Lançamento da Revista Virtual de Química - edição especial em Defesa Química

No último dia 25 de abril, foi lançada a edição especial da Revista Virtual de Química (RVq) sobre Defesa Química.

Nos últimos anos o Brasil se consolidou como um potente país emergente firmando a economia estável e expressiva dentro do cenário mundial. Neste contexto, o país obteve credenciais para sediar os dois maiores eventos esportivos mundiais. Em tal cenário, algumas questões veem à tona, principalmente referentes à Segurança Pública e a questão de potenciais ataques terroristas. Em nosso país não há tais ameaças, porém, sediar grandes eventos levantou a questão e a proteção contra ameaça química, biológica, radiológica e nuclear (QBRN), tornou-se uma preocupação prioritária na rotina de segurança interna.

O Brasil observou a necessidade de criar condições para que a estrutura do país esteja preparada para responder à possíveis ameaças terroristas com agentes QBRN, neste sentido, diversas ações têm sido realizadas, uma delas foi lançar um número especial da RVq dedicado exclusivamente à Defesa Química.

O uso de armas químicas e biológicas é umas das principais preocupações para a segurança nacional durante o acontecimento destes grandes eventos. As armas químicas e biológicas constituem as classes de armas não convencionais de mais baixo custo, de mais difícil detecção e controle e, além das armas nucleares, as únicas capazes de provocar grande destruição de vidas sem precedentes na história da humanidade.

A edição especial sobre Defesa Química, aborda questões técnicas e conceituais referente a Convenção de Proibição das Armas Químicas (CPAQ) no Brasil, o processo de acreditação de laboratório para análise de agentes químicos de guerra do Exército Brasileiro, a pesquisa sobre Defesa Química no país e tratam de temas como a fluidodinâmica computacional (CFD) aplicada a dispersão de nuvens de agentes tóxicos em locais públicos, desenvolvimento de antídotos contras as agentes neurotóxico, o tratamento de queimaduras químicas provocadas pelos agentes vesicantes, o perigo do uso de ricina como agente de guerra química, entre outros.

A publicação desta edição especial demostra a maturidade que o Brasil vem atingindo em relação à Defesa Química. Ainda tem muito a ser pesquisado e desenvolvido, mas evidencia que o país possui capacidade e massa crítica devidamente capacitada para atuar nesta área. 


Referências
http://www.uff.br/RVQ/index.php/rvq/index
http://revinter.intertox.com.br/phocadownload/Revinter/v4n3/rev-v04-n03-11.pdf
http://revinter.intertox.com.br/phocadownload/Revinter/v4n3/rev-v04-n03-11.pdf

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