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Checklist de conformidade química: como revisar NBR, GHS, FDS e transporte de produtos perigosos

A conformidade química exige atenção constante às exigências regulatórias que envolvem classificação de perigos, comunicação de riscos, rotulagem, transporte e documentação técnica de substâncias e misturas químicas.

No Brasil, esse processo envolve normas técnicas da ABNT, requisitos de rotulagem baseados no GHS, elaboração e revisão da FDS, documentos fiscais e regras para transporte de produtos perigosos estabelecidas pela ANTT.

Estruturar um checklist de conformidade química é uma forma eficiente de verificar se a documentação da empresa está alinhada às exigências legais, técnicas e operacionais aplicáveis ao seu segmento.

Este guia reúne os principais pontos documentais que devem ser revisados periodicamente, envolvendo ABNT NBR 14725, rotulagem GHS, FDS — Ficha com Dados de Segurança, documentação de transporte, registros internos, auditorias e consistência entre informações técnicas.

O que é conformidade química?

A conformidade química é o conjunto de práticas adotadas para garantir que produtos químicos sejam classificados, documentados, rotulados, armazenados, transportados e comunicados de acordo com normas técnicas, requisitos legais e boas práticas de segurança.

Na prática, isso significa revisar se a empresa possui documentos atualizados, informações coerentes entre diferentes áreas e processos capazes de acompanhar mudanças regulatórias.

Empresas que fabricam, importam, armazenam, distribuem, transportam ou utilizam produtos químicos precisam manter controle sobre dados de segurança, riscos ocupacionais, perigos ambientais, informações de transporte e comunicação adequada aos trabalhadores, clientes e transportadores.

A atualização da ABNT NBR 14725:2023 e seus impactos nas FDS e rótulos reforça a importância de revisar documentos técnicos com frequência, especialmente em empresas que lidam com substâncias, misturas, matérias-primas e produtos classificados como perigosos.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • classificação de perigos segundo o GHS;
  • elaboração e revisão da FDS;
  • rotulagem preventiva;
  • documentos fiscais e dados de transporte;
  • identificação para transporte terrestre;
  • registros internos de classificação;
  • compatibilidade entre FDS, rótulos e documentos de transporte;
  • controle de versões;
  • auditorias periódicas;
  • atualização normativa contínua.

Checklist de conformidade química

A seguir estão os principais pontos documentais que devem ser verificados para manter a conformidade química atualizada.

Cada item pode ser utilizado como base para auditorias internas, programas de compliance regulatório, revisão periódica da gestão química e melhoria dos processos de segurança, qualidade, logística e meio ambiente.

Normas técnicas aplicáveis à documentação química

As normas técnicas estabelecem diretrizes essenciais para classificação, comunicação de perigos, identificação de substâncias químicas e padronização de documentos de segurança.

A ABNT NBR 14725 é uma das principais referências brasileiras para produtos químicos, pois trata de aspectos gerais do Sistema Globalmente Harmonizado, classificação de perigos, FDS e rotulagem de produtos químicos. A norma também está relacionada à comunicação de perigos em ambientes de trabalho e à gestão segura de produtos químicos.

O GHS, mantido pela UNECE, é a base internacional para harmonização da classificação e rotulagem de produtos químicos, incluindo critérios de perigos físicos, perigos à saúde, perigos ao meio ambiente, fichas de segurança e elementos de rotulagem.

Checklist de normas e documentos técnicos

Verificar se a empresa está alinhada às seguintes normas e referências:

  • ABNT NBR 14725 — classificação de perigos, rotulagem e elaboração da FDS;
  • ABNT NBR 7500 — identificação para transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento de produtos;
  • ABNT NBR 9735 — conjunto de equipamentos para emergências no transporte terrestre de produtos perigosos;
  • ABNT NBR 14619 — incompatibilidade química no transporte terrestre de produtos perigosos;
  • Resolução ANTT nº 5.998/2022 — transporte rodoviário de produtos perigosos;
  • instruções complementares da ANTT aplicáveis ao transporte de produtos perigosos.

Pontos que devem ser verificados

  • atualização da versão das normas aplicáveis;
  • coerência entre normas adotadas e documentos técnicos elaborados;
  • revisão periódica das normas utilizadas nos processos internos;
  • registro formal das atualizações normativas aplicáveis;
  • adequação dos documentos aos requisitos da ABNT NBR 14725;
  • integração das áreas de segurança, qualidade, logística, regulatório e meio ambiente.

ABNT NBR 14725: base para FDS, GHS e rotulagem química

A ABNT NBR 14725 estabelece critérios para classificação de perigos, comunicação de perigos por meio da rotulagem e elaboração da FDS. Ela é uma das normas mais relevantes para empresas que trabalham com produtos químicos no Brasil.

A versão atualizada consolidou requisitos relacionados ao GHS, à classificação, à rotulagem e à FDS em um único documento normativo. Isso torna a consulta mais integrada e reforça a necessidade de consistência entre documentos técnicos.

