorosamente pelo Estado. 

Muitos desses produtos podem ser empregados, direta ou indiretamente, na fabricação de drogas ilícitas, explosivos ou outros materiais de risco à segurança pública.

Por esse motivo, a legislação brasileira determina que toda a cadeia de uso desses produtos seja monitorada, desde a fabricação até o destino final.

A relação oficial dessas substâncias está prevista na legislação federal e organizada em listas, conforme o tipo e a finalidade do produto.

Quais atividades estão sujeitas ao controle da PF?

Qualquer empresa ou pessoa física que exerça atividades envolvendo produtos controlados precisa estar regularizada junto à Polícia Federal.

Entre as atividades fiscalizadas, estão:

  • Fabricação e produção;
  • Armazenamento e estocagem;
  • Compra, venda e comercialização;
  • Transporte e distribuição;
  • Importação, exportação e reexportação;
  • Doação, cessão, reaproveitamento e reciclagem;
  • Utilização em processos produtivos ou laboratoriais.

👉 Se sua empresa atua em qualquer uma dessas etapas, é fundamental verificar se os produtos utilizados estão sujeitos ao controle da PF e se a documentação está regular. A Intertox pode auxiliar nessa análise técnica.

Licenças exigidas para produtos químicos controlados PF

Para operar legalmente, a empresa precisa obter licenças específicas. Entender a diferença entre elas é essencial para como regularizar produtos controlados corretamente.

Certificado de Registro Cadastral (CRC)

O CRC comprova que a pessoa física ou jurídica está cadastrada na Polícia Federal com a intenção de exercer atividades com produtos químicos controlados.

  • É o primeiro passo do processo;
  • Possui validade indeterminada;
  • Deve ser atualizado sempre que houver alteração cadastral.

Certificado de Licença de Funcionamento (CLF)

O CLF autoriza a empresa a exercer atividades regulares com produtos químicos controlados.

  • Validade de 1 ano;
  • Exige renovação anual;
  • Está diretamente vinculado ao endereço, atividade e produtos declarados.

Autorização Especial (AE)

A AE é concedida para atividades eventuais ou não recorrentes.

  • Utilizada quando a atividade não faz parte do processo produtivo habitual;
  • Validade limitada (em geral, 120 dias);
  • Não pode ser prorrogada.

Autorização Prévia (AP)

Necessária para operações de importação, exportação ou reexportação de produtos controlados.

SIPROQUIM 2: como funciona a licença e o controle digital

Atualmente, todo o controle de produtos químicos controlados PF é realizado por meio do SIPROQUIM 2, sistema eletrônico da Polícia Federal.

O SIPROQUIM 2 centraliza:

  • Solicitação e renovação de licenças;
  • Cadastro de produtos e atividades;
  • Envio de mapas de movimentação mensal;
  • Comunicação oficial com a PF.

Integração com o Gov.br

O acesso ao SIPROQUIM 2 é feito exclusivamente pela plataforma Gov.br, o que trouxe mais segurança, rastreabilidade e controle sobre os dados.

Para utilizar o sistema, é necessário:

  • Conta Gov.br com nível adequado;
  • Certificado digital (e-CNPJ ou e-CPF);
  • Uso do Assinador PF para validação dos documentos.

Erros no cadastro ou na operação do SIPROQUIM 2 são uma das principais causas de indeferimento de licenças. Um acompanhamento técnico reduz riscos e retrabalho.

Checklists práticos para regularização

Checklist 1 – Identificação de produtos controlados

Antes de qualquer solicitação de licença, confirme:

  • O produto consta na lista de produtos controlados pela PF;
  • A concentração e a forma de uso se enquadram no controle;
  • A finalidade do produto está corretamente descrita;
  • Existe coerência entre produto, atividade e CNAE da empresa.

Checklist 2 – Documentação técnica obrigatória

Tenha sempre atualizados:

  • FDS – Ficha com Dados de Segurança, conforme NBR 14725;
  • Informações técnicas e composição do produto;
  • Registros de armazenamento e controle interno;
  • Procedimentos de segurança e rastreabilidade.

Checklist 3 – Obrigações mensais no SIPROQUIM 2

Todos os meses, a empresa deve:

  • Registrar corretamente as entradas e saídas;
  • Enviar o mapa de movimentação até o dia 15 do mês seguinte;
  • Conferir se não há inconsistências ou divergências;
  • Manter histórico organizado para auditorias e fiscalizações.

