O patrimônio ambiental: em qual mundo viverão seus netos?
Muito recentemente o Papa Francisco consolidou suas preocupações ambientais na profunda e elegante carta encíclica Laudato Si, Sobre o cuidado da casa comum. Nos últimos dias foi divulgada pesquisa envolvendo três respeitáveis universidades norte-americanas, Stanford, Princeton e Berkeley, publicada na Science Advances, com o título Accelerated modern human–induced species losses: Entering the sixth mass extinction* (por Gerardo Ceballos, Paul R. Ehrlich, Anthony D. Barnosky, Andrés García, Robert M. Pringle, Todd M. Palmer) pela qual os vertebrados estão desaparecendo a uma taxa bem mais rápida do que aquela que seria normal: 114 vezes! E há uma semana comprei na livraria Zaccara, de meu bom amigo Lúcio, o livro publicado em português agora em 2015, pela Objetiva, A inovação destruidora, do filósofo francês Luc Ferry. Com certeza, já me perguntam qual o elo nisso e aonde pretendo chegar com tal convergência.
Talvez sejam meus netos o elo, em especial o Paulinho, 12 anos, que passou o último final de semana comigo e, muito preocupado, perguntava o quanto ainda nós, os humanos, viveríamos então, ou sejam todas essas futuras gerações, ainda por nascer, mas que estão tendo sua oportunidade de vida solapada pela desinteligência dessas nossas gerações atuais!
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Aquecimento local e o Velho Chico
A situação que estamos vivendo hoje na região Sudeste do país, já batizada pela população e pela imprensa como “crise hídrica”, infelizmente torna oportuno que se recupere um artigo crítico, do estudioso e especialista em questões ambientais Eduardo Athayde1, pelo jornal A Tarde, de Salvador, que trazia exatamente o título acima. Hoje, Athayde lidera um esforço conjunto com centros de referência de grandes rios no exterior, especialmente com a Califórnia, para resgatar o São Francisco. Ora, a água é, todos sabem disso sobejamente, o insumo natural (do Universo) mais fundamental para o surgimento das formas de vida que conhecemos. É mesmo muito pouco provável que haja alguma outra opção de vida que não a baseada na água: H2O. Ela propiciou o surgimento da vida e propicia sua manutenção e continuidade. Somos dela dependentes, eternamente dependentes. É infraestrutura ecossistêmica imprescindível e define um espaço-tempo da natureza: a vida se dá nos espaços onde ela se oferece e é posterior a ela. Faltar água, em quantidade e qualidade, e a senha maléfica para que falte vida. Esse binômio: quantidade & qualidade também precisa ser visto como imperativo e indissociável. Por exemplo, água em quantidade e quimicamente contaminada não serve para a vida. A água nos ecossistemas precisa estar ecotoxicologicamente correta… Por isso então, e muito mais, aprendamos com o Eduardo Athayde, cuja íntegra do artigo mencionado apresenta-se a seguir.
Ecotoxicologia: Esponjas de nanocelulose combatem derramamento de óleo
Um novo material absorvente, desenvolvido pelo Swiss Federal Laboratories for Materials Science and Technology (Empa), poderá ser utilizado futuramente no atendimento a acidentes de derramamento de óleo: uma esponja de nanocelulose quimicamente modificada. Em testes laboratoriais, o material foi capaz de absorver até 50 vezes seu próprio peso em óleo mineral, além de se manter flutuando na superfície da água, facilitando sua remoção.
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Ecotoxicologia: Identificados novos gases que destroem a camada de ozônio
Cientistas britânicos identificaram quatro novos gases que contribuem para a destruição da camada de ozônio. A concentração destes gases é pequena, porém a taxa de acumulação de dois deles têm trazido grande preocupação.
O termo ecotoxicologia foi criado por René Truhaut em 1969, que o definiu como sendo “o ramo da toxicologia preocupado com o estudo de efeitos tóxicos causados por poluentes naturais ou sintéticos, sobre quaisquer constituintes dos ecossistemas: animais (incluindo seres humanos), vegetais ou microrganismos, em um contexto integral
Como funciona a camada de ozônio
A camada de ozônio funciona como uma proteção natural contra a radiação dos raios ultravioleta emitidos pelo sol. Sem esse filtro formado ao longo de milhares de anos, o desenvolvimento de todas as formas de vida encontradas no planeta seria impossível. Apesar da sua relevância, a camada de ozônio começou a sofrer os efeitos da poluição crescente com a industrialização mundial.