O catálogo técnico da ABNT NBR 14725 descreve a norma como referência para produtos químicos, informações sobre segurança, saúde, meio ambiente, aspectos gerais do GHS, classificação, FDS e rotulagem.

Um ponto importante é a substituição da nomenclatura FISPQ por FDS — Ficha com Dados de Segurança. A antiga FISPQ deve ser mencionada apenas quando necessário para contextualizar documentos históricos, sistemas legados ou processos internos ainda não atualizados.

A adequação à nova ABNT NBR 14725 exige atenção técnica porque impacta diretamente a elaboração de FDS, a revisão de rótulos e a atualização da classificação de perigos de substâncias e misturas.

Checklist da ABNT NBR 14725

Verifique se:

  • a FDS está no formato atualizado;
  • a classificação de perigos segue os critérios da norma vigente;
  • os rótulos estão coerentes com a classificação GHS;
  • as frases de perigo e precaução estão adequadas;
  • os pictogramas foram revisados;
  • a FDS possui as 16 seções obrigatórias;
  • o documento está disponível em português;
  • existe controle de revisão e histórico de atualizações;
  • os sistemas internos utilizam a nomenclatura FDS;
  • documentos antigos foram revisados, substituídos ou corretamente arquivados.

Classificação e rotulagem segundo o GHS

O Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos, conhecido como GHS, estabelece critérios padronizados para a comunicação de perigos químicos.

O GHS permite classificar substâncias e misturas conforme perigos físicos, perigos à saúde e perigos ao meio ambiente. Também define elementos de comunicação, como pictogramas, palavras de advertência, frases de perigo e frases de precaução.

A 11ª edição revisada do GHS, publicada pela UNECE, reforça que o sistema é atualizado periodicamente em nível internacional. Entretanto, a aplicação prática no Brasil deve observar a norma brasileira vigente e as atualizações incorporadas pela ABNT NBR 14725.

Checklist de classificação GHS

Verificar se todos os produtos químicos possuem:

  • classificação físico-química atualizada;
  • classificação toxicológica adequada;
  • classificação ambiental conforme critérios GHS;
  • registro da metodologia utilizada para classificação;
  • dados técnicos compatíveis com a composição do produto;
  • avaliação das concentrações dos ingredientes relevantes;
  • justificativa técnica para substâncias e misturas;
  • coerência entre classificação, FDS e rótulo.

Checklist de rotulagem GHS

Confirmar se os rótulos apresentam:

  • identificação correta do produto;
  • identificação do fornecedor;
  • pictogramas de perigo atualizados;
  • palavra de advertência adequada;
  • frases de perigo corretas;
  • frases de precaução padronizadas;
  • informações suplementares, quando aplicável;
  • telefone de emergência, quando exigido ou recomendado;
  • informações compatíveis com a FDS.

FDS: verificação da Ficha com Dados de Segurança

A FDS é um dos principais documentos da conformidade química, reunindo informações técnicas fundamentais sobre riscos, manuseio, armazenamento, transporte, exposição ocupacional e medidas de emergência.

A estrutura da ficha segue as diretrizes da ABNT NBR 14725 e deve conter 16 seções padronizadas. Essas seções permitem que trabalhadores, profissionais de segurança, equipes regulatórias, transportadores e clientes compreendam os perigos do produto e as medidas preventivas necessárias.

A FDS substitui a antiga FISPQ como nomenclatura técnica atual. Por isso, documentos, sistemas internos e cadastros devem priorizar o termo FDS, mantendo a referência à antiga FISPQ apenas quando for necessário para orientar a transição.

A página de serviço sobre Ficha com Dados de Segurança apresenta a FDS como documento essencial para gestão de riscos químicos, manuseio seguro e comunicação adequada das informações de segurança.

Checklist de conformidade da FDS

Verificar se a Ficha apresenta:

  • estrutura completa com 16 seções obrigatórias;
  • identificação correta do produto e fornecedor;
  • classificação de perigos conforme GHS;
  • composição química detalhada;
  • medidas de primeiros socorros;
  • medidas de combate a incêndio;
  • procedimentos em caso de vazamento;
  • informações de manuseio e armazenamento;
  • controle de exposição e EPI recomendados;
  • propriedades físico-químicas atualizadas;
  • informações toxicológicas e ecológicas;
  • informações sobre transporte;
  • informações regulamentares aplicáveis;
  • outras informações relevantes para uso seguro do produto.

Pontos críticos de revisão da FDS

  • compatibilidade entre a FDS e a rotulagem do produto;
  • atualização após mudança de formulação ou classificação;
  • disponibilidade da ficha em português;
  • acesso fácil ao documento pelos trabalhadores;
  • revisão após atualização normativa;
  • inclusão de novos dados toxicológicos ou ambientais;
  • adequação da seção de transporte;
  • controle de versões e rastreabilidade das alterações.

FDS em sistemas de gestão documental

Em muitos sistemas e bases de dados internas ainda é comum encontrar referências à antiga FISPQ. Para manter a conformidade documental, é importante garantir consistência entre nomenclaturas, registros técnicos e arquivos disponíveis para consulta.