Fiscalização da PF: o que mudou nos últimos anos?

A fiscalização deixou de ser apenas presencial e passou a ser fortemente digital.

Hoje, a Polícia Federal atua com:

  • Cruzamento automático de dados do SIPROQUIM 2;
  • Integração com sistemas fiscais e aduaneiros;
  • Análise de padrões de consumo e movimentação;
  • Identificação de inconsistências sem aviso prévio.

Isso significa que erros pequenos e recorrentes podem gerar alertas automáticos e resultar em fiscalizações mais rigorosas.

Penalidades por irregularidades

O descumprimento das normas pode resultar em:

  • Advertência formal;
  • Apreensão de produtos;
  • Suspensão ou cancelamento do CLF;
  • Revogação da Autorização Especial;
  • Multas que podem ultrapassar valores expressivos.

As penalidades podem ser aplicadas de forma isolada ou cumulativa, conforme a gravidade da infração.

Por que a gestão regulatória contínua é indispensável?

Manter a conformidade com a PF exige mais do que obter a licença inicial. É um processo contínuo que envolve:

  • Monitoramento de prazos de renovação;
  • Atualização constante da legislação;
  • Revisão técnica de documentos;
  • Suporte em fiscalizações e notificações;
  • Correção preventiva de falhas operacionais.

É exatamente nesse ponto que a Gestão Regulatória de Licenças da Intertox faz a diferença.

Gestão Regulatória de Licenças Intertox

A Intertox atua de forma estratégica no gerenciamento de licenças e obrigações regulatórias, auxiliando empresas em todas as etapas do processo de como regularizar produtos controlados.

O serviço inclui:

  • Acompanhamento de vencimentos e renovações;
  • Gestão completa da licença SIPROQUIM 2;
  • Análise técnica de FDS e documentação;
  • Monitoramento das atualizações legais;
  • Suporte junto à Polícia Federal e outros órgãos reguladores.

Se sua empresa trabalha com produtos químicos controlados PF e precisa reduzir riscos, evitar autuações e manter a operação regular, conheça as soluções da Intertox.

Fale com nossos especialistas e tenha segurança regulatória em cada etapa do seu processo.

Por que se capacitar em classificação e documentos de segurança de produtos e resíduos químicos é essencial para o compliance das organizações? 

Com a atualização das normas ABNT NBR 14725:2023 (para produtos químicos), ABNT NBR 10004:2024 e da ABNT NBR 16725:2023 (para resíduos) e a vigência das Resoluções ANTT nº 6.016 e nº 6.056 (para o transporte terrestre), surgiram novas exigências que impactam diretamente a classificação de perigo e a elaboração dos documentos de segurança nas organizações. 

Por que entender o processo é indispensável? 

É importante o domínio técnico para resolver questionamentos como: 

  • Por que o produto foi classificado como Corrosivo para a pele e não como Irritante
  • O número ONU para este resíduo líquido não deveria ser o ONU 3082
  • Podemos ocultar segredo industrial na seção 8 da FDS? 
  • Como enquadrar o produto em Quantidade Limitada para reduzir custos de frete? 
  • Para definir o novo código LGR basta saber composição e concentração do resíduo gerado? 
  • Quais penalidades podemos sofrer ao não cumprir as normas? 

Além disso, é comum receber documentos de fornecedores com classificações incorretas, o que pode gerar riscos em toda a cadeia: 

  • Comunicação de perigo equivocada (informando um risco inexistente ou omitindo um risco real); 
  • Dificuldade de interpretar documentos estrangeiros (SDS e rótulos em outro idioma); 
  • Transporte entre unidades com a identificação nas embalagens originais e classificação do fabricante descrita na Ficha de Emergência incorretas. 

Esses erros podem resultar, dentro de cada norma específica, multas, notificações, interdições e até responsabilização civil e criminal. As penalidades variam conforme o porte da empresa, e órgãos fiscalizadores, entre eles encontra-se a Polícia, Exército e Ministério do Trabalho

É essencial que a equipe responsável compreenda: 

  • Como funciona o processo de classificação e quais critérios são aplicados; 
  • Quem é responsável pela elaboração e disponibilização dos documentos; 
  • O que cobrar dos fornecedores e como responder questionamentos de clientes e auditores; 
  • Como analisar criticamente classificações e documentos recebidos. 

