Envelope de emergência
O Envelope de emergência também é obrigatório e acompanha a Ficha de emergência, portanto a Intertox indica aos clientes que solicitem os dois documentos no mesmo serviço, o que não exclui a elaboração apenas do envelope, caso essa seja a necessidade do cliente.
Atende as normas vigentes ABNT NBR 7503, ABNT NBR 14619 e Resolução 5232 ANTT.
Ficha de emergência
elaboração da Ficha de emergência atende a norma ABNT NBR 7503, ABNT NBR 14619 e Resolução 5232 ANTT, sendo obrigatório para veículos que transportem produtos químicos perigosos no modal terrestre.
Além da garantia de conformidade, evitando multas, a FE também propicia a segurança no transporte de produtos químicos perigosos e informa a conduta correta em caso de emergência.
Rótulo
O serviço de elaboração de rótulo atende a necessidade de comunicação de perigos e riscos para produtos ou resíduos químicos.
Além de ser uma documentação obrigatória (MTE NR-26, ABNT NBR 14725 e ABNT NBR 16725), é essencial para garantir a segurança química durante o manejo do produto ou resíduo ao qual se destina, seja durante a manipulação, armazenagem, transporte ou descarte.
Além da conformidade, o rótulo ajuda a minimizar os riscos de acidentes e afirma sua responsabilidade socioambiental.
Após vazamento de ácido sulfônico, reabastecimento de água é iniciado em Joinville (SC)
Um vazamento de ácido sulfônico ocorreu na manhã de segunda-feira, 29 de janeiro, em Joinville (SC) após um caminhão que transportava ácido sulfônico colidir na rodovia SC-418.
O vazamento fez com que a prefeitura de Joinville decretasse situação de emergência, interrompendo a captação de água da Estação de Tratamento de Água (ETA) de Cubatão para evitar que a substância, que contaminou o Rio Seco, um afluente do Rio Cubatão, contaminasse o sistema. Leia a notícia completa aqui.
O químico entrevistado usou terminologias muito genéricas e, por isso, incorretas do ponto de vista toxicológico. Usar termos como “toxidez muito aguda” remete a uma classe e grau de perigos diferentes das que a substância verdadeiramente apresenta.
O ácido sulfônico é um líquido classificado como perigoso à saúde pelo sistema GHS como “Nocivo se ingerido” (Toxicidade aguda – oral – categoria 4) e “Provoca queimaduras na pele e dano aos olhos” (Corrosão/irritação à pele – categoria 1B e Lesões oculares graves/irritação ocular – categoria 1). Devido a estes perigos, a orientação é evitar contato com a área e o consumo da água contaminadas.
Além disso, a substância também é classificada como perigosa ao ambiente aquático nos critérios do GHS como “Tóxico ao ambiente aquático” (Perigos ao meio ambiente – agudo – categoria 2″). Apesar de ser rapidamente biodegradável, os cuidados ambientais são necessários tanto devido à toxicidade já citada quanto ao fato de que, por ser um ácido, altera o pH do corpo d’água causando danos adicionais ao ambiente.
O químico entrevistado diz que seria “inviável jogar soda cáustica” para neutralizar a substância por também ser “tóxica”. Novamente a terminologia utilizada não remete ao perigo específico da “soda cáustica”, uma vez que esta substância somente é considerada corrosiva a pele a aos olhos (Corrosão/irritação à pele – Categoria 1A e Lesões oculares graves – Categoria 1) e os efeitos ao meio ambiente são apenas os causados pela alteração do pH do corpo d’água.
Além disso, a reação de neutralização entre as substâncias anularia seus perigos individuais, somente sendo necessário considerar os perigos do produto dessa reação (que não foi citado na notícia, não podendo ser avaliado).
Outro ponto citado na notícia é a confusão de conceitos entre “não ser inflamável” e “Funcionar como combustível”. “Inflamabilidade” é, basicamente, a capacidade de iniciar um incêndio na presença de calor e/ou faísca; “Funcionar como combustível” é, basicamente, a capacidade de queimar durante um incêndio; portanto não são conceitos que deveriam ser comparados entre si.
Em razão da contaminação, foram feitos monitoramentos na região da estação de água, e na terça-feira, 30 de janeiro, a ETA Cubatão foi reativada após a realização de análises da água tratada, considerada potável e dentro dos parâmetros recomendados para consumo.
Após sobreviver a injeção letal, homem será executado com método polêmico
Um homem de 58 anos, condenado à pena de morte no Alabama, EUA, enfrentará execução na quinta-feira, 25 de janeiro, através de um método inédito, após sobreviver à injeção letal.
Ele será a primeira pessoa nos EUA a ser executada por inalação de nitrogênio (reportagem completa aqui).
Tal forma de execução está sendo equiparada a tortura pela ala dos Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas).
O nitrogênio é uma substância gasosa não classificada como tóxica agudamente por inalação, considerando-se os critérios do GHS. Desta forma a morte do homem será por um processo chamado de “Asfixia Simples”.
A “Asfixia Simples” é aquela em que o gás (neste caso o Nitrogênio) remove mecanicamente o Oxigênio do ar dos pulmões, impedindo a entrada do oxigênio no organismo. Pode ser considerada tortura por ser um processo lento, aflitivo e doloroso para o indivíduo.