O ideal é que a empresa utilize FDS como nomenclatura principal em sistemas internos, pastas digitais, procedimentos, cadastros de produtos, documentos de qualidade, treinamentos e bases de dados regulatórias.

Checklist documental

Verificar se:

  • sistemas internos utilizam a nomenclatura atual FDS;
  • arquivos históricos com a nomenclatura antiga foram atualizados ou corretamente identificados;
  • todas as versões de fichas possuem controle de revisão;
  • existe registro da data de atualização do documento;
  • versões obsoletas foram retiradas de circulação;
  • as áreas de compras, qualidade, segurança, logística e regulatório utilizam a mesma versão;
  • a FDS disponível corresponde ao produto efetivamente adquirido, armazenado ou utilizado.

Documentação exigida no transporte de produtos perigosos

O transporte de substâncias químicas perigosas no Brasil segue as regras estabelecidas pela Resolução ANTT nº 5.998/2022 e suas atualizações, além de normas técnicas associadas.

A Resolução ANTT nº 5.998/2022 atualiza o Regulamento para o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos, aprova instruções complementares e estabelece requisitos para operações realizadas em vias públicas no território nacional.

Um ponto importante é que, conforme orientação da própria ANTT sobre produtos perigosos, não existe mais obrigatoriedade de porte da Ficha de Emergência e do Envelope para Transporte durante o transporte rodoviário de produtos perigosos.

Isso não impede que esses documentos sejam utilizados por procedimento interno, exigência contratual, requisito de cliente ou prática complementar de segurança. Porém, eles não devem ser tratados como documentos de porte obrigatório pela ANTT.

A análise sobre as alterações na Resolução ANTT 5998 ajuda a compreender pontos relevantes para empresas que transportam, expedem, armazenam ou contratam transporte de produtos perigosos.

Checklist documental para transporte

Verificar a presença e a consistência das seguintes informações:

  • documento fiscal contendo identificação do produto perigoso;
  • número ONU da substância ou mistura;
  • nome apropriado para embarque;
  • classe e subclasse de risco;
  • grupo de embalagem, quando aplicável;
  • quantidade transportada;
  • tipo de embalagem;
  • identificação do expedidor;
  • identificação do transportador;
  • dados compatíveis com a seção de transporte da FDS;
  • certificados aplicáveis ao transporte a granel, quando houver.

Documentos e registros que podem acompanhar a gestão logística

Além dos documentos exigidos pela regulamentação, a empresa pode manter registros complementares para segurança, rastreabilidade e gestão de emergência.

  • FDS disponível para consulta;
  • registro da classificação de transporte conforme regulamentação;
  • procedimentos internos de emergência;
  • checklists de expedição;
  • registros de inspeção de carga;
  • certificados de veículos e equipamentos, quando aplicável;
  • orientações para atendimento a emergências químicas;
  • registros de treinamento das equipes envolvidas.

Consistência entre FDS, rótulos, documentos internos e transporte

Um dos problemas mais comuns identificados em auditorias regulatórias é a inconsistência entre documentos químicos. Diferenças entre classificação, rotulagem, FDS, documentos fiscais e registros internos podem gerar não conformidades e comprometer a comunicação de perigos.

A FDS pode estar atualizada, mas o rótulo pode apresentar pictogramas divergentes. O documento fiscal pode trazer informações de transporte incompatíveis. O cadastro interno pode estar usando uma versão antiga. A logística pode trabalhar com dados diferentes da área regulatória.

Por isso, a conformidade química deve ser analisada de forma integrada, considerando todo o ciclo documental do produto químico.

Checklist de consistência documental

Verificar se existe coerência entre:

  • classificação GHS;
  • rótulos de perigo;
  • FDS;
  • documentos fiscais;
  • documentos de transporte;
  • registros internos de classificação química;
  • cadastros de produtos;
  • procedimentos de emergência;
  • informações enviadas a clientes;
  • informações utilizadas por transportadores.

Pontos que devem ser revisados

  • pictogramas presentes nos rótulos e na FDS;
  • frases de perigo consistentes em todos os documentos;
  • frases de precaução padronizadas;
  • classificação de transporte alinhada à seção correspondente da FDS;
  • dados de composição compatíveis com a classificação aplicada;
  • atualização simultânea dos documentos após revisão técnica;
  • remoção de versões antigas dos sistemas internos;
  • comunicação das alterações às áreas envolvidas.

Auditoria documental de conformidade química

Auditorias internas ajudam a identificar inconsistências antes de fiscalizações, auditorias externas, incidentes ou questionamentos de clientes.

Esse processo permite verificar se a documentação química atende às exigências das normas técnicas, regulamentos vigentes e procedimentos internos da empresa.

A auditoria documental também contribui para melhorar a rastreabilidade das informações, corrigir falhas de comunicação entre áreas e fortalecer a governança sobre produtos químicos.