Sem esse entendimento, sua empresa pode estar vulnerável a erros, fiscalizações e penalidades. 

Multas e penalidades: o que está em jogo 

A ausência ou inadequação na FDS (Ficha com Dados de Segurança) e na rotulagem GHS pode gerar: 

  • Notificações e autuações por órgãos fiscalizadores (Ministério do Trabalho e Polícia); 
  • Multas que variam conforme o porte da empresa, conforme a NR 28; 
  • Interdições e paralisações de atividades em casos críticos; 
  • Responsabilidade civil e criminal em acidentes envolvendo produtos perigosos, conforme Lei de Crimes Ambientais. 

Já para o Transporte Terrestre de Produtos e Resíduos Perigosos, somente em 2024, foram registradas 1.033 ocorrências no Estado de São Paulo envolvendo o transporte de produtos e resíduos perigosos — uma média de quase 3 registros por dia. Entre os casos, houve vazamentos com contaminação ambiental, acidentes com feridos e falhas na documentação e sinalização. 

Capacitação técnica 

Confira as últimas edições dos cursos INTERTOX ainda em 2025: 

  • Produtos Químicos – Classificação GHS, Rotulagem e FDS (26 e 27/11) 
  • Gestão de Produtos Controlados (27/11) 
  • Resíduos Sólidos – Classificação ABNT NBR 10004:2024, FDSR e Rotulagem (02 e 03/12) 
  • Transporte Terrestre de Produtos e Resíduos Perigosos (10 e 11/12) 
  • Interpretação das Informações Toxicológicas para Classificação GHS (11/12) 

📍 Modalidades: Online (Zoom) ou Presencial (SPAX – Av. Paulista, São Paulo/SP). 

👉 Garanta sua vaga com esse desconto exclusivo e prepare sua equipe para aplicar corretamente as normas técnicas. 

Saiba mais e inscreva-se aqui

FISPQ: Guia Completo para Informações de Segurança de Produtos Químicos

FISPQ, ou Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos, é um documento padronizado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) seguindo a norma NBR 14725-4.

Essa descrição de FISPQ é apenas a ponta do iceberg. Mergulhe mais fundo neste artigo para entender completamente sua importância, seu papel na segurança de produtos químicos e como as empresas podem se adequar às suas normas.

Informações de Segurança de Produtos Químicos

Tudo Sobre Atualização e Adequação da FISPQ para FDS

Serviços Personalizados de Elaboração, Revisão, e Tradução Conforme a Norma ABNT NBR 14725

Serviço de elaboração, revisão, tradução e adequação da FISPQ de acordo com as necessidades do cliente, contratado de forma personalizada.

Recentemente, houve uma consulta pública para o projeto de revisão da norma ABNT NBR 14725, que estabelece critérios para classificação e elaboração da FISPQ e Rótulo de acordo com o GHS. Espera-se que a norma seja publicada em breve.

Com a publicação da NBR, as empresas precisarão atualizar suas FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos), pois haverá alterações, incluindo a harmonização da nomenclatura com outros idiomas. A FISPQ passou a ser chamada de FDS (Ficha com Dados de Segurança).

Também será necessário adequar os rótulos e etiquetas para garantir conformidade com as normas técnicas atuais.

A Intertox ainda oferece uma avaliação crítica de FISPQ e SDS recebida de fornecedores, para garantir que estão em conformidade legal.

Saiba mais sobre a FISPQ

Com a revisão da ABNT NBR 14725, é preciso se adaptar as novas mudanças e atualizações da norma brasileira. Entenda mais sobre o assunto com o nosso E-book: Impactos com a revisão ABNT NBR 14725 – Baixe agora mesmo

FISPQ E-BOOK

BAIXE AGORA O E-BOOK

FISPQ: Documentação de Segurança:

FISPQ / Rótulo / FCP / SDS / HDS / FDS / FE / FDSR / Envelope de emergência.

Elaboração, revisão, tradução de FISPQ e adequação de documentação de segurança química de acordo com as normas e leis vigentes, compreendendo produção, manuseio, armazenagem, transporte e descarte de produtos químicos, com o objetivo de manter a conformidade legal do negócio do cliente.

A equipe de Avaliação e Comunicação de Perigo se mantém constantemente atualizada sobre mudanças nas legislações, adendos às normas e atualizações do Purple Book/GHS (Globally Harmonized System of Classification and Labelling of Chemicals), entre outras possíveis novidades que afetem a execução ou eficácia dos projetos.  

