Armazenamento seguro e incompatibilidade de produtos químicos – ABNT NBR 17160 entra em consulta pública.

A ABNT colocou em Consulta Nacional, no último dia 19/02/2024, a norma brasileira “NBR 17160 – Armazenamento seguro e incompatibilidade de produtos químicos”. Ela poderá ser acessada por qualquer pessoa cadastrada no site “ABNT Consulta Nacional” até o dia 19/03/2024.

É uma norma nova, baseada na norma internacional alemã “TRGS 510 – Storage of hazardous substances in non-stationary containers” que tem como foco estabelecer critérios para determinação de classes de armazenamento de produtos químicos, utilizando como base as classificações de perigos segundo NBR 14725 e de transporte segundo Resolução 5998/ANTT (norma vigente na época da elaboração do documento), de forma a propiciar uma segregação dos produtos quanto a suas respectivas incompatibilidades químicas.

Além da criação destas Classes de armazenamento para facilitar a segregação, são também estabelecidas regras para o armazenamento seguro dos produtos químicos, de acordo com as classes e indicações especificas com base em outras normativas para o caso de alguns desses grupos, por exemplo, explosivos, líquidos inflamáveis, substâncias oxidantes, entre outras.

Para ler o Projeto de Revisão ABNT NBR 17160 na íntegra acesse o site da ABNT por meio do link https://www.abntonline.com.br/consultanacional/ e busque pelo comitê ABNT/CB-010 Química, onde você encontrará o projeto em consulta:  PROJETO ABNT NBR 17160 Armazenamento seguro e incompatibilidade de produtos químicos. Mas lembre-se: o prazo para acesso e apontamentos de melhoria acaba no dia 19/03/2024.

Google irá rastrear emissões de metano a nível mundial através de satélite com IA

Foto: Divulgação/MethaneSAT. Fonte: https://gq.globo.com/um-so-planeta/noticia/2024/02/google-rastrear-metano-nivel-mundial.ghtml.

O Google, em parceria com a ONG Environmental Defense Fund (EDF), utilizará imagens de satélite e inteligência artificial para controlar a liberação de um dos principais gases que contribuem para o aquecimento global: o metano.

  • Metano

Foto: Fórmula molecular do metano. Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/quimica/metano.htm.

O metano é um hidrocarboneto que pode ser extraído do petróleo e possui fórmula molecular CH4 e número CAS (Chemical Abstracts Service) 74-82-8.

É um gás incolor, inodoro, inflamável e sob pressão de acordo com o Sistema Globalmente Harmonizado (GHS), asfixiante simples se inalado (em concentrações elevadas, provoca asfixia por redução da concentração de oxigênio do ambiente) e pode provocar frostbite à pele (queimadura por frio). É produzido através de diversos processos na natureza, e, juntamente com o dióxido de carbono (CO2), é um dos principais contribuintes para o aquecimento global.

  • Projeto/satélite

O principal objetivo é quantificar, mapear e reduzir a emissão do gás na atmosfera global.

Em uma inovadora solução de curto prazo, conseguirão identificar vazamentos em infraestruturas de indústrias globais e responsabilizá-las devidamente pela contribuição no efeito estufa.

Satélites já são utilizados no rastreamento de incêndios florestais e desmatamentos. Mas em março, o Google e a EDF passarão a usar esta tecnologia para outra finalidade: a de criar um mapa em tempo real das emissões de metano, gás responsável por 30% da poluição causada pelo homem, que leva ao aquecimento global.

O “MethaneSAT” será lançado em março ao espaço a bordo de um foguete operado pela companhia do empresário Elon Musk, a SpaceX. De acordo com especialistas o projeto será um esforço que depende de trabalho em campo com aviões e equipamentos de infravermelho.

O instrumento será capaz de orbitar a Terra 15 vezes ao dia em uma altitude de mais de cerca de 560 km.

o projeto foi primeiramente anunciado há seis anos pela EDF, porém teve atrasos devido a pandemia. A parceria com o Google permitirá que o satélite use o Google Cloud, além de IA, mapeamento e imagens de satélite, para fornecer o primeiro mapa capaz de expor como equipamentos contribuem para vazamentos de metano. Além disso, o projeto conta com a colaboração de cientistas da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas da Universidade de Harvard, além do Centro de Astrofísica da instituição e cientistas do Observatório Astrofísico Smithsonian.

o satélite irá medir as “nuvens” de metano invisíveis emitidas através de operações de petróleo e gás. O mapeamento dos vazamentos possibilitará que as informações sejam utilizadas por pesquisadores, reguladores, investigadores, empresas e o público em geral.