Checklist de auditoria

Uma auditoria documental deve verificar:

  • existência da FDS para todos os produtos químicos;
  • atualização da classificação GHS;
  • conformidade da rotulagem com a ABNT NBR 14725;
  • documentação completa para transporte de produtos perigosos;
  • controle de revisão das fichas de segurança;
  • registro das atualizações normativas aplicáveis;
  • compatibilidade entre FDS, rótulo e documento fiscal;
  • disponibilidade dos documentos para trabalhadores e áreas envolvidas;
  • procedimentos para retirada de versões obsoletas;
  • treinamento das equipes que utilizam ou gerenciam produtos químicos.

Tabela resumo da documentação de conformidade química

A tabela abaixo resume os principais documentos, registros e referências que devem ser considerados em uma rotina de conformidade química.

Documento ou registroFunçãoNorma ou regulamento
FDSInformações de segurança, perigos, medidas preventivas e dados técnicos do produtoABNT NBR 14725
Rótulo GHSComunicação visual de perigosABNT NBR 14725
Classificação GHSDefinição de perigos físicos, à saúde e ao meio ambienteGHS e ABNT NBR 14725
Documento fiscal com dados de riscoIdentificação da carga perigosa durante a operação de transporteANTT 5998/2022
Dados de transporteInformação de número ONU, classe de risco, grupo de embalagem e nome apropriado para embarqueANTT 5998/2022
Certificados para transporte a granelComprovação de inspeção ou certificação de veículos e equipamentos, quando aplicávelANTT e Inmetro
Registros internosControle de versões, rastreabilidade e consistência documentalSistema de gestão da empresa
Auditoria documentalVerificação de conformidade, coerência e atualização dos documentosNormas, regulamentos e procedimentos internos

Como manter a conformidade química atualizada?

A gestão adequada da documentação química reduz riscos operacionais, melhora a comunicação de perigos e facilita auditorias regulatórias.

Manter atualizadas as FDS, revisar classificação GHS e garantir a consistência entre documentos técnicos são etapas fundamentais para assegurar a conformidade química.

A empresa deve estabelecer uma rotina de revisão sempre que houver:

  • mudança de formulação;
  • alteração de fornecedor;
  • nova informação toxicológica ou ambiental;
  • atualização normativa;
  • mudança na classificação de transporte;
  • identificação de inconsistências em auditoria;
  • alteração de embalagem ou rotulagem;
  • novas exigências de clientes, mercados ou órgãos reguladores.

Também é importante que compras, qualidade, segurança do trabalho, meio ambiente, regulatório, logística e comercial trabalhem com a mesma base documental.

Atualize sua documentação química com suporte técnico especializado

A revisão de documentos técnicos, classificação GHS, elaboração de FDS e adequação de rotulagem química exige conhecimento especializado e acompanhamento constante das atualizações regulatórias.

A Intertox oferece suporte para empresas que precisam revisar, estruturar ou atualizar a documentação relacionada à conformidade química, reduzindo riscos e fortalecendo a segurança das informações técnicas.

A Intertox apoia empresas que precisam:

  • elaborar ou revisar FDS;
  • atualizar classificações segundo o GHS;
  • adequar rotulagens químicas;
  • revisar dados para transporte de produtos perigosos;
  • avaliar consistência entre FDS, rótulos, documentos internos e transporte;
  • estruturar auditorias de conformidade química;
  • acompanhar atualizações regulatórias aplicáveis ao negócio.

Para revisar sua documentação química com segurança técnica, fale com um especialista e mantenha sua operação alinhada às exigências regulatórias com confiabilidade.

Explosão em indústria química de Itupeva reforça importância das informações de segurança presentes nas FDS

Uma forte explosão ocorrida na madrugada de 20 de junho de 2026, em uma fábrica de produtos químicos situada em Itupeva (SP), gerou grande movimentação de equipes de resgate e chamou a atenção dos moradores da região. Apesar do grande impacto e da apreensão inicial, o incidente não resultou em feridos e nem em incêndio, segundo uma nota oficial divulgada pela Prefeitura de Itupeva.

Conforme detalhado no comunicado da prefeitura, o evento se deu durante uma reação química envolvendo peróxido de hidrogênio e óleo de soja. As apurações técnicas indicaram que concentrações acima do ideal no processo levaram a um excesso de pressão em um dos reatores da planta industrial. O equipamento, que é um tanque de aço inoxidável com sistemas de segurança, reagiu ao aumento da pressão abrindo sua válvula (ou tampa) de alívio, o que liberou os gases acumulados e causou a explosão presenciada.

Ainda de acordo com a prefeitura, a empresa opera com quatro reatores interligados. Após o ocorrido, dois deles foram imediatamente drenados e esvaziados. Um quarto reator continuou em funcionamento, pois não era possível interromper o processo de forma súbita, sendo programado para um esvaziamento controlado posteriormente. Durante todo o incidente, bombeiros estiveram no local orientando os responsáveis sobre os procedimentos de segurança e prevenção de incêndios. As autoridades confirmaram que a situação foi controlada sem riscos para a população local.

