Artes e valores do lixo
O setor mundial de resíduos sólidos deve fechar 2013 com investimentos da ordem de US$ 20,9 bilhões. Crescendo a espantosa média de 70% ao ano, tem previsão de ultrapassar US$ 30 bilhões de investimentos em 2014, sendo responsável por 8% das emissões totais de CO2. Os projetos lideres de recuperação energética, resíduos a partir de biomassa, processamento e reciclagem de resíduos, absorveram US$ 11,3 bilhões em 2013, contra US$ 5,6 bilhões, em 2012; e US$ 2,3 bilhões, em 2011. Toda essa velocidade de crescimento é insuficiente para atender a demanda empurrada pelo aumento na geração de resíduos e o fato de 50% da população mundial não dispor de sistemas de coleta de resíduos, segundo dados do WWI-Worldwatch Institute.
No Brasil, o prazo determinado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS (Lei 12.305/10), estabelecendo princípios, objetivos, instrumentos e diretrizes da gestão integrada e gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos responsabilidades dos geradores e do poder público; encerra-se em agosto de 2014 para destinação inadequada de
resíduos.
Toxicologia ocupacional: Pesquisa aponta ocorrência de perdas visuais em frentistas de postos de gasolina
Pesquisa publicada pela Agência de Pesquisa FAPESP (09/12) sugere que frentistas de postos de gasolina podem estar com a visão prejudicada devido à exposição aos solventes presentes na gasolina.
A gasolina pura é um líquido incolor ou âmbar com odor característico de petróleo. Trata-se de uma mistura de hidrocarbonetos e contém em sua formulação alguns tipos de solvente, como: tolueno, benzeno e xileno.
Toxicologia Ambiental: IARC classifica a poluição do ar como carcinogênica para humanos (Grupo 1)
A IARC (International Agency for Research on Cancer), agência da Organização Mundial de Saúde especializada em estudos de carcinogenicidade, anunciou em outubro de 2013 a classificação oficial da poluição do ar como carcinogênica para humanos (Grupo 1).
Além da suficiência das evidências de diversos estudos, o comitê especialista da IARC concluiu que o Material Particulado, separadamente, apresenta evidências suficientes quanto à carcinogenicidade, e foi classificado também como Grupo 1.
Participação no XVIII Congresso Brasileiro de Toxicologia
A Intertox, representada por profissionais da sua equipe de gerenciamento de risco toxicológico, apresentou no XVIII Congresso Brasileiro de Toxicologia, realizado no período de 7 a 10 de outubro na cidade de Porto Alegre, os seguintes trabalhos de pesquisa: “Diferenças na Adoção do GHS entre Comunidade Européia, EUA e Brasil” e “Modelo de Implementação do GHS nas Indústrias e Laboratórios: Um Estudo de Caso”.
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Gerenciamento costeiro
As zonas costeiras de todo o mundo sempre foram um foco de atração para o estabelecimento humano devido a uma série de fatores envolvendo aspectos como facilidade de acesso, variedade e abundância de recursos naturais, beleza paisagística, além de oferecer portos naturais, propiciando o adensamento humano nestas áreas. O Brasil, favorecido por uma grande extensão de costa, em torno de 7.500 km, não foge a esta regra, concentrando atualmente 70% de sua população distribuída em 75% dos grandes centros urbanos.
Historicamente as pressões antrópicas na zona costeira brasileira foram apoiadas em diferentes fases econômicas. Num momento inicial, a zona costeira foi habitada por nações indígenas, que por falta de habilidades tecnológicas, eram limitadas, em seu crescimento, pelos próprios recursos naturais, interagindo, portanto, com o ambiente de uma maneira que não diferia muito daquela de qualquer outra espécie. Com isto, a modificação introduzida no ambiente natural era pequena. Com a colonização européia e a instalação de uma economia extrativista e exportadora primária, a região passou a ser ocupada por portos, principalmente em pontos onde esta vocação era natural, como baias protegidas e estuários. Neste período as forças antrópicas de modificação ambiental eram distribuídas, pois se por um lado parte da população se entregava as atividades portuárias, outra parte era obrigada a migrar para o interior em busca das riquezas exportáveis, como ouro, pedras preciosas e mais tarde, produtos agrícolas.