O MethaneSAT custou cerca de R$ 437 milhões (um total de US$ 88 milhões) e foi projetado para conseguir mensurar as emissões de metano que outros satélites não conseguem identificar. Além disso, a tecnologia pode calcular a quantidade das emissões, de onde elas são e como mudam.

Especialistas em metano afirmam, no entanto, que o caminho desde a detecção de um vazamento até fazer uma empresa corrigi-lo pode ser árduo.

Assim que estiver em órbita, o software e os espectrômetros do MethaneSAT, que medem diferentes comprimentos de onda de luz para detectar o metano, vão identificar tanto locais com concentração nas nuvens do elemento quanto as áreas mais amplas, onde os gases se difundem e se espalham.

Também será feito uso de algoritmos de detecção de imagem da Google para criar o primeiro mapa global da infraestrutura da indústria de petróleo e gás.

Existem milhões de operações de petróleo e gás ao redor do mundo e informações sobre onde muitas dessas instalações estão localizadas são estritamente protegidas e, quando estão disponíveis, são caras para acessar. Alguns países também impedem que pesquisadores estudem sua infraestrutura ou usem aviões voando baixo para medir emissões. Com satélites, este cenário pode mudar.

Para ajudar as organizações, os conhecimentos obtidos a partir da ferramenta estarão disponíveis no site do MethaneSAT – disponibilizadas pelo Google Earth Engine, a plataforma de monitoramento ambiental da companhia. Será possível fazer correlações com outros dados. Os usuários do Earth Engine poderão combinar os dados sobre o metano com outros conjuntos de dados, como cobertura do solo, florestas, água, ecossistemas, fronteiras regionais, entre outros, para monitorar as emissões de metano em uma determinada área ao longo do tempo.

  • Cenário mundial

Atualmente, os reguladores nos Estados Unidos e em outros lugares do mundo estão pressionando por leis e regras mais rigorosas para conter os vazamentos provenientes de instalações de petróleo e gás. Impulsionado pelo momentum da COP28 em dezembro, o governo dos Estados Unidos anunciou novas regras que exigirão mais monitoramento e reparo de vazamentos. A União Europeia também concordou com padrões mais rigorosos em novembro.

Uma vez que a colaboração do satélite identificar de onde vêm os vazamentos, a EDF usará o Sistema Global de Alerta e Resposta de Metano das Nações Unidas, que enviará dados sobre vazamentos de metano para governos e formuladores de políticas agirem.

  • Referências bibliográficas:

https://gq.globo.com/um-so-planeta/noticia/2024/02/google-rastrear-metano-nivel-mundial.ghtml

https://www.terra.com.br/byte/google-vai-lancar-satelite-com-ia-para-mapear-areas-que-emitem-metano,9b1cb2247a32878745cb0356e4b93573qlgd09oh.html

https://exame.com/esg/como-o-google-usara-satelites-e-intecigencia-artificial-para-rastrear-vazamentos-de-metano/

https://brasilescola.uol.com.br/quimica/metano.htm

ANVISA proíbe lotes de fórmula infantil

Foi determinada pela Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA) a proibição de seis lotes de fórmula infantil em pó de uma fabricante americana.

A medida foi tomada após comunicado feito pela agência reguladora norte-americana U.S. Food and Drug Administration (FDA) a respeito de possível contaminação por Cronobacter sakazakii.

As bactérias do gênero Cronobacter spp. provocam infecções em humanos, principalmente em recém-nascidos. Dentre as infecções mais comuns provocadas estão: meningite e enterocolite necrosante, além da possibilidade de bacteremia e septicemia. Até o momento não foram confirmados casos de infecções associadas ao consumo desses lotes do produto.

De acordo com a Lei nº 11.265, de 3 de janeiro de 2006, artigo 3, inciso XVIII, fórmulas infantis para lactentes são todo produto em forma líquida ou em pó destinado à alimentação de lactentes até o 6º (sexto) mês, sob prescrição, em substituição total ou parcial do leite materno ou humano, para satisfação das necessidades nutricionais desse grupo etário.

Os padrões microbiológicos das fórmulas infantis em pó para lactentes são determinados no item 13.a da Instrução Normativa (IN) nº 161, de 1º de julho de 2022.