Embora as causas exatas do evento ainda precisem ser investigadas tecnicamente, o incidente sublinha a importância de identificar e comunicar corretamente os perigos e riscos associados a substâncias químicas e processos industriais. Nesse sentido, a Ficha com Dados de Segurança (FDS) desempenha um papel crucial na prevenção de acidentes e na resposta a emergências.

De acordo com a ABNT NBR 14725:2023, norma brasileira vigente que estabelece os critérios para classificação de perigos, rotulagem preventiva e elaboração de documentos de segurança, estabelece que, na seção 10 do documento (destinada às informações sobre estabilidade e reatividade) contenha informações sobre condições a serem evitadas, materiais incompatíveis, possibilidade de reações perigosas e produtos de decomposição. Em processos que utilizam oxidantes, como o peróxido de hidrogênio, o conhecimento prévio das materiais incompatíveis, condições que podem gerar reações exotérmicas, aumento de pressão ou liberação de gases é essencial para definir controles operacionais e medidas preventivas.

Na seção 5 do documento de segurança (que trata das medidas de combate a incêndio) oferece diretrizes cruciais para emergências. De acordo com normativa brasileira, a seção 5 necessita conter os meios de extinção adequados, os perigos específicos decorrentes da combustão ou decomposição dos produtos, os equipamentos de proteção necessários para as equipes de resposta e os procedimentos especiais de combate ao fogo. Essas informações auxiliam bombeiros e equipes de socorro a identificar e prevenir riscos adicionais, estabelecendo áreas de segurança e tomando medidas para impedir o agravamento de uma situação de risco.

Os acidentes com reações químicas mostram que a segurança de processos não depende somente da integridade dos equipamentos e de sistemas de proteção adequados, mas também do acesso a informações técnicas exatas e recentes. Assim, manter as documentações de seguranças completas, atualizadas e condizentes com os produtos e processos reais segue sendo um dos modos mais importantes de evitar acidentes em indústrias e garantir a segurança de empregados, equipes de emergência e comunidades vizinhas.

Para verificar a notícia original, acesse o link.

FDS (antiga FISPQ): por que o uso de fichas desatualizadas pode gerar multas e riscos legais

A gestão de produtos químicos deixou de ser apenas uma rotina operacional e passou a ocupar papel estratégico dentro das empresas. Em um cenário de fiscalizações mais rigorosas, auditorias frequentes e aumento da responsabilização civil e ambiental, manter a documentação técnica atualizada é fundamental para evitar multas, interdições e passivos jurídicos.

Entre os documentos mais importantes desse processo estão as Fichas com Dados de Segurança (FDS) — antigas FISPQ — que precisam estar sempre atualizadas para atender às normas vigentes, como a ABNT NBR 14725 e exigências de auditorias e fiscalizações.

A gestão ineficiente das FDS não apenas compromete a segurança dos colaboradores, mas também resulta em infrações regulatórias e multas administrativas severasEste artigo explora por que o uso de FDS desatualizadas se tornou um problema recorrente e como evitar penalidades com uma gestão moderna e eficiente.

O que é a FDS (antiga FISPQ) e por que ela precisa estar sempre atualizada?

A FDS é um documento técnico que reúne informações essenciais sobre substâncias e misturas químicas. Ela orienta sobre riscos, armazenamento, transporte, descarte e medidas de emergência, servindo de base para treinamentos, análises de risco e programas de prevenção.

Quando uma empresa se mantém desatualizada surgem riscos imediatamente, pois o documento perde validade técnica e regulatória.

A atualização é necessária porque:

  • Componentes podem mudar.
  • Novos estudos toxicológicos e ambientais são publicados.
  • Normas são revisadas periodicamente.
  • Procedimentos de emergência podem ser atualizados.
  • O fornecedor pode alterar formulações ou rotulagem.

Uma FDS desatualizada significa decisões erradas, treinamentos incompletos e medidas de segurança inadequadas.

Principais riscos do uso de FDS desatualizada dentro das empresas

1. Não conformidade normativa 

Auditorias internas e externas verificam se a empresa utiliza a versão mais recente das FDS. A identificação de documentos desatualizados pode resultar em:

  • Advertências formais
  • Autos de infração
  • Multas administrativas
  • Comprometimento de certificações como ISO 14001 e ISO 45001

2. Penalidades em fiscalizações trabalhistas e ambientais

Órgãos como Ministério do Trabalho, Vigilância Sanitária e órgãos ambientais exigem que as FDS estejam atualizadas e disponíveis nos locais de uso dos produtos químicos.

A ausência ou desatualização configura descumprimento de obrigação legal, podendo gerar multas e, em situações mais graves, embargo de atividades.

3. Ampliação de acidentes

Com uma FDS defasada, a equipe segue instruções incorretas para:

  • Combate a incêndio
  • Vazamentos
  • Neutralização química
  • Utilização de EPI

4. Treinamentos baseados em dados incorretos

Programas como PGR, NR-26 e demais rotinas de segurança dependem diretamente das informações contidas na FDS.

