Meio Ambiente: Desmatamento da amazônia em foco
A Amazônia, maior floresta tropical do mundo, está enfrentando um aumento na taxa de desmatamento e queimadas nos últimos meses, gerando preocupação e alerta em todo o mundo. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o desmatamento na Amazônia aumentou 67% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O desmatamento e as queimadas são causados principalmente pela ação humana, como a exploração de madeira e a expansão agrícola. Além dos impactos na biodiversidade e na cultura dos povos indígenas, o desmatamento também contribui para o aquecimento global, já que as árvores são importantes captadoras de dióxido de carbono, um dos gases responsáveis pelo efeito estufa.
O aumento no desmatamento da Amazônia tem gerado críticas por parte de ambientalistas e governos de todo o mundo, além de pressionar o governo brasileiro a tomar medidas mais efetivas para combater essa atividade ilegal. A preservação da floresta amazônica é fundamental não apenas para o meio ambiente, mas também para a saúde e o bem-estar das comunidades locais e de todo o planeta.
A questão ambiental é um tema cada vez mais relevante e urgente em todo o mundo. A mudança climática, a poluição do ar, da água e do solo, a perda de biodiversidade e a degradação dos ecossistemas são alguns dos principais desafios que enfrentamos.
Os impactos desses problemas são sentidos em diversas áreas, como na saúde pública, na economia, na segurança alimentar e hídrica e na qualidade de vida das pessoas. Por isso, é fundamental que haja uma atuação efetiva dos governos, das empresas e da sociedade como um todo para enfrentar esses desafios e garantir um futuro sustentável para todos.
Algumas iniciativas têm sido tomadas nesse sentido, como a adoção de energias renováveis, a implementação de políticas de redução de emissões de gases do efeito estufa, a promoção da economia circular e o fortalecimento de práticas sustentáveis na agricultura e na indústria.
Porém, ainda há muito a ser feito e é necessário que todos estejam engajados nessa causa. A preservação do meio ambiente é uma responsabilidade coletiva e requer ações concretas de todos, desde pequenas atitudes individuais até grandes mudanças estruturais na forma como produzimos e consumimos.
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SSO: Toxicologia comportamental pode contribuir para a identificação antecipada de danos, prevenindo a saúde dos trabalhadores.
Disponibilizado na Revista Brasileira de Saúde Ocupacional (RBSO), o artigo evidencia a importância de se considerar a análise das condutas humanas na saúde ocupacional e ambiental, enfatizando que as percepções e atitudes dos trabalhadores em relação aos riscos de determinados agentes, podem fornecer informações valiosas para a prevenção de doenças ocupacionais. Apresentando, portanto, que a abordagem comportamental pode ser integrada às práticas de gestão de saúde e segurança no trabalho e meio ambiente.
Como em casos de fadiga, estresse ou estados pré-clínicos de doenças neurológicas, os testes incluem avaliações motoras, sensoriais e cognitivas, permitindo uma avaliação abrangente do funcionamento do sistema nervoso.
Esse tipo de testes é útil tanto na pesquisa científica quanto na prática clínica, permitindo um diagnóstico precoce e um acompanhamento de modo a oferecer subsídios para o desenvolvimento de processos de produção mais seguros, além de reduzir o impacto trabalhista e orçamentário nas indústrias.
Uma alternativa que permite estimar o grau de exposição ambiental a substâncias tóxicas com moderado a alto grau de confiabilidade, é a observação direta e o registro de comportamentos previamente determinados.
Esses apontamentos avaliam que medidas neurocomportamentais podem ser influenciadas por agentes tóxicos, permitindo o aprimoramento de práticas de higiene industrial para trabalhadores em condição de insalubridade.
É sugerido pelos estudos analisados que funções cognitivas podem ser afetadas em condições subclínicas de exposição a solventes, e que esses prejuízos comportamentais podem anteceder uma neuropatia também induzida por eles, citando como exemplo a exposição ao Hexano.