A publicação da medida preventiva foi feita no Diário Oficial da União no dia 12 de janeiro de 2024, por meio da Resolução (RE) nº 100, de 10 de janeiro de 2024. Esta Resolução impede a importação, comercialização, distribuição e uso desses lotes no país. Dentre os países informados pela FDA para os quais esses produtos foram importados, o Brasil não é mencionado.

A orientação dada pela ANVISA é que os consumidores verifiquem o lote impresso no rótulo. Os produtos pertencentes aos lotes recolhidos não devem ser utilizados ou oferecidos para o consumo por bebês.

Para ler a RE nº 100/24 na íntegra, clique aqui. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

Mapeamento de Legislações

Para uma empresa manter a segurança do ambiente e também dos colaboradores, é necessário seguir as leis vigentes. Entretanto, a maioria das leis acaba sofrendo alterações durante o tempo, por isso é necessário um mapeamento de legislações, para que a instituição não fique desatualizada.

Nesse sentido, os responsáveis pela instituição devem estar atentos aos diversos riscos que de acidentes que podem ocorrer na empresa. Entre eles, os riscos químicos, como a falta de conhecimento sobre manusear produtos, ausência de equipamentos de proteção, entre outros.

Então, se quer saber mais sobre como diminuir os riscos em sua empresa, através do mapeamento de legislações, para que acidentes não ocorram, continue lendo este artigo!

O que é risco químico?

gestão de risco químico: mapeamento de legislações

Riscos químicos são os perigos a que uma pessoa está exposta ao manipular produtos químicos. Ou seja, é a possibilidade de uma pessoa ter problemas de saúde ou danos físicos devido à manipulação errada.

Então, vale informar que ao mexer com produtos, é necessário estar atento aos cuidados de como manusear e utilizar essas substâncias.

Além disso, deve estar atento às legislações relacionadas aos produtos, por isso é necessário um mapeamento de legislações para facilitar.

Exemplo de risco químico

O hidróxido de sódio é muito corrosivo. Então, pessoas que devido aos seus trabalhos ficam expostas a essa substância, devem tomar alguns cuidados para diminuir os riscos.

Nesse sentido, é de suma importância a utilização de Equipamentos de proteção individual e coletiva, treinamentos, armazenamento adequado e inspeções.

Vale informar que existem diversos produtos que são extremamente tóxicos que podem causar problemas de saúde. Grande parte deles são produtos controlados pela polícia para exportação, para que as misturas sejam controladas e também utilizam códigos para identificar cada um.

No mapeamento de legislações, como reconhecer os riscos químicos? 

Para reconhecer os riscos químicos é muito importante realizar um levantamento dos produtos químicos na empresa.

Nesse sentido, esse levantamento deverá constar o nome do produto, a composição, qual a atividade que se realiza com ele, os perigos do produto, estado físico, como é o processamento, número CAS entre outros.

Então, a maioria dessas informações é possível encontrar nas Fichas de Informações de Segurança de Produto Químico (FISPQ). Assim, o documento deverá ser elaborado de acordo com as normas. Portanto, um mapeamento de legislações facilitará esse processo.

O que faz uma gestão responsável de risco químico?

Uma gestão responsável do risco químico, estará por dentro de toda a legislação e definirá as boas práticas em uma empresa.

Nesse sentido, ficará responsável pela avaliação da documentação de segurança química, como ficha de segurança dos produtos, resíduos (FDSR), rótulos de embalagens, controle de novas matérias-primas, realizar treinamentos, armazenagem nos locais corretos, entre outros.

Então, uma empresa que contrata uma assessoria de segurança química, estará seguindo as normas e evitará que acidentes venham ocorrer no ambiente de trabalho. Além disso, não correrá riscos de não estar regulamentado com as exigências mais recentes das normas. 

Qual a importância do mapeamento de legislações? 

Quando se tem uma gestão responsável de risco químico, ela ficará responsável por realizar o mapeamento de legislações. 

Sendo assim, quando for necessário, ficará mais fácil de consultar as normas brasileiras e internacionais vigentes. Além disso, a empresa ficará toda regulamentada, pois estará por dentro de todas as atualizações.