Quando o documento está desatualizado, toda a cadeia de prevenção é impactada: colaboradores recebem orientações incompletas, análises de risco tornam-se frágeis e a empresa passa a operar com lacunas técnicas.

5. Responsabilidade civil e criminal

Em caso de acidente, perícias verificam imediatamente:

  • Versão da FDS utilizada
  • Fonte da informação
  • Conformidade normativa

Quando o documento está desatualizado, a empresa assume responsabilidade ampliada, pois deixou de implementar medidas preventivas adequadas.

Como identificar se sua empresa pode estar usando FDS desatualizada

Alguns sinais indicam vulnerabilidade na gestão documental:

  • FDS sem data de revisão recente
  • Documentos a muito tempo sem atualização
  • Divergências entre informações do rótulo e da FDS
  • Uso de modelo antigo em formato de FISPQ
  • Arquivamento automático de fichas recebidas sem validação técnica

Esses indícios revelam falhas no controle do ciclo de atualização e aumentam o risco de não conformidade.

Como manter as FDS sempre atualizadas e evitar multas

A boa notícia é que é possível implementar um processo robusto e contínuo de controle. Para eliminar os riscos associados à riscos para empresa com FISPQ desatualizada, algumas práticas são recomendadas:

✔ Estruturar um inventário completo de produtos químicos

Cada item deve ter sua respectiva FDS vinculada e revisada.

✔ Atualizar periodicamente o banco de documentos

A atualização deve ser contínua, considerando mudanças do fornecedor ou da norma.

✔ Validar a origem das FDS

Somente versões fornecidas pelo fabricante ou por empresas autorizadas devem ser utilizadas.

✔ Monitorar revisões normativas

A ABNT e órgãos internacionais frequentemente revisam diretrizes que impactam o conteúdo das fichas.

✔ Contar com especialistas em segurança química

Empresas com muitos produtos ou alto risco operacional precisam de apoio especializado para:

  • Avaliar composição química
  • Revisar FDS conforme norma
  • Controlar ciclo de atualização
  • Implantar sistemas de gestão

Aqui está o ponto onde a parceria certa faz toda a diferença.

Como a Intertox apoia a conformidade da sua empresa

A Intertox é referência nacional em segurança química, toxicologia, gestão de risco e conformidade regulatória. A Intertox atua de forma estratégica na gestão de segurança química, oferecendo:

  • Elaboração e atualização de FDS conforme ABNT NBR 14725
  • Revisão técnica de documentos existentes
  • Adequação à classificação GHS

Com suporte técnico especializado, sua empresa reduz riscos legais, fortalece a segurança operacional e garante previsibilidade em auditorias e fiscalizações.

Garanta conformidade e elimine riscos agora

Se sua empresa utiliza produtos químicos, não pode correr o risco de operar com documentos desatualizados.

A falta de atualização abre portas para autuações, aumenta a responsabilidade em acidentes e compromete certificações.

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https://intertox.com.br/

Curso sobre FDS é obrigatório? Acidente com Tolueno em SC reforça a importância da capacitação e do conhecimento sobre produtos químicos

Em março de 2025, uma explosão envolvendo um caminhão carregado com tolueno em uma empresa de artefatos de borracha em Araquari (SC) reacendeu um alerta essencial para a indústria química e todos os setores que manipulam substâncias perigosas: conhecer os perigos do produto e suas propriedades é tão importante quanto ter a documentação em dia.

Para compreender as características das substâncias e misturas manipuladas diariamente, é indispensável uma capacitação específica, baseados nas normas técnicas vigentes. Dentre elas, a ABNT NBR 14725:2023 traz os critérios para a classificação, elaboração da Ficha com Dados de Segurança (FDS) e rotulagem de produtos químicos.

O acidente em Araquari: o que aconteceu?

O acidente ocorreu por volta das 13h30 do dia 6 de março de 2025, durante a conexão de uma mangueira para descarga da matéria-prima em um caminhão carregado com tolueno, na área externa da empresa localizada no bairro Volta Redonda, em Araquari (SC), próxima à BR-280.

A explosão deixou oito trabalhadores feridos — sete funcionários da empresa e o motorista do caminhão. Um deles, com idade entre 30 e 39 anos, sofreu queimaduras de 1º, 2º e 3º grau em cerca de 90% do corpo e foi encaminhado em estado grave para a UTI do Hospital São José, em Joinville. Os demais apresentaram sintomas de inalação de fumaça; três ficaram em observação até a madrugada seguinte e receberam alta, enquanto os outros continuaram em atendimento.

Segundo informações da Defesa Civil, o caminhão transportava tolueno, um solvente amplamente utilizado na fabricação de borrachas, polímeros e adesivos, conhecido por suas propriedades altamente inflamáveis. Apesar da empresa possuir documentação e licenças atualizadas, incluindo alvará do Corpo de Bombeiros, a vistoria realizada após o acidente apontou a necessidade de implantação de uma brigada interna de combate a incêndio e reforço nos procedimentos de segurança e capacitação.