Este produto químico, pode gerar sintomas como a sonolência, tontura, fraqueza muscular, parestesia, prejuízo sensorial, visão turva, frieza nas extremidades, diminuição dos reflexos dos tendões, alteração em parâmetros eletrofisiológicos ou mesmo o quadro clínico de polineuropatia. “Alguns trabalhos mostraram que, após exposição variando entre 10 e 60 minutos ao hexano comercial, em concentrações entre 3.520 e 17.600 mg/m3, manifesta-se sinais de intoxicação caracterizados por sonolência, tontura e depressão do Sistema Nervoso Central.
A ocorrência de neuropatia sensório-motora periférica foi documentada em exposições variando entre 106 e 8.800 mg/m3, em trabalhadores que fabricavam sandálias ou impermeabilizadores, expostos por períodos que excediam 8 horas por dia”.
O ensaio conclui que a toxicologia comportamental é um interessante campo na avaliação ocupacional, podendo fornecer auxílios importantes para um dia-a-dia mais seguro, e ainda, “tomar o comportamento humano como um índice de avaliação toxicológica e monitoramento da segurança e saúde ocupacional é uma forma de articular ciência básica, aplicada, desenvolvimento tecnológico e inovação em prol da saúde, além de um responsável desenvolvimento social”.
A publicação pode ser acessa na íntegra por meio do link: https://www.scielo.br/j/rbso/a/cgksLq7crZNQg34TPXTdGTq/
Nathália B. Ortigoza
Documentação de Segurança
GHS no Canadá: publicada emenda da HPR para adoção da 7ª edição revisada do GHS
As atualizações GHS no Canadá aconteceram no dia 4 de janeiro de 2023, o Canada Gazette, Parte II (Diário Oficial canadense) publicou duas emendas.
Estas foram emitidas pelo Departamento de Saúde, alterando a Lei de Produtos Perigosos (HPA) e o Regulamento de Produtos Perigosos (HPR).
Logo, ambos afetam os requisitos do Sistema de Informação de Materiais Perigosos no Local de Trabalho (WHMIS).
Quais alterações previstas para o GHS no Canadá?
Dentre as alterações previstas, estão:
- Alinhamento com a 7ª edição revisada do Purple Book (GHS), ao invés da 5ª edição revisada adotada atualmente;
- Adoção de nova classe de perigo físico, “Gás sob pressão” prevista na 8ª edição revisada do GHS; e
- Esclarecimentos, correções e alterações em disposições existentes no Regulamento de Produtos Perigosos (HPR).
Além disso, a emenda altera a nomenclatura de algumas classes de perigos, cria novas categorias e subcategorias e também traz novos requisitos para critérios de classificações para perigoso físicos e à saúde humana.
Referente a rotulagem
No âmbito da rotulagem e Ficha de Dados de Segurança (Safety Data Sheet – SDS), foram realizadas alterações na Parte 4.
Sendo, que especifica critérios para elaboração das SDS, para garantir um melhor alinhamento com a Parte 3 de Rotulagem.
Essas alterações têm como objetivo estabelecer os mesmos critérios para combinação de frases de perigo e precaução, bem como observando que a omissão de elementos não aplicáveis para rótulos também se aplicam às SDS.
As emendas da Parte 4 também esclarecem que as informações reduzidas permitidas em um rótulo devido ao tamanho do recipiente também se aplicam às fichas.
Qual período para mudança na legislação GHS no Canadá
Haverá um período de transição de três anos a partir da data em que as alterações foram registradas (15 de dezembro de 2022) até a entrada em vigor (15 de dezembro de 2025).
Durante este período, o WHMIS 2015 e WHMIS 2022 serão aceitos.
Embora, a mudança no Regulamento Canadense esteja de acordo com o compromisso do Canadá com o Plano Conjunto de Avanço do Conselho de Cooperação Reguladora (RCC) Canadá e Estados Unidos, os Estados Unidos ainda não publicaram suas mudanças esperadas para a 7ª edição revisada do GHS.
Porém está previsto que isso ocorra ainda neste mês (março de 2023).