A Intertox oferece o serviço de Mapeamento de Legislações, no qual mapeia todas as normas e leis vigentes brasileiras e internacionais, que sofreram alterações referentes à comunicação de perigo. As atualizações são acompanhadas de perto por nossa equipe técnica antes mesmo da publicação, sempre com foco no segmento da sua empresa, garantindo a sua conformidade legal.

Mapeamento de Legislações é um serviço que proporciona grande otimização de mão de obra interna e atende empresas que não possuem departamentos técnicos próprios, eliminando a dificuldade do cliente em acompanhar diversas legislações e normas regulamentadoras nacionais ou de outros países.

Intertox garante a conformidade legal do seu negócio! Confie em nossos profissionais técnicos, eles possuem o know how necessário para atender as particularidades da sua empresa

Gestão do Risco Químico (GRQ)

GRQ é um serviço que proporciona um diagnóstico completo da gestão dos Riscos Químicos, através de uma análise global do processo produtivo envolvendo todo o ciclo de vida dos produtos, desde a chegada, até a saída do produto final. Abrange aspectos regulatórios, ocupacionais, sinalização das áreas, armazenamento, incompatibilidades químicas, manuseio seguro das substâncias e análise crítica da documentação técnica, e de treinamentos.

Avaliamos o atendimento às normas da ABNT, MTE, Purple Book/ONU (GHS) e Resolução ANTT 5232, entre outras.

O serviço é customizado, o escopo técnico é elaborado a partir da matriz de criticidade e do alinhamento entre apontamentos do cliente e elementos normativos.

Além disso, avaliamos a capacitação dos trabalhadores, indicamos os treinamentos necessários para a operação de cada área da empresa e ações necessárias para garantir a segurança de colaboradores, atendendo a todas as etapas do ciclo produtivo.

Gestão do Risco Químico

A gestão do risco químico é um processo que tem como objetivo identificar, avaliar e controlar os riscos associados à manipulação, armazenamento, transporte e descarte de substâncias químicas. Esses riscos podem incluir incêndios, explosões, exposição a produtos tóxicos e danos ambientais.

A gestão do risco químico envolve várias etapas, incluindo:

  1. Identificação dos riscos: O primeiro passo é identificar os riscos associados às substâncias químicas em uso ou em armazenamento. Isso pode ser feito por meio de análises de risco, avaliações de segurança e análises de falhas.
  2. Avaliação dos riscos: A avaliação dos riscos envolve a determinação da probabilidade e das consequências dos eventos perigosos associados às substâncias químicas. Isso ajuda a determinar a prioridade de ação para reduzir o risco.
  3. Controle dos riscos: Depois de identificar e avaliar os riscos, é importante implementar medidas de controle para reduzir ou eliminar esses riscos. Isso pode incluir medidas de segurança, como a instalação de sistemas de ventilação e extintores de incêndio, ou medidas de prevenção, como a rotulagem adequada de produtos químicos.
  4. Monitoramento e revisão: A gestão do risco químico deve ser um processo contínuo e deve incluir o monitoramento e revisão das medidas de controle implementadas. Isso ajuda a garantir que as medidas de controle permaneçam eficazes e atualizadas.

A gestão do risco químico é importante para garantir a segurança dos trabalhadores e do meio ambiente e para cumprir as regulamentações e legislações locais e internacionais. As empresas que utilizam substâncias químicas devem ter um plano de gestão do risco químico bem definido e implementar medidas de controle adequadas para minimizar os riscos associados às substâncias químicas que manuseiam.

Como podemos definir a gestão do risco químico?

A gestão do risco químico pode ser definida como o conjunto de medidas e estratégias adotadas pelas empresas para identificar, avaliar e controlar os riscos associados à manipulação, armazenamento, transporte e descarte de substâncias químicas. O objetivo principal da gestão do risco químico é garantir a segurança dos trabalhadores, do meio ambiente e das comunidades próximas às instalações onde são manuseadas substâncias químicas.

A gestão do risco químico envolve várias etapas, como a identificação dos riscos, a avaliação dos riscos, o controle dos riscos e o monitoramento e revisão das medidas de controle implementadas. Essas etapas visam a prevenção de acidentes, incêndios, explosões, exposições a produtos tóxicos e danos ambientais causados pela manipulação inadequada de substâncias químicas.

A gestão do risco químico é uma prática fundamental para empresas que lidam com substâncias químicas, que devem cumprir as regulamentações e legislações locais e internacionais relacionadas à segurança e ao meio ambiente. Além disso, a implementação de uma gestão eficiente do risco químico pode reduzir os custos relacionados a acidentes e perda de produtividade, contribuindo para a sustentabilidade dos negócios.