O que é o Tolueno, sua classificação de acordo com o GHS e os Riscos envolvidos

De acordo com a norma ABNT NBR 14725:2023, que traz os critérios de classificação do GHS (Globally Harmonized System), internalizado no Brasil por meio da NR 26 “Sinalização de Segurança”, o tolueno (CAS: 108-88-3) apresenta uma série de perigos intrínsecos que precisam ser compreendidos por todos que a manipulam, transportam ou gerenciam.

Sua classificação GHS intrínseca consiste em:

 • Líquidos inflamáveis – Categoria 2

• Corrosão/irritação à pele – Categoria 2

• Toxicidade à reprodução – Categoria 2

• Toxicidade para órgãos-alvo específicos – Exposição única – Categoria 3 (efeitos narcóticos)

• Toxicidade para órgãos-alvo específicos – Exposição repetida – Categoria 2

• Perigo por aspiração – Categoria 1

• Perigoso ao ambiente aquático – Agudo – Categoria 2

• Perigoso ao ambiente aquático – Crônico – Categoria 3

Esses perigos não são apenas informações técnicas. Eles impactam diretamente nas medidas preventivas, nos procedimentos operacionais, no uso correto de EPIs, manuseio seguro, armazenamento, transporte, carga e descarga e na preparação das equipes para emergências.

Capacitação não é opcional, é obrigação legal e medida de segurança vital

Conforme disposto na própria NR 26:

 “26.5.2 Os trabalhadores devem receber treinamento:

a) para compreender a rotulagem preventiva e a ficha com dados de segurança do produto químico; e

b) sobre os perigos, os riscos, as medidas preventivas para o uso seguro e os procedimentos para atuação em situações de emergência com o produto químico.”

Assim, em análise ao ocorrido, embora a empresa envolvida possuísse documentação e licenças atualizadas, como confirmado pela Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, o acidente evidencia um ponto crítico:

Que mesmo empresas com documentação regular podem enfrentar riscos elevados se não houver preparo técnico e operacional adequado e que treinamentos específicos reduzem falhas humanas e aumentam a capacidade de resposta em emergências.

Algumas respostas para emergências podem ser encontradas na FDS, um documento obrigatório sempre que há manipulação de produtos químicos no ambiente de trabalho, sendo ele classificado como perigoso ou não, mas que os usos previstos ou recomendados ofereçam riscos à segurança e saúde do trabalhador. Contudo, tão importante quanto possuir a FDS é saber interpretar corretamente suas informações.

A FDS é obrigatória – mas saber interpretá-la é ainda mais importante

A Ficha com Dados de Segurança não é um papel de prateleira para cumprimento obrigatório, a FDS é um documento que transcreve, dentro de 16 seções, informações para identificação de perigo, uso seguro, recomendações de segurança após contato acidental e demais informações relevantes, como a incompatibilidade química.

Sua interpretação é tão relevante quanto o conhecimento das informações especificas dos produtos manipulados, especialmente porque:

 ✔ Cada substância possui perigos intrínsecos que não se alteram com o tempo ou o local

✔ Durante a manipulação de substâncias químicas, existem fatores como dose e individualidade do organismo que podem levar a efeitos tóxicos não esperados

✔ O desconhecimento pode comprometer a segurança de toda a operação

✔ As medidas protetivas devem ser especificas ao produto manipulado de modo a reduzir qualquer contato com a substância química

✔ Mesmo uma substância não perigosa pode apresentar riscos oriundos de sua queima ou outras reações não desejadas

✔ A NBR 14725 estabelece padrões para comunicação de perigo, armazenamento e respostas emergenciais, as quais são descritas na FDS (antiga FISPQ) e de modo mais breve, na rotulagem

✔ Acidentes graves com substâncias inflamáveis geralmente ocorrem durante atividades rotineiras, isto porque os líquidos inflamáveis liberam vapores que, havendo uma fonte de ignição próxima, é o suficiente para acontecer a inflamabilidade

Por que um curso de FDS faz diferença?

 Um curso de FDS baseado na NBR 14725 capacita trabalhadores e gestores a:

 • Compreender a classificação de perigo das substâncias

• Interpretar corretamente as informações disponíveis em cada seção da FDS

• Aplicar medidas preventivas adequadas

• Gerenciar riscos nas etapas de manuseio, transporte, carga/descarga e armazenamento

• Atuar de forma segura em emergências

• Reduzir drasticamente a probabilidade de acidentes

 No caso de substâncias inflamáveis como o tolueno, o entendimento sobre seus perigos, e a correta orientação pode ser o divisor entre uma operação segura e um acidente de grandes proporções.

 

Conhecimento salva vidas

No acidente em Araquari, não existe evidências de que a ausência de capacitação adequada foi apontada como causa direta, mas é um fator que aumenta riscos e dificulta respostas eficazes.
Assim, percebemos que treinamentos sobre FDS e manuseio seguro de produtos químicos não são apenas recomendados, mas essenciais.

