Japão reafirma que não quer Protocolo de Kyoto

O tema é uma das questões mais cruciais em discussão na Conferência do Clima, em Cancún. Os Estados Unidos não ratificaram o tratado e a China, como outros países em desenvolvimento, têm em alguns casos apenas metas voluntárias de redução das emissões de gases causadores do efeito estufa.

Em matéria circulada na imprensa eletrônica Japão reafirma que não quer Protocolo de Kyoto. Para ministro japonês Akira Yamada, embora haja pressão internacional, tratado não luta contra as mudanças climáticas.

O Japão continua a reafirmar sua recusa em aceitar um acordo para o segundo período de comprimento do protocolo de Kyoto. O ministro japonês de relações internacionais de Akira Yamada afirmou que o protocolo de Kyoto não é a maneira mais justa e mais eficiente para tratar as mudanças climáticas.

O país defende a criação de outro instrumento que obrigue todos a reduzir suas emissões de gases causadores do efeito estufa, tanto países desenvolvidos com em desenvolvimento, mesmo que de forma diferente. “O protocolo de Kyoto não luta contra o desafio das mudanças climáticas, ele só cobre 27% das emissões globais”, disse Yamada.

O ministro japonês afirmou que, embora haja pressão internacional, o Japão vai continuar a expressar a sua opinião. “Temos que entrar em um consenso. As negociações continuam e acreditamos que possamos alcançar bons resultados no fim da sessão”, disse.

Alba mais tranquila

O segundo período de comprometimento do protocolo de Kyoto é o maior impasse da COP-16, durante as negociações na madrugada de ontem, os países do bloco Alba (formado por Equador, Venezuela, Bolívia e Nicarágua) ameaçaram sair das negociações caso o protocolo não fosse prolongado, mas Cuba interferiu e conseguiu fazer com que mudassem de idéia.

Na tarde desta quinta-feira (9), Claudia Salerno, negociadora da Venezuela, se disse mais tranquila em relação ao andamento das negociações para um consenso e que enquanto as negociações continuarem, não vê motivo para se retirar.

“Creio que agora há um bom terreno para um entendimento aqui em Cancún. Não é fácil negociar com partes com opiniões tão diversas. As dificuldades são as mesmas que tínhamos em Copenhague, mas a vontade de entrar em um acordo é maior”, disse Claudia.

O Protocolo de Kyoto, que obriga quase 40 países desenvolvidos a reduzir suas emissões em 5,2% entre 2008 e 2012, é o único acordo obrigatório e expira em dois anos, sem ter ainda nenhum substituto. As duas principais críticas ao protocolo de Kyoto estão no fato de Estados Unidos e China, responsáveis por 41% das emissões globais, estarem de fora deste acordo, assim como as metas exigidas no tratado serem muito baixas.

Os Estados Unidos não ratificaram o tratado e a China, assim como outros países em desenvolvimento, têm em alguns casos apenas metas voluntárias de redução das emissões de gases causadores do efeito estufa. De acordo com o painel intergovernamental de mudanças Climáticas (IPCC), o recomendável seria cortar de 25% a 40% das emissões globais comparado ao nível emissões no ano de 1990, que é o ano base do Protocolo de Kyoto.

Fontes:

http://ultimosegundo.ig.com.br/cop/japao+reafirma+que+nao+quer+protocolo+de+kyoto/n1237860575520.html

http://www.greenpeace.org.br/clima/pdf/protocolo_kyoto.pdf

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