São utilizadas bases de dados confiáveis e de grande credibilidade, como EPA, HSDB, IARC, INCHEM, NIOSH e TOXNET.

O que é FISPQ?

Para aqueles que têm dúvidas sobre o que é a FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos),  MSDS e FISPQ são documentos que visam à comunicação dos perigos e possíveis riscos associados ao produto químico. 

Estes documentos, são denominados “Ficha com Dados de Segurança” segundo Decreto nº 2.657 de 03/07/1998 (promulga a Convenção nº 170 da Organização Internacional do Trabalho-OIT) relativa à segurança na Utilização de Produtos Químicos no Trabalho.

Há um esforço por parte da ONU (Organização das Nações Unidas) na harmonização das legislações mundiais referente a classificação e rotulagem de produtos químicos, por meio do (Sistema Globalmente Harmonizado). 

Atualmente inúmeros países adotaram os conceitos e critérios em suas regulamentações específicas.

Exemplos abaixo:

  • Brasil: ABNT NBR 14725
  • Europa: Regulamento (UE) n.º 453/2010 e Regulamento (CE) n.º 1272/2008
  • Estados Unidos: HCS/HAZCOM 2012
  • Canadá: Hazardous Products Regulations (HPR), 2015
  • Uruguai: Decreto 307/2009
  • Argentina: IRAM 41400-2006
  • Norma ISO 11014:2009 (reconhecida internacionalmente)

Padrão internacionalmente

O termo MSDS (Material Safety Data Sheet) é utilizado em certos países, porém o padrão internacionalmente reconhecido e utilizado pela ONU no GHS é o SDS (Safety Data Sheet). 

A Intertox ainda oferece uma avaliação crítica de FISPQ e SDS recebida de fornecedores, para garantir que estão em conformidade lega

É importante se atentar para os diferentes sistemas de classificação entre os países, pois o GHS proposto pela ONU, no manual Purple book, é um sistema harmonizado, mas não padronizado. 

CURSO DE FISPQ

Isto quer dizer que a adoção das recomendações fica a cargo de cada país, sendo que as autoridades competentes optam pela adoção total do sistema ou por parte dele. 

No Brasil, o termo utilizado é FISPQ, que tem sua elaboração regulamentada pela norma ABNT NBR, como disposto na Portaria n.º 229, de 24 de maio de 2011, do Ministério do Trabalho e Emprego, que altera a NR-26.

Ficha FISPQ e MSDS: obrigatoriedade

A função de ambos os documentos, FISPQ e SDS, é portanto a de comunicar os perigos e possíveis riscos vinculados ao uso dos produtos químicos, sejam estes físicos, à saúde humana ou ao meio ambiente. 

Sendo assim, tratam-se de documentos semelhantes, porém, deve-se observar que sua elaboração deve seguir as legislações nacionais específicas de cada país onde o produto químico estiver sendo comercializado.

Como uma empresa pode ter acesso à FISPQ (Segurança de produto químico)?

Toda empresa que comercializa produtos químicos deve providenciar a FISPQ. E isso acontece para que a companhia que adquire os lotes químicos de substâncias possam ter um relatório completo de como o produto deve ser entregue, manuseado ou distribuído de forma segura. Portanto, este documento deve ser entregue a quem comprou em conjunto com o lote.

Qual a finalidade da FISPQ?

Criou-se a FISPQ com a finalidade de proporcionar segurança para quem utiliza produtos químicos em todos os setores. Portanto, nela contém os cuidados necessários no manuseio para impedir acontecimentos graves como, por exemplo: explosões, vazamentos, incêndios e outros.

Entender a FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos) é fundamental para a segurança no local de trabalho, especialmente em setores que manuseiam frequentemente substâncias químicas, como a indústria química, farmacêutica, agrícola e de construção civil. Esse documento fornece informações detalhadas e essenciais sobre o uso seguro de produtos químicos, auxiliando trabalhadores e profissionais de saúde a compreender os riscos envolvidos e adotar medidas de segurança adequadas.

A FISPQ é elaborada pelos próprios fabricantes, importadores ou fornecedores de produtos químicos, o que destaca sua relevância. Contendo dados sobre as propriedades físicas e químicas dos produtos, bem como as precauções a serem tomadas e os procedimentos de emergência, é uma ferramenta indispensável para qualquer empresa que lida com produtos químicos.