Quais são os principais componentes da gestão do risco químico? 

A gestão do risco químico envolve vários componentes que são essenciais para garantir a segurança dos trabalhadores, do meio ambiente e das comunidades próximas às instalações onde são manuseadas substâncias químicas. Entre os principais componentes da gestão do risco químico, destacam-se:

  1. Identificação dos riscos: Esse componente envolve a identificação dos perigos e riscos associados às substâncias químicas, bem como a avaliação do potencial de exposição dos trabalhadores e do meio ambiente a esses riscos.
  2. Avaliação dos riscos: A avaliação dos riscos envolve a análise dos riscos identificados, com o objetivo de determinar a probabilidade de ocorrência de eventos perigosos e as consequências desses eventos, caso ocorram.
  3. Controle dos riscos: Esse componente envolve a implementação de medidas de controle para reduzir ou eliminar os riscos identificados. As medidas de controle podem incluir a substituição de substâncias químicas perigosas por alternativas mais seguras, a implementação de medidas de proteção coletiva e individual, e o uso de equipamentos de proteção individual.
  4. Comunicação dos riscos: Esse componente envolve a comunicação clara e transparente dos riscos associados às substâncias químicas para os trabalhadores, fornecedores, clientes e outras partes interessadas.
  5. Monitoramento e revisão: Esse componente envolve a monitorização e avaliação contínuas das medidas de controle implementadas, bem como a revisão periódica do plano de gestão do risco químico para garantir que as medidas de controle permaneçam eficazes e atualizadas.

A gestão do risco químico é um processo contínuo e dinâmico que requer a participação de todos os envolvidos na manipulação, armazenamento, transporte e descarte de substâncias químicas.

A implementação eficaz de todos esses componentes é essencial para garantir a segurança dos trabalhadores, do meio ambiente e das comunidades próximas às instalações onde são manuseadas substâncias químicas.

Como funciona a avaliação do risco químico?

A avaliação do risco químico é um processo que envolve a análise dos perigos e riscos associados às substâncias químicas, com o objetivo de determinar a probabilidade de ocorrência de eventos perigosos e as consequências desses eventos, caso ocorram. Esse processo é essencial para identificar e controlar os riscos químicos nas atividades industriais.

A avaliação do risco químico pode ser dividida em duas etapas principais:

  1. Identificação dos perigos: A primeira etapa da avaliação do risco químico envolve a identificação dos perigos associados às substâncias químicas, tais como inflamabilidade, explosividade, toxicidade, corrosividade, entre outros. Essa etapa é realizada por meio de análises químicas e físicas das substâncias químicas e dos processos de produção e manuseio.
  2. Avaliação do risco: Na segunda etapa, é avaliado o risco associado aos perigos identificados. Isso envolve a análise da probabilidade de ocorrência de eventos perigosos, como vazamentos, incêndios e explosões, e das consequências desses eventos, tais como danos ambientais, lesões aos trabalhadores e perdas financeiras. Essa avaliação pode ser quantitativa, com a utilização de modelos matemáticos e estatísticos, ou qualitativa, por meio da análise de dados e informações.

Com base na avaliação do risco químico, são implementadas medidas de controle para reduzir ou eliminar os riscos identificados. Essas medidas podem incluir a substituição de substâncias químicas perigosas por alternativas mais seguras, a implementação de medidas de proteção coletiva e individual, e o uso de equipamentos de proteção individual.

A avaliação do risco químico é um processo contínuo, que deve ser revisado regularmente para garantir que as medidas de controle permaneçam eficazes e atualizadas.

Conheça alguns de seus benefícios:

  • Mapeamento completo das condições de segurança química e riscos ocupacionais;
  • Aumento de segurança e minimização de riscos com passivos trabalhistas, fiscalização, perícias e redução de FAP (Fator Acidentário de Prevenção);
  • Maior eficiência no processo produtivo, queda na taxa de absenteísmo (afastamento de colaboradores);
  • Elaboração de plano de ação, para que a empresa se mantenha em conformidade com as normas e legislações nacionais vigentes (Ministério do Trabalho e EmpregoABNTCorpo de BombeirosCETESBANVISAMAPAExército BrasileiroPolícias Civil e Federal, entre outros).