Eles salvam vidas, evitam prejuízos e garantem que cada profissional esteja preparado para lidar com substâncias químicas de forma segura e consciente.

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 Acesse agora nossa página e conheça o Curso de FDS: Produtos Químicos – Classificação GHS, Ficha com Dados de Segurança (antiga FISPQ) e Rotulagem de acordo com a ABNT NBR 14725:2023


CFQ atualiza norma sobre responsabilidade técnica na emissão de FDS e FDSR

O Conselho Federal de Química (CFQ) publicou no Diário Oficial da União, em 16 de outubro de 2025, a Resolução nº 335, que estabelece regras sobre a responsabilidade para avaliar e emitir dois documentos fundamentais para a gestão de riscos químicos: a Ficha com Dados de Segurança (FDS) e a Ficha com Dados de Segurança de Resíduos (FDSR).

De acordo com o texto, somente profissionais habilitados e registrados em Conselhos Regionais de Química poderão avaliar e emitir esses documentos. A norma também permite que o químico responsável conte com apoio de outros profissionais na elaboração das fichas, sem prejuízo de sua responsabilidade técnica. Além disso, a resolução revoga a Resolução Normativa nº 252, de 2013, que tratava do tema anteriormente.

Impactos e controvérsias

Embora a resolução reforce a atuação do profissional da química, é importante destacar que ela não altera a legislação trabalhista vigente, que continua atribuindo ao fabricante ou fornecedor nacional a obrigação de elaborar e disponibilizar a FDS para todo produto químico classificado como perigoso e para produto químico não classificado como perigoso, mas cujos usos previstos ou recomendados derem origem a riscos à segurança e à saúde dos trabalhadores, conforme previsto na NR 26, itens 26.4.3.1 e 26.4.3.3 do Ministério do Trabalho. Essa norma determina que a responsabilidade é da empresa que coloca o produto no mercado, e não de um profissional específico.

A ABNT NBR 14725, referência técnica para elaboração das FDS, também reforça esse entendimento ao afirmar que a ficha é um documento multidisciplinar, exigindo informações sobre saúde, meio ambiente, transporte e primeiros socorros. Por isso, espera-se que as empresas contem com equipes qualificadas, não sendo obrigatória, no entanto, a inclusão do nome ou registro de um profissional na FDS.

Conclusão

A NR 26 estabelece que a responsabilidade pela elaboração e disponibilização da Ficha com Dados de Segurança (FDS) é do fabricante ou, no caso de importação, do fornecedor nacional. Essa diretriz é reforçada pela ABNT NBR 14725, que define o fornecedor — fabricante, importador ou distribuidor — como a parte responsável por elaborar e disponibilizar a FDS dos produtos químicos ao público-alvo.


Isso significa que a empresa deve garantir que a FDS seja tecnicamente correta e legalmente conforme. Para isso, é essencial contar com profissionais capacitados e com conhecimento técnico específico, não sendo obrigatório informar nome ou número de registro de qualquer profissional na FDS, assim como, na FDSR.

Contexto normativo

A publicação ocorre em um momento de transição importante: desde julho de 2025, a antiga FISPQ deixou de ser válida, sendo substituída pela FDS, conforme a ABNT NBR 14725:2023. Essa mudança trouxe maior alinhamento ao Sistema Globalmente Harmonizado (GHS) e exigiu das empresas revisão completa de seus documentos técnicos.

Saiba mais sobre a transição na matéria da Intertox: Atualização da ABNT NBR 14725:2023: Impactos nas Fichas com Dados de Segurança e Rótulos 

Impactos pelo descumprimento

A NR 26, do Ministério do Trabalho, torna obrigatórias a classificação, a rotulagem e a elaboração da FDS para produtos químicos perigosos e para produto químico não classificado como perigoso, mas cujos usos previstos ou recomendados derem origem a riscos à segurança e à saúde dos trabalhadores. O descumprimento dessas exigências pode resultar em multas significativas, conforme a NR 28, variando de R$ 670,00 até mais de R$ 6.700,00, dependendo do porte da empresa e da gravidade da infração.


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As capacitações são realizadas em:📅 Dois dias seguidos | 🕗 Horário: das 08h30 às 17h30
📍 Modalidades: Online (Zoom) ou Presencial (SPAX – Av. Paulista, São Paulo/SP)

Objetivo:
Aprofundar seus conhecimentos para a aplicação dos requisitos das normas NR 26 e ABNT-NBR 14725:2023, que estabelecem o GHS (Globally Harmonized System of Classification and Labelling of Chemicals) como sistema de classificação de perigo de produtos químicos, e a comunicação destes perigos por meio de Rótulo e FDS. Abordado as alterações com a publicação da ABNT NBR 14725 revisada, incluindo a alteração da nomenclatura FISPQ para FDS, as mudanças que impactam as rotulagens, novas classes de perigos e os critérios para classificação de substâncias e misturas.

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📧 Dúvidas: treinamento@intertox.com.br