Os principais causadores da destruição da camada de ozônio são produtos químicos como halon, tetracloreto de carbono (CTC), hidrofluorcarbono (HCFC), CFC (clorofluorcarbono) e brometo de metila. Os CFCs foram largamente usados até o fim da década de 1980 e meados dos anos 1990 como propelentes na fabricação de aerossóis, como expansores de espumas, na fabricação de equipamentos de refrigeração e de plásticos. Na camada de ozônio os CFC (clorofluorcarbonos) desintegram-se liberando cloro, sendo este o principal elemento que reage com o ozônio, comprometendo a barreira natural.
De acordo com a pesquisa realizada pela Universidade de East Anglia, no Reino Unido, os novos gases que contribuem para a destruição da camada de ozônio são de origem desconhecida, porém suspeita-se que uma das possíveis fontes são insumos químicos para a produção de inseticidas e solventes para limpeza de componentes eletrônicos. Outro dado importante da pesquisa foi que antes da década de 1960, não era possível encontrar estes gases na atmosfera, reforçando os indícios de que a origem seja humana.
Classes identificadas
Dentro das classes identificadas, um dos gases com maior relevância é o CFC-113a, descrito como uma matéria-prima utilizada na produção de piretróides, inseticida que já foi amplamente utilizado na agricultura. O estudo do hidroclorofluorcarbono (HCFC-133a) tem grande importância devido à utilização na fabricação de refrigeradores e apesar de suas concentrações atuais serem pequenas, a taxa de crescimento é elevada.
Os hidrofluorcarbonetos foram criados como alternativa aos clorofluorcarbonetos, e são gases de refrigeração contendo hidrogênio, flúor e carbono. Por não conterem cloro como os clorofluorcarbonetos, não são destrutivos à camada de ozônio da atmosfera pois o flúor em si não é prejudicial ao ozônio.
Estas novas descobertas indicam que a destruição da camada de ozônio ainda permanece, e que novos estudos devem ser realizados para a identificação da origem do problema, além das ações que devem ser realizadas para controlar este impacto.
CFCS – Substâncias químicas
Os CFC são substâncias químicas focadas pelo programa do Ministério do Meio Ambiente (MMA), de Registro de Emissões e Transferência de Poluentes (RETP) pelos setores produtivos. O RETP, a ser implantado agora em 2014, constitui uma ferramenta de uso internacional, de levantamento, tratamento, acesso e divulgação pública de dados e informações sobre as emissões e as transferências de poluentes, por atividades produtivas, que causam ou têm o potencial de causar impactos maléficos para os compartimentos ambientais, ar, água e solo (MMA, 2010). O RETP é integrado ao Cadastro Técnico Federal/IBAMA (CTF) e está fundamentado em marco regulatório federal.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
www.g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/03/cientistas-identificam-nova-ameaca-misteriosa-a-camada-de-ozonio.html
www.noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/bbc/2014/03/10/cientistas-identificam-nova-ameaca-misteriosa-a-camada-de-ozonio.htm
www.bbc.com/news/science-environment-26485048
www.noticias.terra.com.br/ciencia/sustentabilidade/descobertos-novos-gases-que-destroem-a-camada-de-ozonio,76c6a9688cd94410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html
www.wwf.org.br/natureza_brasileira/questoes_ambientais/camada_ozonio
wwww.mma.gov.br/clima/protecao-da-camada-de-ozonio
Ambiente em Manchete: Possíveis impactos decorrente do transbordamento de esgoto que atinge rio em Ourinhos
De acordo com a notícia publicada em 12/02/2014 pelo portal G1, o esgoto do Jardim Anchieta em Ourinhos vem transbordando da caixa de contenção e está escorrendo pela mata até atingir o Rio Pardo, principal fonte de abastecimento da região. Os responsáveis pelo setor explicam que houve transbordamento do esgoto devido a um
assoreamento na lagoa de tratamento que está entupindo a tubulação.