Luiza Giatti
Avaliação & Comunicação de Perigo
Transporte produtos perigosos: IATA publicou um “Documento de Orientação para baterias de lítio” – Revisão 2023
As baterias de lítio tornaram-se a fonte de energia preferida para alimentar uma ampla variedade de bens de consumo, desde telefones celulares a brinquedos infantis, carros e bicicletas elétricas.
Embora amplamente utilizadas, a maioria das pessoas não sabem que as baterias de lítio são enquadradas como mercadorias perigosas para o transporte, e que podem representar um risco à segurança se as expedições não forem preparadas de acordo com os Regulamentos dos diferentes modais de transporte.
Para ajudar no atendimento dos requisitos estabelecidos pelo transporte aéreo de artigos perigosos, a IATA (International Air Transport Association) desenvolveu um “Documento com orientações” para expedidores, despachantes de carga, agentes terrestres, companhias aéreas e passageiros, com o objetivo de reunir todos os requisitos relacionados ao transporte de baterias de lítio, incluindo instruções de embalagem.
Este “Documento de orientação” passou por uma revisão recente este ano (2023), e inclui perguntas frequentes atualizadas e adicionais para os expedidores aprenderem como cumprir a 64ª edição (2023) da “IATA Dangerous Goods Regulations (DGR)” sobre definições, classificações, exceções e proibições.
Baixe já o “Documento de orientação para baterias de lítio (pdf)”, clicando aqui!
Natália Cavallaro
Avaliação e Comunicação de Perigo
Produtos Inflamáveis e Combustíveis: Mudanças com as atualizações na NR-20
Em 13 de abril de 2022 foi publicada a Portaria n° 806 pelo Ministério do Trabalho que altera, dentre outras Normas Regulamentadoras (NR), a NR 20 – Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis, na qual as alterações estão nos itens 1 e 2 do Anexo II – Instalações dispostos no item 20.4 – Classificação das Instalações, como pode ser visto a seguir.
“1. As instalações que desenvolvem atividades de manuseio, armazenamento, manipulação e transporte com gases inflamáveis acima de 1 (uma) tonelada até 2 (duas) toneladas e de líquidos inflamáveis e/ou combustíveis acima de 1 m³ (um metro cúbico) até 10 m³ (dez metros cúbicos) devem anexar ao seu PGR os seguintes registros atualizados ou mantidos em documento apartado, quando a organização for dispensada de manter o PGR:
a) o inventário e características dos inflamáveis e/ou líquidos combustíveis;
b) os perigos específicos relativos aos locais e atividades com inflamáveis e/ou líquidos combustíveis;
c) os procedimentos e planos de prevenção de acidentes com inflamáveis e/ou líquidos combustíveis;
d) as medidas para atuação em situação de emergência.
2. As instalações varejistas e atacadistas que desenvolvem atividades de manuseio, armazenamento e transporte de recipientes de até 20 (vinte) litros, fechados ou lacrados de fabricação, contendo líquidos inflamáveis e/ou combustíveis até o limite máximo de 5.000 m³ (cinco mil metros cúbicos) e de gases inflamáveis até o limite máximo de 600 (seiscentas) toneladas, devem anexar ao seu PGR os seguintes registros atualizados ou mantidos em documento apartado, quando a organização for dispensada de manter o PGR:
a) o inventário e características dos inflamáveis e/ou líquidos combustíveis;
b) os perigos específicos relativos aos locais e atividades com inflamáveis e/ou líquidos combustíveis;
c) os procedimentos e planos de prevenção de acidentes com inflamáveis e/ou líquidos combustíveis;
d) as medidas para atuação em situação de emergência.”
Sendo assim, passam a figurar exceções à aplicação do item 20.4, quando observadas determinadas limitações em volume de produtos de forma que as instalações não são consideradas classificadas, desde que os documentos mencionados nos itens desse anexo estejam anexados ao PGR ou disponíveis, caso o PGR seja dispensado.
Esta nova versão da NR 20 é aplicada a partir de sua publicação. Para mais informações a respeito, acesse o link a seguir e faça o download gratuito do NR20 na íntegra aqui.
Guilherme de Paula
Documentação de Segurança