Ecotoxicologia: Óleo de cozinha, um contaminante ambiental

O óleo de cozinha está entre os principais poluidores do meio ambiente, um problema que vem se acumulando e agravando rapidamente, pois 1 litro de óleo tem capacidade de poluir de 100 a 1 milhão de litros de água.

Por ser menos denso que a água, o óleo de cozinha forma uma película sobre ela, o que provoca a retenção de sólidos, entupimentos e problemas de drenagem quando colocados em pias ou vasos sanitários, que são redes coletoras de esgoto. Para descontaminar a água, o custo é elevado - cerca de 20% do tratamento do esgoto.  

Nos rios e corpos d’água, a película formada pelo óleo de cozinha dificulta a troca gasosa entre a água e a atmosfera, além da evaporação da água, o que resulta na morte de peixes e outros tipos de vida aquática.

Se acabar no solo, o líquido pode impermeabilizá-lo, o que contribui com enchentes e alagamentos. Ademais, quando entra em processo de decomposição, o óleo libera o gás metano que, além do mau cheiro, agrava o efeito estufa.

Um grande exemplo do reaproveitamento do óleo de cozinha acontece em Itatiba (SP), onde a coleta para reciclagem alcançou 2.480 litros em 2013, por meio do programa "Itatiba + Sustentável", criado pela prefeitura para incentivar a reciclagem do material.

A cidade tem cerca de 50 pontos de coleta, espalhados por escolas, empresas e postos de saúde. Os moradores precisam levar o óleo em garrafas plásticas higienizadas. O material coletado é entregue à Creche Nosso Lar, que o utiliza na fabricação de sabão, que é vendido e gera recursos para a instituição.

Já na Vila Mariana em São Paulo, a síndica de um condomínio residencial, implantou a coleta de óleo de cozinha o que evitou o trabalho de desentupir os canos de sua rede de esgoto a cada seis meses. O óleo funciona como uma cola entre outros dejetos, formando pedras que podem obstruir o encanamento da rede de esgoto.

Na Grande São Paulo estima-se que 1,3 milhão de litros de óleo sejam coletados todo mês, o que corresponde a apenas 5% do total descartado. Este resíduo tem valor comercial e serve, por exemplo, para a fabricação de sabão, de massa de vidraceiro e de biodiesel.

O melhor destino para o resíduo é sua transformação em biodiesel, já que a demanda é crescente. Por lei, o diesel comercializado nos postos deve ter a adição de um porcentual de biodiesel de 5%.

Essas ações contribuem para a preservação do meio ambiente e no desenvolvimento de uma consciência ambiental nas populações.

 

Referências

http://www.cbnfoz.com.br/editorial/brasil/s%C3%A3o-paulo/30012014-87374-itatiba-recicla-2-480-mil-litros-de-oleo-de-cozinha-em-2013

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/poluicao-cano-abaixo-511102.shtml

http://bemzen.uol.com.br/noticias/ver/2012/06/03/1434-oleo-de-cozinha

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