Além disso, a FISPQ é uma poderosa aliada na proteção da saúde humana e do meio ambiente, pois fornece diretrizes claras para o manuseio, armazenamento e transporte de substâncias perigosas. Dessa forma, auxilia na prevenção de acidentes e exposições potencialmente nocivas.

Adotar a FISPQ é também uma questão de conformidade legal, já que diversos órgãos reguladores exigem sua implementação. Ao se alinhar às normas e regulamentações vigentes, as empresas não só garantem um ambiente de trabalho seguro, mas também evitam sanções legais.

Conheça mais sobre a FISPQ e como ela pode beneficiar sua empresa. Assegure a segurança dos seus funcionários e esteja em conformidade com as leis e regulamentações. Lembre-se, um local de trabalho seguro é um ambiente de trabalho produtivo.

Qual a relação da FISPQ e as normas de segurança do trabalho?

A FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos) é um documento que possui relação direta com as normas de segurança do trabalho, especialmente quando se trata de trabalhos que envolvem a manipulação de substâncias químicas.

De acordo com a Norma Regulamentadora nº 26 (NR 26) do Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil, que regulamenta a segurança e saúde no trabalho com produtos químicos, a FISPQ é um documento obrigatório. Ela deve ser elaborada para cada produto químico usado na empresa, fornecendo informações detalhadas sobre os riscos, medidas de prevenção, procedimentos em caso de emergência, entre outras.

A FISPQ é um dos principais instrumentos de comunicação de perigos e riscos entre fabricantes e usuários de produtos químicos, servindo de base para a elaboração do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), ambos obrigatórios para as empresas segundo as Normas Regulamentadoras.

Além disso, a FISPQ contribui para a implementação de outras normas de segurança do trabalho, como a NR 20, que trata da segurança e saúde no trabalho com inflamáveis e combustíveis, e a NR 33, que trata da segurança e saúde nos trabalhos em espaços confinados.

Portanto, a relação da FISPQ com as normas de segurança do trabalho é fundamental. Ela fornece informações essenciais para a criação de um ambiente de trabalho seguro, auxiliando na prevenção de acidentes e na promoção da saúde e bem-estar dos trabalhadores.

Treinamento FISPQ e NR-26

FISPQ norma regulamentadora NR 26, preconiza que os produtos químicos utilizados no local de trabalho devem ser classificados quanto aos perigos para a segurança e a saúde dos trabalhadores, de acordo com os critérios estabelecidos pelo Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos.

GHS, compromisso da ECO 92 – Agenda 21, está em implementação no mundo e no Brasil. Em nosso país, a adoção está descrita na Portaria nº 229, de 24 de maio de 2011 do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), exigindo a classificação, rotulagem e ficha FISPQ de acordo com o sistema.

Na referida portaria também há referência à obrigatoriedade da capacitação dos colaboradores para a compreensão dos perigos do produto e medidas preventivas.

Segundo a Portaria MTE n°229, 24/05/2011 (Altera a NR-26 FISPQ):

Os trabalhadores devem receber treinamento de tradução de FISPQ:

  1. Para compreender a rotulagem preventiva e a ficha com dados de segurança do produto químico;
  2. Sobre os perigos, riscos, medidas preventivas para o uso seguro e procedimentos para atuação em situações de emergência com o produto químico.”;
  3. Assim, torna-se imprescindível a capacitação dos colaboradores que manipulam produtos químicos, visando à compreensão das informações contidas nos documentos de segurança (FISPQ de produtos químicos e rotulagem).

Os EUA, por meio da OSHA (Occupational Safety and Health Administration), agência norte-americana que publicou a norma com o novo padrão de Comunicação de Perigo (HazCom) segundo os critérios do GHS.

Foi estabelecido prazo de dezembro de 2013 para que todos os trabalhadores fossem capacitados para entendimento das novas SDS e elementos de comunicação de perigo do. Como citado acima, o prazo para atendimento dessa exigência nos EUA já expirou e pode caracterizar um cenário de tendência para exigência.

A Intertox é uma instituição de toxicologia que promove treinamentos para os profissionais das empresas, para saber mais, entre em contato conosco!

Curso de FISPQ

Temos turmas criadas para apresentação do curso de Fispq, entre em contato e se informe qual a próxima turma.