Identificação incorreta de produtos químicos dificulta a avaliação de peritos sobre a morte de agrônomo em Goiânia

No último dia 18 de Junho, o engenheiro agrônomo Fernando Grizzo, de 47 anos, veio a óbito após a inalação de um produto químico em sua casa. Segundo informações do Corpo de Bombeiros a vítima estava realizando descarte de produtos usados na fabricação de fertilizantes, quando ocorreu uma reação entre os produtos químicos que liberou fumaça tóxica e provocou sua morte.

Além do engenheiro estavam na residência sua esposa e seus dois filhos, que foram levados ao hospital e liberados no mesmo dia com seus quadros estáveis; e também quatro cachorros da família tiveram que ser socorridos.

De acordo com conhecidos Fernando tinha uma produção artesanal de fertilizantes e seus produtos recebiam identificação com siglas desenvolvidas por ele. Além disso, o agrônomo era representante de uma fábrica de agrotóxicos e ainda não se sabe se o produto descartado pela vítima era desta empresa ou de sua própria fabricação.

Segundo peritos, os produtos fabricados pela vítima estavam misturados e sem identificação na maioria das embalagens. Os produtos com etiquetas, não colaboraram para o reconhecimento pois não seguem padronização e foram elaboradas pela própria vítima. Por conta disto, o produto descartado por Fernando seguiu para verificação laboratorial para melhor avaliação e identificação e só após essa análise é que será possível saber qual foi a substância descartada e se foi ela que ocasionou sua morte.

O acidente nos mostra o quanto a identificação e as informações sobre produtos químicos é essencial para evitar possíveis efeitos adversos à saúde dos usuários e para gerenciar os riscos que podem surgir com a exposição a estes produtos, além é claro da importante da capacitação adequada para manipular e reconhecer os possíveis efeitos tóxicos destes produtos químicos.